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Ministério Apologético CACP
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Teorias acerca da volta de Jesus
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Autor : |
Prof. João Flávio Martinez |
Publicado em : |
Terça, 06/11/2007 |
Sistemas Escatológicos 1 - Introdução
A igreja primitiva esperava o retorno de Cristo para breve, em época bem perto de si. Sobre isso não pairam dúvidas. Mesmo assim (ou talvez exatamente por isto) ela nunca elaborou um sistema escatológico e o legou às gerações posteriores. Na realidade, ela não esperava muitas gerações vindouras. As informações do NT são esparsas, pouco sistematizadas (talvez a única exceção seja 1Coríntios 15 e I Ts. 4:13-18) e não permitem que se assegure que um determinado sistema de interpretação seja o mais próximo das Escrituras. Os defensores dos diversos sistemas esgrimem versículos bíblicos em prol de sua posição e contra a dos outros. É mais uma questão de opção do que uma questão de firmeza doutrinária ou teológica. Mesmo assim, deve-se evitar o sensacionalismo, que quase sempre é de mau gosto e conduz à precipitação.
2 - Pré-milenismo
E a doutrina que afirma que após a segunda Vinda de Cristo, ele reinará por mil anos sobre a terra antes da consumação final do propósito redentivo de Deus nos novos céus e nova terra na Era Vindoura. Esta é a forma natural de entender-se Apocalipse 20.1-6.
1 – Visão Apocalíptica do Pré-milenismo
I. Época da Igreja - Apocalipse 1 a 3
(1) Aumento do mal.
(2) Apostasia.
II. A grande tribulação (sete anos) - Apocalipse 4 a 19
(1) Arrebatamento - a vinda de Cristo para os santos.
(2) Ceifa - a ressurreição dos santos.
(3) A Igreja retirada do mundo.
4) O tribunal de Cristo sobre os crentes.
(5) Tribulação sobre os judeus.
III. O milênio - Apocalipse 20.1-6
(1) Vinda de Cristo com os santos.
(2) Respiga - ressurreição dos mortos e tribulação dos santos.
(3) Batalha do Armagedon.
(4) Satanás é acorrentado.
(5) Juízo tipo ovelhas e cabritos sobre as nações.
(6) O milênio.
IV. Pouco tempo - Apocalipse 20.7-15
(1) Satanás solto.
(2) Satanás encabeça revolta.
(3) Batalha de Gogue e Magogue.
(4) Satanás é derrotado.
(5) Os maus são ressuscitados.
(6) Juízo do "grande trono branco" sobre as nações.
V. A eternidade
(1) Os maus no inferno.
(2) Os justos no céu.
3 - O pós-milenismo
Sua idéia básica é esta: Cristo vem após o milênio. Sua vinda será pós-milênio, portanto, daí o seu nome. Seu esquema, em linhas gerais, é como segue.
I. O mundo atual torna-se gradualmente milenário pela ação da Igreja
(1) O bem e o mal continuam juntos, crescendo lado a lado, como na parábola do joio e do trigo, em Mateus 13.24-30.
(2) O crescimento do evangelho transforma o mundo, derrota o mal, faz o bem reinar e inaugura o milênio. Com um conhecimento maior de Deus, os homens viverão como Adão deveria ter vivido. No fim deste período edênico (um novo Éden), os crentes se tornarão frouxos e Satanás sairá para enganá-los.
A ordem eterna
(1) No fim do reino milenário de justiça, Cristo voltará, impedindo novo desastre, como o acontecido no Éden.
(2) Ele vencerá Satanás.
(3) Ele ressuscitará todos os mortos.
(4) Ele realizará o juízo final.
(5) Os perdidos serão enviados à condenação.
(6) Os salvos entrarão no céu.
4 - O amilenismo
O a é o prefixo privativo, significando "não milênio". Também é chamado de não-milenismo. Basicamente esta posição não aceita a idéia de um milênio literal, alegando que e lá é baseada num texto, apenas, de um livro altamente simbólico, no qual os números dificilmente podem ser considerados como literais. Nesta interpretação, literalizar a idéia é um risco. O termo amilenismo não é muito feliz porque dá a idéia de que seus defensores não aceitam a idéia de um milênio ou que recusam os versículos de Apocalipse 20.1-6, o que não é correto. Jay Adans sugeriu outro termo, milenismo realizado. Isso porque os amilenistas crêem que o milênio está em processo de formação. Mas o termo já se generalizou e é melhor aceitá-lo, dando as explicações e fazendo as ressalvas necessárias. Eis um esquema sucinto do amilenismo.
I. O mundo atual
Este estado de coisas continuará com o bem e o mal em coexistência até que chegue a segunda vinda de Cristo. É uma ordem social de natureza material e temporal que terá fim.
II. A ordem eterna
(1) A segunda vinda de Cristo
(2) A ressurreição de todos
(3) O julgamento de todos
(4) Os perdidos serão enviados à condenação
(5) Os salvos entrarão no céu
O amilenismo sustenta que só haverá uma segunda vinda de Cristo, uma só ressurreição, um só juízo, terminando a ordem atual e estabelecendo a ordem eterna sem o intervalo de mil anos.
5 - Implicações teológicas, filosóficas e sociológicas da escatologia cristã
As implicações maiores que podemos alistar aqui são:
(1) Cremos que a atual ordem é passageira e será substituída, não por outra ordem humana, mas pela ordem de Deus.
(2) Ao mesmo tempo, esta crença não deve ser um estímulo para o alheamento, mas deve ser um estímulo para um envolvimento na sociedade para que, a influência cristã, reconhecendo nós a corrupção deste mundo, melhore o quanto possível esta ordem.
(3) Qualquer que seja a corrente escatológica preferida, a questão central permanece: esperamos o retorno de Cristo para a implantação final do seu reino.
(4) A questão da morte continua como um fantasma sobre toda a raça humana. A Igreja de Cristo tem a melhor explicação, pela sua cosmovisão, sobre o assunto. Não pode ela omitir-se do seu testemunho ao mundo.
(5) A obra de Cristo anuncia a derrota final de Satanás, a superação da morte e anuncia ao fiel a certeza de uma vida com ele depois desta vida. O fiel tem a certeza de uma morada de descanso com o Senhor. Esta é a nossa grande esperança.
(6) A Igreja não é um projeto que pode ou não dar certo, mas é um projeto com certeza de vitória. Só existe uma possibilidade para o desfecho da luta que se trava há milênios neste mundo e nas esferas espirituais: a vitória final de Jesus Cristo. A Igreja não trabalha com possibilidades de derrota ou de empate, mas é vocacionada para a vitória.
(7) A obra de evangelização e missões é a tarefa que deve impregnar a mente da Igreja para que todo o mundo saiba sobre seu Salvador.
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É fundador do CACP, graduado em história e professor de religiões. |
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