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Eu posso provar a existência de Deus?

por Pr. Joaquim de Andrade - qui mar 13, 12:05 am

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I – INTRODUÇÃO

“Todo aquele que se dedica ao estudo da ciência chega a convencer-se que nas leis do Universo se manifesta um Espírito sumamente superior ao do homem, e perante o qual nós, com nossos poderes limitados, devemos nos humilhar.”  Albert Einstein.

“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força, nem se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, que faço misericórdia, juízo e justiça na terra, porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.” Jeremias 9:23, 24

 

II – POR QUE OS HOMENS NEGAM A EXISTÊNCIA DE DEUS

Milhões de pessoas não estão interessadas em saber se Deus existe ou não, e jamais se preocupam em discutir o assunto.

Em um mundo que exalta a aquisição de bens materiais, supervaloriza a busca do prazer e a glória de si mesmo, vem-se tornando cada vez mais fácil muitos se esquecerem de Deus, ou viverem como se ele não existisse.

Porém, o fato é que a negação da existência de Deus põe em total desordem a vida.

 

III – O HOMEM QUER SER SUPERIOR A DEUS

O mesmo sentimento de soberba responsável pela queda de Lúcifer diante de Deus é o que tem impulsionado a maioria dos indivíduos que se confessam ateus.

A irreverência e a rebeldia têm brotado no coração de milhões de seres humanos, levando-os a tentar “expulsar” Deus do meio da humanidade e do universo.

São os ateus militantes, coisa inédita na história humana. Essas pessoas não só professam o ateísmo, mas promovem também o antiteísmo, ensinado hoje tecnicamente em universidades especializadas.

Deus, além de negado, está sendo combatido.

E o resultado de tudo isso é a atual crise universal, a mais espantosa de todas elas.

Quando seres humanos resolvem desconhecer a Deus, passam a viver fora da obediência às suas leis.

E, como consequência, as colunas que sustentam a vida desabam, e passam a prevalecer então a anarquia, a violência, a devassidão e o egoísmo.

 

IV – NÃO SE ESFORÇARAM NA BUSCA DA VERDADE

Todavia, o filósofo inglês Francis Bacon afirmou que o ateísmo está, na maioria dos casos, mais na boca do que no coração daqueles que se dizem ateus.

Algumas vezes, o que leva mesmo muitos estudiosos a assumirem uma posição de desconhecimento da existência de Deus é o fato de, não avançando nos seus estudos e pesquisas como deveriam, e achando que já atingiram o mais alto grau de conhecimento que poderiam alcançar, eles se ensoberbecem nos seus “esforços” para encontrar a verdade, sem saber que ficaram muito aquém do verdadeiro caminho que os conduziria a ela.

Diante desse indiferentismo — um mal que cresce hoje cada vez mais —, o advogado romano convertido ao cristianismo no início do século III, Tertuliano, dizia: “Nós só pedimos uma coisa: que não nos condenem sem antes nos ouvir”.

 

V – A SOBERBA CONDUZ AO ATEÍSMO

Tem-se observado que, na maioria dos casos, ateus realmente sinceros no mais profundo de suas consciências, convencidos plenamente de seu ateísmo, dificilmente alguém os poderá encontrar.

O que existe são homens soberbos, com ares de superioridade, os lábios cheios de ironia, vaidosos de seus conhecimentos, de suas riquezas materiais, ou de suas queixas e ironias.

Crer na existência de Deus para eles significa dar uma demonstração pública

 

VI – A INDIFERENÇA CONDUZ AO ATEÍSMO

O escritor francês Lamennais (1782-1854), no seu livro Ensaio Sobre a Indiferença, descreveu com certa ironia os homens que se acham muito superiores em seus estudos, a ponto de lhes ser indiferente o fato de Deus existir ou não:

Passam a sua vida comparando palavras, investigando as relações dos números e as propriedades da matéria; para satisfazer esses ‘grandes espíritos’, nada mais se torna necessário.

Que dizes tu a esse sábio acerca de Deus, cujo nome enche a terra?

É verdade que ignora que Deus é quem lhe dá inspiração. Ignora a posição que ocupa, nem sabe o que deve esperar ou temer, se existe Deus, se há uma religião verdadeira, se existe céu ou inferno; ignora tudo isto, e suas ações são como se tudo fosse apenas um sonho!”

Pode-se dizer que tais homens estão mortos.

Cheios de orgulho, contemplam-se do alto dos seus conhecimentos, fixam-se friamente no seu egoísmo, preferindo viver sob o pálido clarão da sua curta inteligência, rejeitando a brilhante luz da Palavra de Deus, onde encontrariam a Verdade, cujo verdadeiro nome é Jesus Cristo.

 

VII – JAMAIS FORAM ENCONTRADOS POVOS ATEUS

“Todos os grandes estudiosos das religiões, em todos os tempos e entre todos os povos, confirmam que a crença na existência de Deus é universal.

Nunca existiram povos ateus.

Nunca se encontrou tribo ou nação que não acreditasse em um Ser superior; os viajantes que afirmaram o contrário foram depois desmentidos pelos fatos.

Tanto os antigos missionários que partiram para evangelizar os mais longínquos recantos da terra, como também os exploradores de regiões desconhecidas depararam-se com a ideia de um Ser Supremo espalhada entre os povos.

Por esse e outros motivos, podemos afirmar que o ateísmo — essa epidemia que vem contaminando ao longo dos séculos o espírito de milhões de seres humanos — é uma espécie de câncer que nasce no coração de indivíduos soberbos, uma posição vaidosa, uma decisão precipitada, superficial e, em muitos casos, uma fuga.

Porém, devemos também considerar que muitos se declaram ateus por jamais terem sido eficientemente alcançados pela reveladora e transformadora mensagem de Jesus Cristo.

 

VIII – OS PRIMEIROS POVOS E A ADORAÇÃO A UM SER SUPREMO

O que se conclui dos depoimentos prestados pelos estudiosos é que o reconhecimento da existência de Deus é natural ao espírito humano: demonstra-o a história de todos os povos, em todos os tempos.

A crença na existência de um Ser Supremo, criador de todas as coisas, está documentada tanto nas antigas marcas e restos de utensílios e pinturas encontrados nos locais onde viveram as primeiras famílias descendentes de Adão e Eva, como também nos papiros e monumentos egípcios, nos tabletes de barro da Assíria e da Babilônia, nos primeiros escritos do povo hebreu, nos antigos livros da índia, nas gravações em ossos na China, nos pergaminhos gregos e nos monumentos romanos.

Porém, em nenhuma dessas fontes essa crença foi tão sublime e corretamente registrada como na Bíblia.

Os primeiros homens que povoaram a terra adoravam a Deus e o viam como o controlador da vida e da morte, o protetor dos seres humanos desde os altos céus, de onde lhes enviava a luz do sol e a chuva.

A maneira como esses antigos homens enterravam os seus mortos demonstrava que eles acreditavam na imortalidade da alma e, consequentemente, na existência de um Ser Superior, que possuía total domínio sobre aquele mundo desconhecido — o mundo dos mortos.

A posição do cadáver, deitado de lado com a cabeça repousando em uma das mãos, e os joelhos dobrados e unidos à altura do peito, além de vários objetos pessoais enterrados com ele, indicavam que os que o haviam sepultado ali alimentavam a esperança de o morto um dia acordar para uma nova existência.

 

IX – A ALMA ANSEIA PELO SEU CRIADOR

Portanto, antes de o politeísmo perverter o coração humano e arrastar grande parte da humanidade para a idolatria, para o abismo da indiferença, da descrença e da dúvida sobre a existência após a morte, a fé em um só Deus dominava os corações dos seres humanos, e os levava a suspirar por Deus.

Esses hinos sublimes, escritos em épocas muito antigas, falam da alma imortal.

Esse anseio da alma pelo seu Criador é uma das primeiras provas da existência de Deus dadas por Ele mesmo às suas criaturas.

Aristóteles dizia que “o que é inerente à essência, é universal: tudo quanto o homem tem instintivamente por verdadeiro, é uma verdade natural”.

E por esse motivo que o ateísmo, a negação da existência de Deus resultante de uma convicção clara e deliberada, é um fenômeno isolado, uma degeneração da consciência do homem, mas nunca a expressão geral da humanidade.

 

X – ORAÇÕES DOS POVOS PRIMITIVOS

Encerraremos este artigo citando duas das orações deixadas por alguns grupos humanos primitivos.

Elas são numerosas, e provam que a fé na existência de um Ser único e superior sempre existiu em todas as regiões da Terra.

Essas orações foram recolhidas por missionários e antropólogos, que fizeram uso de métodos científicos de pesquisa sociológica moderna, e provaram exatamente o contrário do que muitos ateus afirmavam, ou seja: provaram que a ideia da existência de Deus sempre esteve presente no coração humanidade.

Eis a oração dos algonquinos, um grupo muito antigo que viveu em algumas regiões da atual América do Norte:

Pai, homem de cima,

nós te agradecemos

por nos permitires

viver nesta terra.

Que nossos pensamentos e orações

possam chegar até tua morada, no céu.

Ó Senhor, que reinas

acima das montanhas,

das árvores e das águas,

nós te agradecemos

por todas as coisas que nos deste:

os frutos,

a caça,

o peixe,

a gordura do urso.

Foste bom para nós,

estamos contentes contigo.

Nós te agradecemos por sermos numerosos

e podermos nos reunir

para te invocar.

 

Eis a oração deixada pelo antiquíssimo povo kasti-mumito, os primeiros habitantes da Polinésia (grupo de ilhas do oceano Pacífico):


Ó Grande Espírito,

que te achas no azul central,

que moras acima das estrelas

que nunca morres,

que tens tua casa no sol,

nós te invocamos;

dá-nos a vida,

nós te invocamos;

dá-nos a água de que necessitamos.

 

Diante destas e de outras antigas orações, ainda haverá dúvida de que os povos primitivos tinham dentro de si a ideia da existência do Criador e Pai, superior a todos os deuses?

Apesar de não terem recebido a revelação da existência e natureza de Deus como os judeus grandiosamente receberam, os antigos povos não ficaram totalmente privados dos testemunhos da existência daquele que tudo criou, cujo poder e glória estão manifestos visivelmente nas obras da criação, no coração e na consciência dos seres humanos.

Fica, portanto, demonstrado nesta matéria, existir desde os mais remotos tempos no coração dos povos uma certeza espontânea da existência de Deus, uma fé natural, que, apesar de não ser capaz de justificar-se cientificamente ou segundo a revelação que nos foi dada através das Sagradas Escrituras, descansa com segurança em motivos sólidos e simples, colocados pelo próprio Deus no coração de todos os seres humanos.

 

XI – O HOMEM À PROCURA DO SEU CRIADOR

Haverá algo mais belo, edificante e sublime do que meditarmos sobre a existência e os mistérios do Ser que é mais profundo do que o mais profundo de nós mesmos, cuja glória e poder enchem a terra e os céus?

Todos os grandes homens que influenciaram a história do pensamento humano consagraram um estudo especial sobre “o Ser do qual não é possível pensar nada maior”, segundo a famosa definição de Deus elaborada pelo famoso teólogo Anselmo de Cantuária (1033-1109).

Não existe, em todo o Universo, assunto de maior grandeza. Crer ou não crer na existência de Deus — eis a questão que divide a humanidade, e define o nosso destino eterno.
Acreditando ou não na existência do Criador, o homem necessita de Deus para compreender-se a si mesmo e entender os mistérios da vida e da Natureza.

É por esse motivo que não se tem notícia de povos ateus entre os primeiros grupos humanos que habitaram o mundo primitivo.

O moralista e historiador grego Plutarco (45-125 d.C.) costumava dizer que “é possível encontrar cidades sem muralhas, sem ginásios, sem leis, sem moedas, sem cultura literária; mas um povo sem Deus, sem orações, sem juramentos, sem ritos religiosos, sem sacrifícios, jamais foi encontrado”.


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