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EUA confirmam morte de refém

por Artigo compilado - sáb dez 06, 9:46 am

jornlista luke

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, em visita surpresa ao Afeganistão neste sábado (6), confirmou os rumores sobre a morte do jornalista americano Luke Somers durante uma tentativa de resgate no Iêmen. Segundo Hagel, Somer foi atingido por ataques de militantes da Al-Qaeda durante a operação. Ele acrescentou que outro refém – o sul-africano Pierre Korkie – foi morto no resgate.

O presidente Barack Obama ofereceu condolências à família de Somer e de Korkie e disse que a operação de resgate havia sido autorizada. Ele condenou o “assassinato bárbaro” dos reféns. “Os Estados Unidos não pouparão esforços para usar toda a sua capacidade militar, de inteligência e doméstica para trazer os americanos para casa seguros, onde quer que eles estejam. E terroristas que queiram ferir nossos cidadãos sentiram o longo braço da Justiça americana.”

O braço da rede Al-Queda no Iêmen havia publicado um vídeo em que Somers aparecia sendo ameaçado de morte caso demandas não especificadas não fossem atendidas. No vídeo, ele se identificava como Luke Somers e dizia ter sido sequestrado há mais que um ano. Ele afirmava estar em busca de “qualquer ajuda que possa me tirar desta situação”.

Somers, um jornalista de 33 anos, foi sequestrado na capital do Iêmen, Sanaa, em setembro de 2013, juntando-se a vários outros estrangeiros, incluindo ocidentais mantidos em cativeiro por militantes de grupos armados muçulmanos sunitas no país da Península Arábica.

No vídeo, um membro da Al-Qaeda na Península Arábica (Aqap), braço iemenita da rede militante, critica a política externo do presidente dos EUA, Barack Obama, que, segundo ele, leva a mortes e “massacres”, citando como exemplo os ataque com drones no Iêmen e ataques aéreos contra supostos militantes por todo o mundo muçulmano.

“Alertamos Obama e o governo norte-americano das consequências de seguir adiante com qualquer outra ação estúpida”, disse o representante da Aqap identificado como Nasser bin Ali al-Ansi.

“Nós damos ao governo norte-americano um prazo de três dias a partir da divulgação deste comunicado para atender a nossas demandas, sobre as quais tem conhecimento; caso contrário, o refém norte-americano mantido por nós vai encontrar o seu destino inevitável”, acrescentou ele, sem especificar as demandas, que, segundo ele, os EUA “conhecem bem”.

De acordo com autoridades dos EUA, a Aqap tem financiado suas operações com milhões de dólares em resgates pagos em troca de reféns europeus.

Extraído do G1 em 06/12/2014


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