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EUA não têm mais maioria protestante

por Julio Severo - dom out 14, 9:50 pm

Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos não têm mais uma maioria protestante, de acordo com um estudo recente.

Essa foi uma das principais manchetes da mídia americana nesta semana.

Desde que os Peregrinos chegaram, os EUA eram uma nação predominantemente protestante. Mas o século XXI trouxe mudanças drásticas. A percentagem de adultos protestantes nos EUA atingiu 48 por cento em sua constante queda desde décadas atrás.

Enquanto isso, o número de americanos que não têm nenhuma religião está crescendo, especialmente entre os brancos.

Essa é a primeira vez que o Fórum Pew sobre Religião & Vida Pública registrou com segurança que o número de protestantes caiu para baixo de 50 por cento.

Essa queda já era há muito tempo esperada e chega numa época em que o Supremo Tribunal dos EUA não tem nenhum juiz protestante, e quando o Partido Republicano, cujos líderes são historicamente protestantes, tem um candidato a presidente e vice-presidente que não são protestantes.

Entre os motivos para a mudança está que as grandes denominações protestantes tradicionais, abraçadas a um liberalismo agressivo que tem produzido pastores presbiterianos, luteranos e anglicanos gays, tem afastado membros mais conservadores, que buscam alternativas, inclusive nas igrejas não-denominacionais, que são majoritariamente carismáticas e neopentecostais.

As igrejas mais carismáticas são mais conservadoras, mais fechadas à ordenação de pastores gays e mais abertas ao Espírito Santo e seus dons, enquanto as grandes denominações protestantes tradicionais dos EUA são geralmente o exato oposto: são mais progressistas, mais abertas à ordenação de pastores gays e mais fechadas ao Espírito Santo e seus dons.

Mas nem todos estão optando pelas igrejas não-denominacionais. Um grande número de membros simplesmente abandona as igrejas protestantes tradicionais e fica sem religião. O número desses americanos que não quer nenhuma religião está agora em 20 por cento.

De acordo com reportagem recente da revista Veja, “43% dos evangélicos no final da adolescência e jovens adultos deixaram a igreja tradicional [presbiteriana, luterana, batista, etc.] para seguirem crenças mais liberais.”

A grande preocupação é que, com o crescimento explosivo do liberalismo nas igrejas protestantes e a perda constante de seus membros, o protestantismo nos EUA está seguindo o caminho da Europa, onde as igrejas da Reforma estão lutando para não morrer.

Essa tendência tem implicações políticas, inclusive para o futuro dos EUA.

Os eleitores americanos que se descrevem como não tendo religião votam esmagadoramente em políticos esquerdistas, que já contavam com um apoio considerável dos eleitores protestantes progressistas.

O Pew revelou que os americanos que não têm religião apoiam o aborto e o “casamento” gay numa taxa muito mais elevada do que os protestantes progressistas.

Os evangélicos progressistas sempre foram um importante eleitorado do Partido Democrático, de linha agressivamente esquerdista. Mas agora os americanos sem religião demonstram ser eleitores mais sólidos para esse partido.

O presidente Barack Obama, que é do Partido Democrático, é um evangélico progressista e grande promotor do islamismo e homossexualismo.

Os evangélicos conservadores, compostos em grande parte por carismáticos, pentecostais e neopentecostais, preferem o Partido Republicano, que tem metas políticas relativamente menos progressivas, mas está cada vez menos conservador e está sob menos influência evangélica.

Pela primeira vez na história do Partido Republicano, o candidato a presidente, Mitt Romney, é um homem pertencente ao mormonismo, uma seita não cristã.

O eleitor cristão conservador se depara com um dilema cruel na escolha dos candidatos na disputa presidencial de 2012: um mórmon de intenções duvidosas ou um evangélico progressista que não deixa dúvida alguma com relação à sua intenção já muito bem conhecida de impor a agenda gay no mundo inteiro, com a poderosa máquina do governo americano.

Romney pode ser menos agressivo, mas seu histórico político é também progressista. O primeiro estado americano a legalizar o “casamento” gay foi Massachusetts, sob o governo de Romney. Assim, a disputa de 2012 é entre um mórmon progressista com um evangélico doidamente progressista.

O avanço conservador moral decisivo hoje na sociedade e política americana vem sendo feito majoritariamente por carismáticos e neopentecostais, mas eles não têm ainda os números e poder social e político que as igrejas protestantes tradicionais tinham até recentemente. Pelo contrário, o conservadorismo carismático enfrenta resistências da esquerda americana, seja de igrejas históricas que adotaram o liberalismo ou da própria mídia pró-aborto e pró-“casamento” gay.

“Os líderes carismáticos que dão um passo para dentro das disputas políticas são normalmente atacados pela esquerda e pelos grandes meios de comunicação no momento em que eles são percebidos como eficazes ou influentes”, o Dr. John Stemberger disse num artigo da revista Charisma. “A esquerda tem transformado numa forma de arte virtual a demonização de qualquer líder [cristão carismático] famoso que assuma uma postura a favor dos valores cristãos”.

O que está acontecendo nos EUA, onde as grandes igrejas protestantes estão se inclinando pesadamente para a esquerda, não é diferente do que está acontecendo no Brasil, onde a igreja cristã predominante, a Igreja Católica, tem majoritariamente seguido a marxista Teologia da Libertação e cuja CNBB teve papel fundamental na fundação do PT.

A contaminação progressista tem feito nas igrejas protestantes históricas dos EUA o que tem feito na Igreja Católica sob domínio da CNBB no Brasil: o enfraquecimento do conservadorismo que defende a família natural contra o totalitarismo esquerdista.

O que poderia salvar os evangélicos dos EUA de um destino catastrófico é uma volta, entre as grandes denominações protestantes, ao exemplo de Anthony Comstock, um evangélico americano do século XIX considerado campeão na luta contra a pornografia, a contracepção e o aborto.

Com informações do DailyMail e Associated Press. Fonte: www.juliosevero.com


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

7 Comentários

Comentários 1 - 7 de 7Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Não há nenhum problema que um político seja religioso. Mas é preciso separar os verdadeiros dos falsos cristãos ou membros de outra crença religiosa. 

  2. Esse site é evangélico e crê na palavra de Deus como regra de fé e prática e a Bíblia diz que o povo se alegra quando o justo governa. Mas no dia do juízo final veremos se os crentes estão certos ou não.

  3. entendo que temos o livre escolha porem com este também vem o veredito de DEUS . assim sendo devemos em nos termos parametros ou limites para o que víamos a fazer

  4. Vamos tirar um tempo e falar do amor de CRISTO para as pessoas.

  5. Olha, “Igreja Mórmon” é apenas um nome popular, o nome oficial e correto é A Igreja De Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, logo endende-se que trata-se sim de uma igreja cristã. Ao menos pesquisem direito antes de jogar qualquer informação na internet…

    1. como pode ser cristã, se o fundador joseph smith foi um adultero (poligamo) ?
      e as “placas de ouro” do anjo moroni de um “outro evangelho” ? nunca leu galatas 1:8 ?
      voce é que deveria pesquisar mais … logo NÃO entende-se que é igreja mas seita. 

  6. Toda a questão pode ser respondida da seguinte forma : há uma diferença entre cristianismo e  a cristandade. Na Bíblia diz que uma árvore boa não dá más frutos. Se deu é porque é podre. Cristão não pega em armas em nome de Deus, não persegue os de outra religião em nome de Deus . 

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