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Ex-Padres contam porque deixaram a batina

ALBERTO RIVERA-EX-JESUÍTA

(TESTEMUNHO)

Alberto Rivera era um padre Jesuíta. Sua mãe morreu quando ele era muito jovem, formou em sua mente que procurando um padre ele aprenderia a verdade sobre Deus.Sua consciência procurava onde estava a verdade. Ganhou uma bíblia, que passou a lê-la debaixo das cobertas. Muitos fatos deixaram-no decepcionado. Trabalhou como Saulo da bíblia para o crescimento da igreja Católica e a derrocada do Protestantismo. Quando a sua vida estava se esgotando Jesus livrou-o e agora podia testemunhar. Mas, sua história não para aqui.

Como um padre Jesuíta estava sendo orientado para ser lider, Alberto Rivera era treinado dentro dos planos por seus superiores. Muitos do que eles disseram não poderia ser escrito (ninguém ousaria).

Os testemunhos quando foram para o publico sofreram ataques da igreja católica diretamente no seu autor.

Como resultado de seu testemunho, Alberto Rivera contribuiu para que muitos católicos romanos achassem a paz verdadeira e a confiança em Jesus, e o mais importante para sua salvação, em vez de confiar em papas, sacramentos ou bons trabalhos. Depois de ler uma parte de sua história, você pode entender por que ele produziu controvérsia mundial. Você nunca mais verá o catolicismo do mesmo modo novamente!

O editor dos quadrinhos que contam o testemunho da vida do Ex-Jesuíta Alberto diz o seguinte: “Dezoito anos atrás, pela providência de Deus, o Senhor indicou um homem com uma mensagem vital junto com um homem que teve um veículo para espalhar isto. Eu agradeço a Deus por me permitir trabalhar com Alberto na criação dos seis quadrinhos das Séries de Alberto. O propósito destas obras de Deus são: 1. Expor o catolicismo romano para o mundo e obtruir seu programa de trabalho. 2. Trazer o evangelho para um bilhão de católicos romanos presos em um sistema religioso sem salvação.”

Nós achamos que muitas pessoas têm perguntas depois de ler esta história verdadeira.Eis as respostas para estas perguntas.

Era Alberto realmente quem reivindicou ser?
Assim que o testemunho de Alberto Rivera ficou público, a Igreja católica romana começou seu plano de boicotar esta operação. Alberto sabia demais! Ter sido preparado para liderança dos Jesuítas, ele tinha informações em coisas muito sensíveis para escrevê-las. Agora ele estava dizendo tudo o que sabia ao mundo!

Alberto estava sendo denunciado como se nunca tivesse sido um padre, embora ele possuisse documentação clara. Um artigo escrito por Gary Metz, atacava Alberto e o acusava de todos os tipos de coisas. Alberto recusou-se a gastar sua vida discutindo com seus acusadores. Ao invés, ele marchou em frente, pregando o evangelho, e confiante na proteção de Deus.

O mais famoso destes ataques pessoais foi uma carta aberta publicada em “Cristianismo Hoje”, que tinha sido copiado e distribuído em torno do mundo muitas vezes no ano de 1980. Ao ler este ataque um Cristão chamado James Houston, que leu o suficiente da história para saber a verdade sobre Alberto, defendeu-o dizendo:” E vital para aqueles cristãos que sabem que eles estão desmentindo a Bíblia entenderem a natureza da igreja católica. Entenderão porque precisam alcançar apaixonadamente os católicos e mostrar-lhes a salvação pela fé em Jesus Cristo. Se esta carta que o “Cristianismo Hoje” está distribuindo para atacar a mensagem do Ex-Padre Alberto até negando que sempre fora um padre, é apropriado que façamos refutação. Daí iremos entender a natureza desta igreja.”

Antigos católicos que, depois de o encontrar, reconheceram imediatamente que ele era o Padre Alberto Riviera.

Donna Eubanks(Ex-Irmã Superior)

“Eu sou agora uma cristã verdadeira, pela graça de Deus, depois de 23 anos como uma freira das Irmãs de St. Joseph. Eu posso atestar, de conhecimento pessoal, que o Dr. Rivera está dizendo a verdade sobre o Sistema católico romano.”


Clark Butterfiels (Ex-padre)

“Depois de ler a história do Ex-Padre Alberto que percebi que eu não estava só em meu desejo como um antigo padre para trazer salvação para os milhões de cativos do sistema católico romano. Eu sou honrado por ser um associado com o ministério do Dr. Rivera.”

Identidade: Este cartão de I.D. era emitido pelo governo espanhol na Espanha em 1967, debaixo da regra do ditador espanhol Franco. Suas forças de segurança eram igualmente tão rígidas quanto a Gestapo era na Alemanha. Para obter este documento, Alberto teve que prover certidão de nascimento, documentos de identificação e prova positiva de sua arquidiocese de ser um padre. Várias organizações de segurança eram envoltas, semelhante a CIA e FBI. O padre, Alberto Rivera, teve que ser aprovado por todas estas organizações para receber este documento. Não existia nenhum modo de ter sido uma falsificação. Não existe nenhuma duvida que ele era um padre. O que você vê aqui é prova positiva. Iste documento era concedido por um governo que garantiu submissão absoluta para o papa através de concordata assinada pelo governo da Espanha e o Vaticano.

Depois que se livrou do juramento de celibato imposto pela igreja católica Alberto casou-se com Nury e tiveram um filho de nome Alberto Jr. Constituiu um ministério com um “Centro de informações anti-cristãs” divulgando a verdade sobre Jesus e a diferença que é o Cristo pregado pelo Vaticano.

O Dr. Alberto em 1997 ficou acamado e muito doente, vindo a falecer em 20 de junho do mesmo ano. Suas finanças já estavam deterioradas pois mantinha-se com o ministério que fazia e viajava muito. Sua esposa Nury continua seu ministério do “Centro de informações”.


Matéria compilada do site:

Chich Publications.

Fonte: colhido do site www.vivalegre.com.br/materias/materia.asp?cod=554Nome: Pr. Antônio Pinto de Sousa

Ex-padre da Paróquia de N. S. da Conceição na Cidade de Pentecoste no Estado do Ceará.

Formação:

Teologia no ITEP – Fortaleza.

Teologia na Pontíficia Universidade Urbaniana – ROMA.

Filosofia ITEP – Fortaleza

Filosofia UECE – Fortaleza

Pedagogia – Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA

Atividades que exerce atualmente:

Professor de Introdução à Filosofia e História do Cristianismo no Seminário Teológico Batista do Ceará

Professor na FACREFI

– História da Educação

– Fundamentos históricos e Filosóficos da Educação

– Teoria do Conhecimento I

– História do Brasil I e II

– História da Filosofia II


Testemunho

Assim está escrito: “o meu povo peca por falta de conhecimento” Oséias 4:6;

“Conheceis a verdade e a verdade vos libertará” João 8:32.

Durante mais de 15 anos estive ligado ao Catolicismo romano, onde nunca me realizei nem como Padre, nem como pessoa. Em sua palavra, Deus conferiu aos seus filhos o conhecimento necessário à salvação. Desse modo, à medida que o Espírito Santo ia revelando-me as grandes verdades, fui percebendo que estava “pregando mentiras” que não eram de acordo com a Palavra do Senhor Jesus. Mas, o que realmente influenciou minha saída do catolicismo romano, foi as contradições ali existentes, a falta de amor entre bispos e padres.

Fui ordenado sacerdote na diocese de Balsas, sul do Estado do Maranhão, e durante um mês de ordenado, tive vontade de sair, pois ali vivia-se um Deus morto e sem poder. Tudo era orientado para o lado social, enquanto a palavra de Deus era colocado num plano secundário.
Pouco a pouco Deus foi libertando-me do poder das trevas e revelando-me algo totalmente novo, extraordinário até então, desconhecido para mim.
Na Cidade de Balsas, até os hinos eram adaptados do Candoblé, numa prova de que o espírito mundano entrara naquela Igreja.

Meu pai foi acometido de uma grave enfermidade na Cidade de Itapajé, interior do Ceará, então tive que retornar a minha terra. Sem sombra de dúvida, era Deus começando a mudar a minha vida. Era o Senhor tirando-me, libertando-me dos grilhões do Catolicismo.
Fui encaminhado à diocese da Cidade de Itapipoca, interior do Ceará, e durante três anos fui Administrador Paroquial da Paróquia de Pentecoste. Ali Deus agiu muito na minha vida. Tínhamos uma missa de cura e libertação, onde Deus operou muitas maravilhas, curando e libertando pessoas oprimidas por Satanás. Os padres começaram a ter inveja e o bispo praticamente proibiu essa missa.

Em Pentecoste realizei muitos casamentos e batizei muitas crianças de graça, sem cobrar nada, pois a Palavra de Deus diz: “de graça recebestes, de graça dai. Pois o amor de Deus é gratuito”. Nunca concordei com essa prática diabólica das pessoas pagarem para obter o amor de Deus. Várias vezes recusei-me a seguir atrás de procissões, pois Isaías diz: “Nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens feitas de esculturas, feitas de madeiras, e rogam a um deus que não pode salvar” Isaías 45:20.
Nunca acreditei nessas bobagens, mesmo assim, Deus permitiu que ali permanecesse durante todo esse tempo para que hoje eu pudesse alertar outros irmãos que como eu, foram enganados.

Cada vez mais estava vazio espiritualmente, morto sem forças nem para orar. Ativismo era tremendo, além das cinco capelas na cidade, ainda tinha por obrigação rezar missas em 85 comunidades no sertão. Tudo tornou-se um ritual formalismo, todo esse ritualismo frio e repetitivo estavam consumindo minhas forças ao ponto de ser acometido por um princípio de paralisia facial.
Comecei a rejeitar tudo isso, principalmente a beatocracia, as festas de padroeiros(as), canonização de Santos, novenas etc…, missas de finados, dogmas católicos inventados os coloquei de lado.

Fazendo uma releitura da Bíblia, o Espírito Santo começou a me mostrar as mentiras, os dogmas inventados que serviam para manter o povo na supertição e na ignorância.

Desde siminarista assessorava cursos de Bíblia, mas fazia apenas intelectualmente. Era como se usasse uma máscara que ocultava a verdade. Fui percebendo os costumes pagãos que satanás colocou na Igreja, bem como fui notando uma teologia morna que colocou Deus num plano secundário. Fui percebendo que dentro da Igreja estava sendo gerado um cristianismo falido, frio e sem poder, a simplicidade de Cristo e de seus verdadeiros seguidores, deu lugar a uma Igreja orgulhosa, prepotente, forte, onde bispos e padres são os todo “poderosos”. No lugar das ordenanças de Cristo, teorias e tradições humanas foram colocadas em evidência.

Várias vezes pedi ao Senhor que realizasse um milagre na minha vida, que me transformasse num apóstolo verdadeiro da sua palavra. O Senhor escutou as minhas palavras e “aceitei a Jesus como meu Salvador e Senhor” na Igreja Batista. A partir desse momento sou uma nova criatura, o homem velho morreu, novo está nascendo, gerado pelo Poder do Espírito Santo.

Todas as coisas são passadas. Hoje quando leio a Palavra do Senhor, tudo é novo, tudo tem um novosignificado, glórias a Jesus que me chamou das trevas à sua luz admirável. Hoje sou Partor para a honra e glória do Senhor Jesus.
O Senhor tem me chamado para o Ministério de Ensinamento, ministro palestras sobre Seitas e outros falsos ensinamentos, bem como sou estudioso das profecias.

Obrigado Jesus por salvar a mim e a minha família! Apesar das perseguições, e das tribulações, Deus tem sido fiel e tem me honrado grandemente. Apesar de ter apenas um conhecimento parcial da verdade, mesmo assim aprendi a amar e a obedecer a Palavra do Senhor e pacientemente espero no Senhor a recompensa, apesar do sofrimento.
Como professor de História do Cristianismo, mergulhei fundo na história em busca da verdade, e fiquei horrorizado com tribunal da inquisição as perseguições, tanto herois anônimos que pagaram com a própria vida por oporem-se a uma Igreja mundana e prepotente, o que eles queriam? Volta à pureza do Cristianismo primitivo puro enraizado no nome de Cristo.

“Obrigado Espírito Santo por mostrar-me a verdade, estende Pai amado tuas mãos poderosas e santas sobre teus filhos que estão sendo enganados por doutrinas estranhas, revelando-lhes Tua força e poder, te peço em nome de Jesus, Teu filho amado, amém!”

Quem quiser se comunicar com o Pastor ANTÔNIO PINTO DE SOUSA escreva para:

Rua Santa Filomena, 1074 – Bairro Henrique Jorge – Fortaleza-Ceará

Fone: (085) 9945.3027

ou para a Cidade de Pentecoste, interior do Ceará:

Rua XV de Novembro, 58 – Bairro São Francisco – Telefone: 352.1359
na Igreja Batista Nova Jerusalém.


Charles Chiniquy- ex-sacerdote católico(TESTEMUNHO)

Chiniquy foi um famoso sacerdote católico do Canadá. Nasceu em Kamouraska, Quebec, em 20 de Julho de 1809. Fundou a primeira sociedade de temperança do Canadá na sua cidade natal e conquistou assim o título de “Apóstolo da temperança do Canadá”.

Por causa da sua habilidade e piedade foi-lhe confiado um grupo de franco-canadianos que se estabeleceram no Illinois.

No fim da sua vida tornou-se amigo de Abraão Lincoln.

Viajou pela Inglaterra muitas vezes e esta história particular da sua vida revelou-a pela primeira vez em Londres. Atingiu a ditosa idade de noventa anos, falecendo em Montreal a 16 de Janeiro de 1899.

A Dádiva da Salvação

Nasci em 1809, sendo baptizado na Igreja Católica Romana: fui ordenado sacerdote em 1833 no Canadá. Estou agora no meu septuagésimo quarto ano e passaram-se já, aproximadamente, cinquenta anos desde que recebi as ordens sacerdotais na Igreja de Roma.

Durante vinte e cinco anos fui sacerdote daquela Igreja. Digo-vos com toda franqueza que amei a Igreja de Roma, e ela também me amou. Teria derramado até à última gota do meu sangue pela minha Igreja e teria dado mil vezes a minha vida para estender o seu poder e dignidade sobre todo o mundo. A minha grande ambição era converter os protestantes e trazê-los para dentro de minha Igreja, porque me foi dito, e eu o preguei, que fora da Igreja de Roma não havia salvação, e entristecia-me pensar que aquelas multidões de protestantes iam-se perder.

Poucos anos depois de haver nascido, vivi num lugar onde não havia escola. A minha mãe foi a minha primeira professora, e o primeiro livro em que me ensinou a ler foi a Bíblia. Quando tinha oito ou nove anos li o Divino Livro com indizível prazer e o meu coração apaixonou-se pelas belezas da Palavra de Deus. A minha mãe seleccionava os capítulos que desejava que eu lesse e a atenção que eu dispensava a essa leitura era tal, que muitas vezes recusei sair para brincar com as crianças, a fim de poder usufruir o prazer da leitura do Santo Livro. Gostei mais de alguns capítulos que de outros, os quais decorei.

Porém, depois que a minha mãe morreu, a Bíblia desapareceu de casa, provavelmente por meio do sacerdote que anteriormente tentara apoderar-se dela. Esta Bíblia é a origem de todas as coisas nesta história. É a luz que foi posta na minha alma quando eu era jovem e, graças a Deus, aquela luz nunca se extinguiu. Permanece na minha alma. É àquela querida Bíblia, pela graça de Deus, que devo a indizível ventura que hoje sinto de estar entre os remidos, entre aqueles que têm recebido a luz, e estão bebendo da fonte pura da verdade.

Porém, talvez estejais inclinados a perguntar: “Os sacerdotes católicos romanos não permitem ao povo ler a Bíblia?” Sim, graças a Deus que o permitem. Isto é hoje um facto em quase todo o mundo, pois a Igreja de Roma dá permissão para que se leia a Bíblia, e podereis encontrar o Livro de Deus nos lares de alguns católicos romanos.

Ao confessar isto, porém, cumpre-me dizer toda a verdade. Quando o sacerdote põe a Bíblia nas mãos de seu povo, ou quando o mesmo sacerdote recebe a Escritura da Igreja, há uma condição, e esta é que, embora o sacerdote ou o povo possam ler a Bíblia, não devem nunca, sob quaisquer circunstâncias, interpretar uma única palavra de acordo com a sua consciência, a sua inteligência, ou a sua própria mente. Quando fui ordenado sacerdote jurei que só interpretaria as Escrituras com o unânime consentimento dos Santos Padres.

Amigos, ide hoje aos católicos romanos e perguntai-lhes se têm permissão para ler a Bíblia. Eles vos dirão: “Sim, podemos lê-la.” Porém, perguntai-lhes: “Tendes permissão para interpretá-la?” Eles vos responderão: “Não.” O sacerdote diz positivamente ao povo, e a Igreja diz positivamente ao sacerdote, que não podem interpretar nem uma só palavra da Bíblia de acordo com sua própria consciência e inteligência, e que é um grande pecado atrever-se a interpretar uma simples palavra da Bíblia. O sacerdote, com efeito, diz ao povo: “Se tentardes interpretar a Bíblia com a vossa própria inteligência, estareis perdidos. A Bíblia é o mais perigoso dos livros. Podeis lê-la, mas é melhor não a lerdes, porque não a podeis entender.”

Qual o resultado de tal ensino? É que, embora o sacerdote e o povo tenham a Bíblia em suas mãos, eles não a podem ler. Leríeis um livro se estivésseis persuadidos de que não poderíeis entender, por vós mesmos, nem uma só palavra? Seríeis tão tolos para desperdiçar o vosso tempo lendo um livro acerca do qual estivésseis persuadidos de que não entenderíeis nem uma só palavra? Assim, meus amigos, esta é a verdade a respeito da Igreja de Roma. Possuem um grande número de Bíblias. Encontrareis exemplares do Livro Sagrado sobre as mesas e nas estantes dos sacerdotes e dos leigos, porém entre dez mil sacerdotes não há dois que leiam a Bíblia do princípio ao fim e lhe prestem atenção. Lêem algumas páginas aqui e ali, e nada mais.

Na Igreja de Roma a Bíblia é um livro inacessível; porém não foi assim comigo. Considerei-a preciosa para mim, quando eu era ainda criança, e quando me tornei sacerdote de Roma lia-a para tornar-me um homem forte, e fazer-me hábil para defender a Igreja.

O meu grande objectivo era confundir os protestantes da América. Obtive um dos livros dos “Santos Padres”. Estudei-o dia e noite, cortejando-o com as Santas Escrituras, a fim de preparar-me para a grande batalha que desejava sustentar contra os protestantes. Fiz esse estudo visando fortalecer minha fé na Igreja Católica Romana.

Porém, louvado seja Deus! Cada vez que lia a Bíblia sentia uma misteriosa voz que me dizia: “Não vês que na Igreja de Roma não podes seguir os ensinamentos da Palavra de Deus, mas somente as tradições dos homens?” Na hora silenciosa da noite, quando ouvia esta voz, chorava e clamava, mas esta voz repetia-se tão forte como um trovão. Queria viver e morrer na Santa Igreja Católica, e orava a Deus para que silenciasse esta voz em mim, mas cada vez a ouvia mais forte. Enquanto eu lia a Sua Palavra, Deus tentava quebrar os meus grilhões, mas eu não queria ter os meus grilhões quebrados. Ele veio a mim com Sua luz salvadora, mas eu não a queria.

Não nutro maus sentimentos contra os sacerdotes católicos romanos. Alguns de vós pensam que os nutro. Estais errados. Algumas vezes choro por eles, porque sei que esses pobres homens, exactamente como eu fazia, lutam contra o Senhor, e sei também que eles são infelizes como eu o fui outrora. Se eu vos relatar uma das lutas de que acima falo, entendereis o que é ser um sacerdote católico romano, e orareis por eles.Em Montreal existe uma esplêndida catedral, com capacidade para quinze mil pessoas. Preguei ali muitas vezes. Um dia, o bispo pediu-me que falasse sobre a Virgem Maria, e tive o prazer de fazê-lo. Disse àquela gente o que então eu pensava ser a verdade, bem como o que o sacerdote crê e prega em toda a parte. Aqui está o sermão que preguei:

“Meus prezados amigos, quando um homem se tem rebelado contra o seu rei ou tem cometido um grande crime contra o seu imperador, ele vai falar-lhe pessoalmente? Se tem um favor a pedir ao seu rei, ousa ele, em tais circunstâncias, comparecer à presença do seu soberano? Não, o rei o repreenderia e o puniria. Que faz ele, então? Em vez de ir ele mesmo, escolhe um dos amigos do rei, algum dos seus oficiais, porventura a irmã ou a mãe do rei, e põe a petição nas suas mãos. Eles vão e falam em favor do homem culpado. Pedem perdão para ele, pacificam a ira do rei, e muitas vezes este concede a estas pessoas o favor que recusaria ao homem culpado.”

“Então, –disse eu–, todos nós somos pecadores. Todos nós temos ofendido o grande e poderoso Rei, o Rei dos reis. Temo-nos rebelado contra Ele. Temos calcado as Suas leis sob os nossos pés, e certamente Ele está irado contra nós. Que podemos fazer hoje? Iremos nós mesmos, pessoalmente, a Ele, com nossas mãos cheias de iniquidade? Não! Mas, graças a Deus, temos Maria, a mãe de Jesus, o nosso Rei, à sua mão direita, e como um obediente filho nunca recusa qualquer favor à sua querida mãe, assim, Jesus jamais negará qualquer favor a Maria. Ele nunca recusou atender qualquer petição que ela lhe apresentou quando estava na terra. Ele jamais, de modo algum, repreendeu a sua mãe. Que filho seria capaz de quebrantar o coração de uma terna mãe, estando em seu poder infundir-lhe gozo, concedendo-lhe o que ela desejasse? Digo então, Jesus, o Rei dos reis, não é somente Filho de Deus, mas Ele é também Filho de Maria, e ama a Sua mãe. E como nunca recusou a Maria coisa alguma, quando estava sobre a terra, não lha negará tão pouco no dia de hoje. Então, que devemos fazer? Oh! Nós não podemos apresentar-nos pessoalmente perante o grande Rei, cobertos como estamos de iniquidade. Apresentemos, pois, as nossas petições à sua santa mãe; ela mesma irá aos pés de Jesus, seu Deus e seu filho, e ela, certamente, receberá os favores que lhe pedir; ela pedirá perdão para nós, e obtê-lo-á. Pedirá um lugar para vós no Reino de Cristo, e vós o conseguireis. Pedirá a Jesus que Ele se esqueça das vossas iniquidades, que vos conceda o verdadeiro arrependimento, e Ele vos dará tudo o que a Sua mãe Lhe pedir.”

Os meus ouvintes sentiram-se tão felizes com a ideia de terem uma tal advogada aos pés de Jesus, intercedendo por eles dia e noite, que todos eles se debulhavam em lágrimas, e estavam como que fora de si, comovidos com a ideia de que Maria podia pedir e obter o perdão para eles.

Pensava eu naquele tempo que esta era, não só a religião de Cristo, mas também a religião do bom senso, e que nada poderia ser articulado contra ela. Depois do sermão, o bispo veio a mim e abençoou-me, e, agradecendo-me, disse-me que o sermão iria fazer grande bem ao povo de Montreal.

Naquela noite ajoelhei-me, tomei a minha Bíblia, sentindo o meu coração cheio de júbilo pelo bom sermão que eu pregara pela manhã. Abri a Bíblia e li em Mateus 12:46-50 as seguintes palavras:

“E falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Porém ele, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão e irmã e mãe.”

Quando li estas palavras, uma voz mais terrível do que um forte trovão falou-me, dizendo: “Chiniquy, pregaste uma mentira esta manhã, quando disseste que Maria sempre recebeu os favores que pediu a Jesus. Não vês que Maria vem pedir-Lhe um favor, que é o de ver a seu filho, durante cuja ausência se sentira solitária; a seu filho que a havia deixado durante muitos meses para ir pregar o Evangelho?” Quando Maria chegou ao lugar em que Jesus estava a pregar, o ajuntamento do povo era tão grande, que ela não pôde entrar. Que fez ela? Fez o que qualquer mãe faria em seu lugar. Ergueu a voz e pediu-Lhe que viesse vê-la; mas, ao ouvir a voz de Sua mãe e ao contemplá-la com os Seus olhos divinos, concedeu-lhe Jesus a petição? Não! Fechou os ouvidos à voz da mãe carinhosa e o Seu coração resistiu à sua petição. Foi uma repreensão em público, e ela sentiu-o acerbamente. O povo ficou atónito. Todos ficaram perplexos, quase escandalizados. Voltaram-se para Cristo e disseram-Lhe: “Porque não vais falar à tua mãe?” Que disse Jesus? Ele não deu senão esta extraordinária resposta: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” E, olhando para os Seus discípulos: “Eis aqui minha mãe, meus irmãos e minhas irmãs.” Quanto a Maria, é deixada sozinha, e publicamente censurada.

Então a voz falou-me de novo com o poder do trovão, dizendo-me que lesse outra vez Marcos 3:31-35. Encontrei o mesmo incidente também em Lucas 8:19-21. Em vez de conceder-lhe a petição, Jesus replica a Sua mãe, censurando-a publicamente. Então a voz falou-me com terrífico poder, dizendo-me que Jesus, enquanto fora criança, obedecera a José e à Sua mãe; mas quando Se apresentou ao mundo como o Filho de Deus, como o Salvador do mundo, como a grande Luz da humanidade, Maria teria de desaparecer. É somente para Jesus que os olhos do mundo se devem voltar, a fim de receberem a Luz e a Vida.

Então, meus amigos, a voz falou-me toda a noite: “Chiniquy, Chiniquy, disseste uma mentira esta manhã; estiveste a contar uma série de fábulas e tolices; pregas contra as Escrituras, quando dizes que Maria tem o poder de conseguir qualquer favor de Jesus.” Orei e chorei; passei uma noite de insónia.Na manhã seguinte fui para a mesa com o arcebispo, o coadjutor, que me convidara para a refeição matinal.

__M. Chiniquy, __disse-me, __pareceis um homem que passou a noite em lágrimas. Que se passa convosco?

__Meu Senhor, __respondi-lhe, __tendes razão. Estou sobremodo desolado.

__Que é que há? __perguntou-me.

__Oh! Não vo-lo posso dizer aqui, __disse-lhe. __Por favor, podereis conceder-me uma hora a sós convosco em vosso quarto? Contar-vos-ei um mistério que vos encherá de confusão.

Depois da refeição matinal saímos juntos e disse-lhe: __Ontem felicitastes-me muito por causa do sermão em que tentei provar que Jesus sempre atendeu às petições de Sua mãe. Porém, meu senhor, na noite passada ouvi uma voz mais forte que a vossa, e o maior embaraço meu é que creio ser aquela a voz de Deus. Aquela voz disse-me que nós, sacerdotes e bispos católicos romanos, pregamos uma falsidade todas as vezes que dizemos ao povo que Maria tem sempre o poder de receber das mão de Jesus Cristo os favores que ela Lhe pede. Isto é uma mentira, meu senhor; isto, digo-o cheio de terror, é um erro diabólico e condenável.

__M. Chiniquy, __disse-me o bispo, __que quereis dizer com isso? Sois um protestante?

__Não, não sou protestante, __disse-lhe eu. (Muitas vezes era chamado protestante, por estar muito familiarizado com a Bíblia.) __Digo-vos, porém, face a face, que temo, sinceramente, ter pregado ontem uma mentira, e que vós, meu senhor, também pregareis essa mesma mentira na próxima vez que disserdes que devemos invocar a Maria, sob o pretexto de que Jesus nunca negará à Sua mãe qualquer favor que Lhe pedir. Isto é uma falsidade.

__M. Chiniquy, __disse-me o bispo, __vós estais indo muito longe!

__Não, meu senhor, __disse-lhe, __é preferível não conversarmos. Aqui está o Evangelho; lede-o.

Coloquei o Evangelho nas mãos do bispo, e ele leu com os seus próprios olhos o que eu já lhe havia citado. Tive a impressão de que ele lera pela primeira vez aquelas palavras. O pobre homem ficou tão perplexo que permaneceu mudo e horrorizado.

__Que significa isto? __Perguntou-me finalmente.

__Bem, isto é o Evangelho, __disse-lhe, __ podeis verificar aqui que Maria veio pedir um favor a Jesus Cristo, e que Ele não somente a censurou, mas até recusou considerá-la como Sua mãe. Ele fez isto publicamente, para que saibamos que Maria é a mãe de Jesus como homem, mas não como Deus.

O bispo ficou fora de si. Não pôde responder-me.

Então pedi-lhe licença para fazer-lhe algumas perguntas.

__Meu senhor, __perguntei-lhe, __quem vos salvou e me salvou a mim sobre a cruz?

__Jesus Cristo, __respondeu-me.

__Quem pagou vossas e minhas dívidas, derramando Seu sangue: foi Maria ou Jesus?

__Jesus Cristo, __respondeu-me.

__Agora, meu senhor, quando Jesus e Maria estavam sobre a terra, quem amou mais aos pecadores: foi Maria ou Jesus?

__Foi Jesus, __respondeu novamente.

__Veio algum pecador a Maria, na terra, para ser salvo?

__Não.

__Lembrai-vos de que algum pecador tivesse ido a Jesus para ser salvo?

__Sim, muitos.

__Foram eles repreendidos?

__Nunca.

__Lembrai-vos de que Jesus tivesse dito alguma vez aos pecadores: “Ide a Maria e ela vos salvará?”

__Não.

__Lembrai-vos de que Jesus tenha dito aos pecadores: “Vinde a mim?”

__Sim, Ele o disse.

__Retratou-se Ele, já, daquelas palavras?

__Não!

__Quem foi, pois, o mais poderoso para salvar pecadores? __perguntei-lhe.

__Oh! Foi Jesus!

__Agora, meu senhor, desde que Jesus e Maria estão nos céus, podereis mostrar-me pela Escritura que Jesus tenha perdido alguma coisa do Seu desejo ou poder de salvar pecadores, ou que Ele tenha delegado este poder em Maria?

__Não, __respondeu o bispo.

__Então, meu senhor, __perguntei-lhe, __porque não vamos a Ele e somente a Ele? Porque convidamos os pobres pecadores para irem a Maria, quando, por nossa própria confissão, ela é nada comparada com Jesus, em poder, em graça, em amor e em compaixão para com os pecadores?

Então o pobre bispo estava como um homem condenado à morte. Tremia diante de mim; não podia responder-me; invocou que tinha assuntos a tratar e deixou-me. O problema dele era que não me podia responder.

Todavia eu ainda não estava convertido. Havia muitos elos pelos quais eu estava unido aos pés do Papa. Havia outras batalhas a serem enfrentadas antes que eu pudesse quebrar as cadeias que me acorrentavam.

Durante aqueles dias, embora perturbado, não perdi o zelo pela minha Igreja. O bispo dera-me grande poder e autoridade e o Papa havia-me destacado entre os companheiros. Alimentava a esperança, como muitos outros, de que, pouco a pouco, poderíamos reformar a Igreja em muitas coisas.Em 1851 fui para Illinois fundar uma colónia francesa. Levei comigo cerca de setenta e cinco mil franco-s, e estabeleci-os nos magníficos prados do Illinois, a fim de tomar posse dessa região em nome da Igreja de Roma. Depois que comecei o meu grande trabalho de colonização, tornei-me rico. Comprei muitas Bíblias e distribuí-as a quase todas as famílias. O bispo zangou-se muito comigo por causa disto, mas não me importei. Não tinha a ideia de abandonar a Igreja de Roma, mas queria guiar meu povo o melhor que pudesse no caminho em que Cristo queria que eu o conduzisse.

Nesse tempo o bispo de Chicago fez uma coisa, que nós, franceses, não podíamos tolerar naquela época. Era um grande crime. Escrevi ao Papa e consegui que o demitisse. Um outro bispo foi enviado para substituí-lo. Este encarregou o seu vigário geral para me visitar, o qual me disse:

__M. Chiniquy, estamos muito contentes porque conseguiu que o bispo anterior fosse demitido, pois ele era um mau homem: porém suspeita-se, em muitos lugares, que o senhor não esteja mais na Igreja de Roma. Suspeita-se que o senhor seja um herege e um protestante. Poderia dar-nos um documento com que pudéssemos provar a todo o mundo que o senhor e o seu povo são ainda bons católicos romanos?

__Não tenho nenhuma objecção, __respondi-lhe.

__É desejo do novo bispo, __disse cheio de alegria, __a quem o Papa enviou, obter tal documento do senhor.

Tomei, então, uma folha de papel. Pareceu-me que esta era uma áurea oportunidade para silenciar a voz que falava em mim dia e noite e perturbava a minha fé. Desejava persuadir-me a mim mesmo, desta forma, de que na Igreja Católica Romana estávamos realmente seguindo a Palavra de Deus, e não meramente “tradições de homens”. Redigi exactamente estas palavras:

“Meu senhor, nós franco-s da colónia de Illinois, queremos viver na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, fora da qual não há salvação, e para provar isto a Vossa Senhoria prometemos obedecer a vossa autoridade de acordo com a Palavra de Deus, como a encontramos no Evangelho de Cristo.”

Assinei este documento e convidei o meu povo a assiná-lo também, o que de facto se fez. Entreguei-o então ao vigário geral e perguntei-lhe o que pensava a respeito do mesmo.

__É justamente o que desejamos, __respondeu-me.

Deu-me a certeza de que o bispo o aceitaria e tudo iria bem.

Quando o bispo leu a declaração de submissão, achou-a também correcta, e com lágrimas de alegria, disse: __Estou muito alegre por haverdes feito esta declaração de submissão, porque temíamos que vós e o vosso povo houvésseis tornado-vos protestantes.

Meus amigos, para vos mostrar a minha cegueira, devo confessar, para a vergonha minha, que eu estava contente por ter feito as pazes com o bispo, com um mero homem, sendo que ainda não estava em paz com Deus. O bispo deu-me uma “carta de paz”, uma declaração de reconciliação, na qual declarava que eu era um dos seus melhores sacerdotes, e eu voltei para os meus patrícios com a firme resolução de permanecer na Igreja de Roma. Deus, porém, lançou o Seu olhar misericordioso sobre mim, e propôs-se quebrar aquela paz que era a paz com o homem e não com Deus.

O bispo, depois da minha partida, foi telegrafar aos outros bispos, comunicando-lhes os termos da minha declaração, perguntando-lhes o que pensavam a respeito da mesma. No mesmo dia, unanimemente, responderam-lhe: “Não vedes que Chiniquy é um protestante disfarçado, e que fez de vós um protestante? Não foi à vossa autoridade que ele se submeteu, mas sim à autoridade da Palavra de Deus. Se não destruirdes aquela declaração, sereis vós mesmo, também, um protestante.”

Dez dias depois recebi uma carta do bispo. Fui fazer-lhe uma visita e ele perguntou-me se estava comigo a “carta de paz” que dias antes me entregara. Mostrei-lhe a carta, e ele, arrebatando-a das minhas mãos, correu ao fogão, e lançou-a no fogo. Eu estava atónito. Precipitei-me para o fogo a fim de salvar a minha carta, mas já era muito tarde: havia sido destruída.

Voltei-me, então, para o bispo e disse-lhe:

__Como ousastes, meu senhor, arrebatar das minhas mãos um documento que me pertencia, e destruí-lo sem o meu consentimento?

__M. Chiniquy, sou seu superior, e não tenho que dar-lhe contas dos meus actos.

__Vós, meu senhor, sem dúvida, sois meu superior, e eu sou apenas um pobre sacerdote, mas há um grande Deus que está acima de vós e de mim; este Deus me concedeu direitos aos quais eu nunca renunciei para agradar a um homem; na presença deste Deus protesto contra a vossa iniquidade.

__Bem, __disse-me, __veio o senhor aqui passar-me uma repreensão.

__Não, meu senhor, mas desejo saber se me trouxeste aqui para me insultar?

__M. Chiniquy, __disse-me, __trouxe-o aqui, porque o senhor me deu um documento que, sabe o senhor muito bem, não continha um acto de submissão.

__Dizei-me, __perguntei-lhe, __que acto de submissão requerestes de mim?

__O senhor, __replicou-me, __deve começar por omitir no documento estas poucas palavras, __”de acordo com a palavra de Deus, como a encontramos no Evangelho de Cristo”, e dizer simplesmente que promete obedecer à minha autoridade incondicionalmente; que fará qualquer coisa que eu lhe disser.

__Meu senhor, __disse-lhe depois de levantar-me, __o que requereis de mim não é uma declaração de submissão, mas um acto de adoração, e eu recuso-me fazê-lo.

__Então, __disse-me ele, __se o senhor não puder dar-me essa declaração de submissão, não poderá tão pouco ser mais sacerdote católico romano.

__Bendito seja o Todo-Poderoso para sempre, __disse eu levantando as mãos para Deus. Tomei o meu chapéu e deixei o bispo.Fui para um hotel, onde consegui um quarto; fechei a porta atrás de mim, e caí sobre meus joelhos para examinar o que tinha feito na presença de Deus. Então vi, pela primeira vez, claramente, que a Igreja de Roma não pode ser a Igreja de Cristo. Aprendi esta terrível verdade, não dos lábios dos protestantes, nem dos seus inimigos, mas dos lábios da própria Igreja de Roma. Percebi que não poderia permanecer nela, a menos que eu rejeitasse a Palavra de Deus por meio de um documento formal. Concluí, então, que eu tinha feito bem em abandonar a Igreja de Roma. Porém, oh! meus amigos, que escura nuvem veio então sobre mim! Na minha escuridão clamei: “Meu Deus, porque é que a minha alma está envolta em tão escura nuvem?”

Com lágrimas clamei a Deus para que me mostrasse o caminho, mas durante algum tempo nenhuma resposta me foi concedida. Tinha abandonado a Igreja de Roma; tinha deixado posições, honras, irmãos e irmãs, tudo o que me era mais caro. Percebi que o Papa, os bispos e os sacerdotes iriam atacar-me pela imprensa e pelo púlpito. Compreendi que iriam ofender a minha honra, infamar o meu nome e, talvez, até tirar-me a vida. Percebi que uma guerra de morte havia começado entre mim e a Igreja de Roma e tentei descobrir se havia ficado alguns amigos que me ajudassem a manter a luta, mas nem um só ficara de resto; notei que mesmo os mais queridos amigos eram obrigados a perseguir-me, e a tratar-me como um infame traidor. Compreendi que meu povo me ia rejeitar, que meu país, onde tinha tantos amigos, me ia perseguir e que eu me tinha tornado um objecto de horror para todo o mundo.

Tentei, então, recordar se eu tinha alguns amigos entre os protestantes, mas como tinha falado e escrito contra eles toda a minha vida, não tinha nem sequer um amigo entre eles. Notei que havia ficado sozinho para batalhar. O que se passava estava além das minhas forças, e, se naquela hora terrível Deus não tivesse operado um milagre, ser-me-ia impossível suportar tamanha prova. Pareceu-me impossível sair daquele quarto para entrar num mundo frio, onde não encontraria um só amigo que me apertasse a mão, nem uma só face sorridente que me olhasse, mas onde somente veria aqueles que me haviam de considerar um traidor.

Pareceu-me que Deus estava muito longe, mas estava bem perto. Subitamente este pensamento veio à minha mente: “Tens o teu Evangelho: lê-o, e encontrarás a luz.” Ajoelhando, e com mãos trémulas, abri o livro. Não eu, mas Deus abriu-o, pois os meus olhos caíram sobre I Coríntios 7:23 “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.”

Com estas palavras a luz veio a mim, e pela primeira vez compreendi o mistério da salvação, tanto quanto um homem pode compreendê-lo. Disse comigo: “Jesus comprou-me; então, se Ele me comprou, me salvou; logo estou salvo! Jesus é meu Deus! Todas as obras de Deus são perfeitas! Eu estou, então, completamente salvo, pois Jesus não podia salvar-me pela metade. Estou salvo pelo sangue do Cordeiro; estou salvo pela morte de Jesus.” Estas palavras foram-me tão doces, que senti uma alegria indizível, como se os mananciais da vida se tivessem aberto e as imensas fontes de nova luz estivessem fluindo sobre a minha alma. Disse, então, comigo: “Não sou salvo, como pensava, recorrendo a Maria; não sou salvo através do Purgatório, por indulgências, confissões ou penitências. Sou salvo somente por Jesus.” E todas as falsas doutrinas desapareceram da minha mente, assim como cai uma torre quando golpeada pela base.

Senti, então, tal prazer, tal paz, que os anjos de Deus não poderiam ser mais felizes do que eu. O sangue do Cordeiro estava fluindo sobre a minha pobre e culpada alma. Com uma alta exclamação de alegria, eu disse: “Oh querido Jesus! Eu sinto, eu sei que tu me salvaste! Oh Dádiva de Deus! Eu Te aceito. Toma o meu coração e guarda-o sempre para Ti. Dádiva de Deus, habita em mim para tornar-me puro e forte; habita em mim para seres o meu caminho, a minha luz e a minha vida; concede-me que eu possa habitar em Ti agora e para sempre! Porém, querido Jesus, não me salves somente a mim; salva também o meu povo; concede-me também que eu possa mostrar-lhes a Dádiva! Oh, que os meus patrícios possam aceitar-Te e sentir-se ricos e felizes como eu estou agora.”

Foi assim que encontrei a luz e o grande mistério da nossa salvação, que é tão simples e tão belo, tão sublime e tão grande. Eu abrira as mãos da minha alma e aceitara o Dom da salvação. Fui enriquecido com este Dom. A salvação, amigos meus, é uma dádiva; nada tendes a fazer senão aceitá-la, amá-la e amar ao Doador. Tomei o Evangelho nos meus lábios, e jurei que não pregaria outra coisa a não ser Jesus.Cheguei à minha colónia num sábado de manhã. O povo estava excessivamente excitado e correu para mim, perguntando-me que novas trazia. Quando se reuniu na igreja, apresentei-lhe a Dádiva. Mostrei aos ouvintes que Deus me havia apresentado Seu Filho Jesus como uma Dádiva e, através de Jesus, o perdão dos meus pecados, a vida eterna como um Dom. Assim, não sabendo eu se eles receberiam ou não a Dádiva, disse-lhes: “Chegou o tempo de eu vos deixar, meus amigos. Abandonei a Igreja Católica Romana para sempre. Recebi a dádiva, o dom de Cristo, mas por motivo do meu grande respeito para convosco, não quero constranger-vos; se julgais que é melhor para vós seguir ao Papa do que seguir a Cristo, e invocar o nome de Maria do que invocar o nome de Jesus, para serdes salvos, manifestai-mo pondo-vos em pé.”

Para minha mui grande surpresa, a multidão toda permaneceu sentada, enchendo a igreja com soluços e lágrimas. Pensei que algum deles iria pedir que me retirasse, mas ninguém o fez. Contemplando a multidão, notei que uma transformação se operara nos ouvintes, uma transformação maravilhosa, que não podia ser explicada de modo natural, e, com um grito de alegria, disse-lhes:

“O Todo-Poderoso Deus que me salvou ontem, pode salvar-vos a vós hoje. Comigo atravessareis o Mar Vermelho e entrareis na Terra Prometida. Comigo aceitareis a grande Dádiva; sereis felizes e enriquecidos por meio dela. Agora vos apresentarei a questão de outra forma: Se pensais que é melhor servirdes a Cristo do que ao Papa, invocardes só o nome de Jesus e não o nome de Maria; que é melhor pordes a vossa confiança no sangue do Cordeiro, derramado na cruz por vossos pecados, do que no imaginário purgatório de Roma, depois da vossa morte, para serdes salvos; se pensais que é melhor para vós que eu vos pregue o puro Evangelho de Cristo do que, como sacerdote, vos pregue as doutrinas de Roma, manifestai-mo pondo-vos em pé; eis-me ao vosso dispor.”

Todos, sem uma única excepção, puseram-se de pé, e, com lágrimas, pediram-me que ficasse com eles.

A Dádiva, a grande e indizível Dádiva, manifestou-se aos olhos deles, pela primeira vez, em toda a sua beleza; consideraram-na preciosa; aceitaram-na, e palavras não havia com que descrever a alegria daquela multidão. Assim como eu mesmo, sentiram-se eles felizes e enriquecidos com a gloriosa Dádiva. Os nomes de um milhar de almas foram escritos no Livro da Vida naquele dia. Seis meses depois éramos dois mil convertidos; um ano depois éramos cerca de quatro mil! Agora somos aproximadamente vinte e cinco mil, que temos lavado os nossos vestidos tornando-os alvos no sangue do Cordeiro.

A notícia espalhou-se rapidamente por toda a América, e mesmo pela França e Inglaterra, de que Chiniquy, o mais conhecido sacerdote do Canadá, havia abandonado a Igreja de Roma, chefiando um importante grupo de homens. Onde quer que se proferiu o nome de Jesus, foi Ele glorificado, e espero que hoje glorifiqueis comigo o gracioso e adorável Salvador, hoje que tenho o privilégio de contar-vos o que Ele fez pela minha alma.

Orai pelos católicos romanos da América e de todo o mundo, a fim de que eu possa ser um instrumento da graça de Deus em favor deles; que todos eles possam receber, como vós, a indizível Dádiva, sim, que todos possamos amar e glorificar a suprema Dádiva durante os poucos dias da nossa peregrinação neste mundo, e através de toda a eternidade no Céu. Amém.

SEM A BATINA
Vinte anos de serviços prestados à Igreja Católica. Agora ex-padre, troca o reino do Vaticano pelo Reino de Deus.

Entrevista:
Robélio Vale Figueiredo

Entrevistado por:
Sézar Cavalcanti

Nos tempos apostólicos o Evangelho alcançou todos os níveis de pessoas: camponeses, pescadores, cobradores de impostos e até sacerdotes, homens ligados diretamente aos sacrifícios no Templo, também abraçaram a fé cristã. Hoje não é diferente. O poder do Evangelho de Jesus Cristo tem libertado pessoas de todas as seitas e religiões.

Entrevistamos o irmão Robélio Vale Figueiredo que, depois de quatro anos de preparação num seminário católico, oficializou durante vinte anos em diversas paróquias. Sua conversão foi fruto da tolerância, bom senso e confiança na obra do Espírito Santo. Hoje, membro de uma congregação da Assembléia de Deus, em São Paulo, tem tido oportunidade para testemunhar e pregar o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Defesa da Fé – Como nasceu o desejo para se tornar Padre?
Robélio Vale Figueiredo – Na verdade, a minha mãe fez uma promessa ao “senhor do Bonfim” quando ela ainda estava grávida e, nessa promessa, dizia que se o bebê fosse homem, um dia seria padre – o que veio a se concretizar com meu nascimento, em 7/10/1944, em Ilhéus na Bahia.

da Fé – E você consentia com a vontade de sua mãe?
Figueiredo – Com a idade de 7 anos comecei a fazer catecismo e a conviver com a religião de minha mãe, começando, então, a me simpatizar com a idéia de um dia ser padre. Continuei na comunidade católica e me tornei coroinha – ajudando o padre ao celebrar a missa, isso com a idade de 12 anos. Ficava admirado com o paramento sacerdotal, isto é, a roupa usada nas missas e outras celebrações, o que também influenciou no meu desejo de ser padre.

Defesa da Fé – Como foi a preparação no seminário e seu desempenho na Igreja Católica?
Figueiredo – Em 1969, com 25 anos, ingressei no seminário São Marcos (Embu-guaçu) e concluí o curso teológico em 1972, quando fui ordenado sacerdote pela congregação dos Padres Clementinos. Logo após, fui nomeado pároco para uma paróquia em Santo Amaro, a qual administrei durante três anos. Depois, recebi uma convocação pela C.P.C. (Congregação Padres Clementinos) para realizar Santas Missões pelo interior de São Paulo. Fui vigário em diversas regiões da capital ( São Miguel Paulista, Carapicuiba, Osasco).

Defesa da Fé – O irmão fez menção sobre um conflito interior. O que lhe trazia mais reflexão, enquanto estava como sacerdote católico?
Figueiredo – O batismo de crianças sempre me trouxe conflito, pois já era evidente para mim que crianças não deveriam ser batizadas, devido a algumas razões. Primeiro, porque devemos observar o mandamento do Senhor sobre o batismo. As Escrituras nos dizem que antes do batismo deve haver ensino: Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. (Mt 28.19)
Também nos dizem as Escrituras que a fé é um requisito para o batismo: Quem crer e for batizado será salvo. (Mc 16.16). Um bebê jamais poderia ser previamente ensinado e esclarecido da importância do batismo e sua relação com a fé cristã.
Por outro lado, o apóstolo Paulo nos esclarece que a criança é santa devido a presença de um adulto crente: Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. (1 Co 7.14)
Outro aspecto da comunidade sacerdotal é a ausência de vida cristã. Tínhamos ensinamentos filosóficos e éticos, que quando confrontados com os ensinamentos da Bíblia, notava-se que não estavam de acordo com os requisitos das Escrituras. Este foi um fator decisivo e então busquei a Deus e Ele preparou o tempo oportuno para que eu deixasse a batina.

Defesa da Fé – Como tem sido sua vida hoje como cristão?
Figueiredo – Tenho usado meu tempo para estudar a Palavra de Deus e conhecer as doutrinas verdadeiramente cristãs. Assim, tenho usufruído esta liberdade de ler a Bíblia e crescer espiritualmente. Também tenho dedicado tempo à minha família, esposa e filho e sou membro da Igreja Assembléia de Deus, liderada pelo pastor Jairo Bartolomeu. Nas oportunidades que tenho recebido para pregar e testemunhar, procuro ajudar aqueles que estão com dificuldades em deixar a idolatria.

Defesa da Fé – Quais recomendações faria para o leitor que tem problemas com membros da família que estão profundamente envolvidos com a idolatria e/ou sacerdócio?
Figueiredo – Devemos ter zelo de Deus, mas segundo o conhecimento! A amizade daquele pastor que me pediu o tapete emprestado, e seus convites para visitar sua Igreja, foram a abertura para que eu recebesse o Evangelho. Infelizmente ainda encontramos crentes que, em sua ânsia de alcançar os perdidos, acabam por afugentar as almas cansadas. Falta-lhes a tolerância, não significando isto que vamos transigir com o pecado. De forma alguma! Devemos usar as oportunidades para demonstrar o fruto do Espírito (Gl 5.22-23).
Tenho em mente as palavras do Senhor Jesus: Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes. (Mt 5.39-42)
Talvez alguém pudesse condenar um pastor evangélico por este pedir a um padre para lhe emprestar um tapete. “Usar um objeto de um movimento idólatra? Isto é tolice!” Mas foi assim que o Senhor abriu meu coração para a verdade que liberta. Além disso, a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. (1 Co 1.25)
Demonstremos a verdade aos nossos familiares que são descrentes, ou idólatras, ou membros de seitas. Não com palavras duras e condenatórias, mas com mansidão, amor e paciência, demonstrando assim o fruto do Espírito. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. (1 Co 9.22)

Defesa da Fé – A Igreja Católica, nesse Ano do Jubileu está mobilizada no mundo todo, numa campanha pelas Indulgências, o que o senhor pensa sobre isso?
Figueiredo – Com isso fica claro que a Igreja não mudou, e mais, o propósito disso é reagrupar os fiéis afastados com o atrativo do perdão. Mas como o perdão é algo subjetivo, só a fé no sacrifício vicário de Cristo, e um real arrependimento pode, na verdade, trazer libertação.

“… e grande parte dos sacerdotes obedeciam à fé” (Atos 6.7) EX-PADRE, UM NOVO SACERDÓCIO

Depois de doze anos de estudo no Seminário da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, José Barbosa de Sena Neto foi ordenado padre em 1971. Por mais de 22 anos, exerceu o sacerdócio católico no Estado de São Paulo nas cidades de Bauru, Santo André e São Caetano do Sul, além do Sertão Central do Estado do Ceará. Hoje, com 56 anos, é convertido ao evangelho, pastor batista, com bacharelado em teologia, licenciado em filosofia e pedagogia e mestrado em Teologia Pastoral.

Como conferencista e apologista, exerce seu ministério de forma itinerante e, por meio de seu livro, Confissões surpreendentes de um ex-padre (ver pg. 47), relata seu testemunho.

Casado e pai de dois filhos, reside em Fortaleza (CE), de onde concedeu,

por e-mail, a seguinte entrevista à Defesa da Fé.

Defesa da Fé – Enquanto padre convicto o senhor teve contato com algum outro padre já convertido?

José Barbosa – Fui um terrível perseguidor do povo de Deus. O ex-padre que já dorme no Senhor Aníbal Pereira dos Reis, se fosse vivo, poderia testemunhar o quanto foi perseguido por mim. Não se esqueça que exerci o sacerdócio no interior, na região do Sertão nordestino, terra do “Padim Padi Ciço”, conhecida em todo o Brasil pelo seu fanatismo idólatra.

Defesa da Fé – Quais são as implicações acarretadas ao padre que abandona a batina, ou seja, que rompe com o catolicismo?

Barbosa – O padre que descobre a verdade, tendo consciência de que precisa abandonar suas práticas pagãs e idólatras até então exercidas e defendidas, assusta-se com as dificuldades da mudança de vida e, fora das asas da sua igreja, teme ser desprezado pelos companheiros, teme os obstáculos sociais impostos pela sociedade, teme não conseguir nova inclusão social e ser considerado como renegado por ter deixado de cumprir com os juramentos feitos. Alguns, sem coragem suficiente, caem no indiferentismo, passando a exercer o seu ministério sacerdotal hipocritamente, sabendo que estão ensinando doutrinas nas quais não mais acreditam, celebrando “missas” sem valor algum. Mas os corajosos e verdadeiramente convertidos, lavados e remidos pelo sangue do Senhor Jesus, derramado na cruz do Calvário, renunciam a todo conforto material e a todas as vantagens outrora usufruídas e passam a viver na total dependência do Senhor, colocando-se, desse modo, no centro da vontade de Deus, a qual nunca falha!

Defesa da Fé – O senhor chegou a experimentar esse indiferentismo por muito tempo? Testemunhou esse tipo de confissão entre seus companheiros de sacerdócio?

Barbosa – Evidentemente! Tive medo, muito medo de sair da Igreja Romana pelo pavor de vir a passar fome e receber o desprezo dos colegas. E, em razão disso, fui tomado por um indiferentismo quase doentio, não me importando mais com as coisas sérias da vida. Por outro lado, constatei que alguns de meus ex-colegas, ao tomarem um pouco do conhecimento da verdade do evangelho, também estavam mergulhados nesse indiferentismo, vivendo numa depressão incrível, mas, em razão da idade, já um tanto avançada de alguns, não encontravam forças suficientes para se libertarem do manto do romanismo.

Defesa da Fé – Como se comportam os teólogos da Igreja Romana, uma vez que tudo é controlado?

Barbosa – Os teólogos católicos têm o direito de estudar, questionar e até mesmo apresentar assertivas e opiniões diferentes do que está estabelecido como doutrina oficial. Mas cada interpretação ou comentário particular para ser reconhecido precisa estar emaranhado das idéias dos concílios e encíclicas pastorais da igreja de Roma. Apresentar as obras desses homens sem um entrelaçamento nas bases do romanismo é muito complexo. Tenho a mais absoluta certeza de que esta revista, há muito tempo, vem sendo analisada por um determinado órgão da cnbb.

Defesa da Fé – Como enxerga o aparente desejo de algumas vertentes católicas em se unir com os evangélicos?

Barbosa – O documento Dominus Iesus, elaborado e assinado pelo “todo-poderoso” Cardeal Joseph Ratizinger, prefeito da Congregazione per la Dottrina della Fede [Congregação para a Doutrina da Fé — ex-Santo Ofício] expressa abertamente: “sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja”. Esta declaração recebeu a ratificação do Papa João Paulo II em 16/06/2000 e foi oficializada pela tal Congregação em 06/07/2000, deixando explícita a dissimulação do ecumenismo. O documento reza: “Existe, portanto, uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele”. Diante dessas declarações do cardeal Ratizinger, o verdadeiro executivo das decisões romanas hoje, em que conclusão podemos chegar?

Defesa da Fé – Hoje, não há como negar o crescimento do Movimento de Renovação Carismática dentro da Igreja Católica. Como o senhor avalia esse movimento?

Barbosa – A cnbb nunca aprovou tal movimento, apenas o tolera, com olhos de profunda suspeita. Daí a existência do Documento 53 da cnbb, sobre Orientações Pastorais a respeito da Renovação Carismática Católica, elaborado por ocasião da 34ª Reunião Ordinária do Conselho Permanente, ocorrido entre 22 e 25 de novembro de 1994, em Brasília, df, disciplinando o referido movimento. Liderado por padres jesuítas, não se enganem os descuidados, o mrcc é tão-somente uma tentativa de barrar o crescimento das igrejas evangélicas, principalmente o crescimento fenomenal das igrejas pentecostais e o assombroso crescimento das igrejas neopentecostais, que tem assustado de forma mortal o catolicismo romano em solo pátrio.
Defesa da Fé – Outro fenômeno é o padre Marcelo Rossi. Na sua opinião, o que ele representa para o catolicismo, hoje?

Barbosa – A cnbb não apóia o referido sacerdote; apenas o tolera e o usa para tentar segurar a revoada de católicos de seus arraiais. Ele não é carismático na expressão do termo, pois nunca ninguém, até hoje, o ouviu pregando uma mensagem tipicamente carismática, mas ele tem servido aos interesses dos bispos católicos para tentar trazer de volta os “católicos rebeldes”, hoje evangélicos, aos braços papais, usando a força da mídia, cantando hinos “evangélicos” em suas “megamissas-show”, deixando transparecer aos menos avisados que hoje não precisamos deixar a “mãe-igreja”, “porque o que os irmãos evangélicos têm, nós temos também…”. Tudo não passa de uma estratégia da Igreja Romana para tentar manter sua hegemonia maléfica.

Defesa da Fé – Qual é a sua avaliação sobre a possibilidade de um brasileiro assumir o papado? Poderíamos prever a extensão de sua influência em nossa nação?

Barbosa – Houve-se falar, por detrás dos bastidores, de alguma re-mota possibilidade de d. Cláudio Hummes, atual bispo arquidiocesano e cardeal de São Paulo, vir a ser eleito futuro papa. Mas remota possibilidade, repito. O que se verifica, atualmente, é uma movimentação articulada para a escolha política de um cardeal italiano para substituir João Paulo II. Não resta a menor sombra de dúvidas de que, caso eleito, o cardeal brasileiro Cláudio Hummes teria alguma influência em nossa nação, mas não tão acentuada agora como se ocorresse em épocas áureas da Igreja Romana em nossa pátria, a qual, sem lentes de aumento, qualquer cidadão observador poderá verificar que ela caminha a passos largos para uma cada vez mais acentuada decadência e descrédito, por culpa do mau comportamento de seu próprio clero. O povo brasileiro não mais perdoa tantos descalabros vergonhosos ocorridos, recentemente, no seio da Igreja de Roma. Biografia de Mary Ann Collins.- EX FREIRA

Cresci como uma intelectual “liberal” que tinha um tremendo preconceito contra o Cristianismo. Ensinaram-me que os cristãos eram pessoas crédulas e que eram estúpidas ou sem cultura alguma. Eu era basicamente uma agnóstica que não conhecia e nem se importava se Deus existia ou não. Para mim a idéia de Deus era irrelevante. Esperava que a ciência, a psicologia e a política salvassem a humanidade dos seus problemas.

No último ano do curso secundário, apaixonei-me por um jovem que era um católico devoto. Foi esse o meu primeiro encontro com alguém que acreditava piamente em Deus. Pode até ser que eu tenha encontrado cristãos antes disso, porém eles não me apresentaram suas crenças cristãs.

Esse jovem orava. Era um homem íntegro. Sua vida era dirigida pelas suas crenças religiosas. Ele tinha uma espécie de respeito e compaixão pelas pessoas, que eu jamais havia visto antes. Eu quis ter isso. Achava que tinha algo a ver com a sua religião e, desse modo, comecei a receber instruções no Catolicismo. Esse jovem foi embora, mas eu prossegui estudando Catolicismo.

Durante o meu primeiro ano na faculdade procurei um padre do lugar e dele recebia instruções toda semana. Sob a sua direção estudei muitos livros, inclusive o “Catecismo de Baltimore” e as biografias de católicos modernos bem conhecidos (Isso aconteceu na época das missas em Latim, antes que houvesse um programa formal de catequese). No ano seguinte, não pude voltar à Faculdade. Encontrei outro padre e com ele prossegui estudando Catolicismo. Ele me deu livros para estudar, inclusive uma série de livretes sobre a Escritura (havia um livrete para cada livro da Bíblia). Em cada página, a parte superior continha a Escritura e a parte inferior continha comentários católicos sobre as porções da mesma).

Meu emprego ficava perto da Igreja Católica e na hora do almoço eu ia à missa. Suplicava que Deus me desse fé. Orava, mesmo não tendo ainda certeza da existência de Deus. Minha primeira oração foi: “Deus, se tu estás realmente aí, me prova isso”. Não recebia a comunhão porque ainda não era católica. Apenas citava a parte em que eu realmente acreditava do Credo Apostólico. Passou muito tempo até que eu pudesse abertamente dizer: “Eu creio em Deus”.

Depois de muitos anos fui batizada como católica romana. Logo em seguida, meu irmão também se tornou católico. Ele recebeu instruções através de aulas em grupos. Assisti algumas dessas aulas junto com ele. Eu tinha fome de aprender tudo que pudesse a respeito de Deus.

Fui para uma faculdade católica e me dediquei à Educação Religiosa. Minhas aulas sobre a Escritura ensinavam uma porção da “alta crítica” e alguns dos meus professores ensinavam coisas contrárias aos ensinos da Igreja Católica. Encontrei um padre conservador e com ele chequei os ensinos, a fim de ver se eram os ensinos oficiais da Igreja Católica. E por não mais confiar no departamento de Educação Religiosa, mudei de direção.

Quando entrei no convento, tive o cuidado de procurar uma instituição conservadora que seguisse os ensinos da Igreja Católica. Meu treinamento à vida religiosa ali incluía o estudo dos documentos do Concílio Vaticano II, outros livros relativos à doutrina católica e biografias de santos bem conhecidos.

Passei dois anos como postulante e noviça. Esse foi um tempo de teste para os líderes do convento e para mim, a fim de se decidir se eu tomaria ou não os meus votos. A Madre Superiora tinha algumas dúvidas sobre a minha vocação, daí que ela e a liderança optaram pela minha saída do convento. Saí dali em paz e, ocasionalmente, estive em contato com as irmãs de lá.

Nossa Madre Superiora era muito cuidadosa a respeito dos padres a quem ela permitia celebrar a missa no convento. Havia padres leais a Deus e à Igreja. Acreditavam na Bíblia e eram homens fieis.

Quando saí do convento e fui morar com meus pais, já não encontrei padres iguais àqueles. Os padres do lugar pareciam ter pouca fé e pouca lealdade a Deus e à Igreja Católica. Lembro-me de uma missa, na qual a homilia foi tão desagradável que dali saí em lágrimas. Fiquei lá fora, chorando. Depois regressei, a fim de receber a comunhão. Tentei várias igrejas católicas, mas nunca mais encontrei um bom padre.

Lembro-me perfeitamente de um padre que estava falando sobre Lucas 7:38-50. Sobre quando Jesus esteve na casa de um fariseu e uma mulher entrou chorando e lavou os pés de Jesus com lágrimas, tendo-os enxugado com os seus cabelos e os ungido com bálsamo. O fariseu criticou. Jesus lhe disse que ele não havia lavados os seus pés, mas a mulher o fizera. Que ele não o havia saudado com ósculo, mas a mulher lhe havia beijado os pés. O padre acrescentou que esse evento não deveria ter realmente acontecido porque seria rude um hóspede dizer aquilo ao anfitrião e Jesus jamais poderia ter sido rude. Esse padre ilustrava as Escrituras conforme uma porção de outros padres que eu já havia encontrado. Isso me deixou desgostosa.

Entrementes, meus pais se tornaram cristãos. Freqüentavam uma igreja protestante, na qual o pastor acreditava na Bíblia e amava as pessoas. Porque as igreja católicas estavam me desgostando, comecei a freqüentar as duas. Ia bem cedo à missa e depois ia aos cultos na igreja de meus pais. Fiz isso durante anos.

Comecei a ir à missa sem obrigação. Mas ia ansiosamente à igreja de meus pais. Ali aprendi coisas excitantes a respeito da Bíblia. Cantava hinos que me edificavam a alma. Recebia aulas que me tornavam mais e mais faminta pela Escritura. Conheci pessoas que tinham realmente entusiasmo pelas coisas de Deus. Aprendi que os princípios bíblicos funcionam de verdade e fazem uma diferença significativamente prática nas situações da vida real.

À medida em que eu aprendia mais sobre a Bíblia comecei a verificar que os ensinos católicos eram contrários à Escritura.

Isso me preocupava, porém eu empurrava aquelas contradições para o fundo da mente e não me concentrava nelas. Isso me inquietava, porém eu não tinha ainda maturidade espiritual para lidar com a idéia de que pudesse haver algo errado com relação á Igreja Católica.

Meu irmão era um católico devoto. Ele ajudou os padres na missa por muitos anos. Morava a grande distância de nós. Ele cumpria a tradição de passar a Páscoa e o Natal conosco e sempre íamos juntos à Missa do Galo.Numa Noite de Natal, durante a Missa do Galo, o padre falou que a história do Natal conforme apresentada pela Bíblia, não passava de uma bonita lenda no sentido de fazer com que as pessoas se sintam bem e que ela nada tinha a ver com a realidade. Meu irmão ficou tão zangado que quase pulou da cadeira e quis gritar: “estamos aqui para celebrar ou combater o Natal?”

No dia seguinte, fomos à igreja com os nossos pais. O pastor falou que Daniel fora encarregado dos sábios (mágicos) na Babilônia. Por isso eles conheciam a profecia de Balaão de que o Rei dos Judeus seria anunciado por uma estrela. A religião deles incluía o estudo das estrelas, a fim de obter sinais. Então quando eles viram uma estrela especial, concluíram que elas assinalavam a vida desse Rei especial dos Judeus. Também uma de suas funções era decidir quem era esse Rei especial, a fim de dirimir qualquer controvérsia sobre ele. Então, quando vieram confirmar que Jesus era realmente o Rei dos Judeus, eles estavam cumprindo a sua função oficial.

Nem é preciso dizer que o contraste era chocante. E perturbador. Fiz uma porção de orações depois disso. Mas na Páscoa seguinte, eu já havia deixado a Igreja Católica e me juntado a meus pais, na igreja deles.

Eu não sabia o que dizer a meu irmão e à sua esposa, pois estavam vindo para a Páscoa e eu não queria mais ir à Missa do Galo com eles. Tivemos uma longa e embaraçosa conversa ao telefone, até que lhes contei. Eles começaram a rir, pois haviam, também, deixado a Igreja Católica e estavam visitando várias igrejas, a fim de descobrir uma à qual se filiar.

Houve uma oração que teve um impacto principal em minha vida, se bem que não me recorde das palavras exatas da mesma. Quando eu a dizia, sempre chorava e nunca sabia o porquê. Depois as coisas ficaram diferentes, porém não consigo colocá-la em palavras. Ela dizia mais ou menos assim:

“Jesus, quero Te conhecer. Por favor, revela-Te a mim.

Faze com que a Bíblia seja viva para mim.

Quero ser limpa e recomeçar tudo, mais uma vez.

Por favor, perdoa meus pecados. Limpa-me e leva-os para longe.

Faze-me livre e que eu viva em retidão.

Por favor, muda o meu coração.

Faze com que eu ame somente o que Tu amas.

Tira de mim tudo que Te desagrada.

Sabes o que é melhor para mim.

Quero fazer tudo à Tua maneira.

Sê Tu o Senhor da minha vida.

Ensina-me a amar do mesmo modo como amas.

Ajuda-me a ser fiel a Ti.

Grata por me amares e por ouvires esta oração.

Grata por seres meu Senhor e meu Salvador.”

Desde então, tenho estado em luta contra os assuntos relacionados com o Catolicismo. Além de ser uma ex-freira, também sou viúva. Meu marido e eu éramos muito apegados e sua morte me levou a um estado emocional tão doloroso como eu jamais imaginara ser possível. Mas Deus é fiel.

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