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PORQUE ABANDONAMOS A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA Depoimentos de ex-carismáticos dizendo porque saíram da renovação
Stael Sílvia Júlio, da Assembléia de Deus em
Lavras (MG), foi da renovação católica carismática
por cinco anos. Segundo ela, sua decisão de sair do movimento
para uma igreja evangélica foi motivada por certas restrições
que sentia na Igreja Católica Romana em relação
à operação do Espírito Santo. 2. Gilberto Marques Porto Gilberto Marques Porto, da Igreja Evangélica Peniel, em João
Pessoa (PB), passou seis anos no movimento e há sete se tornou
evangélico. Ele conta que saiu da renovação carismática
por encontrar nela muitas contradições. "Fui seminarista
e ia ser padre. Saí do seminário porque vi muitas coisas
erradas. Fiquei tão desmotivado que deixei de ir à missa.
Depois de casado, entrei no movimento carismático e vi coisas
novas. Havia um louvor mais bonito, animação e uma pregação
diferente. Gostei e fiquei. Porém, depois comecei a ver práticas
lá que também se chocavam com a Bíblia. Resolvi,
então, ir a uma igreja evangélica. Após seis
anos participando dos cultos, tornei-me membro. Para mim, o movimento
carismático é apenas um passo para levar as pessoas
às igrejas evangélicas". Uma das bizarrias da renovação
relatada por Gilberto diz respeito às línguas estranhas.
"O que mais me incomodou foi ver o líder querer me ensinar
a falar línguas. Eu já conhecia a Palavra de Deus e
não admitia isso", conta. Pastor Agrício do Vale, da Igreja Batista em São Paulo, foi padre carismático. Ele diz que seu distanciamento do movi- aquele se deu por causa da mariolatria. "O problema é que os carismáticos não perderam a devoção a Maria, e eu não aceitei essa devoção mariana. A Igreja Católica Romana afirma que os dogmas marianos que consagram a imaculada conceição e a assunção são doutrinas da tradição e da igreja, mas eu optei pelas Sagradas Escrituras, e não pela tradição". 4. Pastor Carlos Antônio Finamor Pastor Carlos Antônio Finamor, da AD em Joinville, declara que sua saída do movimento se deu após ser confrontado pela Palavra de Deus. "Fui convencido pela Palavra de Deus. Entrei no movimento de renovação quando ele ainda estava começando em Minas Gerais. Quando me mudei para Santa Catarina, tinha o propósito de continuar na renovação, mas comecei a ler o Novo Testamento. Ficava debatendo e argumentando contra os evangélicos. Queria provar que estavam errados, mas acabei descobrindo que eram mais coerentes com a Bíblia". Pastor Carlos afirma que sua experiência com Deus só
ganhou profundidade depois que saiu do movimento. "Lá
não fui batizado com o Espírito Santo de verdade. O
Espírito de Deus não habita em um templo que não
está purificado de verdade por Jesus. No movimento eles marcam
o dia para o batismo no Espírito. É sempre o último
dia do seminário das nove semanas. Nesse dia os líderes
começam a falar em línguas e induzem os alunos a fazer
o mesmo. Não sei até que ponto Deus toca as pessoas
ali. Talvez minha experiência na renovação tenha
tido alguma validade. Só não dá para se desenvolver
espiritualmente de uma forma sadia naquele lugar. Além de não
haver acompanhamento doutrinário sadio, não há
um compromisso sério. Deus pode até visitar as pessoas
ali, mas ele não permanece naquele que não muda de vida
após ter sido tocado pelo seu Espírito". Gostou desta matéria?
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