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ÊXODO: Deuses e reis

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Ontem fui assistir Êxodo e gostei da produção hollywoodiana em 3 D. Fazia tempo que não assistia a um filme que me fez refletir sobre as coisas de Deus. E eis aqui o que conclui.

O título do filme já é tendencioso. Já demonstra que no pensamento do diretor vai haver uma guerra entre deuses e é claro que a figura infantil concebida por Ridley Scott para demonstrar Deus, tem a intenção de demonstrar uma certa fragilidade que torna Deus uma criatura birrenta e vingativa. Fruto da imaginação perturbada de Moisés, Deus age, mas não com a intensidade e o controle que lhe é inerente.

As pragas tidas como naturais, acontecem numa ordem que achei bastante interessante, mas isso não justifica a não ação de Deus, apenas demonstra que Deus não faz coisas sem nexo, ele age de maneira que permite o arrependimento. Mas isso não foi a referência do filme e sim eram pragas que os egípcios criam que seus deuses podiam mandar. Afinal era uma batalha entre deuses, até Ramés prometeu matar os primogênitos hebreus.

Bem, mas o mais interessante para mim não é o fato do filme não relatar o Êxodo bíblico, afinal como artista o diretor tem licença poética. O que achei interessante é que li e ouvi várias críticas do povo de Deus, e todos ficam boquiabertos dizendo que é uma heresia, e é. Mas é uma heresia tal qual Deus foi e sempre será tratado mesmo por aqueles que conhecem sua palavra. Não proclamamos Deus na sua inteireza, Diminuímos o Deus todo Soberano ás nossas necessidades. O trancamos dentro de quatro paredes e prestamos um culto tradicionalista e sem fundamento bíblico muitas das vezes. Como Ramsés, muitos pastores querem o poder e se auto promovem. Ramsés fez esculturas faraônicas isso hoje não é representado pelo poder da mídia? A política é um caminho procurado por tantos evangélicos a procura de resolver os males da sociedade, isso não é uma espada?

O filme representa o coração do homem, seja ele conhecedor da palavra ou não, e este sempre será duro. Enquanto Jesus não voltar, viveremos esta guerra entre deuses, pois o mundo pós moderno está recheado de semi-deuses.

Uma questão para nos fazer refletir. Tal qual o filme que trata com distorção a Palavra de Deus, as novelas globais tratam das coisas que a mesma Palavra é contra e, no entanto, assistimos de camarote. Por que não nos pronunciamos contra?

Se você já assistiu ao filme, olhe com um olhar crítico sim, mas para fazer uma analogia sobre como tratamos as coisas do Deus Vivo. Se não assistiu, assista para adquirir conhecimento de como o homem sem Deus precisa conhecer a Verdade.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Cida Martins – Teóloga

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