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Fanatismo Islâmico X Liberdade de Expressão Prof. João Flávio Martínez
Sempre compartilhei da opinião do renomado professor Paul Johnson de
que o Islã, em todas as suas formas, é radical em seu imo. Atualmente
temos assistido a onda de protestos furiosos pelo mundo devido ao fato
de um chargista dinamarquês ter publicado uma caricatura do
intocável profeta Maomé. A charge reproduz o rosto do profeta,
mostrando a suposta imagem do seu rosto, o que seria um pecado para os
islâmicos por induzir a idolatria. O desenho estilizado, também dá ao
penteado do profeta o perfil de uma bomba. Esse desenho, segundo os
muçulmanos, associa a imagem do Islã ao terrorismo. Realmente a charge
é uma afronta, isso é factual, mas também é fato o envolvimento de
líderes importantes do mundo islâmico com o terrorismo (cf. 2).
Ainda conjecturando, nós poderíamos
perguntar: Por que os muçulmanos não se manifestaram contra os
ataques ao World Trade Center? Contra os acometimentos a vida de civis
na Inglaterra? Contra a chacina na escola em Beslan, na Rússia?
Contras os ataques aos turistas em Jacarta, na Indonésia? Enfim,
poderíamos fazer uma lista interminável de atentados envolvendo
islâmicos e o nome do Islã. A verdade é que diante desses atentados o
máximo que vimos foi o contrário do que estamos vendo hoje, pois
muçulmanos felizes comemoraram tais atos terroristas (é claro que não
todos). Agora, quando alguém resolve destilar uma crítica a esse
sistema fascista de religião, o mundo islâmico quer punição a tal
pessoa – aliás, punição não, eles querem a morte do infeliz
chargista! (cf. 3).
Não vejo motivos para que o chargista seja
punido ou morto por isso, ele estava exercendo o direito de expressão
e ninguém pode usar da coerção para impor a sua fé ou opinião, até o
Alcorão, de maneira contraditória, arenga isso (Surata 2:256). Maomé
pode ser um santo para o mundo islâmico, mas se para alguém ele não
representa nada disso, tal opinião deve ser respeitada. Além do mais,
a hagiografia do profeta Maomé comprova que realmente ele foi um
estimulador de prélio, um despótico religioso e que a espada nunca sai
de sua mão – vejam o que é dito em seus hadiz e no alcorão:
“Alá
me ordenou a lutar contra os idólatras, até que prestem testemunho de
que não há outra divindade além do único Deus, e de que Maomé é o
mensageiro de Alá; que realizem as orações e paguem o zacat. Se
cumprirem isso, terão salvaguardado suas vidas e seus bens de mim”(
hadiz - 01).
“Fazei guerra, com
sangue e extermínio, a todos que não crêem em Deus (Alá)... Quando
encontrardes com os infiéis, matai-os”.
(hadiz).
“... matai os idólatras” (Alcorão,
surata 9:5).
“Matai-os
onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram,
porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os
combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem.
Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos
incrédulos”.
(Alcorão, Sura 2:191).
O islã deve definitivamente reinterpretar
essas passagens contextuais e anacrônicas do Alcorão e dos hadiz,
imperioso às circunstâncias da fé na Arábia dos séculos VII e VIII,
mas que agora, verdadeiramente, incitam homens e mulheres a realizar
atos de terror contra civis inocentes e indefesos. E por mais que os
muçulmanos não tenham gostado da charge, ela só externa um sentimento
que vem sendo corroborado pelos seguidores do profeta – de que o Islã
é uma religião perigosa.
Bibliografia:
1 - El Hayek, Samir;
“Ditos e Práticas de Mohammad – o Mensageiro de Deus”; Editado pelo
Centro de Divulgação do Islã para a América Latina;
2 – Folha de São Paulo,
4 de Fevereiro de 2006;
3 – Folha de São Paulo,
5 de Fevereiro de 2006;
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