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Gn 3.15 – uma declaração de guerra de Deus

por Pr. Natanael Rinaldi - qua maio 24, 9:47 am

“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Essas palavras foram ditas por Deus como uma declaração de guerra contra Satanás, que acabava de induzir Adão e Eva ao pecado. O Senhor disse que a guerra seria travada em três fases distintas:

PRIMEIRA FASE

A guerra seria travada entre o diabo e Eva: “porei inimizada entre ti [o diabo] e a mulher”. Parece que Eva se arrependeu do seu pecado e foi perdoada. Assim, se estabeleceu um luta contínua entre Eva e o diabo. Eva é um exemplo de todo os que, depois de enganados por Satanás, se arrependem e aceitam a provisão da misericórdia divina, e começam nova vida de oposição ao diabo e devoção a Deus.

SEGUNDA FASE

O segundo aspecto desse conflito se e refere à semente de Satanás e de Eva “entre a tua semente e a sua semente”. A semente de Satanás significa os homens e mulheres que rejeitam deliberadamente a Deus e escolhem o caminho do diabo: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8.44).

A semente da mulher, ao contrário, são aqueles-que se submetem à vontade de Deus e aceitam a salvação que é encontrada em Cristo Jesus. O conflito entre as duas sementes começou com Caim e Abel, e tem continuado por todas as idades Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus” (lJoão 3.8-10).

TERCEIRA FASE

A terceira fase desta guerra entre Deus e Satanás se expressa nas palavras de um pronome demonstrativo esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Jesus Cristo é “esta semente” ou “a semente da mulher”. Por seus sofrimentos na cruz se deu o cumprimento da profecia “tu [Satanás] lhe ferirás o calcanhar”. Quando Cristo morreu na cruz, e por fim foi ressuscitado, cumpriu-se “esta te ferirá a cabeça”.

Em Hebreus 2.14-15 se lê que Jesus pela morte destruiu o poder de Satanás. Ele sabe da sua ruína se aproxima e procura impedir a obra de Deus: E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão”.

O último esforço se dará quando o Anticristo surgir para ser o governador do mundo, como apregoa o Movimento da Nova Era. IJoão 2.18 e Apocalipse 13 falam do anticristo e do falso profeta, que serão finalmente derrotados por Cristo (Apocalipse 13.11 e 19.20). Satanás será preso e jogado no poço do abismo por mil anos (Ap 20.1-3 e 7-10). Paulo declara Romanos 16.20 que compartilharemos com Cristo de uma vitória final sobre o pecado e o diabo.

CONCLUSÃO

Em Hebreus 6.13-18 lemos que há duas coisas imutáveis de Deus: sua Palavra e seu juramento. O escritor está se referindo a Deus e o seu procedimento com Abraão. Deus declarou que abençoaria Abraão e faria dele uma grande nação (Gênesis 12.1-3 e 6-7). Esta é a primeira das coisas imutáveis de Deus: a Palavra de Deus. Isaque cresceu e Abraão regozijou-se. De repente Deus pôs Abraão à prova (Gênesis 22.1-2). Que prova para a fé de Abraão! Todas as suas esperanças de bênção, a respeito do cumprimento das promessas de Deus, parece que iriam por terra. Abraão porém obedeceu, mas não matou efetivamente Isaque (Hebreus 11.17-19).

A segunda coisa imutável é o Juramento de Deus: Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei. E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa. Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda. Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento” (Hebreus 6.13-17). Ele é digno de confiança e sua promessa deve ser suficiente para cada um de nós.


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