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Grupo anti-Dilma só permite cristãos

por Artigo compilado - qui abr 02, 12:08 am

As quase 800 mil curtidas da página do Revoltados Online no Facebook mostram um claro apoio de alguns setores da sociedade à principal bandeira do grupo: o impeachment de Dilma Rousseff. No entanto, se houver alguém com interesse real em se juntar às lideranças do movimento, terá de respeitar algumas regras criadas por seu fundador, Marcello Reis, de 40 anos.

Marcello Reis, o líder do Revoltados Online:
Bárbara Libório/iG São Paulo

Marcello Reis, o líder do Revoltados Online: “Com Deus na nossa frente somos imbatíveis”

Para se tornar coordenador do grupo são necessárias três características primordiais: naturalmente, ter como objetivo a derrubada da chefe do Executivo; não ser filiado a nenhum partido político, já que o movimento se define como apartidário; e, por fim, seguir o cristianismo. Os outros protagonistas dos atos recentes – Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre – afirmam não ter regras específicas para filiação.

“Nunca vou colocar um ateu dentro do Revoltados Online. Afinal, por que eu daria uma função importante para uma pessoa que não acredita no que acredito?”, diz Reis em entrevista ao iG, realizada na sede do grupo que fundou em 2004, localizada na região central de São Paulo. “Pregamos o lema ‘juntos, somos mais fortes, e com Deus na nossa frente, somos imbatíveis. E é assim que agimos.”

A ligação de Reis e seus seguidores com a religião cristã fica patente a qualquer pessoa que permaneça por mais de alguns minutos em um ato do grupo. Em meio à execução da canção “Impeachment”, da banda parceira Os Reaças, e do Hino Nacional Brasileiro, o Revoltados Online reza sempre o “Pai Nosso”. A prece costuma ser puxada pelo próprio Reis, com a mão direita sobre os olhos e o braço esquerdo erguido para o ar.

“Não estamos preocupados se o budista ou seguidores de outras religiões que estarão no protestos rezarão o ‘Pai Nosso’. Ninguém é obrigado a seguir nossa fé. Mas nós servimos a Deus e se a pessoa que está lá não o segue não sei o que elá está fazendo no nosso protesto”, afirma ele, cujos textos postados nas redes sociais não raro vêm acompanhados de citações de salmos da Bíblia.

Extraído do site http://ultimosegundo.ig.com.br/ em 01/04/2015


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