Hinduísmo bramânico
A segunda fase do hinduísmo veio com a decadência da antiga religião védica.
Brahma (em sânscrito, "absoluto"), um dos deuses da tríade hindu (trimurti),
integrada também por Vishnu e Shiva, tornou-se o deus principal. Brahma é a
manifestação antropomórfica do brahman, a "alma universal", o ser absoluto e
incriado, mais um conceito da totalidade que envolve todas as coisas do que
um deus. O cerimonialismo enriqueceu-se notavelmente sob a direção dos brâmanes
(sacerdotes). Os cultos adquiriram poder mágico. As idéias de samsara (transmigração
das almas a reencarnações sucessivas) e karma (lei segundo a qual todo ato,
bom ou mau, produz conseqüências na vida atual ou nas encarnações posteriores)
surgiram nessa época, assim como as especulações filosóficas sobre a origem
e o destino do homem. O sistema de castas converteu-se na principal instituição
da sociedade indiana, sendo a casta dos brâmanes a mais elevada.
A visão bramânica do mundo e sua aplicação à
vida estão descritas no livro do Manusmristi (Código de Manu), elaborado entre
os anos 200 a.C. e 200 da era cristã, embora também contenha material muito
mais antigo. Manu é o pai original da espécie humana. O livro trata inicialmente
da criação do mundo e da ordem dos brâmanes; depois, do governo e de seus deveres,
das leis, das castas, dos atos de expiação e, finalmente, da reencarnação e
da redenção. Segundo as leis de Manu, os brâmanes são senhores de tudo que existe
no mundo.
Altos-relevos do templo hinduísta de Prambadam,
em Java, na Indonésia. Esses relevos são parte de um ciclo que narra a vida
do deus Shiva.
(Extraído: http://orbita.starmedia.com/~hyeros/index.html)
Fale conosco
Voltar