CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS - CACP
Refutações Bíblicas à Teologia "Cristã" Gay
João Luiz Santolin
O propagadores da chamada teologia “cristã” gay afirmam que
do imenso número de leis do Pentateuco apenas duas vezes há referência ao
homossexualismo e que inúmeras outras abominações do Levítico – como comer carne
de porco ou o tabu em relação ao esperma ou ao sangue menstrual – foram
completamente abandonadas. O que eles ignoram, entretanto, é que se há duas
referências ao homossexualismo no Pentateuco (Lv 18:22; 20:13), e ambas são
proibitivas e punitivas, já se vê que Deus reprova a prática do homossexualismo,
sem necessidade de qualquer outro argumento. Além deste erro, confundir lei
moral com lei cerimonial - ou seja, rituais - é um equívoco. Cerimônias foram
removidas mediante o sacrifício de Cristo na cruz. Moralidade, não.
A exegese dos teólogos John Ankerberg e John Weldon confirma a posição de outros
teólogos evangélicos:
“o que as Escrituras ensinam sobre moral no Antigo Testamento, elas ensinam
também no Novo Testamento. Essa uniformidade também prova que esses trechos
bíblicos transcendem as supostas limitações culturais. Porque o caráter santo de
Deus nunca muda, Sua lei moral nunca muda. Deus é soberano sobre a cultura e não
sujeito a ela. Os valores mutáveis da sociedade não mudam a lei moral de Deus,
que é válida para toda e qualquer cultura, independentemente de suas crenças.”
Os defensores na teologia “cristã” gay insistem na heresia de que vários
personagens da Bíblia tiveram experiências homossexuais. Os mais citados são
Davi e Jônatas. Na verdade, quando Davi disse que o amor que sentia por Jônatas
ultrapassava o amor de mulheres, ficou claro que este amor não tinha qualquer
conotação erótica. Vale destacar o comentário exegético do rabino Henry I. Sobel
à revista Ultimato, de setembro/outubro de 1998:
“a palavra hebraica ahavá não significa apenas amor no sentido conjugal/sexual,
mas também no sentido paternal (‘Isaque gostava de Esaú’, Gn 25:28), no sentido
de amizade (‘Saul afeiçoou-se a Davi’, em I Sm 16:21), no sentido de amor a Deus
(‘Amarás o Senhor, teu Deus’, em Dt 6:5) e no sentido de amor ao próximo
(‘Amarás o próximo como a ti mesmo’, Lv 19:18). Em todos estes exemplos, o verbo
usado na Torá (a Bíblia hebraica) é ahavá. É por razão lingüística - e não por
falso pudor - que a maioria das traduções bíblicas cita I Samuel 1:26 assim:
‘Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres’.”
Segundo estudiosos da Bíblia, o amor das mulheres era algo que Davi conhecia
muito bem, apesar da poligamia não ser o projeto ideal de Deus. Sua poligamia
com Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Agita, Abital, Eglá e seu adultério com
Bate-Seba mostram que a maior dificuldade de Davi era a atração pelo sexo oposto
(1 Sm 18:27; 25:42,43; 2 Sm 3:2-5; 11:1-27) - e nunca o homossexualismo!
Falando sobre Sodoma e Gomorra, a teologia “cristã” gay afirma que quando os
homens daquelas cidades pediram a Ló para conhecer os visitantes (os dois anjos
com aparência humana) eles não pretendiam manter relações sexuais com eles.
Porém, que o verbo que aparece neste contexto é o hebraico yada, que tem vários
significados e, segundo, especialistas, aparece mais de 900 vezes no Antigo
Testamento, por exemplo: Saber - Gn 15:8; dar-se conta - Gn 3:9; reconhecer - Gn
12:11; conhecer pessoas - Gn 29:5; ser esperto em algo - 1 Re 9:27; ter relações
sexuais - Gn 4:1; 19:5; 19:8; Jz 19:22. Na história de Sodoma e Gomorra esse
verbo tem conotação sexual (Gn 19:5 - a ameaça dos homens o demonstra
claramente), pois a resposta de Ló oferecendo suas duas filhas virgens só tem
conotação sexual. Mas eles não queriam as mulheres. Seu desejo era homossexual.
Uma das melhores traduções da Bíblia foi feita pelo judeu André Chouraqui e
chama-se A Bíblia - No Princípio. A tradução literal em sua Bíblia é: “Faze-os
sair até nós, vamos penetrá-los” (Gn 19:5). E: “Tenho duas filhas que homem
algum jamais penetrou” (Gn 19:8). Isso está em completa harmonia com o ensino do
Novo Testamento em Judas 7, que confirma que a intenção dos homens de Sodoma era
realmente de violação homossexual, assim como o demonstra II Pedro 2:7-10 e I
Timóteo 1:8-10 que lista diversas violações da lei colocando os sodomitas lado a
lado com os parricidas, matricidas e roubadores de homens.
Além dos argumentos bíblicos e teológicos, John Ankerberg e John Weldon trazem
um importante argumento extra-bíblico:
“a tradição judaico-cristã testifica, invariavelmente, o pecado de Sodoma como
sendo a homossexualidade. Um comentário rabínico, por exemplo, diz que os
sodomitas tinham um acordo entre eles de sodomizar e roubar todos os estranhos.
Filo, um judeu de Alexandria (25 a.C. até 45 d.C.), comentou que em Sodoma ‘os
homens se acostumaram a ser tratados como mulheres’.”
Os defensores da teologia “cristã” gay tentam neutralizar os escritos do
apóstolo Paulo contra o comportamento homossexual, argumentando que as palavras
efeminados e sodomitas empregadas em 1 Coríntios 6:9-11 foram mal traduzidas.
Eles afirmam que a passagem é mal traduzida ou restrita a certas culturas.
Alguns têm afirmado que a palavra grega malakos (traduzida por “efeminados”) se
refere somente à fraqueza moral sem qualquer referência específica à
homossexualidade, e que arsenokoitai (traduzida por “sodomia”) se refere aos
efeminados - e assim, uma vez mais, esses versículos não condenariam as uniões
“amorosas” modernas dos homossexuais. Mais uma vez vale a pena citar as
refutações de Ankerberg e Weldon:
“Mas malakoi e arsenokoitai têm significados específicos. A primeira significa
literalmente ‘macio ao tato’. Na cultura grega, era usada de forma metafórica
para homens que assumiam o papel passivo no ato homossexual. O segundo termo,
arsenokoitai, também se refere claramente às relações homossexuais -
especificamente, à pessoa que assumia o papel ativo no ato homossexual.
“Além disso, todo o trecho de 1 Coríntios 6.9 e seguintes é destacado pela
palavra adikoi - ‘os iníquos’. Os termos que se referem à homossexualidade são
encontrados em conexão com outros pecados sexuais - fornicadores (pornoi) e
adúlteros (moichoi). Em outras palavras, os significados das palavras em si e
seus contextos todos argumentam por relevância às práticas homossexuais de hoje.
Homossexualidade impenitente, fornicação e adultério, todos excluem pessoas do
reino de Deus.”
O movimento gay “cristão” diz que Jesus Cristo nunca falou nenhuma palavra
contra os homossexuais. Essa é mais uma tentativa de distorcer as verdades do
evangelho. O fato de Jesus nunca ter mencionado especificamente o
homossexualismo não significa sua aprovação. Ele também não se pronunciou
claramente sobre muitos outros problemas sociais, tais como: seqüestros, abuso
sexual, prostituição infantil, tráfico de drogas. Entretanto, a Bíblia apresenta
direta e indiretamente os princípios inegociáveis de Deus para a moralidade e
dignidade humanas. Na verdade, ao se referir ao plano de Deus para a
sexualidade, Jesus reafirmou o ensino vetero-testamentário sobre o casamento
heterossexual e monogâmico. Ele excluiu a suposta naturalidade das práticas
homossexuais quando incentivou o casamento. Jesus Cristo afirmou em Mt 19:4-6:
“Não tendes lido que o Criador desde o princípio os homem e mulher, e que disse:
Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se
os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne.”
*João Luiz Santolin (Membro da Igreja Presbiteriana da Barra, RJ, e Coordenador
do MOSES. É Bacharel em Teologia e Pós-Graduando em Terapia de Família na
Universidade Candido Mendes, RJ)
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