Centro Apologético Cristão
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O
ESPIRITISMO E A PRÁTICA DA INVOCAÇÃO AOS MORTOS
Reencarnação,
que já falamos acima, e invocação de mortos são as duas principais estacas de
sustentação de toda a fraude espiritista. Se ambas forem removidas, o Espiritismo
rui irremediavelmente. Mostramos nos textos anteriores como a teoria da reencarnação
não suporta ser provada pela Bíblia. Neste texto, porém, trataremos da não menos
fraudulenta invocação de mortos.
O
que diz a Bíblia:
“Quando entrares na terra que o Senhor
teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.
Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua
filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem
encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem
consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor,
e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante
de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás
de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti,
o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa” (Deuteronômio 18:9-14).
Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro “O Céu e o Inferno”,
aduz A. Kardec: “... Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus
aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato
com o inimigo”.
Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente
por razões políticas, como afirma Kardec, é demonstração de ignorância quanto
às Escrituras. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia
comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não
significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação.
Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação,
mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios.
É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos
enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que
já falecera (leia Lucas 16:19-31). Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se
com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos
éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro
que se passava pelo Dr. Fritze (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão
enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos
de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do
pai da mentira (João 8:44), Satanás.
O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual
disciplina a sua vida: “Quando vos disserem:
Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e
murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor
dos vivos consultará os mortos?” (Isaías 8:19).
O
Estado dos Mortos:
O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se
encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na terra. Veja, por
exemplo, o que disseram grandes figuras da Bíblia:
1)
– Salomão: -“Porque
os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos... Não têm eles parte em cousa
alguma do que se faz debaixo do sol”. (Eclesiastes 9:5,6).
2)
– Davi: -“Mostrarás tu maravilhas aos mortos? ou levantam-se os mortos para
te louvar? Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade
no Abadom (abismo)? Serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas, e a tua
justiça na terra do esquecimento? (Salmos 88:10-12).
3)
– Ezequias –“Pois não
pode louvar-te o Seol, nem a morte cantar-te os louvores; os que descem para
a cova não podem esperar na tua verdade. O vivente, o vivente é que te louva,
como eu hoje faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade” (Isaías 38:18-19).
4)
Jó -“Tal
como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a
subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais (Jó 7:9-10).
5)
Jesus na história do rico e Lázaro –“Respondeu
ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão
de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas,
tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:30-31).
A história do rico e do Lázaro mostra a impossibilidade de se sair do lugar
dos mortos, pois o rico, que fora ímpio em vida, queria alertar os seus parentes
vivos para que não praticassem as mesmas ações dele e, por conseqüência, acabassem
no mesmo lugar que ele – o inferno, mas foi a ele negado.
Nenhum dos textos bíblicos, até aqui citados, contradiz-se com o estado intermediário do homem ou a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna (Daniel 12:2). Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a viver a vida de antes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.
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