CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS - CACP
IDOLATRIA ISLÂMICA
Por
João Flávio Martinez
Preâmbulo
O
Dr. Halley, em seu Manual Bíblico, nos informa que Maomé, quando moço, visitou
a Síria e entrou em contato com os cristãos daquela região, onde se encheu de
horror pela idolatria que os tais seguidores de Cristo praticavam (9, p. 679).
Parece que o profeta estava à procura de um Deus mais singular e único. Cansado
da idolatria e paganismo existentes em suas terras, esse conflito espiritual
gerou em seu coração a sensação heróica de querer ser o “profeta da restauração”
– “Eis aqui a religião de Deus!
Quem melhor que Deus para designar uma religião? Somente a Ele adoramos!”
(Surata 2:138).
Os historiadores Knigth e Anglin também comentam
sobre o zelo do islamismo contra a idolatria – “No
ano 726 d.C., Leão III, imperador do Oriente, assustado com o progresso dos
maometanos, cujo fim conhecido era exterminar a idolatria e afirmar a unidade
de Deus, começou, por interesse próprio, uma cruzada animada contra as adorações
das imagens, e zelo que mostrou nessa nova empresa logo lhe criou o nome de
Iconoclasta, que significa quebrador de imagem” (8, p. 97).
As
Imagens e a Igreja Católica Apostólica Romana
Quando o catolicismo começou a aderir às imagens
de esculturas e aos desenhos de fatos bíblicos e de santos, a idéia não era
de ir contra aos ensinamentos da Palavra de Deus, mas implantar uma didática
pragmática para que o povo da Idade Média, leigo e analfabeto, pudesse aprender
mais sobre as histórias bíblicas. O difícil foi conseguir manter apartado a
imagem da veneração idolatra, o que o catolicismo romano falhou miseravelmente
dando plena evasão a uma prática tão condenada pela Bíblia Sagrada. Até os livros
apócrifos condenam tal prática, por exemplo, no primeiro Livro de Macabeus é
nos contado que os judeus preferiram enfrentar a morte e ir contra ao decreto
de Rei Sírio Antíoco Epifânio a ter que adorarem as imagens do panteão mitológico
grego – “Erigissem altares, templos e
ídolos... a obrigarem-nos a esquecer a lei e a transgredir as prescrições”
(I Macabeus 1: 47-49). Ou seja, a problemática católica começou de uma boa intenção,
da intenção de instruir os incautos usando as imagens. É como dizem – “de
boas intenções o inferno está cheio”. Nesse ínterim os bárbaros convertidos
ao cristianismo já tinham achado os representantes dos seus ídolos em imagens
católicas. O comércio dessas imagens e ídolos já gerava enormes recursos para
a Igreja, o clero vivendo nas trevas da ignorância sem muito se preocupar com
o que realmente ensinava a Bíblia e toda a conjectura dos acontecimentos mostrava
que a idolatria seria a marca registrada da Igreja Romana. No livro “As Brumas
de Avalon” o autor Marion Zimmer Bradley relata que a “Deusa Mãe”, adorada pelos
Teutões e Saxões (germanos), tinha sobrevivido à cristianização na pessoa da
mãe de Deus – a Virgem Maria. Esses
povos não tiveram dificuldades em assimilar a deusa Virgem Maria, pois viam
nela a sua adorada “Deusa Mãe”. Por fim, só restava ao Papa Adriano I decretar
o que já era fato, o que ele fez em 787 d.C., no segundo Concílio de Nicéia,
disciplinando a veneração das imagens.
Bem, você deve estar se perguntando por que eu
estou explicitando algo sobre o catolicismo quando falo do islamismo. É que
pra minha surpresa o islamismo passou e está passando por uma transformação
parecida! Do zelo iconoclasta maometano ao desvio para a idolatria, é isso que
descobri em várias leituras feitas sobre o mundo islâmico. Sempre tive no islamismo,
devido a minha cultura ocidental, uma religião um tanto paradoxal e composta
de doutrinas bem exóticas, mas não imaginava como o Islã tinha tamanhas tendências
às práticas idolatras. Acredito que ídolo e analfabetismo seja a mistura perfeita
para a incubação do misticismo popular e, como em países muçulmanos, a taxa
de analfabetismo sempre foi muito alta é possível que o mesmo caminho que a
Igreja Católica Romana tomou na Idade Média esteja sendo trilhado pelos muçulmanos
no decorrer dos séculos. Isso não é de se admirar, pois como veremos, o islamismo
nasceu no meio e do meio do paganismo idolatra – a
Caaba.
E
quando viu despontar o sol, exclamou: Eis aqui meu Senhor! Este é maior! Porém,
quando este se pôs, disse: Ó povo meu, não faço parte da vossa idolatria! (Surata
6:78)
Porém,
se Deus quisesse, nunca se teriam dado á idolatria. Não te designamos (ó Mohammad)
como seu defensor, nem como seu guardião. (Surata 6:107).
Porventura,
enviamos-lhes alguma autoridade, que justifique a sua idolatria? ( Surata 30:35)
Ó
filho meu, não atribuas parceiros a Deus, porque a idolatria é grave iniqüidade.
(Surata 31:13)
E
permanecei tranqüilas em vossos lares, e não façais exibições, como as da época
da idolatria; observai a oração, pagai o zakat
, obedecei a Deus e ao seu Mensageiro, porque Deus só deseja afastar
de vós a abominação, ó membros da Casa, bem como purificar-vos integralmente.
(Surata 33:33)
A Trindade como prática idolatra
- São blasfemos
aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria, ainda quando o mesmo Messias
disse: Ó israelitas, adorai a Deus, Que é meu Senhor e vosso. A quem atribuir
parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada a entrada no Paraíso e sua morada será o
fogo infernal! Os iníquos jamais terão socorredores. São blasfemos aqueles que
dizem: Deus é um da Trindade!, portanto não existe divindade alguma além do
Deus Único. Se não desistirem de tudo quanto afirmam, um doloroso castigo açoitará
os incrédulos entre eles. (Surata 5:72-73).
A sentença do Idolatra:
“Mas quanto os meses sagrados houverem
transcorrido, matai os idólatras,
onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso
se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho. Sabei
que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo”. (Surata 9:5)
Encontramos no livro “A Vida
do Profeta Maomé” traduzido por Ibn Ishaq, a seguinte declaração sobre o
profeta – “Rabinos judeus, monges cristãos
e adivinhos árabes prevêem o advento de um profeta...” (1, p.33).
A Bíblia diz – “Porventura
a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa?” (Tg. 3:11).
Ou seja, de acordo com os ensinamentos de Deus, de uma mesma fonte não pode
jorrar dois tipos de águas – ou a fonte é boa ou má. Se o que foi dito sobre
o profeta Maomé, com relação a ele ter sido profetizado por árabes pagãos, for
fidedigno, isso o coloca em uma condição de ilegitimidade profética desqualificando
sua mensagem como arauto de Deus.
Caaba
– A Veneração a Pedra Negra
A Caaba
é o Santuário islâmico localizado no centro da Grande Mesquita, em Meca.
Lugar sagrado dos muçulmanos, guarda a
Pedra Negra, que teria sido dada a Adão depois de sua expulsão do Paraíso.
Levada pelo dilúvio, a Caaba teria sido reconstruída por Abraão e seu filho
Ismael, que teriam embutido no ângulo sudeste do cubo de pedra que formava a
casa de Deus a Pedra Negra trazida pelo anjo Gabriel. “Os
muçulmanos contornavam a Caaba sete vezes, tocando ou beijando a Pedra Negra
ao passarem por ela” (1, p. 161).
A Peregrinação
para Meca
ou Hajj, é um dos pilares do islamismo. Essa peregrinação ao lugar do nascimento
de Maomé deve ser feita por todo muçulmano pelo menos uma vez na vida desde
que dotado de condições físicas e econômicas.
Mantran comenta o
seguinte sobre a Caaba: “A partir do século
V, Meca ficou sob o domínio da tribo de Qoraysh, quando um de seus membros,
Qosayy, vindo do norte, eliminou a tribo de Khozaa e teve a habilidade para
transformar Meca em um grande centro de peregrinação, reunindo em um só santuário,
a Caaba, as principais divindades dos Árabes... Entre os árabes, essa Pedra Negra, provavelmente um meteorito, era (e é) objeto de veneração... reunindo ali as grandes divindades
árabes, permitindo assim aos homens das caravanas satisfazerem sua crença numa
ou noutra divindade” (6. p.55). O prêmio Nobel de Literatura, o Doutor Naipaul,
corrobora nesse sentido: “... A
peregrinação a Meca é mais velha do que o Islã, enraizada no antigo culto tribal
árabe e incorporado pelo Profeta às práticas islâmicas: a essa cultura, camada
após camada de história”(3, p.145).
O também
faz a seguinte observação sobre a Caaba e a Pedra Negra: “... Também já existia em Meca
a pedra negra, por causa da qual
as pessoas peregrinavam para Meca. Os peregrinos beijavam a pedra, prestando
culto a Alá por meio dela”.
Todas as evidências fidedignas mostram que esse
lugar foi o centro do paganismo na Arábia, adaptado ao islamismo pelos fiéis
muçulmanos e mantido até hoje na essência de sua idolatria, onde a Pedra Negra
recebe tanta veneração quanto Alá!
Alá
– Mais um ídolo adorado na Caaba?
Escritores e historiadores que corroboram que Alá
era mais um deus entre o panteão pagão da Arábia:
O escritor e ex-islâmico O islamismo,
Alá e grande parte do Alcorão já existiam antes de Maomé. O pai de Maomé chamava-se
Abed Alá, que significa escravo de Alá... A Enciclopédia do Islamismo nos fala
que os árabes pré-islâmicos conheciam Alá como uma das divindades de Meca...
Segundo a Enciclopédia Chamber’s, ‘a comunidade onde Maomé foi criado era pagã,
com diferentes localidades que tinham os seus próprios deuses, freqüentemente
representados por pedras’. Em muitos lugares havia santuários para onde eram
feitas peregrinações. Meca possuía um dos mais importantes, a Caaba, onde foi
colocada a pedra negra, há muito tempo um objeto de adoração... Alá era o deus
lua. Até hoje os muçulmanos usam a forma do quarto crescente sobre as suas mesquitas.
Nenhum muçulmano consegue dar uma boa explicação para isso. Na Arábia havia
uma deusa feminina que era a deusa sol e um deus masculino que era o deus lua.
Diz-se que eles se casaram e deram à luz três deusas chamadas ‘as filhas de
Alá’, cujos nomes eram Al Lat, Al Uzza e Manat. Alá, suas filhas e a deusa sol
eram conhecidos como os deuses supremos. Alá, Allat, Al Oza e Akhbar eram alguns
dos deuses pagãos...”(10).
Rushdie, autor de
Versos Satânicos: “Pensai também em Lat e Uzza, e em Manat (filhas de Alá)... Elas são os
pássaros exaltados, e sua intercessão é de fato desejada (pelos muçulmanos)...”
(5, p.114 – parênteses do autor).
Mantran: “... Os árabes do Norte tinham crenças mais realistas: espíritos, djinns
representados por árvore, pedras. Acreditavam também em divindades, muito numerosas,
mas algumas eram veneradas pela maioria das tribos; as mais importantes entre
essas divindades eram três deusas – Manat, Ozza e al-Lat, por sua vez subordinadas
a uma divindade superior, ALÁ...”(6, p.52).
Mather e Nichols: “...
Alá era uma divindade suprema já conhecida dos povos do Norte da Arábia” (7,
p. 231).
O que
Maomé realmente fez foi substituir o paganismo politeísta por um paganismo monoteísta,
afinal todas as evidencias comprobatórias e históricas nos deixam elucidados
de que Alá nunca foi mais do que um ídolo tribal!
A
Purificação da Caaba e a manutenção de ícones católicos
O que teria acontecido com o profeta para
poupar resquícios do catolicismo? A reflexão dessa questão por si só pode trazer
luz à mente aberta e disposta a encarar os fatos!
Os
Amigos de Deus
No catolicismo romano é comum à reza aos “santos”
mortos. Os católicos acreditam que esses cristãos, que em vida fizeram grandes
obras de piedade, possam, depois de mortos, terem acesso a Deus para realizarem
intercessões espirituais em favor dos vivos. Estranhamente, algo parecido acontece
com os muçulmanos, na teologia islâmica esses santos especiais são chamados
de “Amigos
de Deus” com poderes interventores diante de Deus em prol dos muçulmanos
vivos.
É o que nos conta o Dr. Hourani:
“A idéia de um caminho de acesso a Deus implicava
que o homem não era só criatura e servo dele, mas também podia tornar-se seu
amigo (wali). Essa crença encontrava justificativa em trechos do Alcorão: Ó vós, Criador dos céus e da Terra, sois meu Amigo neste mundo e no próximo
(surata 12:101). Aos poucos, foi surgindo uma teoria de santidade (wilaya).
O amigo de Deus era o único que sempre estava perto dele, cujos pensamentos
estavam sempre nele, e que havia dominado as paixões humanas que afastavam o
homem dele. A mulher, tanto quanto o homem, podia ser santa. Sempre houvera
e sempre haveria santos no mundo, para manter o mundo no eixo. Com o tempo,
essa idéia adquiriu expressão formal: Sempre haveria certo número de santos
no mundo; quando um morria, era sucedido por outro; e eles constituíam a hierarquia
que eram os governantes desconhecidos do mundo, tendo o qutb, o pólo sobre o
qual o mundo girava, como seu chefe... Os amigos de Deus intercediam junto a ele em favor de outros, e Sua intercessão
tinha resultados visíveis neste mundo. Trazia curas para a doença e a esterilidade,
ou alívio nos infortúnios, e esses sinais de graça (karamat) eram também provas
da santidade do amigo de Deus. Veio a ser largamente aceito que o poder sobrenatural pelo qual um santo
invocava graças para este mundo podia sobreviver à sua morte, e podia-se fazer
pedidos de intercessão em seu túmulo. As visitas aos túmulos dos santos,
para tocá-los ou orar diante deles, passaram a ser uma prática complementar
de devoção, embora alguns pensadores muçulmanos encarassem isso como uma invocação
perigosa, porque interpunha um intermediário humano entre Deus e cada crente
individual. O túmulo do santo, quadrangular, com um domo abaulado, caiado por
dentro, isolado ou dentro de uma mesquita, ou servindo de núcleo em torno do
qual surgia uma zawiya, era uma feição conhecida na paisagem rural e urbana
islâmica... Do mesmo modo como o Islã não rejeitou a Caaba, mas deu-lhe novo
sentido, também os convertidos do Islã trouxeram-lhe seus próprios cultos imemoriais.
A idéia de que certos lugares eram moradas de deuses ou espíritos sobre-humanos
estava generalizada desde tempos muito antigos: pedras de um tipo incomum, árvores
antigas, nascentes que brotavam espontaneamente da terra, eram encaradas como
sinais visíveis da presença de um deus ou espírito ao qual se dirigia pedidos
e faziam oferendas, pendurando-se panos votivos ou sacrificando-se animais.
Em todo o mundo onde o Islã se espalhou, tais lugares se tornaram ligados aos
santos muçulmanos, e com isso adquiriram um novo significado... Alguns dos túmulos
dos santos tinham-se tornado centros de grandes atos litúrgicos públicos. O
aniversário de um santo, ou um dia especial ligado a ele, era comemorado com
uma festa popular, durante a qual muçulmanos do distrito em torno ou de mais
longe ainda se reuniam para tocar o túmulo, rezar diante dele e participar de
vários tipos de festividades... Esses santuários nacionais ou universais eram
os de Mawlay Idris (m. 791), tido como fundador da cidade de Fez; Abu Midyan
(c. 1126-97) em Tlemcem, na Argélia Ocidental; Sidi Mahraz, santo padroeiro
no delta egípcio, objeto de um culto em que os estudiosos viam uma sobrevivência
em nova forma do antigo culto egípcio de Bubastis; e ‘Abd al-Qadir, que deu
nome à ordem qadirita, em Bagdá... Com o decorrer do tempo, o Profeta e sua
família passaram a serem vistos na perspectiva da santidade. A intercessão do
profeta no Juízo Final, acreditava-se comumente, atuaria para a salvação daqueles
que tinham aceito a missão dele. Maomé passou a ser encarado como um wali, além
de profeta, e seu túmulo em Medina era um local de prece e pedidos, a ser visitado
por si ou como uma extensão do hadj. O aniversário do profeta (mawlid) tornou-se
uma ocasião de comemoração popular; essa prática parece ter começado a surgir
na época dos califas fatímidas no Cairo, e estava generalizada nos séculos XII
e XIV... O santo, ou seus descendentes e os guardiões de seu túmulo, podiam
lucrar com sua reputação de santidade; as oferendas dos peregrinos davam-lhe
riquezas e prestígios... Alguns exemplos disso foram observados nos tempos modernos:
na Síria, o khidr, o misterioso espírito identificado com São Jorge, era reverenciado
em fontes e outros lugares santificados; no Egito, coptas e muçulmanos comemoravam
igualmente o dia de santa Damiana...” (1 - p.167, 168, 169 e 197).
No livro “Entre os Fiéis”, trabalho que rendeu
o prêmio Nobel de literatura ao Dr. Naipaul, ele comenta da veneração que um
paquistanês desenvolveu por um desses santos: “...
Disse ele: ‘Existem categorias de fiéis. Alguns querem dinheiro, outros desejam
uma boa vida no além... Eu desejo encontrar Alá. Você só pode fazer isso através
de um médium. Meu murshid é o meu médium. Eu desejo amar meu murshid em meu
coração. Alá está com meu murshid. E quando meu murshid entra em meu coração,
Alá está comigo... Só posso conhecer Alá através do meu médium’ O murshid não
era o pir ou chefe da comunidade, como eu pensei....era o santo cuja tumba havia
visitado”(3, p.196).
A Bíblia desaprovada tanto; a intercessão dos santos
católicos, a dos Amigos de Deus muçulmanos
e de qualquer outra entidade que se coloque como intercessora. Somente Jesus
Cristo, o filho de Deus, tem outorgado esse direito de interceder pelos homens
– “Porque há um só Deus, e um só Mediador
entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem...” (I Tm. 2:5).
A Veneração aos Imãs
“...Maomé,
Fátima (filha do profeta) e os imãs eram vistos como encarnações das inteligências
por meio dos quais o Universo foi criado. Os imãs eram vistos como guias espirituais
no caminho do conhecimento de Deus: para os xiitas, vieram a ter a posição que
os ‘amigos de Deus’ tinham para os sunitas”
(1, p.191).
As
Procissões
A Teologia Bíblica, nesta questão de procissões,
só tem uma resposta, tanto para católicos como para Islâmicos – “Congregai-vos,
e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que
conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam
a um deus que não pode salvar” (Is. 45:20).
Superstições
Islâmicas
“Mais
difundida, na verdade praticamente universal no islamismo, era a crença em espíritos
e a necessidade de descobrir um meio de controlá-los. Os jinns (demônios) eram
espíritos com corpos de vapor ou chama que apareciam aos sentidos, muitas vezes
sob forma de animais, e podiam influenciar as vidas humanas; às vezes eram maus,
ou pelo menos travessos, e portanto era necessário controlá-los. Também podia
haver seres humanos com poderes sobre as ações e vidas de outros, ou devido
a alguma característica sobre a qual não tinham controle – o olho mau – ou pelo
exercício deliberado de certas artes, que podiam despertar forças sobrenaturais.
Era um reflexo distorcido do poder que os virtuosos, os
amigos de Deus, podiam adquirir por graça divina. Mesmo o cético (escritor
islâmico) Ibn Khaldun acreditava na existência da bruxaria, e que certos homens
podiam descobrir meios de exercer poder sobre outros, mas achava isso repreensível.
Havia uma crença geral entre os muçulmanos em que tais poderes podiam ser controlados
ou contestados por encantos e amuletos colocados em certas partes do corpo,
disposições mágicas de palavras e figuras, sortilégios ou rituais de exorcismo
ou propiciação, como o zar, um ritual de propiciação, ainda difundido no vale
do Nilo” (1, p.211, 212)
Segundo o historiador Mantran, o próprio Maomé
quando começou a receber a revelação de Alá e do Alcorão acreditou estar possuído
por jinns e até pensou em cometer
suicídio (6, p.59). O que percebemos com todas essas conjecturas e colocações
é que o Islã, além de ter adotado práticas idolatras do paganismo, abraçou pra
si também as superstições dos povos nômades da Arábia e isso ainda permeia a
religião do Profeta com toda a sua força mística!
CONCLUSÃO
Não queremos aqui desqualificar
o Islã como mais uma religião monoteísta, apenas estamos fazendo um exame de
maneira generalizada sobre pontos comuns no seio teológico muçulmano. O que
descrevemos e compilamos acima é uma acoimar contra uma religião que, apesar
de levantar uma bandeira contra a idolatria e as superstições, de certa forma
se condena em algumas de suas práticas religiosas.
Sabemos que Idolatria
refere-se à adoração ou veneração aos ídolos ou imagens, quando usado em seu
sentido elementar. Mas também pode indicar a veneração ou adoração a qualquer
objeto, santo, pessoa, instituição, ambição etc, que tome o lugar de Deus, ou
que lhe diminua a honra que lhe devemos prestar. Assim, idolatria consiste na
adoração a algum falso deus, ou a prestação de honras divinas a certas entidades.
E quando o islâmico venera a “Pedra Negra”, peregrina a Caaba, reza ao pé de
um túmulo de um “santo” e pede a sua intercessão, e até mesmo na sua adoração
a Alá, ele está praticando a idolatria, invocando um deus que não é o Deus revelado
na Bíblia. A própria recitação, na qual o indivíduo tem que declarar para se
tornar muçulmano, já é idolatra em si mesma – “Não
há outro Deus além de Alá e Maomé é o mensageiro de Alá”. Se
Alá fosse o Deus Bíblico não haveria necessidade de invocar um outro nome junto
com o seu – “E em nenhum outro há salvação;
porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos
ser salvos” (At. 4:12), pois salvação
é só para aquele que invoca o nome do Único Senhor – “Porque, se com a tua boca
confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou
dentre os mortos, será salvo” (Rm. 10:9). Por isso, quanto o muçulmano coloca
Maomé e Alá em sua declaração de Fé, ele está se excluindo dos padrões bíblicos
para alcançar a sua redenção.
Diante do exposto
acima só nos resta deixar a seguinte mensagem aos islâmicos: “Portanto,
meus amados, fugi da idolatria” (I Cor. 10:14)
Bibliografia Sugerida
Gostaria de recomendar a todos cristãos, principalmente os missionários, os seguintes livros sobre o Islã:
1.
Uma História dos Povos Árabes, Hourani, A., Ed. Cia das Letras, São Paulo
– SP, 2000;
2.
O que Deu Errado no Oriente Médio, Lewis, B., Jorge Zahar Editor, Rio
de Janeiro – RJ, 2002;
3.
Entre os Fiéis, Premio Nobel de Literatura Dr. Naipaul, Ed. Cia das Letras,
São Paulo – SP, 2001;
4.
Além da Fé, Premio Nobel de Literatura Dr. Naipaul, Ed. Cia das Letras,
São Paulo – SP, 2001;
5.
Versos Satânicos, Rushdie, S., Ed. Cia das Letras, São Paulo – SP, 2000;
6.
Expansão Muçulmana, Mantran, R., Editora Pioneira, São Paulo – SP, 1977;
7.
Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo, Mather e Nichols, Editora
vida, São Paulo – SP, 2000;
8.
Knigth e Anglin, “História do Cristianismo”, Editora CPAD, Rio de Janeiro
– RJ, 2001;
9.
Halley, “Manual Bíblico”, Editora Vida Nova, São Paulo, 1991.
10
. fonte site: www.ictus.com.br
OBS: Com exceção do Dicionário de Religiões, todas as obras são de autores seculares e sem nenhum envolvimento religioso.
*
xiitas - Seita islâmica que prega a paixão e a ressurreição de um senhor onipotente
que fará reinar a justiça divina. Decretada religião oficial na Pérsia a partir
do século XVI, presente hoje no Irã, Iraque, Paquistão e sul do Líbano.
João
Flávio Martinez, é pastor evangélico;co-fundador, e atual presidente do CACP
(Centro Apologético Cristão de Pesquisas). Formado em Teologia pela Escola de
Educação Teológica das Assembléias de Deus, apologista, pesquisador de seitas,
graduando-se em história na Faculdade Dom Bosco, leciona heresiologia na Facudalde
de teologia das Assembléias de Deus do Calvário (FATAC).
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