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Israel: 66 anos de lutas e vitórias

por Artigo compilado - sáb ago 16, 12:09 am

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Há 66 anos, estabeleceu-se o Estado israelense, no dia 14 de maio de 1948. A existência do povo de Israel é um fenômeno singular, racionalmente incompreensível, uma prova da existência de Deus. Séculos vêm e vão, povos florescem, alcançam seu apogeu, envelhecem e desaparecem. Mas Israel, ao longo de quase seis mil anos, não foi atingido pela lei da mortalidade dos povos.

Em 70 d.C., Jerusalém foi destruída pelos romanos, e, a partir de então, os judeus (sem território próprio) passaram a sofrer terríveis perseguições. Na Idade Média, foram queimados aos milhares em praça pública pela Igreja Romana, sob o domínio do inquisitor Torquemada. Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), mais de seis milhões deles foram brutalmente assassinados. Essa perseguição durou até 1948. A partir desse ano, Israel vem colecionando muitas vitórias, tornando-se uma grande potência mundial. Sua tecnologia e seu modelo de administração são exportados para todo o mundo.

Muitos pensam que o conflito israelo-palestino é uma batalha do poderoso Israel contra os pobres palestinos. A grande mídia mostra apenas crianças jogando pedras contra tanques israelenses. Mas o mencionado conflito é apenas a ponta do iceberg. Existe um conflito muito maior por trás de tudo: o árabe-israelense. E o grupo terrorista Hamas, que atua na Faixa de Gaza é financiado por inúmeras nações que desejam apagar Israel do mapa.

Logo após a proclamação do Estado de Israel, os exércitos de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram aquele país, dando início à Guerra da Independência. Recém-formadas e pobremente equipadas, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conquistaram uma expressiva vitória depois de quinze meses de combate.

Os israelenses, então, concentraram seus esforços na construção do seu Estado. David Ben Gurion foi eleito primeiro-ministro, e Jaim Neizmann, presidente. Em 1949, Israel se tornou o 59o. membro das Nações Unidas, o que aumentou a fúria de seus inimigos, os quais até hoje insistem em não reconhecer a legitimidade do Estado de Israel. Em 1956, sofrendo ameaças de Egito, Síria e Jordânia, Israel tomou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai. Nesse mesmo ano, de comum acordo com a ONU, começou a devolver as terras conquistadas. Essa atitude lhe proporcionou algumas vantagens, como: a liberdade para navegar no Golfo de Eliat e a permissão para importar petróleo do Golfo Pérsico.

Quando a paz parecia consolidada, irrompeu, em 1967, a Guerra dos Seis Dias. O Egito novamente, deslocando um grande número de tropas para o deserto do Sinai, ordenou que as forças de manutenção de paz da ONU se retirassem da área. Entretanto, mesmo com a ajuda militar de Jordânia e Síria, os egípcios sofreram outra humilhante derrota. Invocando o seu direito de defesa, Israel desencadeou um ataque preventivo contra o Egito, no sul, seguido por um contra-ataque à Jordânia, no leste. Expulsou, ainda, as forças sírias entrincheiradas no Planalto de Golan, ao norte. E, em apenas seis dias, Israel conquistou a Judéia, a Samaria, Gaza, a Península do Sinai e o Planalto de Golan.

Em 1973, depois de anos de relativa calma, ocorreu a Guerra de Yom Kipur (Dia da Expiação, dia mais sagrado do calendário judaico). Egito e Síria atacaram Israel, dessa vez de surpresa. O exército egípcio atravessou o Canal de Suez, e as tropas sírias invadiram o Planalto de Golan. Em três semanas, Israel repeliu os ataques de forma milagrosa. Havia, nas Colinas de Golan, 180 tanques israelenses para enfrentar 1.400 tanques sírios! No Canal de Suez, havia quinhentos israelenses para enfrentar 80.000 egípcios! Mesmo assim, em dois dias, Israel mobilizou seus reservistas e conseguiu fazer retroceder seus adversários, penetrando no território inimigo. Não fosse a intervenção da ONU, o Egito teria uma derrota arrasadora. Depois dessa guerra, a economia israelense cresceu expressivamente.

Os investimentos estrangeiros aumentaram, e, em 1975, Israel se tornou membro associado do Mercado Comum Europeu. Ademais, o turismo se tornou uma das principais fontes de renda do país. Mas os conflitos continuam e há uma permanente ameaça: os grupos terroristas que vivem entre os palestinos (povos árabes que formavam a população nativa da Palestina antes de 1948) e os utilizam como escudos humanos. Terroristas árabes, depois que os palestinos foram expulsos da Jordânia, em 1970, perpetraram repetidas ações sangrentas contra as cidades e colônias agrícolas israelenses, causando danos físicos e materiais.

Israel agora resolveu fazer uma incursão por terra em Gaza, o que muitos têm condenado. Entretanto, não há alternativa. O grupo Hamas não quer acordo de paz. Se este depusesse as armas (o que ele jamais fará), haveria paz. Mas, se Israel depuser as armas, será o seu fim, pois os islâmicos extremistas odeiam Israel e acreditam que o Dia do Juízo só virá depois que todos os judeus estiverem mortos.

Portanto, as ações de Israel se fazem necessárias para proteger sua população, visto que o Hamas já lançou mais de 1.600 foguetes contra Israel, e proteger os próprios palestinos, que têm sido usados como escudos humanos, sendo obrigados a permanecer dentro de lugares onde as armas são guardadas, inclusive dentro de mesquitas. Se Israel fosse cruel e o vilão dessa história, como sugere a grande mídia, não faria incursão por terra, expondo a vida de seus soldados, e continuaria atacando à distância, com mísseis. Mas o governo israelense quer pôr termo às ações terroristas em Gaza de uma vez por todas.

Esse breve relato das lutas e vitórias de Israel evoca uma pergunta: “De onde vem a força do povo judeu?” A verdade é que Deus impôs sua mão em primeiro lugar a esse povo. Dali o Senhor queria começar, para prosseguir até à recondução de todos os povos à sua comunhão de paz (Êx 19.5,6). Ao chamar Abraão, pai do povo israelita, Deus lhe disse: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Israel não foi fiel ao Senhor, trazendo sobre si duras conseqüências (Rm 11). Mas a Palavra de Deus diz que “o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado” (Rm 11.25). A julgar pelo florescimento dessa nação, nesses 66 anos, o tempo da plenitude gentílica está chegando. E tudo isso evoca a última oração da Bíblia: “Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Ciro Sanches Zibordi

Extraído do site cpadnews.com.br/ em 15/08/14


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