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Janela 10/40 – Hinduísmo, Budismo e Islamismo

por Enviado por email - dom dez 13, 5:14 pm

Religiões mundiais: Janela 10/40 – Hinduísmo, Budismo e Islamismo – História, doutrinas e expansão

O homem é inerentemente religioso. Apesar dos que são contra a manifestação religiosa, ela é patente. Está em todo o globo. O crescimento no conhecimento científico não interferiu no “labor” religioso. Mas, qual a importância das religiões? Existe uma doutrina correta nesse vasto campo da fé? Como avaliar a coerência das afirmações dos adeptos de religiões? Em certo sentido, Deus se manifestou à humanidade. Entretanto, afirmações que se contradizem podem estar certas no mesmo sentido? A lei da lógica diz que não. A lei da não-contradição. Se Deus existe, como todas as doutrinas religiosas podem estar certas? Abordaremos a história e pensamento doutrinário dessas três grandes religiões professadas por milhões de pessoas no mundo e analisaremos sua coerência em si mesma, na história e na Bíblia. Vamos iniciar nossa abordagem no campo de origem dessas religiões: a janela 10/40.

O que é a janela 10/40?

JANELA 10/40 é uma faixa da terra que se estende do Oeste da África, passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do equador, subindo forma um retângulo entre os graus 10 e 40. A esse retângulo denomina-se JANELA 10/40. Calcula-se que até hoje menos da metade da população mundial com as suas etnias e línguas tenham sido confrontadas com o evangelho. A outra parte, com sua maioria absoluta na Janela 10/40, representa uma grande multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas que ainda são objetos dos empreendimentos missionários do povo de Deus.

Os países com as maiores populações não cristãs são: CHINA, ÍNDIA, INDONÉSIA, JAPÃO, BANGLADESH, PAQUISTÃO, NIGÉRIA, TURQUIA e IRÃ, todos na Janela 10/40.

Devido a estes fatos, torna-se primordial para nós, cristãos, neste novo milênio, focalizar nossos recursos, sejam espirituais, financeiros ou sociais, sobre o necessitado povo que vive na Janela 10/40.
Se desejamos mudar este quadro, devemos considerar alguns fatos de muita importância:

O significado Bíblico e histórico – O domínio do Islamismo, do Hinduismo e do Budismo – A pobreza acentuada – A diversidade de línguas e culturas – A concentração de seitas diabólicas Países que formam a Janela 10/40:
ORIENTE MÉDIO – 21 PAÍSES – Arábia Saudita, Argélia, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Palestina, Jordânia, Kuweit, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Síria, Sudão, Tunísia e Turquia.
ÁFRICA – 12 PAÍSES – Benin, Burkina, Cabo Verde, Chade, Djibuti, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Níger e Senegal.
ÁSIA – 21 PAÍSES – Afeganistão, Bangladesh, Barein, Butão, Camboja, China, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Filipinas, Índia, Japão, Laos, Malásia, Maldivas, Mongólia, Nepal, Paquistão, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan (Formosa) e Vietnã.
EURÁSIA – 3 PAÍSES – Cazaquistão, Turcomênia e Tadjiquistão.
EUROPA – 4 PAÍSES – Albânia, Chipre, Gibraltar e Grécia.

Nem todos os crentes sabem que no mundo ainda há povos completamente ignorantes da existência de Jesus Cristo e seu plano redentor. Poucos se importam em saber que hoje no oriente há cristãos presos e sendo torturados por causa de sua fé. Quantos têm um programa intensivo de oração pelos povos não alcançados pelo evangelho? Saber que há povos cometendo suicídios e guerras, por falta de esperança ou fanatismo, não é um assunto que interessa a todos os cristãos. Os cristãos no mundo estão direcionando apenas 1,2% do seu fundo missionário e de seus missionários estrangeiros para bilhões de pessoas que vivem no mundo evangelizado. No mundo ainda há dezenas de países com suas portas total ou parcialmente fechadas à entrada de missionários. Há 28 países muçulmanos (sem incluir seis da antiga união soviética), 7 nações budistas, 3 Marxistas e 2 países hindus, formando o maior aglomerado de povos não alcançados.

Por que evangelizar os povos da Janela 10/40?

Porque ali vive o maior número de povos não alcançados pelo evangelho. Cobre 1/3 total do planeta e representa 2/3 da população do mundo. São cerca de 3,2 bilhões de pessoas em 61 países; Porque ali está a maioria dos seguidores das 3 maiores religiões do mundo: Islamismo, Budismo e Hinduismo; Porque de cada 10 pobres na terra, 8 estão nessa região; Porque dos 50 países menos evangelizados do mundo 37 estão nessa área. Porque as maiores Capitais do mundo estão nessa região. De acordo com os missiólogos, há diversidades no número de povos não alcançados pelo evangelho hoje. Para Ralph Winter, há 17 mil povos não alcançados e 12 mil línguas. David Barrete declara que são 11 mil o número total de povos não alcançados. Bob Waymire também arrola 11 mil povos diferentes no mundo. Patrick Johnstone avalia em 12.017 o total de povos não alcançados em todo o mundo. Subtraindo desse número os povos entre os quais há cristãos, missionários de fora e autóctones, restam apenas 1.200 povos a serem alcançados. Em sua perspectiva, 99% da população do mundo serão cobertos, inteiramente, com a mensagem do evangelho se ela for transmitida, no máximo, entre 400 e 500 línguas diferentes.

Vejamos algumas estatísticas:

Cada hora 10.700 crianças nasce e morre sem escutar as Boas Novas em países da Janela 10/40; Cada hora de esforço missionário resulta em 9.800 pessoas escutando o evangelho pela primeira vez; O resultado é a redução no mundo não evangelizado de 500 pessoas a cada hora, ou pouco mais que 4 milhões de pessoas por ano; 9 em cada 10 países mais pobres do mundo estão na África e 8 destes são parte do mundo menos evangelizado (Secretaria Nacional de Missões & Portas Abertas).

ANALISANDO HISTÓRIA E CRENÇAS

            1 – HINDUÍSMO – Originada na Índia. Fala-se que uma das cidades mais antigas encontra-se nesse país, a cidade de Veranasi. Não existe um fundador do Hinduísmo. É um conjunto de crenças e tradições que envolvem mitos e história que se entrelaçam. É um verdadeiro panteão de deuses. Estima-se 360 milhões deles. O corpo doutrinário do hinduísmo é pai de todo movimento espiritualista e esotérico no mundo. A reencarnação e o carma são a pedra principal, conhecida como Sansara. O alvo da salvação é matar o ego, submeter-se a um guru, observar as práticas religiosas para poder ser liberto do ciclo interminável de Sansaras, ser absolvido pelo cosmos (que é Deus) e chegar à salvação. Não precisando mais reencarnar. A visão de Deus nessa religião é Panteísta: deus é tudo e tudo é deus. Apesar de que nem todas as seitas hindus observem Deus como um ser impessoal, como no caso do movimento Hare Krishna. Estima-se que mais de 800 milhões de pessoas sigam o hinduísmo.

  • ESCRITURAS HINDUS – Toda ramificação religiosa tem uma “suposta” fonte de autoridade. O hinduísmo não foge a essa regra. Apesar de seu corpo doutrinário ser uma babel indecifrável, chegando, em muitos momentos a entrar em contradição. As escrituras hindus são chamadas de Vedas. As últimas partes dos vedas são chamadas de Upanixades e aponta para os objetivos dos vedas. Prabhavananda (apud Geisler, 2002, p. 383) menciona que “o autor e data dos upanixades são desconhecidos. Consistem nas experiências registradas de sábios hindus”. Além desses, a mahabaratha e a Bagavad-Gita formam a base do hinduísmo.
  • CONCEITO HINDU DE DEUS – Conforme o hinduísmo tradicional, só Deus existe (Brahman). Segundo eles, Deus é: infinito, imortal, imperecível, impessoal, onipresente, supremo, imutável, absoluto e indivisivel, mas também nada disso (GEISLER, 2002, p. 383). Nada pode realmente ser dito ou pensado sobre Deus. Sankara, um filosofo hindu, confirma essa idéia, quando comenta os upanixades: “[…] seu nome é silêncio” (PRABHAVANANDA, apud GEISLER, 2002, P. 383).
  • CONCEITO HINDU SOBRE O MUNDO – O mundo é maya. Apenas uma ilusão. O mundo que vemos, ouvimos, tocamos, degustamos e cheiramos não existe realmente.
  • CONCEITO HINDU SOBRE ÉTICA – O alvo a ser alcançado é ir além do conceito de bem e mal. Quando uma pessoa se une a Brahman, ela não será mais perturbada por pensamentos como “fiz uma coisa ruim” ou “fiz uma coisa boa”. Pois ir além do bem e do mal é não se preocupar mais com o que foi feito. Na Bhagavad-Gita, ocorre um longo diálogo entre Krishna e Arjuna. Arjuna fala com Krishna sobre sua relutância em lutar contra um povo no meio do qual tem muitos amigos. Ele pergunta a Krishna como poderia ser justificado o assassinato de seus amigos. Krishna diz a Arjuna que ele precisa se libertar dos frutos de suas ações, não importa quais sejam, com as seguintes palavras: “aquele cuja mente se encontra longe de qualquer vinculo, não corrompido pelo ego, nenhuma ação o limitará com qualquer grilhão: mesmo que assassine esses milhares não será assassino” (BHAGAVAD-GITA, apud GEISLER, 2002, p. 384). O caminho para essa libertação seria a Yoga. O hinduísmo aceita o universalismo em sua soteriologia.
  • PRINCIPAIS SEITAS – O hinduísmo não teria uma força missionária a não ser por suas seitas. A principal organização missionária é a Vishwa Hindu Parishad. Mas, a maior projeção hindu no ocidente se deu por duas seitas principais: O Movimento Hare Krishna e a Meditação Transcendental. A primeira surge no século 15 com Chaitanya Mahaprabhu e é popularizada e introduzida no ocidente por Prabhupada a partir de A interpretação dessa seita é nova, onde Krishna seria o deus principal do panteão hindu. O principal periódico dessa seita é o Back to Godhead. (MCDOWELL & STEWART, 2008, p. 41).

O fundador da MT foi Mahesh Prasad Warma, mais tarde conhecido como Maharish Mahesh Yogi. Foi discípulo do Guru Dev, que o incentivou a criar uma meditação baseada nos vedas. O movimento chegou aos EUA em 1959 e já treinou milhões de pessoas ao redor do mundo com as suas práticas, apresentadas com o nome de Biofeedback. Com a desculpa de não ser uma prática religiosa, mas científica. Mais de 1500 páginas de depoimentos de pessoas foram produzidas, entre médicos, psicólogos, psiquiatras, professores universitários e profissionais de todas as áreas defenderam a MT em juízo, quando esta foi acusada de ensinar religião nas escolas e universidades americanas, afirmando que a MT era inofensiva e altamente recomendada para a saúde mental e física. O problema era que os textos cerimoniais da MT eram ensinados e recitados em Sânscrito. Quando os textos foram traduzidos, a verdade veio à tona. Deuses e gurus indianos eram adorados. Quando a prática da MT foi proibida nas escolas americanas, por, além de ser uma prática religiosa hindu, provocava alteração dos estados de consciência, Maharish esbravejou: “É infantil e ridículo alguém alicerçar a sua vida sobre o nível do pensamento. Pensar nunca pode ser uma base profunda para alguém viver. O ser é a base natural…pensar, por outra parte, é apenas imaginário” (IBDEM, p. 101).

  • PRINCIPAIS DEUSES – São de 36 a 360 milhões de deuses. Mas alguns são os principais e os mais adorados. Brahman – Brahma é o deus que cria o universo; Shiva – Shiva é o deus que destrói o universo; Vishnu – Vishnu é o que preserva o universo; Krishna – Oitavo avatar (encarnação) de Vishnu; Ganesha – Mestre do intelecto e da sabedoria. Filho de Shiva e Parvati; Hanuman – O Ramayana informa que na verdade Hanuman era uma encarnação do deus Shiva, que havia se manifestado na Terra durante o período de Rama, uma das encarnações de Vishnu, para auxiliá-lo em suas tarefas. É o deus da guerra e filho do vento (DVD – Planeta Estranho: India Exótica).
  • FESTAS – As duas festas principais é o festival Kumba Mela, que acontece a cada doze anos simultaneamente em quatro cidades: Alahabad, Ujain, Narsik e Handwar. Durante o Khumb Mela, o local preferido dos peregrinos para o chamado mergulho real fica perto da confluência dos rios Ganges e Yamuna e o mítico rio Saraswati. O trecho pode abrigar até dois milhões de banhistas por vez. Peregrinações a cidade de Varanasi, onde se diz que Shiva apareceu na terra. É um festival hindu em homenagem a Shiva, uma das divindades que formam a trindade do hinduísmo. Divali. O divali, também conhecido como festa das luzes, marca a celebração do ano-novo indiano, que é comemorado entre outubro e meados de novembro, no calendário cristão (IBDEM).

Movimento Hare Krishna no Brasil: Comunidades rurais:Paraty – RJ; Pindamonhangaba – SP; Distrito de Murici Caruaru, PE; Alto Paraíso – GO; Teresópolis-Friburgo – RJ; Seminário de Filosofia e Teologia do Movimento Hare Krishna em Campina Grande, Paraíba; Templos urbanos: BELO HORIZONTE, MG; Campina Grande; Porto Alegre; Recife; Rio de Janeiro; Salvador; São Paulo e grande São Paulo. Centros culturais: Belém; Blumenau; Brasília; Cabo Frio; Campina Grande; Campinas; Campo Grande; Campos dos Goytacazes; Caruaru centro; Caxias do Sul; Florianópolis; Fortaleza; Franco da Rocha; Goiânia; Itajaí; Juiz de Fora; Manaus; Macapá; Miguel Pereira; Natal; Niterói; Petrópolis; Quixadá; Ribeirão Preto; Santos; São José do Rio Preto; São João Del Rey; Vila Velha; Uberaba (fonte: http://pt.krishna.com/main.php?id=13, acessado em 09/06/2010).

  • – BUDISMO – O budismo é uma filosofia religiosa que engloba um conjunto de crenças, práticas e tradições. Foi fundada pelo príncipe Sidarta Gautama mais ou menos cinco séculos antes de Cristo. Gautama era um hindu praticante. Depois de abandonar o ascetismo e seguir o “meio termo”, rompeu completamente com o hinduísmo fundando uma nova religião. Diz-se que teve quatro encontros que mudaram a sua vida: encontrou um homem velho, outro doente, um cadáver e, finalmente, um ascético sadhu. Alguns conceitos hindus permaneceram no budismo, como o ciclo de reencarnações e a libertação final chamado Nirvana. Apesar de que nem todas as escolas budistas crêem em reencarnação. A palavra Buda significa “iluminado”. É a quinta maior religião do mundo com cerca de 250 a 500 milhões de seguidores. O caminho da libertação é uma jóia tríplice: O Buda, O Dharma (ensinamentos) e o Sangha (a comunidade). Segundo Buda, sua doutrina é “árdua, profunda e difícil”, é uma doutrina dos sábios. Alguns conceitos deixam a margem as crianças e as mulheres, as quais não podem obter o “céu”. Já os humildes, ignorantes e as massas considera como “vil jugo” (STELA, 1971, p. 58-62).

3 – ISLAMISMO – A palavra Islã, que significa literalmente “submissão”, ilustra a principal idéia da religião muçulmana: o fiel aceita submeter-se à vontade de Deus (Alá), criador do mundo, onipotente e onisciente.

O Islã, ou religião islâmica, foi fundado por Maomé no século VII da era cristã e encerra elementos do judaísmo e do cristianismo. Os muçulmanos consideram Maomé o último de vários profetas — Adão, Abraão, Moisés e Jesus, entre outros – e afirmam que somente a mensagem transmitida a ele por Deus se conserva intacta, enquanto os demais livros sacros sofreram deteriorações e mutilações ao longo dos tempos. O islamismo não pode ser considerado apenas uma doutrina religiosa, pois legisla, ao mesmo tempo, sobre a vida interior, política e jurídica da comunidade — da mesma forma que o judaísmo e o hinduísmo.

3.1 – O FUNDADOR DO ISLÃ – Político talentoso, chefe militar e legislador, Maomé, fundador da religião muçulmana e do império árabe, teve na religião sua área de interesse privilegiado.

Abulqasim Mohamed ibn Abdala ibn Abd al-Mutalib ibn Hashim, Maomé, nasceu em Meca, na atual Arábia Saudita, provavelmente no ano 570 da era cristã. O nome Maomé significa “altamente louvado”. Pertencia ao clã dos Hashim (Banu Hashim), um dos ramos da tribo dos coraixitas (Qoreish, Quraish ou Qoraish), guardiã da Caaba, templo nacional do povo árabe.

3.2 CURIOSIDADES SOBRE O ISLÃ

Duas perguntas devem nortear o inicio da nossa abordagem:

1 – O Islamismo é uma religião pagã? SIM!

2 – Alá é o mesmo Deus da Bíblia? NÃO!

Todos os do movimento ecumênico afirmam que Alá é o mesmo Deus da Bíblia, e você pega uma Bíblia em árabe e encontra o nome de Alá para Deus. Porém, o Islã é uma religião pagã e Alá não é o mesmo Deus da Bíblia! Isso nós podemos provar!

Antes de Maomé fundar o islamismo, os árabes eram politeístas, adoravam centenas de deuses. Onde? Em Meca, na Caaba! Porém, dentre as centenas de deuses na Caaba, existia um deus principal, chamado Alá, o deus lua “quarto crescente”. Alá, segundo a história, tinha três filhas. Daí surge à pergunta, como era a adoração antes do advento de Maomé, se Alá já existia? Os árabes peregrinavam a Meca uma vez no ano, davam sete voltas ao redor da caaba, entravam na caaba, beijavam a pedra e acreditavam que seus pecados estavam saindo. Corriam de uma montanha para a outra, chamada Afra e atiravam pedras no demônio. Maomé veio e destruiu o politeísmo, mas manteve Alá, o deus lua. O que os mulçumanos fazem hoje? Peregrinam a Meca uma vez no ano, andam em volta da caaba sete vezes, beijam a pedra[1], correm para a montanha e jogam pedra no demônio…isso é uma religião pagã! Esse não é o mesmo Deus da Bíblia. O concilio Vaticano II declara que Alá é o mesmo Deus que os cristãos adoram. Mas o corão fala que Alá não teve filho algum, acredito que todos vocês conhecem o texto de João 3.16, que na versão árabe ficaria assim: “porque Alá amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho unigênito…”. Aqui temos um problema. Que filho? Segundo o Islã, se você acredita na Trindade, vai direto para o inferno. E nós sabemos que o Deus da Bíblia é Pai, Filho e Espírito Santo. No Corão está escrito: “não fique amigo de nenhum judeu ou de nenhum cristão”, Alá odeia os cristãos e judeus, mas o Deus da Bíblia é chamado 213 vezes de o “Deus de Israel”. Eles não podem ser a mesma pessoa (adaptado de DVD CONFERÊNCIA COM DAVE HUNT, Chamada da Meia Noite, disp: http://www.chamada.com.br/livraria/detalhes/?cod=DVDDH).

3.2.1 – A RELIGIÃO ISLÂMICA E SEU MENSAGEIRO

Qualquer grande religião deve ser conhecida, em primeiro lugar, por intermédio dos olhos do seu fundador. Tanto no cristianismo quanto no Islã, os fundadores requerem respeito e submissão. Tanto Maomé, quanto Cristo, disseram a seus seguidores para darem ouvidos as suas palavras. Paulo escreveu aos Filipenses: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” (compare Filipenses 2.5 com Mateus 11.29; Lucas 6.46; João 14.21). No alcorão, o profeta explica: “O mensageiro de Deus é um belo exemplo para os que confiam em Deus e que no último dia recordam deus com freqüência” (surrata 33.21). Bem, vocês já conhecem os exemplos de Jesus; vamos conhecer os exemplos de Maomé e saber se pode ser seguido, como menciona o Alcorão (CANNER & CANNER, 2006, p. 39-40).

A melhor fonte de informação sobre a vida de Maomé é o Hadith (tradição oral), o terceiro livro sagrado do Islã (Alcorão, Suna e o Hadith). Maomé nasceu em 570 d.C em Meca. Sua família guardava a caaba[2]. Abdulá, seu pai, morreu antes dele nascer. Sua mãe, Amina, morreu quando Maomé tinha 6 anos. O avô, Abd al-mutalib cuidou do menino por dois anos e depois também morreu. Só então, seu tio, Abu Talib tomou conta dele. Quando jovem, recebeu patrocínio de uma viúva rica chamada Khadija, e conduziu uma bem-sucedida caravana comercial para a Síria. Casou-se com Khadija, que era mais velha do que ele 15 anos. Teve dois filhos homens que morreram ainda criança e quatro filhas que se casaram com Califas. Quando completou 50 anos, Khadija morreu, só então, Maomé teve mais onze mulheres e duas concubinas. A mais jovem tinha apenas nove anos de idade.

O Islã é uma religião firmada em revelações extra-bíblicas. Maomé teve a sua primeira visão com 40 anos de idade, onde ele alega que o anjo Gabriel o chamou para ser o último profeta e o de maior autoridade (ler Gálatas 1.8 e II Corintios 2.11). O proselitismo islâmico se desenvolveu por meio da morte e da ameaça, conhecido como Jihad. Vejamos algumas surratas que comprovam isso:

  • 9.5 – “Mas quando os meses sagrados tiverem transcorrido, matai os idólatras onde quer que os encontreis, capturai-os e cercai-os e usai de emboscadas contra eles”;
  • 9.29 – “combatei os que não crêem em Deus (Alá) nem no último dia”;

Maomé, durante a sua luta de expansão pelo Islã derramou muito sangue. Mas, na surrata 33.21 diz que Maomé é um bom exemplo para ser seguido. Será? Leia a história do Islamismo e você verá uma verdadeira trilha de sangue. Como se não bastasse, na surrata 4.34 o profeta orienta seus seguidores a bater nas mulheres. Em um determinado momento de sua vida, Maomé recebeu ordem para casar com a mulher de seu filho adotivo, fato narrado no Corão. Conforme relatos, Maomé esteve pensando na possibilidade de casar-se com a nora, mas ficou com medo, tendo recebido uma ordem divina (de Alá) para tal façanha na surrata 33.37 (IBDEM, p. 87-101)

3.2.2 – OS PILARES DO ISLÃ

O Credo – quando uma pessoa se converte ao Islã ele tem que recitar esta frase: ILAHA ILLA ALLAH. MUHAMMAD RASUL ALLAH. Que significa “existe um só Deus, Allah e Maomé é seu profeta. Oração – 5 vezes ao dia – A oração é a adoração suprema do muçulmano. Na sua convocação, percebe-se como ela é vinculada ao conceito de adoração. Os muçulmanos são chamados a purificar-se. Eles devem: • lavar suas mãos até o pulso três vezes; • enxaguar a boca três vezes; • limpar as narinas ao aspirar água três vezes; • lavar o rosto da testa até o queixo e de orelha a orelha; • lavar os antebraços até os cotovelos três vezes; • passar a mão molhada sobre toda a cabeça; • lavar os pés até os tornozelos três vezes, primeiro o direito e depois o esquerdo.

Os muçulmanos acreditam que Alá ouvirá as orações somente se estiverem fisicamente limpos.[3] Esmola – Zakat – Se alguém recita o credo, oferece orações e faz o bem, mas negligenciar o dar caridoso, anula a salvação. O zakat é necessário para herdar a misericórdia de Alá. O Hadith ilustra as conseqüências em reter a doação obrigatória na Sura 2:486. O Ramadã – Mês sagrado reverenciando a chegada do Alcorão (nono mês no calendário muçulmano) – Jejum. Durante esse período eles não comem nada durante o dia, porém, é o mês que mais gastam com consumo de alimentos, pois passam a noite inteira comendo. Nada mais é do que uma exigência anual vitalícia. A Peregrinação – conhecida como Hajj e é para honrar Abraão – todo muçulmano tem a obrigação de ir pelo menos uma vez a Meca na vida (IBDEM, p. 131 ss). O Jihad, ou guerra santa: é a batalha por meio da qual se atinge um dos objetivos do islamismo, que é reformar o mundo. Qualquer muçulmano que morra numa guerra defendendo os direitos do islamismo ou de Alá, já tem sua vida eterna garantida. Por esta razão, todos que tomam parte dessa “guerra santa”, não têm medo de morrer ou de passar por nenhum risco. Diz o livro santo dos Islâmicos o Alcorão – “… Matai os idólatras onde quer que os encontreis e capturai-os e cercai-os e usai de emboscada contra eles… Quando, no campo de batalha, enfrentardes os que descrêem, golpeai-os no pescoço. Combatei os que não crêem no último dia e não proíbem o que Deus e Seu Mensageiro (Maomé) proibiram… Até que paguem, humilhados, o tributo (Jyza, uma taxa especial para os que não eram muçulmanos)… E combatei-os até que não haja mais idolatria e que a religião pertença exclusivamente a Deus (Ala)… Surata 9:5; 47:4; 9:29; 8:39” (parênteses nosso). Detalhe, entre os idólatras, estão os cristãos que acreditam na Trindade (Surata 4:171; 5:72-73) que, para os Islâmicos, é idolatria por serem três deuses.

3.2.3 – COMPARAÇÃO ENTRE O ALCORÃO E A BÍBLIA

O principal livro sagrado do Islamismo é o Alcorão ou Corão, mas existem ainda outros dois livros de relevante grandeza:

1 – Hadith – Coleção de ditados, em quatro versões diferentes;

2 – Suna – Coleção de exemplos.

Quando observamos os relatos bíblicos, sabemos de forma segura que estamos diante de relatos históricos. Eventos que abalaram os alicerces do mundo e mudaram a história da humanidade! Mas, no Corão e nos escritos sagrados do islã podemos constatar a presença de relatos mitológicos, como nos escritos sagrados do hinduísmo. Vejamos alguns exemplos:

1-Maomé disse que a primeira coisa que você deve fazer ao acordar de manhã é assuar o nariz três vezes. Segundo ele é o local onde satanás passa a noite, no nariz das pessoas; 2 – Certa vez, ele estava em um cemitério e pegou um galho de arruda, dividiu em dois e colocou em duas sepulturas, dizendo: “o sofrimento dessas pessoas vai minimizar lá no inferno até que esses galhos sequem”; 3 – Existe lá no Corão um evento que narra uma grande guerra entre o exército de Salomão e um exército de formigas. Porém, as surratas 2. 23 e 10.37,38 desafiam qualquer um a apresentar outro livro de igual beleza; 4 – Vocês lembram do bezerro de ouro lá no Sinai? O Corão fala que foi construído por um samaritano. Ora, o evento do Sinai aconteceu 700 anos antes dos samaritanos existirem! 5 – Quem construiu a Caaba em Meca? Eles dizem que foi Abraão e Ismael. Ora, nem sequer Abraão chegou perto da Arábia! 6 – O Alcorão tem 114 capítulos (surratas) e a Bíblia tem 1189 capítulos. Não se pode comparar (PARAFRASEADO, IBDEM, p. 87).

3.2.4 – PRINCIPAIS CONFLITOS COM A BÍBLIA

A mulher de faraó adotou Moisés (surrata 28.9). Êxodo 2.10 declara que foi a filha de faraó quem adotou Moisés; Maria faz parte da Trindade (surrata 5.116). Afirma que os cristãos adoram três deuses: O Pai, A Mãe (Maria), e O Filho (Jesus). Muitas passagens no Corão que falam sobre Jesus são do Evangelho apócrifo de Tomé; Faraó e a torre de Babel (surrata 28.38), onde o alcorão afirma que um homem chamado Hamã, servo de Faraó, construiu uma torre alta para subir até Deus. Mas, essa torre é descrita em Gênesis 11, muitos anos antes da existência dos faraós. Isso se chama anacronismo, onde um personagem ou evento histórico é apresentado fora de sua época real; Saul liderou o exercito de Gideão (surrata 2.249).

3.2.5 – ENSINOS ESTRANHOS NO ALCORÃO

A surrata 65.12 afirma que deus criou 07 céus e sete terras; A surrata 37.6-10 menciona que meteoros e estrelas cadentes são mísseis atirados contra satãs e dijins que tentam ouvir a leitura do Alcorão no céu para passar aos homens em forma de surratas; As surratas 2.65-66 e 7. 163-167 mencionam que Alá transformou certos pescadores em macacos por quebrarem o sábado judaico. Interessante é que o mulçumano não guarda o sábado e por isso não foi transformado em macaco; Na surrata 2.69 Deus ordenou através de Moisés que o povo imolasse uma vaca amarela.

3.2.6 – DECLARAÇÕES CONTRADITÓRIAS NO ALCORÃO

A surrata 19.17-21 afirma que um anjo veio a Maria. Porém, as surratas 3.43 e 45 mencionam que foram vários anjos; Qual a duração de um dia para Alá? A surrata 22.47 afirma que o dia de Alá é como mil anos solares, mas a surrata 70.4 afirma que um dia é igual a 50.000 anos; Dias da Criação – em quantos dias Alá criou a terra? As surratas 7.54; 10.3; 11.7; 25.29 afirmam que foi em seis dias, mas em 41.9-12 a criação ocorre em oito dias; Qual e o mais antigo? O céu ou a terra? A surrata 2.29 diz claramente que Alá criou primeiro a terra, mas em 79.27-30 reverte a ordem; De que o homem foi feito? No Alcorão as respostas são: de sangue coagulado (96.1-2); de água (21.30); de argila seca (15.26); do barro (3.59) do nada (19.67); da terra (11.61); ou de uma gota de sêmen ejaculado (16.4; 75.37); A idolatria é o pecado imperdoável? O Alcorão não é claro. O pecado é imperdoável nas surratas 4.48, 116. Mas, perdoável nas surratas 4.153 e 25. 68-71. Abraão cometeu o pecado de politeísmo ao adorar a lua, o sol e as estrelas, segundo o Alcorão (6.76-78), contudo, os mulçumanos dizem que todos os profetas não pecaram; Será que o filho de Noé morreu afogado? A surrata 21.76 diz que Noé e toda a sua família sobreviveram ao dilúvio, mas a surrata 11.42-43 relata que um dos filhos de Noé afogou-se; Castigo por adultério – na surrata 24.2 é cem açoites para o homem e para a mulher. Na surrata 4.15 o castigo para a mulher é a prisão perpetua, mas o homem que se arrepende e se corrige não existe castigo;[4] Os cristãos irão para o céu ou para o inferno? As surratas 2.62 e 5.69 ensinam que os cristãos entram no paraíso. Mas as surratas 5.72 e 3.85 dizem que nós iremos para o inferno.

REFERÊNCIAS:

CANER, Ergun Mehmet; CANER, Emir Fethi. O Islã Sem Véu: Um olhar sobre a vida e fé mulçumana. São Paulo: Vida, 2004;

GEISLER, Norman. Enciclopédia de Apologética: Respostas as críticos da fé cristã. 2. ed. São Paulo: Vida, 2002.

MCDOWELL, Josh; STEWART, Don. Entendendo as Seitas: Um manual das religiões de hoje. 2. ed. São Paulo: Candeia, 2008.

STELA, Jorge Bertolasso. Zoroastro, Buda e Cristo. São Paulo: Imprensa Metodista, 1971;

Por Walson Sales

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[1] Um meteorito negro que se encontra dentro da caaba.

[2] Lugar sagrado dos árabes para adoração, junto com a pedra sagrada. Nessa época os árabes adoravam vários deuses.

[3] O ritual de purificação deverá ser repetido se: a pessoa na hora da oração soltar gases ‘com ou sem som’; tocar na genitália seja homem ou mulher; e se, em determinado lugar não houver água para as purificações, esta deverá ser feita com areia, conforme a surrata 5.6 expressa no Alcorão.

[4] A revista veja tem uma matéria na net sobre o Islã. Entre nesse endereço: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/islamismo/perguntas.html – e clique nos links “O radicalismo no Islã” e “A Mulher muçulmana” e veja as fotografias disponíveis.


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2 Comentários

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  1. Comentário muito proveitoso. Parabéns

  2. muito esclarecedor,, parabéns mestre. mas ainda tou em duvida pois Cristo só virá quando o evangelho for pregado para todo este povo?

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