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Jesus – O Filho de Deus…

por Artigo compilado - sex mar 20, 3:46 pm

Jesus Salvador

A seguir você tem um esboço preparado para ajudá-lo a usar com eficácia este material.

“Obviamente quem é Cristo é algo tão importante quanto o que Ele fez.” Por isso indagamos: Quem é Cristo? Que tipo de pessoa Ele é? Como afirma Albert Wells, “é de maravilhar a maneira como Ele atrai a atenção para Si mesmo, colocando-Se no centro de cada situação que surge.”

Thomas Schultz escreve que, conforme vemos, seguramente Ele não se encaixa dentro do molde de outros líderes religiosos: “Nenhum dos grandes líderes religiosos, nem Moisés, nem Paulo, nem Buda, nem Maomé, nem Confúcio, nem qualquer outro, alguma vez afirmou que era Deus; ou melhor, com a exceção de Jesus Cristo. Cristo é o único líder religioso que chegou a declarar a sua divindade e o único indivíduo que convenceu uma grande parte do mundo de que era Deus”.

Como um “homem” poderia fazer outros pensarem que era Deus? Primeiramente ouçamos F. J. Meldau: “Seus ensinamentos foram finais, absolutos — acima dos de Moisés e dos profetas. Jamais reconsiderou ou revisou algo que disse; jamais se retratou e jamais mudou; jamais ‘achou’, deu palpites ou falou com alguma dose de incerteza. Isso tudo é tão contrário aos mestres e ensinos humanos”.

Acrescente-se a isso o testemunho de Foster: “Mas a razão que se sobrepõe a todas as outras, e que diretamente levou à execução do Mestre da Galiléia, foi a incrível declaração que fez de que Ele próprio, filho de um simples carpinteiro e que viveu no meio dos cavacos e serragem da oficina de seu pai, era na realidade Deus encarnado! ”

É bem possível que alguém diga: “É claro que a Bíblia apresenta Jesus dessa maneira, porque seus companheiros a escreveram com o desejo de fazer-lhe uma homenagem duradoura”. Contudo, rejeitar a Bíblia toda não implica rejeitar todas as provas, conforme temos visto nos registros históricos.

William Robertson afirma: “Contudo, abordando-se a questão de um modo historicamente objetivo, descobre-se que mesmo a história secular afirma que Jesus viveu sobre a terra e que foi adorado como Deus. Ele fundou uma igreja que o tem adorado por 1.900 anos. Ele mudou o rumo da história do mundo”.

O Julgamento

Marcos 14:61-64 relata: “Ele, porém, guardou silêncio, e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote, e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-poderoso vindo com as nuvens do céu. Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte”.

O Juiz Gaynor, renomado jurista dos tribunais de Nova Iorque, em alocução sobre o julgamento de Jesus, afirma que a única acusação feita contra Ele perante o Sinédrio foi a de blasfêmia. Ele diz: “Em todos os evangelhos está claro que o suposto crime pelo qual Jesus foi julgado e condenado foi o de blasfêmia: … Jesus vinha afirmando que tinha poderes sobrenaturais, que, para o ser humano, seria uma blasfêmia” (citando João 10:33). A blasfêmia era de que ele se fazia Deus a si mesmo, e não o que Ele afirmara a respeito do Templo.

Sobre as perguntas dos fariseus, A. T. Robertson diz: “Jesus aceita a provocação e reconhece que Ele reivindica ser todos os três (o Messias, o Filho do homem e o Filho de Deus). ‘Vós dizeis’ (humeis legete) é simplesmente uma expressão idiomática grega para ‘sim’ (compare ‘Eu sou’, em Marcos 14:62, com ‘tu o disseste’, em Mateus 26:64)”.

Foi diante da resposta de Jesus que o sumo sacerdote rasgou suas vestes. H. B. Swete explica o significado desse gesto: “A lei proibia que o Sumo Sacerdote rasgasse suas vestes nos casos de problemas particulares (Levítico 10:6; 21:10), mas, ao atuar como juiz, deveria expressar dessa maneira sua indignação diante de qualquer blasfêmia pronunciada em sua presença. Manifesta-se assim o desabafo do juiz que se sente constrangido. Caso provas concretas não estivessem surgindo, essa necessidade estava superada: o Prisioneiro havia incriminado a Si mesmo”.

Começamos a ver que esse não foi um julgamento comum. Irwin Linton, um advogado, traz esse detalhe à tona; quando declara: “Dentre os julgamentos de crimes cometidos, o de Jesus é sui generis, pois não são as ações, mas a identidade do acusado que está em questão. A acusação de crime feita contra Cristo, a confissão ou testemunho ou, melhor, o comportamento diante da corte, pelo qual Ele foi condenado, a pergunta feita pelo governador romano e a inscrição e proclamação colocadas sobre a cruz, na hora da execução, tudo isso diz respeito a uma só questão, a da verdadeira identidade e importância de Cristo. ‘Que pensais vós do Cristo? de quem é filho?’.”

Sobre este mesmo aspecto, Frank Morison, outrora um cético, nos diz: “Jesus de Nazaré foi condenado à morte não com base nas afirmações de Seus acusadores, mas numa confissão que, sob juramento, levaram-no a fazer”.

Também de Hilarin Felder {Christand the Critics – Cristo e os Críticos) ouvimos o seguinte: “Esta análise minuciosa do julgamento de Jesus deve ser suficiente para nos tornar convictos de que o salvador reconheceu perante seus juizes que verdadeiramente era Deus”.

Simon Greenleaf, que foi professor na Faculdade de Direito de Harvard, uma das mais renomadas dos Estados Unidos, e um grande advogado, disse o seguinte acerca do julgamento de Jesus: “Não é fácil ver com que fundamentos Sua conduta poderia ter sido defendida perante qualquer tribunal, a não ser com base em Seu caráter sobre-humano. Acredita-se que nenhum advogado pensaria em basear Sua defesa em qualquer outro aspecto”.

Muito embora as respostas de Jesus dadas aos juizes assumam diferentes formas em cada um dos evangelhos sinóticos, vemos que, tal como nos mostra Morison, elas são idênticas no significado: “…Essas respostas são de fato idênticas. As expressões ‘tu o disseste’ ou ‘vós dizeis que eu sou’, que para as pessoas de hoje soam como uma resposta evasiva, não tinham essa conotação para a mentalidade judaica da época. ‘Tu o dizes’ era a forma pela qual um judeu educado respondia a uma pergunta de conseqüências graves ou sombrias. As boas maneiras determinavam que não se devia responder diretamente ‘sim’ ou ‘não’.”

Para ter certeza de que Jesus deu a entender isso mesmo em suas respostas, C. G. Montefiore analisa a declaração que fez logo após afirmar a Sua divindade: “As duas expressões, ‘Filho do homem’ (freqüentemente ditas por Ele mesmo) e ‘à direita do Todo-poderoso’ (uma característica expressão hebraica que designa a divindade) revelam que a resposta se harmoniza perfeitamente com o espírito e a maneira de falar de Jesus.”

Está perfeitamente claro que esse é o testemunho que Jesus desejava dar de Si mesmo. Também percebemos que os judeus devem ter compreendido Sua resposta como uma afirmação de que Ele era Deus. Havia, portanto, duas alternativas: ou Suas afirmações eram pura blasfêmia, ou Ele era Deus. Os juizes tiveram que ver a questão claramente — na verdade, O crucificaram claramente e, então, O ridicularizam: “Confiou em Deus… porque disse: ‘Sou Filho de Deus'” (Mateus 27:43).

Assim, vemos que Jesus foi crucificado por ser quem Ele realmente era, por ser o Filho de Deus. Um esboço de Seu testemunho deixará isso claro. Em Seu testemunho ele afirmou que:

  1. Ele era o Filho do Deus Bendito.
  2. Ele era aquele que se sentaria à direita do Todo-poderoso.
  3. Ele era o Filho do homem, que viria sobre as nuvens do céu. Diante disso William Child Robinson conclui que “cada uma dessas (três) afirmações é caracteristicamente messiânica. Em termos messiânicos, essas afirmações têm um impacto potencializador de ‘significado impressionante”‘.

Por sua vez, Herschel Hobbs reitera que: “O Sinédrio compreendeu as três questões. Eles as resumiram em uma única pergunta: ‘És o Filho de Deus?’ Essa pergunta aguardava uma resposta afirmativa. A pergunta equivalia a uma declaração da parte deles. Por isso Jesus simplesmente respondeu: ‘Vós dizeis que eu sou’. De modo que Ele os fez admitirem Sua identidade antes que formalmente o declarassem réu de morte. Foi uma estratégia inteligente da parte de Jesus. Ele iria morrer com base em seu próprio reconhecimento de que era Deus, mas também com base no reconhecimento deles”.

“De acordo com eles não havia necessidade de qualquer outro testemunho, pois eles próprios haviam-nO ouvido dizer. De sorte que o condenaram pelas palavras da ‘sua Própria boca’. Mas Ele também os condenou pelas palavras que pronunciaram. Não poderiam dizer que não declararam o Filho de Deus réu de morte.”

Robert Anderson diz:

“Mas nenhuma prova confirmadora é mais convincente do que a de testemunhas hostis, e o fato de que o Senhor fez declarações de que era Deus é incontestavelmente confirmado pelas atitudes tomadas por Seus inimigos. Devemos nos lembrar de que os judeus não eram uma tribo de selvagens ignorantes, mas um povo de elevado nível cultural e de intensa vida religiosa; e foi com base nessa mesma acusação que, sem uma única voz discordante, Sua morte foi decretada pelo Sinédrio — o grande concilio nacional dos judeus, composto pelos seus mais destacados líderes religiosos, inclusive homens como Gamaliel e seu grande discípulo, Saulo de Tarso.”

Hilarin Felder faz uma afirmação que lança mais luz sobre o julgamento que os fariseus chegavam a impor a si mesmos: “Mas, uma vez que eles condenam o Salvador por blasfêmia, com base na sua própria confissão, os juizes atestam oficialmente e sob juramento que Jesus confessou não apenas que era o Rei-Messias teocrático e o filho humano de Deus, mas também o Messias divino, aquele que, em Sua essência, era o Filho de Deus. Com base nessa admissão, ele foi executado”.

Como resultado de nosso estudo, podemos afirmar seguramente que Jesus afirmou que Ele próprio era Deus, de maneira que todos poderiam reconhecer. Essas afirmações foram consideradas blasfemais pelos líderes religiosos, e resultaram em Sua crucificação “porque a si mesmo se fez Filho de Deus” (João 19:7).

 Outras Declarações

1C. IGUALDADE COM O PAI

1D. João 10:30-33

Jesus afirmou que era Deus em outros trechos dos Evangelhos? Os judeus disseram que sim, conforme podemos ver na seguinte passagem:

“Eu e o Pai somo um. Novamente os judeus pegaram as pedras para lhe atirar. Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam- lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e, sim, por causa da blasfêmia, pois sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo”.

“Uma implicação interessante e confirmadora surge quando se estudam os vocábulos gregos do texto. Em A. T. Robertson encontramos o seguinte: “Um (hen). Gênero neutro, e não masculino (que seria, então, heis). Isso significa que não são uma só pessoa (cf. heis em Gálatas 3:28), mas uma só essência ou natureza.”

Robertson então acrescenta: “Essa afirmação incisiva é o clímax das declarações de Cristo sobre a relação entre o Pai e Ele mesmo, o Filho. Elas despertam uma ira incontrolável por parte dos fariseus.” 31/186,187

Fica, portanto, bem claro que, na mente daqueles que ouviram essa afirmação, não havia qualquer dúvida de que Jesus tivesse dito perante eles que Ele era Deus. Por isso: “Os judeus poderiam considerar as palavras de Jesus como blasfêmia, e tomaram a iniciativa de fazer justiça com as próprias mãos. Estava escrito na Lei que a blasfêmia devia ser punida com o apedrejamento (Levítico 24:16). Mas esses homens não estavam deixando que os devidos trâmites legais seguissem o seu curso. Eles não estavam preparando uma acusação, a fim de que as autoridades tomassem as providências necessárias. Em sua fúria, estavam se  preparando  para  ser ao mesmo tempo juizes e executores. O ‘novamente’ nos faz lembrar de uma tentativa anterior de apedrejamento (João 8:59) “.

A resposta deles elimina qualquer possibilidade de que Jesus esteja sendo ameaçado de apedrejamento por causa de Suas boas obras. Pelo contrário, foi “por causa da blasfêmia”. Sem dúvida alguma, eles compreenderam os ensinos de Jesus, mas alguém perguntará: Será que eles pararam para refletir sobre se as reivindicações dEle eram ou não verdadeiras?

2D. João 5:17, 18:

“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.”

Um estudo feito por A. T. Robertson em Word Pictures of the New Testament (Descrições de Palavras do Novo Testamento) oferece algumas idéias interessantes: “Jesus foi categórico quando disse: meu Pai’ (ho pater mou), e não ‘nosso Pai’, fazendo assim uma afirmação de sua relação especial com o Pai. ‘Trabalha até agora (Theos arti ergazetai) …Jesus se coloca em pé de igualdade com a atividade de Deus e, assim, justifica o fato de curar no dia de sábado.”

Também é digno de nota o fato de que os judeus não se referiam a Deus como “meu Pai”. Quando o faziam, acrescentavam a afirmação “que está no céu”. No entanto, Jesus não procede assim. Ele fez uma afirmação que os judeus só poderiam interpretar corretamente ao chamar Deus de “meu Pai”.

Jesus deixa igualmente implícito que enquanto Deus está trabalhando, Ele, o Filho, também está trabalhando. 29/10, 83 Mais uma vez os judeus compreenderam a implicação de que Ele era Filho de Deus. Como conseqüência dessa afirmação, o ódio dos judeus cresceu. Muito embora estivessem procurando, principalmente, persegui-lo, estavam cultivando cada vez mais o desejo de matá-lo.

2C. “EU SOU”

João 8:58: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: Antes que Abraão existisse, eu sou.”

“Ele lhes disse: ‘Em verdade, em verdade eu vos digo…’ Principiando com um duplo Amém — a fórmula mais incisiva de juramento — o nosso Senhor reivindica o nome incomunicável do Ser Divino. Os judeus reconhecem o que Jesus quis dizer e, horrorizados, buscam apedrejá-lo.”

Como os judeus receberam essa afirmação? Como Henry Alford nos informa, “… toda exegese dessas palavras, que seja feita sem preconceito, deve reconhecer nas próprias palavras uma declaração da pré-existência intrínseca de Cristo.”

No Livro Word Studies of the New Testament (Estudos de Palavras do Novo Testamento), Marvin Vincent escreve que a afirmação de Jesus é “a expressão que designa o “EU SOU” (eimi) absoluto e atemporal”.

Reportando-nos a passagens do Antigo Testamento, podemos descobrir o significado de “EU SOU”, A. G. Campbell apresenta-nos a seguinte conclusão: “A partir de referências do Antigo Testamento, tais como Êxodo 3:14, Deuteronômio 32:29 e Isaías 43:10, fica claro que essa não é alguma ideia nova que Jesus esteja apresentando. Os judeus estavam bem familiarizados com a idéia de que o Jeová do Antigo Testamento é Aquele que é eternamente existente. O que há de novo para os judeus é a identificação dessa expressão com a pessoa de Jesus”.

Pelas reações dos judeus que o cercavam, temos uma prova de que eles compreenderam Sua afirmação como uma reivindicação de uma natureza absolutamente divina. A compreensão que tiveram da situação levou-os a tomar a iniciativa de cumprir a lei mosaica sobre blasfêmia, apedrejando Jesus (Levítico 24:13-16).

Sobre esse assunto Campbell fala para o não-judeu: “Que nós também devemos compreender a expressão ‘Eu sou’ (eimi) como tendo sido pronunciada com a intenção de declarar a plena divindade de Jesus é algo que fica claro a partir do fato de que Jesus não tentou se explicar. Não tentou convencer os judeus de que haviam entendido errado. Pelo contrário, diversas vezes e em diversas ocasiões, Ele repetiu essa declaração.”

3C. JESUS TEM DIREITO À MESMA HONRA QUE É PRESTADA ADEUS

João 5:23, 24: “A fim de que todos honrem o Filho, do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.’

Na parte final desse versículo Jesus faz uma advertência àqueles que O acusam de blasfêmia. Ele lhes diz que, ao lançarem insultos contra Ele, na verdade estão fazendo-o contra Deus, e que Deus se indigna com a maneira de eles tratarem Jesus.

Também vemos que Jesus reivindica o direito de ser adorado como Deus. E daí se conclui que, como já foi dito anteriormente, desonrar Jesus é desonrar a Deus.

Citado por J. C. Ryle em Expository Thoughts on the Gospels (Pensamentos Expositivos sobre os Evangelhos), Wordsworth comenta: “Aqueles que professam zelo pelo único Deus não O honram, a menos que honrem o filho da maneira como honram o Pai.”

4C. CONHECER A MIM

João 8:19: “Então eles lhe perguntaram: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não me conheceis a mim nem a meu Pai, se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai.”

5C. CRER EM MIM

João 14:1: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.”

‘Ele estava destinado à morte, a morte que alcança todos os homens. No entanto, Ele teve a audácia de exigir que fizessem dEle um objeto de fé. Ele se fez a chave para a questão do destino, e claramente afirmou que o futuro deles dependia da obra dEle. Ele prometeu preparar um lugar para eles e retornar para buscá-los.”

6C. QUEM ME VÊ

João 14:9: “Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vé a mim, vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”

7C. EU VOS DIGO…

Mateus 5:20, 22, 26, 28, etc.

Nessas passagens encontramos Jesus ensinando e falando em Seu próprio nome. Fazendo-o assim, Ele elevou diretamente aos céus a autoridade de Suas palavras. Em vez de repetir a expressão usada pelos profetas, “assim diz o Senhor”, Jesus repetia “em verdade, em verdade, eu vos digo”.

Como Karl Scheffrahn e Henry Kreyssler nos mostram: “Ele jamais hesitou ou pediu desculpas. Nunca precisou contradizer-se, e retirar ou modificar algo que tivesse dito. Ele falou as inequívocas palavras de Deus. Ele afirmou: ‘Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Marcos 13:31).

Ele Pediu e Aceitou a Adoração Devida a Deus

1C. ADORAÇÃO RESERVADA SOMENTE PARA DEUS

1D. Prostrar-se em atitude de reverência é o maior ato de adoração e culto que se pode prestar a Deus (João 4:20-22; Atos 8:27).

2D. Adoração em espírito e em verdade (João 4:24).

3D. “Ao Senhor teu Deus adorarás” (Mateus 4:10; Lucas 4:8).

2C. JESUS RECEBEU ADORAÇÃO COMO DEUS E ACEITOU-A

1D. “E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o…” (Mateus 8:2).

2D O homem que nascera cego, depois de ser curado, “prostra-se aos Seus pés e O adora” (João 9:35-39).

3D. Os discípulos “o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus” (Mateus 14:33).

4D. “E logo disse a Tome: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incréculo, mas crente. Respondeu-lhe Tome: Senhor meu e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Por que me viste, creste: Bem-aventurados os que não viram, e creram” (João 20:27-29).

3C. JESUS COMPARADO COM OUTROS

1D. O centurião Cornélio cai aos pés de Pedro e o adora. Pedro reprova-o, dizendo: “Ergue-te, que eu também sou homem” (Atos 10:25, 26).

2D. Diante do anjo do Apocalipse, João caiu aos “seus pés para adorá-lo”, e o anjo lhe falou que era um “conservo” de João, o qual devia adorar “a Deus” (Apocalipse 19:10).

4C. Como vemos, Jesus ordenou e aceitou a adoração como Deus. Foi esse fato que levou Thiessen a escrever: “Caso Ele seja um defraudador, ou caso tenha se enganado a si mesmo, e, caso numa hipótese ou outra, Ele não seja Deus, Ele não é bom (Christus si non Deus, non bônus)” (THIESSEN. Outline of Lectures in Systematic Theology — Esboço de Preleções em Teologia Sistemática p. 65).

O Que Outros Disseram

1C. PAULO

1D. Filipenses 2:9-11: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra”.

2D. Tito 2:13: “Aguardando a bendita esperança e a grande manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus…”

2C. JOÃO BATISTA

“E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” (Lucas 3:22).

3C. PEDRO

1D. Provavelmente a declaração mais famosa de Pedro se encontra em Mateus 16:15-17: “Mas vós, continuou ele,, quem dizeis que eu sou?

Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus”.

A esse respeito, Scheffrahn e Kreyssler escrevem que “ao invés de repreender Pedro por uma impetuosidade (e Jesus sempre o fazia quando confrontado pelo erro), Jesus o abençoa por sua confissão de fé. Durante todo seu ministério, Jesus aceitou orações e adoração com se isso corretamente pertencesse a Ele”.

2D. Mais uma vez Pedro afirma sua convicção (Atos 2:36): “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”.

4C. TOME

Acha-se em João 20:28 o seguinte testemunho dado pelo “incrédulo”: “Respondeu-lhe Tome: Senhor meu e Deus meu! ”

John Stott, em Cristianismo Básico, explica a exclamação de Tome: “No domingo seguinte ao Domingo de Páscoa, o incrédulo Tome está com os outros discípulos no cenáculo quando Jesus aparece. Este convida Tome a apalpar as cicatrizes, e Tome, surpreso e maravilhado, exclama: ‘Senhor meu e Deus meu!” (João 20:26-29). Jesus aceita o que Tome disse a seu respeito. Ele repreende Tome por sua incredulidade, não por sua adoração”.

5C. O ESCRITOR AOS HEBREUS

Hebreus 1:8: “Mas, acerca do Filho (diz): O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre”.

Thomas Schultz escreve que “o vocativo… em ‘teu trono, ó Deus’ é preferível à forma nominativa, que deveria ser traduzida por ‘Deus é o teu trono’ ou ‘o teu trono é Deus’. Uma vez mais a prova é conclusiva — Jesus Cristo é chamado de Deus nas Escrituras”.

6C. ESTÊVÃO

Atos 7:59: “E apedrejavam a Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.”

Aqui Estêvão pede de Jesus exatamente o que Jesus havia pedido a Deus enquanto estava na cruz. De modo que Estêvão atribui a Jesus as qualidades divinas.

Conclusão

A partir das provas William Biederwolf elabora uma conclusão bem oportuna: “Alguém que possa ler o Novo Testamento, mas seja incapaz de perceber que Cristo reivindica ser mais do que um homem, poderá contemplar o céu ao meio-dia, num dia sem nuvens, e não enxergar o sol”.

Citemos as palavras do “apóstolo amado”, João: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”.

2A. DECLARAÇÕES IMPLÍCITAS

Em muitos casos, indiretamente Jesus deu a conhecer sua divindade. Abaixo segue uma lista de muitas dessas passagens, bem como de algumas poucas de suas declarações explícitas.

JESUS É JEOVÁ

JeováTítulo ou Atuação comum em ambosJesus
Isaías 40:28CriadorJoão 1:3
Isaías 45:22; 43:11SalvadorJoão 4:42
1 Samuel 2:6Ressuscita os mortosJoão 5:21
Joel 3:2JuizJoão 5:27 cf. Mateus 25:31ss
Isaías 60:1-20LuzJoão 8:12
Êxodo 3:14Eu  SouJoão 8:58; cf. 18:5,6
Salmo 23:1PastorJoão 10:11
Isaías 42:8; cf. 48:11Glória de DeusJoão 17:1, 5
Isaías 41:4; 44:6O Primeiro e o ÚltimoApocalipse 1:17; 2:8
Oséias 13:14RedentorApocalipse 5:9
Isaías 62:5 (e Oséias 2:16)NoivoApocalipse 21:2; cf. Mateus 25:1 ss
Salmo 18:2RochaI Coríntios 10:4
Jeremias 31:34Perdoa PecadosMarcos 2:7,10
Salmo 148:2Adorado pelos AnjosHebreus 1:6
Todo o Antigo TestamentoInvocado em OraçãoAtos 7:59
Salmo 148:5Criador dos AnjosColossenses 1: 16
Isaías 45:23Reconhecido como SenhorFilipenses 2:11

(GEISLER, Norman. The Theme of the Bible (O   Tema da Bíblia). Chicago: Moody, 1969. p. 48.)

Cremos que algumas dessas reivindicações necessitam de maiores explicações. É esse o propósito deste capítulo.

Ele Afirmou Ser Capaz de Perdoar Pecados, Conforme se Vê em Marcos 2:5 e Lucas 7:48

De acordo com a lei judaica essa era uma atribuição exclusiva a Deus, pois só Deus poderia perdoar pecados.

Isso se vê em Marcos 2:7. Expressando seu descontentamento com Jesus, os escribas indagam no versículo 7: “Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?”

Em Mateus 9:5, 6 Jesus havia acabado de curar um paralítico ao perdoar seus pecados. Mais uma vez Jesus se vê confrontado pelos líderes religiosos.

Nesses versículos Jesus pergunta o que seria mais fácil: dizer “estão perdoados os teus pecados” ou “levanta-te, e anda”. De acordo com o Wycliffe Commentary (Comentário Bíblico Wycliffe), essa é uma pergunta irrespondível. As duas afirmações são igualmente fáceis de se pronunciar; qualquer uma das duas, fazendo produzir resultados, é algo que exige poder divino. É claro que um impostor, ao evitar ser identificado, acharia mais fácil pronunciar a primeira frase. Jesus começou curando a enfermidade para que os homens soubessem que Ele possuía autoridade para lidar com a causa da enfermidade…”

A essa altura, Ele foi acusado de blasfêmia pelos escribas fariseus. “A acusação feita pelos escribas e fariseus… condenava-O por assumir as prerrogativas de Deus.”

  1. E. Jefferson conta que “… Ele perdoou pecados, falou como quem tem autoridade. Até mesmo os piores pecadores, quando arrependidos a Seus pés, receberam a certeza de perdão da parte daquele que tinha autoridade para perdoar”. 14/330
  2. S. Chafer comenta que, “na terra, ninguém tem autoridade nem direito de perdoar pecados. Ninguém poderia perdoar pecados, exceto Aquele contra quem todos pecaram. Quando Cristo perdoou pecados, e certamente o fez, não estava exercitando uma prerrogativa humana. Visto que ninguém, à exceção de Deus, pode perdoar pecados, demonstra-se de modo conclusivo que Cristo, visto que perdoou pecados, é Deus e, sendo Deus, existe desde a eternidade”.

Ele perdoou não apenas os pecados cometidos contra a Sua pessoa, mas também os cometidos por um indivíduo contra outro, o que, até aquela época, era uma ideia que ninguém havia ouvido. John Stott nos relembra que “podemos perdoar os males que os outros nos fazem; mas os pecados que cometemos contra Deus só o próprio Deus pode perdoar”. 41/29 E Jesus faz exatamente isso.

Assim, vemos que o poder de Jesus de perdoar os pecados é o “clímax da demonstração de um poder que pertence exclusivamente a Deus”. (The Jerome Biblical Commentary (O Comentário Bíblico Jerônimo), vol. 2. Prentice Hall, 1968).

 Jesus é Imutável

Lewis S. Chafer afirma que “a imutabilidade da divindade é atribuída a Cristo. Tudo o mais é sujeito a mudanças.” 5/18, vol. 5. Hebreus 13:8 se assemelha a Malaquias 3:6.

Jesus Declarou Ser “Vida”

Em João 14:6 Jesus declarou ser “vida”. “Eu sou… a vida…”

Ao analisar essa afirmação, Merrill Tenney nos diz que “Ele não disse

que conhecia o caminho, a verdade e a vida, nem que Ele os ensinava. Ele

não Se fez expoente de um novo sistema; Ele declarou que Ele mesmo era

a derradeira chave para todos os mistérios”.

4B. NEle Está a Vida

“E o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1 João 5:11, 12).

Falando sobre essa vida, John Stott, em Cristianismo Básico, escreve : “Ele comparou a dependência que Seus seguidores tinham em relação a Ele com o vigor que os ramos extraem da videira. Ele declarou que Deus lhe dera autoridade sobre toda carne, para que desse vida a tantos quantos Deus Lhe concedesse…”

Jesus Possui Autoridade

“E (Deus) lhe (isto é, a Jesus) deu autoridade para julgar, porque (Jesus) é o Filho do homem” (João 5:27).

A afirmação de que Ele julgará o mundo implica que Jesus mesmo ressuscitará os mortos, reunirá as nações na Sua presença, sentar-Se-á sobre um trono de glória e julgará o mundo. Alguns, em função de Seu julgamento, herdarão o céu; outros, o inferno.

 OS NOMES DE JESUS

YHWH-Senhor

1C. NOME SAGRADO PARA OS JUDEUS

A tradução mais literal de YHWH é Yahweh (isto é, Iavé).

Herbert F. Stevenson diz que “o significado exato do nome é obscuro. No hebraico era originalmente composto de quatro consoantes, YHWH (que os teólogos conhecem pelo nome de tetragrammaton), às quais, posteriormente, acrescentaram-se as vogais de Adonai (exceto quando o nome está junto de Adonai, caso em que usam-se as vogais de Elohim). No entanto, os judeus chegaram a considerar esse nome sagrado demais para ser pronunciado, e, na leitura pública das Escrituras, liam Adonai em lugar dele — para eles Jeová era de fato ‘o nome incomunicável'”. 40/20

“… Movido por profunda reverência, o povo judeu se recusava até mesmo a pronunciar esse nome…”

  1. S. Chafer (Teologia Sistemática) escreve que “se pode considerar pura superstição a atitude de evitar pronunciar esse nome; mas é claro que essa era uma tentativa de ser reverente, embora sem a devida orientação, e, sem dúvida, essa prática, com todas as conseqüências negativas, serviu para criar um impacto profundo em todas as pessoas a respeito do caráter inefável de Deus.”

A Jewish Encyclopaedia (Enciclopédia Judaica – SINGER, Isidore, ed. Funk and Wagnalls, 1904. vol. 1) indica que a tradução de YHWH pela palavra “Senhor” pode ser remontada à Septuaginta. “Sobre a pronúncia do Shem ha Metorash, o ‘nome distintivo’ YHWH, não existe qualquer informação autêntica.” A partir do período helenístico, o nome foi reservado para uso no templo.

“A partir dos comentários de Números 6:27, Misná Tamid 7:2 e Sotah 7:6, parece que os sacerdotes tinham permissão para pronunciar o nome de Deus somente no templo e isso por ocasião da bênção que ministravam; nas demais ocasiões e locais eram obrigados a empregar o nome comum (kinnuy) ‘Adonai’.”

A Jewish Encyclopaedia (Enciclopédia Judaica) prossegue e cita Filo e Josefo.

Filo: “As quatro letras podem ser pronunciadas ou ouvidas somente por homens santos, cujos ouvidos e lábios estão purificados pela sabedoria, e por ninguém mais em qualquer lugar que seja” ( Vida de Moisés 3:41).

Josefo: “Moisés implorou a Deus que lhe concedesse conhecer o Seu nome e a pronúncia desse nome, de modo que pudesse invocá-lo pelo nome por ocasião dos rituais sagrados, pelo que Deus lhe fez conhecer o Seu nome, o que até então era desconhecido a qualquer pessoa; e seria um pecado de minha parte mencioná-lo”. (Antigüidades 2:12, parágrafo 4).

2C. CRISTO FALA DE SI MESMO COMO JEOVÁ

Scotchmer, citado por W. C. Robinson, diz: “A identificação de nosso Senhor Jesus Cristo com o Senhor do Antigo Testamento resulta numa doutrina explícita de Sua divindade”. 33/118

“Yahweh” (Êxodo 3:14) tem basicamente o sentido de “Aquele que é” ou “Eu sou o que sou”, e declara a Auto-existência divina (Unger’s Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger), p. 409).

Kreyssler e Scheffrahn dizem: “Ele reivindicou a aliança de YHWH -ou Jeová. No oitavo capítulo do Evangelho de João encontramos: ‘Se não crerdes que EU SOU morrereis nos vossos pecados’ (v. 24). ‘Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que EU SOU…’ (v. 28). ‘Em verdade, em verdade eu vos digo: Antes que Abraão existisse, EU SOU (v. 58). O uso que Jesus faz do EU SOU está relacionado com Êxodo 3:14, onde Deus Se revela a Moisés: ‘EU SOU o que SOU. E Ele disse: ‘Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros’. Dessa forma, o nome de Deus em hebraico é YHWH ou EU SOU”.

Em Mateus 13:14, 15, Cristo Se identifica com o “Senhor” (Adonai ) do Antigo Testamento (Isaías 6:8-10).

Em Set Forth Your Case (Apresente o Seu Argumento), Clark Pin-nock diz que “Seus ensinos estão repletos das grandes declarações EU SOU, as quais são afirmações divinas, tanto na estrutura quanto no conteúdo” (Êxodo 3:14; João 4:26; 6:35; 8:12; 10:9; 11:25).

Em João 12:41, Cristo é descrito como aquele que Isaías viu em Isaías 6:1. Isaías também escreve, diz William C. Robinson, acerca do precursor de Jeová: “Preparai o caminho do Senhor…” (Isaías 40:3). Cristo endossou a afirmação dos samaritanos, que disseram: “Sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (João 4:42, Tradução de Almeida, Edição Revista e Corrigida). Com base no Antigo Testamento, essa só pode ser uma referência ao Deus-Jeová. Oséias 13:4 declara: “eu sou o Senhor teu Deus… não conhecerás outro Deus além de mim, porque não há salvador senão eu”.

Filho de Deus

Hilarin Felder relata que “Gustav Dalman se viu forçado a esta confissão: ‘Em lugar algum descobrimos que Jesus proclamou ser Ele mesmo o Filho de Deus de um modo que desse a entender uma simples relação religiosa e ética com Deus, a qual outros também poderiam e deveriam possuir de verdade… De um modo inconfundível, Jesus deu a entender aos homens que Ele é não apenas ‘um’, mas ‘o Filho de Deus”‘ (Die Worte Jesu, mit Beruecksichtigung des nachkanonischen juedischen Schriftums und der aramaeischen Sprache eroertert (As Palavras de Jesus, em Comparação com os Escritos Judaicos Não Canônicos e a Língua Aramaica). vol. 1, pp. 230, 235. Leipzig: 1898.)

  1. F. Stevenson comenta que “é verdade que a expressão ‘filhos de Deus’ seja empregada para homens (Oséias 1:10) e anjos no Antigo Testamento (Gênesis 6:2; Jó 1:6; 38:7).

Mas no Novo Testamento o título ‘Filho de Deus’ é aplicado, e empregado por nosso Senhor com um sentido bem diferente. Em cada ocasião a frase deixa implícito que Ele é o Filho único, unigênito; co-igual e co-eterno com o Pai”.

No uso repetido da palavra “Filho”, em contraste com “Pai”, as duas palavras declaram a afirmação explícita de Jesus de ser igual ao Pai e formulam a verdade sobre a trindade (João 10:33-38; 3:35; 5:19-27; 6:27; 14:13; Marcos 13:32; Mateus 23:9, 10).

Jesus cumprimentou Pedro por seu conhecimento dEle como o Filho de Deus, quando Pedro confessou em Cesaréia de Filipe: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. A palavra de Jesus a Pedro foi: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus” (Mateus 16:16, 17).

Felder escreve acerca do conceito de Cristo sobre Deus ser o Seu Pai: “Com a mesma freqüência com que Jesus fala de Seu relacionamento com o Pai, Ele emprega, constantemente e sem exceção, a expressão ‘Meu Pai’; e com a mesma freqüência com que Ele chama a atenção dos discípulos para o relacionamento filial deles com Deus, ocorre também a caracterização igualmente clara, ‘vosso Pai’. Ele nunca Se associa aos discípulos e às pessoas através da maneira usual de se expressar, ‘nosso Pai'”.

Felder prossegue: “Mesmo naquelas ocasiões em que, perante Deus, Jesus se une aos discípulos, quando, portanto, certamente seria de se esperar que Ele utilizasse a expressão coletiva ‘nosso Pai’, ali está, ao contrário, a frase ‘meu Pai’: ‘não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Paz” (Mateus 26:29). ‘Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai’ (Lucas 24:49). ‘Vinde, benditos de meu Pai, entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo’ (Mateus 25:34). Semelhantemente Jesus faz, de modo inequívoco, distinção entre Sua filiação divina e a filiação dos discípulos e das pessoas em geral.”

Scotchmer conclui dizendo que, “pela formação judaica que tiveram, os discípulos e inimigos de Jesus compreendiam que o real significado da expressão ‘Filho de Deus’ era ‘Divindade’. Cento e quatro vezes Cristo se refere a Deus como ‘Pai’ ou ‘o Pai'”.

 Filho do Homem

Jesus emprega o título “Filho do Homem” em três aspectos distintos:

  1. Em referência a Seu ministério terreno
  • Mateus 8:20
  • Mateus 9:6
  • Mateus 11:19
  • Mateus 16:13
  • Lucas 19:10
  • Lucas 22:48
  1. Ao predizer Sua paixão
  • Mateus 12:40
  • Mateus 17:9, 22
  • Mateus 20:18
  1. No ensino sobre a Sua volta
  • Mateus 13:41
  • Mateus 24:27, 30
  • Mateus 25:31
  • Lucas 18:8
  • Lucas 21:36

Stevenson atribui um significado especial ao título “Filho do homem” porque essa era a designação que nosso Senhor geralmente empregava para se referir a Si mesmo. No Novo Testamento essa expressão não é ouvida dos lábios de nenhuma outra pessoa – a não ser quando seus interlocutores citaram Suas palavras (João 12:34), e quando Estêvão, tomado de êxtase, exclamou no momento do martírio: “‘Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé à destra de Deus” (Atos 7:56). É claramente um título messiânico, como os próprios judeus reconheceram (João 12:34). 40/120

Kreyssler e Scheffrahn escrevem que “Jesus tinha uma clara convicção de que nEle mesmo se cumpriam as profecias messiânicas do Antigo Testamento. Ao se referir a Si mesmo, Ele continuamente utilizava o título “o Filho do homem”, título que aparece na visão de Daniel” (Daniel 7:13, 14).

Em Marcos 14:61-64 Jesus aplica o texto de Daniel 7:13, 14 e também o de Salmo 110:1 a Si mesmo como algo que iria ocorrer perante aqueles que o ouviam.

A isso C. G. Montefiore acrescenta: “Se Jesus disse essas palavras, é difícil acreditarmos que Ele tenha feito distinção entre Ele mesmo, o Filho do homem, e o Messias. O Filho do homem deve ser logicamente o Messias, e ambos devem ser Ele mesmo”.

Montefiore prossegue e cita o professor Peak: “Apesar do ‘emprego do título de Filho do homem junto com a primeira pessoa do singular, emprego que causa perplexidade, é difícil resistir à conclusão de que nesse contexto Jesus tem o propósito de considerar ambos iguais. Dificilmente ele conseguiria, de uma só vez, ter afirmado Sua identificação com o Messias, deixando implícita a distinção entre Ele e o Filho do homem. Isso não quer dizer que o Filho do homem seja necessariamente equivalente a Messias; mas, caso as idéias sejam distintas, Jesus estava consciente de que ambas as ideais se cumpriam nEle, da mesma forma que Ele era ao mesmo tempo o Messias e o Servo de Yahweh'” (Messiah and the Son ofMan (O Messias e o Filho do Homem), 1924, p. 26).

Aba, Pai

No livro Mundo em Fuga, Michael Green escreve que Cristo “asseverou que possuía um relacionamento com Deus que ninguém antes havia reivindicado ter. Esse relacionamento se revela na palavra aramaica Aba, que Ele tanto gostava de usar, especialmente na oração. Em toda a história de Israel, ninguém antes dEle havia se dirigido a Deus usando essa palavra… Na verdade, os judeus estavam acostumados a orar a Deus como Pai, mas a palavra que usavam era Abhinu, uma forma de tratamento que era essencialmente um apelo a Deus por misericórdia e perdão. Na maneira de Jesus se dirigir a Deus, Abba, não há qualquer apelo à misericórdia de Deus. É a palavra de uso familiar que reflete a mais profunda intimidade. É por essa razão que Ele fez diferença entre o Seu próprio relacionamento com Deus como Pai e o relacionamento das demais pessoas”.

É interessante que até mesmo Davi, com a intimidade que tinha com o Pai, não se dirigiu a Deus como Pai, mas disse “como um pai… assim o Senhor” (Salmo 103:13).

Freqüentemente Jesus utilizou a palavra “Pai” em oração. “Os fariseus, é claro, perceberam as implicações disso e acusaram-nO de blasfêmia (João 5:18): ‘(Ele) dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus’. E, de fato, a menos que Ele fosse igual a Deus, suas palavras eram blasfemas.”

Extraído do livro EVIDÊNCIA QUE EXIGE UM VEREDITO, Josh McDowelI


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