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Jesus, o “Palestino”

por Artigo compilado - sex out 25, 6:38 pm

Em alguns grupos cristãos, a justificativa teológica para se obter liberdade do jugo da “ocupação” israelense é o Palestinianismo Cristão, uma forma de Teologia da Libertação que enfatiza a humanidade de Jesus e O retrata como o grande libertador dos pobres e oprimidos deste mundo. Essa forma substitui o Messias Judeu da Bíblia por um mártir palestino.

Um dos primeiros líderes da igreja a fazer a conexão entre a Teologia da Libertação e a causa palestina foi Naim Ateek, um palestino anglicano que estava servindo como cônego na Catedral de São Jorge em Jerusalém. Em 1989, ele publicou Justice and Only Justice: A Palestinian Theology of Liberation [Justiça e Justiça Somente: Uma Teologia da Libertação Palestina], e fundou o Sabeel, o Centro de Teologia da Libertação Ecumênico Palestino em Jerusalém. (Veja “A Teologia da Libertação Palestina”, de Christopher J. Katulka, no site www.beth-shalom.com.br).

A Teologia da Libertação Palestina redefiniu Jesus Cristo. Ateek escreveu, em 2008: “A teologia da libertação palestina enfoca a humanidade de Jesus de Nazaré, que também era um palestino vivendo debaixo de uma ocupação”.[1] A crença de que Jesus era um palestino que sofreu debaixo de ocupação tem se tornado popular entre os palestinos cristãos e é um eficiente instrumento de propaganda contra Israel.[2]

A mensagem de Páscoa de 2001 de Ateek igualou os sofrimentos de Jesus de 2.000 anos atrás com a luta dos modernos árabes palestinos:

“Jesus é o palestino sem poder, humilhado em um posto de controle. (…) Parece a muitíssimos de nós que Jesus está novamente na cruz com milhares de palestinos crucificados ao redor dEle. (…) Homens, mulheres e crianças palestinos [estão] sendo crucificados. A Palestina se tornou um enorme Gólgota. O sistema de crucificação do governo israelense está em funcionamento todos os dias. A Palestina se tornou o lugar da caveira”.[3]

Para chegarem até a visão que eles advogam, os defensores do Palestinianismo Cristão redefinem Deus. Ele já não é mais o Deus de Israel apresentado nas Escrituras, mas um deus que eles mesmos fabricaram. Eles adotam uma visão desvalorizada da autoridade das Escrituras e não desenvolvem suas visões de Deus e de Israel a partir de um estudo criterioso da Palavra de Deus.

Primeiramente, eles criam um Deus que favorece os árabes palestinos e apaga Israel da história. Depois, eles trabalham para apoiar suas teorias na Bíblia. Esta é a maneira oposta de como a Bíblia deveria ser estudada.

Ateek argumenta em favor de uma nova hermenêutica, uma nova maneira de interpretar a Bíblia:

“Quando alguém é confrontado por uma passagem difícil na Bíblia, (…) esse alguém deve perguntar (…) Isto se encaixa na figura que eu tenho de Deus que Jesus revelou-me? (…) Se se encaixar, então a passagem é válida e tem autoridade. Se não, então não posso aceitá-la como válida nem como autoridade”.[4]

Em um livro que escreveu em 2008, Ateek falou que o Antigo Testamento precisa ser “dessionizado” e considerou o papel singular que Deus atribuiu a Israel por Seu propósito soberano como algo racista.[5]

Ateek não está sozinho. Armado com a Teologia da Substituição e uma nova hermenêutica, outros teólogos cristãos estão advogando a causa do Palestinianismo Cristão. Determinados a provar que a nação de Israel não possui atualmente nenhum direito bíblico à Terra Prometida, eles redefinem a razão pela qual Jesus veio à Terra para argumentarem contra a doação divina da terra a Israel.

Ao fazerem isso, eles estão tentando reempacotar a Teologia da Substituição naquilo que eles chamam de “Teologia do Cumprimento”. Colin Chapman, um palestrante sobre estudos islâmicos em uma escola de teologia no Líbano, afirma que tudo o que os profetas do Antigo Testamento disseram sobre a terra e sobre o povo de Israel foi espiritualmente “cumprido” 2.000 anos atrás, através da vida, morte e ressurreição de Jesus. Portanto, Israel não tem futuro nem significado profético porque a igreja é “o novo Israel”.[6]

Semelhantemente, Gary Burge, do Wheaton College, afirma:

“Jesus não visualiza uma restauração de Israel por si só. Em vez disso, Ele vê a si mesmo abraçando o drama de Jerusalém em sua própria vida. (…) A restauração inicial de Israel já começou na medida em que Cristo, o Novo Templo, o Novo Israel, já ressuscitou”.[7]

Burge expressa sua opinião publicamente, dizendo:

“Alguns dos meus amigos me acusarão de defender a Teologia da Substituição. (…) Existe outra maneira de escrever essa equação. Creio que vou chamá-la de “Cumprimento Messiânico”.”[8]

Atos 1.6-8 antecipa um futuro para Israel. Quando se reuniram, os discípulos perguntaram a Jesus se Ele, naquele tempo, restauraria o Reino a Israel. Entretanto, ao explicar essa antiga conversação sobre o restabelecimento do Reino, Donald E. Wagner, diretor do Centro de Estudos sobre o Oriente Médio, na North Park University, em Chicago (EUA), disse: “Aqui Jesus estava dizendo aos discípulos para não colocarem sua confiança nem devotarem sua energia às profecias do final dos tempos ou à ideologia sionista militante dos zelotes”.[9]

Os argumentos dos cristãos palestinos contra qualquer justificativa para a posse da terra pelo Israel moderno representam mal o Deus das Escrituras: Deus já não é mais Aquele que guarda as alianças; Ele quebra as alianças. Ele não é o Deus que prometeu um grande futuro para a nação de Israel; Ele é o Deus que rejeitou Israel.

A Teologia da Substituição é uma sedutora representação errada das Escrituras; e as pessoas que crêem que Deus deu à igreja todas as promessas das alianças que Ele fez com Abraão, Isaque, Jacó e seus descendentes não têm escolha a não ser negar a promessa da aliança da terra a Israel.

A questão da terra é crucial, pois se o Israel moderno tem uma base bíblica para viver ali, então também tem o direito divino de possuir a Samaria bíblica e a Judéia bíblica (Margem Ocidental), território que Israel é acusado de “ocupar”, negando assim ao Palestinianismo Cristão seu argumento mais forte. (James A. Showers — Israel My Glory – www.Beth-Shalom.com.br)

10 Erros do Palestinianismo Cristão

O que há de errado com o Palestinianismo Cristão? Muito! Seguem os 10 erros mais óbvios:

1. Culpa Israel por grande parte do conflito entre Israel e os árabes que vivem em Israel e não apenas isenta de culpa os terroristas islâmicos, mas se alia a eles em oposição a Israel.

2. Ataca a soberania israelense, mas ignora o fato de que Israel veio a tomar o controle da terra por causa das guerras dos árabes, que buscavam eliminar Israel. Seus líderes fracassam em admitir que a paz não pode ser obtida simplesmente por Israel se retirar da Margem Ocidental; os árabes palestinos devem reconhecer Israel como nação e prometer viver pacificamente com ele.

3. Ignora os nomes bíblicos de Israel. Na Bíblia, a Margem Ocidental é chamada Samaria e Judéia. O nome bíblico para toda a terra é Israel, não Palestina. Os romanos trocaram o nome de Israel por Palestina depois que derrotaram a segunda revolta judaica, em 135 d.C. Esse novo nome faz um jogo de palavras com o desejo dos inimigos de Israel, que dizem: “Venham, vamos destruí-los como nação, para que o nome de Israel não seja mais lembrado!” (Sl 83.4, NVI). Recusar-se a chamar a terra de Israel identifica a pessoa como inimigo de Israel e de Deus, de acordo com o Salmo 83.

4. Ignora o povo bíblico da aliança. Não existe um povo palestino nas Escrituras. Jamais houve uma nação palestina na Bíblia ou na história. No entanto, Israel é mencionado desde Gênesis 12 até o final da Bíblia como os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Esses descendentes são os receptores da eterna promessa divina da aliança da terra.

5. Fabrica uma história palestina que não existe, e redefine Jesus como alguém que Ele não foi. No processo, muda o propósito pelo qual Ele realmente veio: salvar o mundo do pecado.

6. Foi fundado com base em uma tendência contrária a Israel, em vez de ser a partir de um estudo meticuloso das Escrituras. O fato de os estudiosos cristãos palestinos dizerem que as passagens difíceis devem ser ignoradas e que a Bíblia deveria ser “dessionizada” confirma esse erro. A Palavra de Deus diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” (2Tm 3.16).

7. Diminui a Pessoa de Deus e a autoridade de Sua Palavra. Torcer a Escritura para justificar uma posição viola as regras básicas da linguagem. O Palestinianismo Cristão ignora o contexto e o significado literal e seletivamente infunde seu próprio significado a alguns textos, enquanto autoriza o significado de outros textos. O apóstolo Paulo admoestou seu “filho” Timóteo a ser diligente em “manejar corretamente a palavra da verdade” (2Tm 2.15).

8. Corrompe o entendimento daquilo que Deus está fazendo sobre a Terra — Seu plano para as eras, como revelado por meio de Sua Palavra escrita — ao redefinir o propósito de Deus para a história e para Seu Redentor, Jesus Cristo. A Bíblia adverte contra a pregação de um evangelho que seja diferente daquele que é o verdadeiro (Gl 1.6-9).

9. Apresenta Deus como alguém que quebra as alianças, descumprindo as promessas que Ele mesmo fez a Israel, bem como a prometida herança terrena de Cristo.

10. Exagera grandemente a influência dos cristãos sionistas sobre a política externa dos Estados Unidos. Os cristãos sionistas bem que desejariam ter tal poder. Mas, na realidade, ele não existe. (James A. Showers — Israel My Glory – www.Beth-Shalom.com.br)

James A. Showers é diretor-executivo de The Friends of Israel.

Publicado na revista Notícias de Israel – www.Beth-Shalom.com.br


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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