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CASAMENTO,
DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO O QUE A PALAVRA DE DEUS FALA SOBRE ESTE ASSUNTO
Estamos vivendo em uma época em que as separações entre casais estão cada dias mais comuns. A média atual é quase um casamento por uma separação. Entretanto o que mais nos preocupa é a questão da separação no meio cristão que, infelizmente, cresce também em nível assustador. Mas graças a Deus, que a Bíblia Sagrada tem o veredicto final sobre este assunto e estaremos analisando-o nesse estudo.
Leiamos:“ Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea... Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o Senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada . Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”. (Gn.2:18-24) “... mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido”. (ICor.7:2) Os textos lidos nos deixam claros que Deus tem prazer na união do homem e a mulher, sendo que um completa em tudo o outro. Tudo quanto Deus fez, foi dito que era “bom”, mas quando o homem e a mulher foram criados, foi dito “muito bom” (Gn.1:27 e 31). Isso nos mostra que o casamento e a constituição da família agradou a Deus. A família sempre foi um projeto divino e o casamento feito para ser indissolúvel (Mt.19:6). O Senhor não gostou de observar Adão andando sozinho e sem ter com quem compartilhar a sua vida. Era como que se a criação estivesse incompleta sem a família, daí o nascimento da primeira mulher, Eva. Eva foi tirada das costelas de Adão, ou seja, do seu lado e isso propositadamente, para deixar claro o companheirismo que deverá sempre ser vivido pelo casal. Na criação vemos também que o Senhor quer que cada homem tenha a sua mulher e cada mulher o seu homem. Existem povos e religiões que aceitam a poligamia (ato de se ter mais de um parceiro) e até alguns que dizem professar o cristianismo. Argumentam, os tais, que vários homens de Deus tiveram mais de uma mulher e que isso não tirou deles o título de servos de Deus. É importante notarmos que a Bíblia relata vários fatos pecaminosos cometidos por homens que serviam a Deus. Entretanto, esses fatos são narrados não para fazermos o mesmo, mais para apreendermos e não cometermos os mesmos erros. Se analisarmos todos os casos de poligamia cometida por homens de Deus, veremos que esse ato sempre foi acompanhado por uma tragédia. Um dos casos mais chocantes é o de Abraão. Deus havia lhe prometido um filho e que dele, Abraão teria uma grande descendência. Só que a sua esposa, que era estéril, resolveu “ajudar” a Deus. Sara fez o que chamamos hoje de “barriga de aluguel” tomando a sua empregada Agar e dando-a a seu marido em seu lugar, nascendo dessa relação, Ismael, do qual descenderia os muçulmanos, inimigos terríveis de Israel até hoje. Tudo isso aconteceu por Abraão ter cometido a poligamia (Leia a história de Abraão – Gn.12-25). Poderíamos citar os casos de Jacó, Davi, Salomão e outros, os quais foram trágicos, porém comentaremos somente um. O que é importante, é vermos o propósito de Deus que é um casal vivendo um para o outro em fidelidade. Deus poderia ter tirado mais duas ou três costelas de Adão, mas não o fez por ser contrário a poligamia.
O
que é tornar uma só carne?
Alguns não entendem o que é ser uma só carne. Alguns acham que se tornar
uma só carne é assinar um documento no cartório ou receber a benção do pastor
na igreja, mas não é isso. Leiamos: “Ou
não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um corpo com ela?”(Daí o aviso
e exortação do Apóstolo) .
SOBRE
A SEPARAÇÃO E O NOVO CASAMENTO
Quando o casamento pode ser desfeito? A
princípio a resposta a essa pergunta é: “o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt.19:6).
Esse versículo (Mt.19:6)nos deixa claro que, para Deus, deve haver só uma união
matrimonial e que sua vontade é que dure para sempre. Entretanto, existem dois
casos na Palavra de Deus que é licito contrair novas núpcias. Os casos são os
seguintes: 1)
– Quando há o adultério – leiamos: “Eu
vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher(isso
vale também para o homem), a não ser por causa de infidelidade (adultério)
, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também
comete adultério” (Mt.19:9; 5:28-Mc.10:6-12). “Não
adulterarás” (Êx.20:14).
Quando
interrogado acerca da separação conjugal e da carta de divórcio permitida por
Moisés (Dt.24), Jesus começa todo um esboço sobre o tema referido. Sua declaração
é dura, pois na lei mosaica poderia o marido repudiar a sua esposa por qualquer
“ato indecente” ou que ele achasse indecente, porém o Senhor volta lá no princípio
(Gênesis)
e mostra o propósito do Pai – o
casamento sem separação. Todavia, o Senhor nos narra aqui um
motivo para que esse casamento venha a ter fim e outro possa ser contraído.
O fator adultério é frisado nesta conversa com os judeus e explicado como o
único motivo para a separação conjugal e
ainda o texto nos deixa base para compreendermos claramente que o traído poderá
até contrair novas núpcias e ainda ficar de acordo com a Palavra de Deus.
Há também a possibilidade do perdão, se o adultero se arrepender. Quando
há arrependimento, por parte do adúltero, o melhor e mais aconselhável é perdoar
e lutar para manter o casamento e a família unida.
2)–
Em casos de viuvez
“Porque a mulher casada (isso vale também para o homem) está ligada pela
lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei
do marido. De sorte que, enquanto viver o marido, será chamada adúltera, se
for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será
adúltera se for de outro marido” (Rm.7:2-3). “A mulher está ligada enquanto o marido(ou esposa) vive; mas se falecer o marido(ou esposa), fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (ICor.7:39).
A
frase “até que a morte nos separe” é interpretada nos versículos citados
acima e que bom seria se só a morte fosse o motivo da separação. O viuvo ou
viuva não é obrigado a ficar sozinho na vida. Deus dá a liberdade a esta pessoa
para encontrar outro companheiro cristão, para juntos terminarem a carreira.
Isso é uma decisão de cada viúvo, se não casar, amém, se casar, aleluia!
Só nessas duas hipóteses é que poderá haver um novo casamento. Por isso
a escolha de um esposo ou esposa é de extrema importância e não deve ser feita
às pressas. É uma decisão para toda a vida e não uma experiência para ver se
vai dar certo. A escolha errada poderá comprometer toda a vida de um indivíduo.
O
CRENTE E O DESCRENTE
“
Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e
ela consente em habitar com ele, não se separe dela. E se alguma mulher tem
marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque
o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada
pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora
são santos. Mas, se o incrédulo se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão,
ou a irmã, não está sujeito à servidão; pois Deus nos chamou em paz” (ICor.7:12-15). O relato de Paulo é claro em relação ao crente e o descrente no matrimônio. O crente, por mais que sofra, nunca deverá tomar a iniciativa de procurar o divórcio. Afinal de contas o crente crê na promessa de Deus; “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Sabemos, infelizmente, de casos inadmissíveis que, embora o incrédulo não queira a separação, ele massacra seu cônjuge. Nesses casos aconselhamos, não o divórcio, mas que o agredido procure as autoridades competentes (Rm.13), pois mesmo o incrédulo é obrigado a cumprir as leis do seu país. É claro que essa atitude só é tomada em extrema necessidade. Devemos sempre estar dispostos a sofrer pelos não salvos, imitando assim o nosso Senhor. Devemos lembrar também que se o descrente apartar-se, o crente não deverá ainda assim contrair novas núpcias, ou seja, casar-se novamente. Certamente o descrente ao apartar-se, não vai querer ficar sozinho, e ao casar-se novamente comete o adultério, dando assim, ao crente liberdade para, se quiser, casar-se também.
Notei ao estudar o referido tema, que a maioria dos comentaristas não gostam de falar sobre como fica o adúltero. Será que para ele não há mais perdão? Existem denominações que o adúltero é excluído por, aos olhos deles, ter cometido um pecado imperdoável. Será isso ensinado pela Bíblia? E o poder do sangue de Jesus? Leiamos então: “Então os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto os diziam, tentando-o, para terem de que o acusar. Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo. Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse-lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé. Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais”. No texto lido é nos mostrado que Deus ama e se preocupa com o adúltero, embora abomine o adultério. O Senhor Jesus com prazer perdoou a mulher adúltera, mostrando que há perdão. É claro que não podemos nos esquecer do arrependimento da adúltera e da frase “vá e não peques mais” . Qual
é o pecado que não tem perdão
Quero explicar isso, pois já encontramos varias pessoas jogadas e sem esperança por causa de alguns conceitos errados sobre o adultério. Existem casos em que, por exemplo, o adúltero se arrependeu e voltou para com seu parceiro e nem assim foi perdoado pela denominação. Cabe aqui, então a nossa explicação sobre o “pecado que não tem perdão”. Leiamos: “Em verdade vos digo: Todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, bem como todas as blasfêmias que proferirem; mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão, mas será réu de pecado eterno” (Mc.3:28-29). O Senhor Jesus, no texto acima, nos mostra que quando a pessoa fala mal de uma obra, sabendo que é de Deus e a imputa como sendo do Diabo, cometendo conscientemente então o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, esse sim, não tem perdão. Certa feita eu perguntei, ao meu saudoso professor de teologia, como alguém poderia saber se cometeu esse pecado. Ele me respondeu dizendo: “Se dentro dele houver temor de cometer esse pecado ou ter cometido já é uma prova de que ele não cometeu. Em Jo.16:8 fala que o Espírito Santo é o que convence o homem da justiça, do juízo e do pecado. Só o Espírito de Deus pode trazer essa consciência de pecado e isso mostra que Ele ainda ama aquela pessoa, a qual está preocupada em ter blasfemado”. Entretanto comparar blasfêmia contra o Espírito Santo e adultério é errado.
O caso do Rei Davi
E
quando a pessoa vem para a Igreja separada do primeiro parceiro e amasiada com
outro?
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