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Malefícios da Bebida Alcoólica

por Pr. João Flávio Martinez - sáb jul 04, 12:12 pm

bebida

ALGUNS MALEFÍCIOS DA BEBIDA ALCOÓLICA NO VELHO TESTAMENTO

A Bíblia descreve a histórias de vários homens que se envolveram com as bebidas fortes. Alguns eram maus, mas outros eram homens de fé e comissionados por Deus. O fato de alguns desses homens terem se embebedado não nos coloca na liberdade de fazermos o mesmo. O grande salmista Davi foi um homem ricamente abençoado e devemos fazer de tudo para sermos também chamados de “homens segundo o coração de Deus”. Todavia, não devemos pensar em <<adulterar>> só porque a Bíblia relata essa triste fraqueza de Davi (II Sm 11). Deus permitiu e relatou a queda de Davi para que nós tirássemos lições e não fizéssemos o mesmo.

Vejamos alguns desses casos infelizes de uso de bebida forte:

- O CASO DE NOÉ: A Bíblia descreve os maus efeitos da bebida embriagante na história de Noé (Gn 9.20-27). Ele plantou uma vinha, fez à vindima, fez vinho embriagante e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e a tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã.

- O CASO DE LÓ E SUAS FILHAS: Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou na gravidez incestuosa das filhas de Ló (Gn 19.31-38).

- O CASO DOS FILHOS DE ARÃO: Nadabe e Abiú entraram no templo com seus incensários, mas por terem bebido bebidas fortes saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu (Lv.10). Deus ainda chamou os seus sacrifícios de “fogo estranho”.

- OS PROFETAS E SACERDOTES NA ÉPOCA DE ISAÍAS: “Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte; erram na visão, e tropeçam no juízo” (Is 28.7).

ALGUNS MALEFÍCIOS DA BEBIDA ALCOÓLICA NO NOVO TESTAMENTO

- A EMBRIAGUEZ DOS CORÍNTIOS: A Igreja que Paulo havia recém formado em Corinto estava, por falta de conhecimento, cometendo alguns sacrilégios. Eles estavam usando vinho fermentado na Ceia e isso não agradou nem a Deus, nem o apóstolo (ICo 11.21). Paulo disse que isso não era digno de nenhum louvor (ICo 11.17), mas sim de grande vergonha. Isso foi chamado de comer e beber indignamente ( ICo 11.29). Foi causa de mortes antes do tempo de alguns cristãos (ICo 11.30).

- A BEBIDA ALCOÓLICA NA IGREJA DE ÉFESO: Na Igreja dos Efésios havia, provavelmente, um grupo de crentes que não haviam recebido o Espírito Santo e Paulo descreve o motivo em Ef 5.18: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito”. Esse grupo de irmãos achava normal viver uma vida dupla, mas a prova que isso é impossível é bradada por Paulo: “não vos embriagueis”.

O VINHO USADO NA CEIA DO SENHOR

No tocante ao ofício da Ceia do Senhor, os três primeiros escritores dos Evangelhos empregam a expressão “fruto da vide” (Mt 26.19; Mc 14:.5; Lc 22.18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é produzido pela videira.

O Senhor instituiu a Ceia quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êx 12.14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de “seor” (Êx 12.15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo, era frequentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, todo o “hametz”, ou seja, qualquer coisa fermentada era proibido (Êx 13.7; Êx 12.19). Deus dera esta lei por ser a fermentação o símbolo da corrupção e pecado (ICo 5.7-8), sendo exatamente isso o que causa a bebida alcoólica no Homem.

No Antigo Testamento, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv 10.8-9). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus no novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1). Ele não iria, diante da orientação da Lei,  celebrar a páscoa com bebida forte. Então, concluímos que o vinho da Ceia era puro e sem álcool.

(*Bíblia Pentecostal c/ algumas alterações).

A GLÓRIA DE JESUS MANIFESTA ATRAVÉS DO VINHO

Em João capítulo dois, vemos que Jesus transformou água em “vinho” nas bodas em Caná. Que tipo de vinho era esse? A resposta deve ser determinada pelos fatos contextuais e pela probabilidade moral. Acreditamos piamente que Jesus fez o mesmo vinho da Ceia, sem nenhum álcool. O objetivo desse milagre foi manifestar a sua glória (Jo 2.11), de modo a despertar a fé pessoal e a confiança no Senhor Jesus como filho de Deus, santo e justo, que veio salvar o seu povo do pecado (Mt 1.21). Sugerir que Cristo manifestou a sua divindade como filho Unigênito de Deus (Jo 1.14), mediante uma festa de bebedeira, visto que cada talha (Jo 2.6) comportava por volta de 120 litros (vezes seis teríamos a quantia de 720 litros), sem contarmos o que já havia sido consumido. Se o vinho fosse embriagante seria mais que suficiente para todo mundo sair trançando as pernas e caindo pelas ruas, o que não ocorreu. Leiamos: Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho (ou fermentado), quando resplandece no copo e se escoa suavemente (Pv 23.31). É claro que essa passagem santa e que simboliza a transformação do homem não poderia ser feita com uma bebida alvoroçadora. O Senhor conhecia muito bem os textos bíblicos que condenam o vinho embriagante (Pv 20.1), bem como as palavras de Habacuque 2.15-16: Ai daquele que da de beber ao seu próximo, adicionando à bebida o seu furor, e que o embebeda para ver a sua nudez! Serás farto de ignomínia em lugar de honra; bebe tu também, e sê como um incircunciso; o cálice da mão direita do Senhor se chegará a ti, e ignomínia cairá sobre a tua glória.

Mesmo em pequena escala a bebida pode causar sérios danos à saúde. As mulheres mais jovens podem ter o seu sistema reprodutivo danificado, provocando abortos e nascimentos de bebês com defeitos mentais e físicos.

Veja uma estatística publicada pela Revista Veja*:

EXAMES DE DOSAGEM ALCOÓLICAS EM CADÁVERES MOSTRAM QUE A MORTE VIOLENTA FREQUENTEMENTE É PRECEDIDA DE UNS GOLES A MAIS (PERCENTUAL DE VÍTIMAS FATAIS EM QUE FORAM ENCONTRADAS DOSAGENS ALCOÓLICAS):

  • Afogamentos ___________________ 64%
  • Atropelamentos ______________ 53%
  • Homicídios _________________ 52%
  • Acidentes de Carro __________ 51%
  • Quedas Fatais __________ 36%
  • Suicídios ______________ 36%

Dados do Instituto Médico Legal de São Paulo

SÓ É PECADO O EMBRIAGAR-SE, MAS BEBER COM MODERAÇÃO NÃO?

“Ai daquele que dá de beber ao seu próximo, adicionando à bebida o seu furor, e que o embebeda para ver a sua nudez! Serás farto de ignomínia em lugar de honra; bebe tu também, e sê como um incircunciso; o cálice da mão direita do Senhor se chegará a ti, e ignomínia cairá sobre a tua glória” (Hb 2.15-16).

“Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte; erram na visão, e tropeçam no juízo” (Is 28.7).

“Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte; para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de quem anda aflito” (Pv 31.4-5).

“O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não é sábio” (Pv 20.1).

“Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho (fermentado), quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Pv 23.31).

“Beberão, e cambalearão, e enlouquecerão, por causa da espada, que Eu (o Senhor) enviarei entre eles” (Jr 25.16).

Os textos acima falam por si só e nos deixa claro quanto a vontade de Deus em relação ao consumo de bebida alcoólica.

O SACERDÓCIO CRISTÃO

Falou também o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso pelas vossas gerações, não somente para fazer separação entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo (Lv 10.8-10).

De acordo com o texto de Levítico nenhum sacerdote deveria beber bebidas alcoólicas, a fim de desempenhar suas funções sacerdotais diante de Deus. A pergunta é: Isto é também para a Igreja de Jesus? Leiamos: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (IPe 2.9). O apóstolo Pedro está falando a respeito da Igreja de Jesus e notem que ela é chamada de “sacerdócio real”. Deus levantou uma Igreja sacerdotal, ou seja, intercessora que ora em favor do mundo. Minha teorização gira por ai, hoje, como os sacerdotes espirituais, estamos todos na presença de Deus … E como tais, já que a Nova Aliança é superior a Velha (Hb 8), deveríamos nos portar da mesma maneira na questão do zelo e da santidade

Vejamos ainda:

“…e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a Ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém” (Ap 1.6).

“…e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Ap 5.10).

Quando aceitamos ao Senhor Jesus, como sendo nosso único salvador, nos tornamos sacerdotes de Deus. E como tais devemos proceder no nosso viver diário.

Em nossa cidade temos várias casas de recuperação de alcoólatras e muitas delas não são religiosas. Em conversa com alguns que lideram essas organizações, fiquei surpreso com as suas convicções. Eles me disseram que uma das maiores hipocrisias da sociedade e o “beber socialmente”. Disseram-me que todo alcoólatra começou com um pequena dose de uma bebida fraca, como a cerveja, por exemplo. Alguns até gostariam que fosse crime o consumo dessas bebidas, visto que fazem mais mal que outras drogas proibidas.

Como cristão, ao ouvir esses depoimentos, fiquei mais convicto que devemos nos abster desse veneno, que é a bebida. Como sacerdote de Deus, não tenho dúvidas,  o álcool não entra na minha boca – essa foi uma decisão minha. Meu ministério sacerdotal não pode ser quebrado por esse repugnante vício. Você que é servo de Deus não deve se envolver com esse mal e sim tirar os que nele estão envolvidos.

Conclusão

Liberdade não é poder beber, fumar, prostituir … E tantas outras coisas, mas por opção, escolher não fazer nada disso. O LIBERTO se abstém de tudo o que pode lhe fazer mal e observa a Palavra de Deus. Saiba que o poder do Espírito Santo está em você para te fazer mais do que vencedor; “Filhinhos , vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós (o Espírito Santo) do que aquele que está no mundo (IJo 4.4).

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BIBLIOGRAFIA

A Bíblia Pentecostal, CPAD;

Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas, Ed. Vida;

Manual Bíblico, Halley.

* “Revista Veja” de dezembro de 1998.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

2 Comentários

Comentários 1 - 2 de 2Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Os textos usados que se referem a páscoa e a fermentação no AT, dizem respeito ao “pão” e não ao vinho! Basta ler os referidos textos.
    E fica claro que os apóstolos ensinaram à Igreja o uso de vinho na ceia pelo fato de alguns ficarem embriagados na celebração da Santa Ceia (1Co 11.21).

    1. Eles estavam usando vinho fermentado na Ceia e isso não agradou nem a Deus, nem o apóstolo (ICo 11.21). Paulo disse que isso não era digno de nenhum louvor (ICo 11.17), mas sim de grande vergonha. Isso foi chamado de comer e beber indignamente ( ICo 11.29). 

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