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Maomé, um bom exemplo?

por Pr. João Flávio Martinez - dom set 02, 10:30 pm

MOHAMED – UM BOM OU MAU EXEMPLO PARA OS TERRORISTAS?

“Realmente, tendes no Profeta de Deus um excelente exemplo para aqueles que esperam contemplar Deus”. (Alcorão – Sura 33:21)


Uma Análise na Hagiografia de Mohamed

“Alá me ordenou a lutar contra os idólatras, até que prestem testemunho de que não há outra divindade além do único Deus, e de que Mohamed é o mensageiro de Alá; que realizem as orações e paguem o *zacat. Se cumprirem isso, terão salvaguardado suas vidas e seus bens de mim” – Hadis do Profeta Mohamed 
(1).

Algo curioso que pode ser percebido claramente nos relatos da vida de Mohamed, e que demonstra suas habilidades estratégicas em liderar, é que, apesar da violência constante dos habitantes de Meca contra ele e seus seguidores por um período de aproximadamente 13 anos, não vemos em sua hagiografia a descrição de nenhuma ação contra os seus inimigos, a não ser quando chegou a Medina, onde possuía mais seguidores dispostos a seguí-lo na guerra (jihad).

Apesar de ouvirmos dos islâmicos a constante afirmativa de que só agem em defesa própria, a história do profeta demonstra que não foi bem assim. Mohamed revidou aos agressores quando veio a possuir um número suficiente de soldados que atentassem para a sua causa, saqueou e pilhou quanto pode, impetrando um completo terror nas caravanas que percorriam a Arábia. Os analistas Árabes interpretaram o fato apenas como uma guerra santa contra os inimigos de Alá. Na realidade, essas expedições foram atos de pilhagem, na tradição dos árabes pré-islâmicos. Aos olhos dos árabes, tais práticas engrandeceram o prestígio do profeta e da umma (comunidade), e obrigaram certas tribos a concluírem um acordo com o profeta. Sobretudo permitiram sustentar contra Meca a atividade dos fiéis proporcionando-lhes o produto do saque. Além disso, Medina estava em posição geográfica privilegiada, na rota das caravanas de Meca para Síria. Daí as facilidades de ação e uma ameaça de terror cada vez mais pesada sobre o comércio e dos comerciantes de Meca (2).

O profeta ensinou aos seus seguidores que judeus e cristãos deveriam pagar a “jizya” – uma taxa imposta aos não-muçulmanos para que pudessem viver sob a proteção do islã, caso contrário sofreriam as conseqüências. Os não-muçulmanos eram obrigados a pagarem essa quantia estipulada para que pudessem ter seus direitos mantidos. O profeta ensinava seus súditos que, como muçulmanos, eram superiores aos demais de outras religiões. Aos que duvidavam dessa superioridade, a revelação alcorânica fornecia uma resposta: “Não agradarás nem aos judeus nem aos cristãos até que adotes seus credos” (Sura 2:120); “Ó fiéis, não tomeis por confidentes os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos” (Sura 5:51). Obviamente que ao impor essas sansões o profeta arrumou inimigos, e entre esses inimigos os piores eram os ricos comerciantes judeus que não gostaram nada de ter que pagar a jizya. Então, Mohamed multiplicou suas ações contra os judeus, e os versículos da revelação começaram a emanar de forma a mostrar que esses judeus se desviaram do caminho traçado por Alá (Sura 5:82); os muçulmanos, do por outro lado, receberam a verdade eterna. Por isso, não se podia tolerar que esses judaizantes continuassem a difundir o erro. A tribo judaica dos banu nadhir, comprometida com a tribo dos qorayshitas, foi à vítima desta reação; teve de abandonar Medina e mudar-se para Khaybar, deixando bens e armas que foram distribuídos entre os emigrados daquela região. Ele também decidiu eliminar a última tribo judaica de Medina que, segundo o parecer de um árbitro, Sad ibn Moadh, foi condenado à exterminação total: os homens foram decapitados, as mulheres e crianças reduzidas à escravidão (2). Foi com táticas de terror parecidas com estas que o profeta mostrou força e convicção no início e expansão da sua recém criada religião. É bem verdade que, para aqueles que aceitavam a “conversão”, havia vantagens ímpares e possibilidades reais de grande prosperidade – A proposta era clara: fé no Islã e como resultado vida abundante, ou morte, humilhação e terror aos infiéis. Negar que Mohamed impôs o terror aos povos da Arábia é negar os fatos correlatos da hagiografia do profeta.

Fonte Bibliográfica

01 – El Hayek, Samir; “Ditos e Práticas de Mohammad – o Mensageiro de Deus”; Editado pelo Centro de Divulgação do Islã para a América Latina.

02 – Mantran, R.; “Expansão Muçulmana”; Editora Pioneira; São Paulo – SP; 1977;

*Zakat: Contribuição obrigatória.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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