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Mas de onde veio a visão celular?

por Enviado por email - seg jul 09, 9:33 pm

Não foi surpresa! Aliás, era até mesmo previsível. Dada a situação em que se encontram os púlpitos e, em conseqüência, o ensino em muitas igrejas evangélicas, era de se esperar que a qualquer hora uma nova onda viesse agitar o mar calmo da negligência pastoral. O surgimento de um novo movimento ou onda denominado G-12 não foi em nada surpreendente. Reunindo várias doutrinas há muito conhecidas dos evangélicos, o G-12 apresenta-se como a proposta eclesiástica do próximo milênio. O G12 surge como uma proposta de reforma eclesiástica reivindicando para si mesmo uma nova fase para a igreja de Jesus. O movimento alega que o seu modelo é o da “igreja primitiva”, espalha algumas distorções através de encontros e reuniões marcadas pelo proselitismo.

Mas de onde veio a visão celular? Vamos a raíz do problema e ver de onde saiu esta idéia.

O Pai do G12 é o pastor César Castellanos Dominguez (pr. da Missão Carismática Internacional). O maior problema é que, como em toda igreja de beira de estrada, ele alega que Deus fala consigo face a face e lhe deu a revelação do modelo G12 através de varias visões. Mais uma que nasce através de revelação. No Brasil, os maiores nomes são o de Valnice Milhomens e Renê Terra Nova, que alegam serem os discípulos legítimos de Castellanos, tendo, segundo eles, recebido dele autoridade por delegação. Vale lembrar que Valnice Milhomens é presidente de um ministério com práticas controversas, tais como, judaísmo, sabatismo, rituais esquisitos como raspar a cabeça, enterrar santa ceia, etc…Além de ter predito o ano da volta de Jesus. Olhando para os líderes, da para desconfiar do movimento. Jesus nos ensinou que olhando para os frutos conheceríamos a árvore (Mt 7.15-23).

A “visão” em questão assumiu várias formas e nomenclaturas, principalmente desde o final de março de 2005, quando Castellanos revelou aos seus seguidores, que a partir daquele momento ia querer receber um determinado valor das igrejas que usassem a marca G12. Por isto é comum hoje encontrarmos igrejas que não mais usam o termo “G12”, mas continuam aplicando os mesmos ensinamentos, ou melhor, distorções doutrinárias aprendidas enquanto seguiam Castellanos. Portanto, caso ouçam falar em “Movimento dos 12”, “M-12”, “Visão Celular”, “Igreja em Células”, ou algo parecido, certamente estarão diante dos mesmos ensinamentos originais do G12 com uma nova roupagem para que não seja necessário pagar nenhum royalty ao “profeta” original César Castellanos.

Os adeptos do movimento G12 se ufanam em dizer que a “visão” das células é o verdadeiro modelo de igreja e afirmam que é a forma que Jesus ensinou, entretanto será isto uma verdade? Quero deixar claro que Jesus não tinha apenas doze discípulos. Em Mt 10.1- 33 ele enviou 12 discípulos; mais depois enviou setenta! Ver Lc 10. 1-24 . Muitos seguiam a Jesus, a questão é que ele separou 12 para serem líderes e para serem apóstolos (Lc 6.12-16).

Os adeptos do G12 mostram não possuir base teológica e desconhecem a história da igreja. De início; os primeiros cristãos procuravam se reunir no templo; conforme o Evangelho expandiu-se, a figura das sinagogas foi importantíssima. Com a aceitação gentílica, começaram a formar-se igrejas que geralmente partiam da casa de algum convertido; no entanto, estas igrejas logo cresciam. Não vemos na Bíblia nenhum modelo de células de 12 discípulos. Veja o exemplo da igreja em Corinto, será possuía apenas 12 membros?
O movimento segue as tendências contemporâneas de interpretação, mais especificamente a subjetividade e relatividade na interpretação e aplicação dos textos bíblicos. De fato, tanto o Modelo como o Encontro parecem bíblicos, se considerarmos o volume de citações e alusões a textos bíblicos neles contidos. Naturalmente, os participantes e proponentes do modelo também afirmam que a sua base teológica é a inerrância das Escrituras, que são aceitas como regra de fé e prática. A diferença está em seus princípios de interpretação.

É óbvio que os proponentes afirmam crer na soberania de Deus; contudo, suas propostas são inconsistentes com as doutrinas mais elementares da Escritura, como por exemplo a onipotência de Deus. Por esse caminho, a independência divina fica prejudicada e Deus se torna dependente da vontade humana. Além da relação com Deus, um outro aspecto no qual os líderes do G-12 expressam a sua divinização é quanto aos espíritos malignos. As ações dos espíritos malignos dependem da conduta humana: “Todo pecado é uma quebra de comunhão com Deus. Cada nível de pecado libera uma quantidade de demônios, cada pecado atrai uma maldição.” Assim, meus atos têm o poder de liberar (não se sabe bem de onde) demônios que estavam presos (não se sabe por quem ou para quê).

O G-12 está longe de ser uma reforma, muito menos protestante. Esse movimento não protesta, mas se acomoda e se amalgama à filosofia da época. Surge como proposta inovadora, mas traz consigo doutrinas antigas. De fato, o G-12 e o Encontro tem prestado um tremendo desserviço à igreja evangélica no Brasil.

O modelo G12 é baseado em visões e interpretações particulares dos seus líderes.

Eis aqui um grande motivo para não aceitar o G12! A tradição, as visões dos líderes e as profecias; são colocadas em igualdade de autoridade com a Bíblia. Isto nos lembra o catolicismo romano com as suas historinhas e também as visões dos inventores de seitas como os Mórmons, Adventistas, etc… ( ITm 4.1-5)

Procuro entender como uma pessoa que aceitou Cristo a menos de 01 ano, ou até 02 ou 03 anos, e depois é consagrado a pastor pelos ministros da igreja, pode ter e passar experiência de evangelho para alguém. Jovens e adolescentes colocados como pastores neste movimento, que se abordados por alguém de mais conhecimento teológico ficam a mercê de heresias. Se apoiam naquela frase que diz “Não adianta conhecimento sem unção”. Vai totalmente contra a palavra de Deus que diz em I Pe 3:18 ” antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”A unção deve andar junto com o conhecimento como Jesus assim fez. Lc 2:52 “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.”

Conclusão:

O G-12 é originado de visões e profecias particulares como em toda seita e falsa religião.

Postado por Ricardo André


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4 Comentários

Comentários 1 - 4 de 4Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Muito boa matéria gostei muito esta de parabéns ótimo.

  2. infelizmente tenho essa duvida os setenta não deixaram jesus e ficou somente os doze com ele, sendo que eles ensinavam o evangelho tanto publicamente quanto nas casas…

  3. vejo a visão celular como uma ferramenta pra ganhar almas, cada um de nós fomos salvos pra salvar outros, e essa é a prioridade da visão celular, salvar e cuidar dos novos convertidos ensinado a tbm levar a salvação pelo sangue de jesus cristo a outros.

  4. A “fórmula” de Castellanos para a célula/grupo familiar/pequeno grupo/discipulado/etc é problema dele. Se ele prega que é a única forma da igreja verdadeira…
    Generalizar a estratégia é como generalizar todas as igrejas evangélicas (já que uma saiu da outra, por exemplo).

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