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Matrix

por Artigo compilado - dom set 16, 1:15 pm

O budismo virtual de Hollywood 

Neo, Trinity, Oráculo, Morpheus, agente Smith e os Gêmeos. Esses personagens parecem ter saltado do universo fictício da superprodução do filme Matrix para a nossa realidade. Eles estão em toda parte. Ocupam as principais manchetes. Encontram-se estampados em camisetas, bonés, outdoors, adesivos. Estão na Internet e em diversos games. Conquistaram espaço na cenografia da vida pós-moderna. A onda atual da indústria cinematográfica se transformou na própria cultura comandada por algo chamado inteligência artificial que dita moda, valores e padrão de vida e está consumindo e rendendo milhões de dólares ao capital hollywoodiano. A adesão a essa grande produção cinematográfica é impressionante.

A trilogia[i] Matrix dos irmãos Larry e Andy Wachowski, iniciada em 1999, mistura inteligência artificial, filosofia, ciência futurista, artes marciais e zen-budismo. O primeiro filme da série ganhou quatro Oscars e foi o primeiro DVD a vender um milhão de cópias. Rendeu à Warner a arrecadação recorde de 458 milhões de dólares (a maior arrecadação da Warner até aqui). Calcula-se que os outros dois filmes da seqüência (Reloaded e Revolutions) tenham consumido um orçamento de trezentos milhões de dólares, cem milhões só em efeitos especiais. O segundo filme ainda em cartaz nos cinemas, já foi assistido por mais de quatro milhões de pessoas no mundo inteiro. Só no Brasil já são quase um milhão de telespectadores.

Simultaneamente, também foram lançados o desenho animado japonês Animatrix (em DVD e VHS), com nove episódios, e o game Enter the Matrix, que requer no mínimo 26 horas de jogo para se chegar ao final. Trata-se de uma espécie de interatividade progressiva que conta com sons e imagens tirados diretamente do set[ii] de filmagem.

O que é Matrix?

A exemplo de outros grandes clássicos da ficção científica, como: 2001 — Uma odisséia no espaço[iii], Guerra nas estrelas[iv] , Blade Runner — O caçador de andróides[v], Exterminador do futuro[vi] , Vingador do futuro[vii] e Senhor dos Anéis[viii], a trilogia Matrix também abre diversas discussões filosóficas e religiosas. O filme trata de um futuro em que as máquinas se tornaram auto-suficientes e venceram os homens numa grande batalha mundial. Exceto um grupo de pessoas que escaparam e vivem miseravelmente numa cidade subterrânea, a humanidade toda é mantida cativa em uma espécie de “prisão mental” que simula a realidade, denominada Matrix.

O filme começa a se desenrolar de fato quando o hacker[ix] Neo (personagem do ator Keanu Reeves), ajudado por Morpheus (papel interpretado pelo ator Laurence Fischburne), líder da rebelião que luta contra o domínio das máquinas, descobre que está vivendo num mundo de sonho, numa realidade virtual (ou seja, num software). De posse da verdade de que tudo não passa de uma ilusão, ele começa a lutar para escapar do “sistema”.

Para Morpheus, Neo é uma espécie de Bodhisattva (Buda — o iluminado), um messias que se desperta para salvar a humanidade.

Com uma técnica avançadíssima de captura de imagem que transporta cenas do mundo real ao ambiente virtual, colocando-a à disposição das instruções dos diretores, e com doses pesadas de efeitos especiais e alta tecnologia digital (Cerca de 95% das cenas do segundo filme Matrix Reloaded são digitalizadas), Matrix vem sendo considerado a grande inovação em termos de cinema da atualidade.


A era da cibercultura preocupa

Outro aspecto relevante ao analisarmos este assunto é o modo como a interatividade[x] avançou velozmente nestes últimos anos com a chegada da cibercultura[xi]. A produção de Matrix dos irmãos Larry e Andy Wachowski investiu pesado nestes recursos para dar o máximo de realismo às cenas virtuais. Pierre Lévy, especialista em cibercultura, mostra que o curso desta interatividade visa a nossa imersão total, por meio dos cinco sentidos, em “mundos” virtuais cada vez mais realistas, também conhecidos como “universos paralelos”. Por esse processo, o telespectador é convidado a passar para o outro lado da tela e a interagir de forma sensório-motora com seus ídolos atores, provocando uma espécie de osmose, fenômeno físico/químico produzido quando o solvente de uma solução consegue passar para uma membrana impermeável.

A psicóloga clínica Marlene Mayhew constatou sobre essa cultura cibernética que só nos Estados Unidos já são onze milhões de adolescentes on-line vivendo boa parte do seu dia num cenário virtual como salas de bate-papo, jogos etc. Trata-se de um ambiente que a grande maioria das pessoas de uma geração anterior desconhece. A psicóloga pergunta: “Não é sintomático que o computador seja instalado justamente em seus quartos?”. O resultado disso são crianças cada vez mais alienadas do mundo real, com sérios problemas de relacionamentos.

De fato, após quase duas horas sentado em frente à tela, o telespectador mistura sua realidade com a de Matrix, e questiona se a sua vida não é realmente um jogo, se não está sendo ingenuamente controlado por alguma “mente” superior. É exatamente neste ponto que é semeada a mensagem budista do samsara, que ensina que nada é real e que tudo que vivemos não passa de um sonho projetado pela nossa mente dominado por nossos desejos naturais. Assim, Matrix, pode ser visto como uma espécie de novo porta-voz do budismo digitalizado de Hollywood, por meio do qual a maioria dos seus astros professa filosofias orientais.


Síntese histórica e a ação missionária budista

A origem do budismo é descrita por diversas tradições e lendas. De acordo com o livro O Sentido da Vida, Dalai Lama[xii], Sidarta Gautama, o Buda, “nasceu, ao que parece, numa família real indiana por volta de 560 a.C., em Kapilavastu, na parte noroeste da Índia, no atual Nepal. Seu pai era o rajá (governador) de um pequeno principado. Abandonou a vida principesca e partiu em retiro em 524 a.C., tornando-se iluminado, segundo se crê, em 518 a.C. Morreu em 483 a.C.”. A tradição budista admite que, além de Sidarta Gautama, outros Budas tenham vivido sem se darem a conhecer. Todo aquele que busca a iluminação e depois de consegui-la dedica-se em salvar o próximo torna-se Bodhisattva (Buda).

As duas ramificações principais do budismo são: Therevada e Mahayana. A primeira escola, mais restrita à Índia, afirma que a iluminação está disponível a alguns dedicados discípulos. A segunda escola, que se tornou popular em todo o mundo (especialmente na China e no Japão), é mais liberal e, por isso, mais atrativa para as outras culturas. Ela franqueia a salvação a todos aqueles que se aproximam.

Sidarta Gautama não deixou nenhum registro escrito de seus ensinos. Eles foram transmitidos por tradição oral. Somente no século 1 a.C., na Ilha do Ceilão, é que foram redigidas as primeiras escrituras budistas. Atualmente, o budismo possui três grupos de livros sagrados principais: o Tripitaka, organizados em três cestos: a autodisciplina; o sermão de Buda e doutrinas. Para os budistas, Jesus foi um Mestre budista vindo do Tibete e da Índia, um iluminado, a mesma versão divulgada pela Nova Era[xiii].

Ora, se consideram Jesus um iluminado, por que não aceitam e seguem a sua doutrina?

Mas não. Ensinam e apregoam seus próprios ensinos sob a ótica budista que chamam de “os oito nobres caminhos”: crença correta, sentimentos corretos, fala correta, conduta correta, modo de vida correto, esforço correto, memória correta, meditação correta e concentração correta.

Hoje, o budismo vive sua terceira onda de crescimento. Em todo o mundo há tantos budistas quanto protestantes, algo em torno de quinhentos milhões de pessoas. Isso sem considerar suas variações e seitas surgidas a partir dos conceitos de Buda, tais como: Nova Era, Jodo, Jodo Shin, Nichiren, Shingon, Tendai, Zen, entre outras.

Só no Brasil são mais de trezentos mil budistas, quase 3% da população, superando o judaísmo e o islamismo, entre outras novas religiões orientais. Em Três Coroas (RS) foi construído o maior monastério budista da América Latina. Não é por menos que o maior missionário do budismo moderno, Dalai Lama, com seu livro A arte da felicidade, figura nas listas dos dez mais vendidos, há três anos, mais ou menos. Dalai Lama já visitou o Brasil duas vezes e reuniu, em suas palestras, mais de quinhentas mil pessoas.


A conspiração silenciosa

Como visto, nosso propósito aqui não é discutir o cinema como entretenimento, se o cristão deve ou não freqüentá-lo, se deve ou não assistir a um filme. O que nos preocupa é o seguinte: muitas produções cinematográficas trazem doutrinas heréticas e ocultistas, disseminado-as silenciosamente, como, por exemplo, a série Harry Potter, abordada em duas edições de Defesa da Fé. Infelizmente, muitos cristãos ainda não possuem discernimento bíblico para agir conforme recomenda a Palavra de Deus: “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”(Hb 5.14; grifo do autor).

O renomado apologista cristão Norman Geisler comenta que a conhecida série Guerra nas estrelas está impregnada de uma latente e perniciosa visão cósmica, gnóstica e oriental. Na biografia de George Lucas, produtor da obra, consta que o seu conceito sobre a “Força” foi fortemente influenciado pela obra Tales of Power, de Carlos Castaneda, e pelo índio e adivinho mexicano Don Juan, que usa este conceito “força da vida”.

Um exemplo claro de como cinema e religião eventualmente se unem, e que idéias lançadas por certos filmes podem formar grupos heréticos, é o caso da “Religião da Força” ou “Religião de Jedi”, como se autodenominam os adeptos da seita que se organizou na Austrália a partir da febre Star Wars. Segundo um censo do governo, 0,37% da população do país (ou seja, setenta mil pessoas) declarou que segue os “cavaleiros de Jedi”.

Já com Matrix, os irmãos Wachowski disseram, em recente entrevista, ser simpatizantes do budismo e quiseram colocar elementos da doutrina na trilogia. Apesar de explorarem símbolos e nomenclaturas cristãs: Trinity (Trindade), Neo (Messias), Zion (Sião), Apoc (Apocalipse), Nabucodonosor (nave pilotada pelos rebeldes) e mitologia grega: Morpheus (deus grego do sonho), os produtores usaram especialmente o budismo como pano de fundo para a concepção desse projeto.

As artes marciais chinesas, coreanas e japonesas, bastante exploradas na trilogia, têm forte influência do zen-budismo — inclusive a primeira delas teve como fundador o mesmo homem que fundou o zen-budismo na China, Bodhidharma. Não surpreende, então, que as respectivas práticas partam do mesmo princípio de integração corpo-mente. É exatamente isso que propõe o filme: a única coisa que coexiste entre o real e o virtual é a mente. Os diálogos apresentam conceitos semelhantes aos encontrados na biografia de Hui-Neng (Enô), o Sexto Patriarca Zen da China (638-713). Exemplo: Neo (no primeiro filme) encontra uma criança com trajes de monge budista que entorta uma colher com a mente. “Não é a colher que entorta”, diz a criança, “mas você”.

Esta colocação assemelha-se àquela feita por Hui-Neng a um monge budista: “Não é o vento que move a bandeira, é a mente de vocês”. Há, ainda, trechos semelhantes à biografia do próprio Siddharta Gautama, o Buda. Nela, Shunryu Suzuki ensina que na Mente Zen há diferença entre conhecer e trilhar o caminho, e que nossa vida e nossa mente são a mesma coisa. Esta crença está alicerçada no panteísmo, que ensina que Deus se acha difundido em todas as coisas e que somos parte dele. Já o cristianismo define esta relação apontando para a distinção existente entre o Criador e a criatura. Ora, assim como um pintor não é a pintura, e não morre se ela for destruída, Deus também está além da obra da criação.


A doutrina do samsara

O samsara consiste no círculo de nascimento, sofrimento, morte e renascimentos sucessivos (reencarnações) com o fim de desenvolver a compreensão plena (do eu e do mundo) denominada iluminação ou despertar de Buda até atingir o nirvana. O caminho para a transcendência é, por fim, alcançado com a busca pessoal pela iluminação. No caso de Matrix (o filme), o personagem Neo persegue esse caminho.

A idéia budista do samsara baseia-se em duas crenças antibíblicas principais: o carma e a reencarnação. No filme, a idéia de carma e reencarnação é expressa pelo Oráculo, que diz a Neo que ele talvez descobrisse seu dom na “próxima vida”. A Bíblia ensina a ressurreição, e não a reencarnação, descartando a idéia do carma. Analisemos os seguintes pontos:

1. Segundo a Bíblia, o tempo da vida terrena é suficiente para que nos responsabilizemos por nossas ações (Ec 9.4; Sl 90; Hb 4.7; Lc 23.42-43). Por que o ladrão da cruz não precisou reencarnar para evoluir-se e ser salvo? Pense: Se houvesse reencarnação, para que existiria a necessidade do perdão? O perdão tira a condenação do pecado (1Jo 1.7,9; Rm 8.1; Lc 23.39-44). Por que deveríamos pagar com o sofrimento num mundo ilusório aquilo que já foi perdoado? (Mq 7.18-20, Hb 10.1). Se Deus, quando nos arrependemos, se esquece dos nossos pecados do passado, no mínimo seria tolice pagar por eles em reencarnações sucessivas (Is 43.25).

2. Ao homem está ordenado morrer apenas uma vez, vindo depois disto o juízo, e só há dois lugares após a morte (Hb 9.27, Lc 16.19- 31; Jo 3.17, 18). Quem partiu não retorna à vida (Ec 9.4-5; 2Sm 12.22-23). Qual é o sentido da reencarnação se o “eu” responsável pelas ações da vida anterior foi apagado com a morte? Como o carma pode ser verdade se a pessoa não se lembra dos erros da suposta vida passada? Isso comprova a impossibilidade do próprio samsara ser um meio de pagar pelos erros. Segundo a Bíblia, Jesus é o único que pode nos libertar do pecado (Jo 8.24, 34-36). Acaso a dor que sentimos, as doenças, os atropelamentos, o câncer, a AIDS, são pura ilusão? Não seria um absurdo sustentar tal crença budista e pagar por uma coisa sem ao menos saber do que se trata ou apenas por uma projeção da realidade? (Ec 11.9; At 10.42).

A Bíblia só fala em ressurreição (1Cor 15; Jo 11.25-26). Jesus ressuscitou em corpo glorificado (Lc 24.37-39). Analise a incoerência do budismo: ensina que na reencarnação a pessoa perde a identidade da vida anterior. É como se a vida passada simplesmente se desintegrasse no tempo pela necessidade de assumir novas personalidades. A pessoa, portanto, é engolida pelo cosmo e acaba virando nada (nirvana). Isso não faz sentido! Que propósito teria a vida, então? Ao contrário, Deus nos ama e leva em conta a nossa identidade. Você é um ser único. Na ressurreição, a nossa identidade será mantida, ou para a vida eterna ou para a perdição eterna (Dn 12.2-3).
Outro aspecto do conceito budista expresso no filme (que tenta passar a idéia de que a nossa vida é uma grande ilusão montada pelos nossos próprios desejos) afirma o seguinte: você, eu e o universo formamos um todo indivisível (isso é monismo — Deus é tudo e tudo é Um). Ver a nós mesmos como uma parte separada do resto é a fonte da ilusão do “eu”, e a mesma ilusão ocorre em relação ao mundo em redor.

Para o budismo, aquilo que percebemos do mundo é apenas uma fração dele. Nossa mente e nossos sentidos condicionam e limitam nosso entendimento e nossa relação com o mundo. Cypher, personagem do primeiro filme Matrix, diz, ao comer um bife: Eu sei que este bife não existe. A ignorância é uma bênção. Sejamos coerentes! Na verdade, se o mundo é realmente ilusório, como poderíamos distinguir entre fantasia e realidade, pelo menos conceitualmente? Lao Tse expressa bem esta pergunta: “Se quando estava dormindo eu era um homem sonhando que era uma borboleta, como sei que quando estou acordado não sou uma borboleta sonhando?”.

Podemos também concluir que o budismo é autodestrutivo. Vejamos. Segundo um dos aspectos do que significa samsara, tudo o que vivemos não é real. Então, tudo o que o budismo prega (sua história, seus personagens, inclusive o samsara) também não é real. Os budistas, ao que parece, estão caindo no mesmo erro do ceticismo, teoria filosófica contraditória que declara que: “Não se pode ter certeza de nada absolutamente!”. Ora, então como podem ter certeza de que a filosofia que pregam é certa? O mesmo dilema vivido pelo cético, de ser condenado por sua própria alegação, poderia, neste caso, ser aplicado aos budistas.

Quão diferentemente vive e crê o cristão! Basta apenas lembrarmos do grande apóstolo Paulo, quando disse: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”(At 17.31; grifo do autor).


O nirvana, a salvação e a Bíblia

Somente atingindo o nirvana (céu budista), o homem fica livre do samsara. O nirvana é a extinção do ser, uma auto-extinção, quando toda idéia de personalidade individual cessa. Imagine: assim como o caldo de galinha se dissolve na sopa, assim também o ser humano, no final, será diluído como tempero cósmico no nada (o nirvana). “A salvação final, na concepção budista, está relacionada à individualidade da pessoa, e não da própria pessoa, como acreditam os cristãos”, diz Norman Geisler. Esse conceito é uma grande desesperança quando comparado com a fé cristã (Ef 1.4-5).

Há três estágios no filme Matrix que reforçam a idéia do ciclo existencial até o nirvana. O primeiro é a vida de Neo como Thomas Anderson. O segundo é o despertar de Neo para a vida real no casulo de Matrix. E o último é a “morte” de Neo nos dois mundos e seu ressurgimento como alguém capaz de reprogramar Matrix.

Um ponto muito enfatizado no zen-budismo é que a experiência pessoal é o único jeito de atingir a iluminação, enfocado no filme por Morpheus, quando ele diz a Neo: Você tem de ver por si mesmo. Eu não disse que seria fácil, Neo. Esta observação está ligada a Shnryu Suzuki (1905-1971). O aspecto fundamental do caminho para o nirvana é a eliminação de todo pensamento dualista. E a raiz de tal pensamento é a lógica. Nesse caso, é necessário quebrar as cadeias da lógica e abordar a vida a partir de um novo ponto de vista.

Para o cristão, o seu futuro não é uma condição de união ou absorção final por alguma essência impessoal, mas uma continuidade pessoal e consciente no céu com Cristo: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Devemos sempre nos lembrar de uma coisa: assim como céu, o inferno também é real! (2Pe 2.4, 9; Ap 20.10, 15).

Conclusivamente, o zen-budismo é a ramificação do budismo difundida na trilogia de Matrix. Nela, a prática do zen-budismo tem o propósito de alcançar o mesmo nirvana. Segundo Norman Geisler, o zen-budismo é a forma mais influente do budismo difundida atualmente. Suas origens são encontradas em Tão-Sheng (360-434 d.C.), um budista mahayana, e em Bodidarma (m. 534 d.C.). Tão-Sheng migrou da China para o Japão, onde sua forma de budismo foi mesclada com o taoísmo, que enfatiza a união com a natureza (panteísmo). Essa mistura eclética é conhecida por zen (meditação).

No zen-budismo, Deus é homem e o homem é Deus (panteísmo). Além de o homem ser Deus, tudo é Deus e Deus é tudo. Tudo e todos são Um (monismo). Budas (pessoas iluminadas) e seres sensitivos (aqueles que ainda são sensitivos) surgem da mente única, e não há outra realidade além desta mente. O que existe de fato é a Mente, o resto é ilusão. Em seu livro O sentido da vida, Dalai Lama defende a crença de que cada um de nós esteve ou está no estado de existência cíclica cármica. Essa idéia fica clara no filme por meio de uma rede de computadores que liga as percepções das pessoas, aprisionando-as.


A crença em Deus como energia

Por terem heranças panteístas do hinduísmo, os budistas refutam a idéia de um Deus pessoal. Deus é apenas uma energia. Para C. S. Lewis, “trata-se de um credo não tanto falso como desesperadamente atrasado no tempo. Antes da criação teria sido verdade dizer que tudo era Deus. Mas Deus criou: Ele fez as coisas serem outras além dele mesmo a fim de que, sendo distintas, elas pudessem aprender a amá-lo”. “Deus é a fonte de toda a faculdade de raciocinar: não poderíamos estar certos e ele errado, assim como a corrente da água não pode estar acima da nascente; é como cortar o galho onde estamos sentados” (Sl 113.5-6; Is 40.12-31).

A Bíblia enfatiza que Deus é antes de todas as coisas, “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17; Sl 90.2), e que todas as coisas foram criadas por ele (Gn 1.1; Is 42.5). O termo criar designa que “há um abismo intransponível entre o criador e a criatura, e que um estará sempre oposto ao outro numa relação que jamais será alterada. Não existe senso maior de distância do que o que há entre as palavras Criador e criatura” (Jo 3.16; Rm 8.15; 1Jo 3.1; Jo 1.12; 1Jo 4; Rm 5.8; Gn 1.26,27; Ef 1.4; 2Tm 1.9; Jo 4.24).


Budismo ou cristianismo?

Sidarta Gautama, o Buda, foi uma pessoa inconstante. Confuso, deixou a esposa e os filhos e tornou-se um mendigo. Após desiludir-se com o hinduísmo, Gautama foi iluminado debaixo de um pepinal, enquanto meditava. Segundo alguns biógrafos, sua primeira tentativa de ensinar foi um fracasso total. O próprio Dalai Lama diz que Buda “esteve no estado de existência cíclica” devido ao carma. Como alguém assim pode guiar outras pessoas? (Mt 15.14).

Quando uma pessoa busca uma religião, na verdade ela está querendo preencher o vazio que existe em seu coração. Está buscando uma direção para sua vida. Essencialmente, ela quer segurança e felicidade. A busca da felicidade é vista pelos estudiosos como a maior aspiração humana. O próprio Dalai Lama, em seu livro A arte da felicidade, concorda com isso. O que pressupõe que a religião na qual ele se refugiou tenha lhe oferecido tudo isso.

Vejamos então numa simples comparação doutrinária e teológica entre o cristianismo e o budismo em qual dessas duas religiões tais necessidades podem ser alcançadas:


BUDISMO X CRISTIANISMO

Buda era filho de um rei humano
Jesus é o unigênito Filho de Deus (Mc 1.1)

Buda precisou ser iluminado
Jesus é a Luz do mundo (Jo 8.12)

Buda desencarnou para tornar-se um deus
Jesus é o Deus verdadeiro (1Jo 5.20)

Buda buscou a verdade
Jesus é a verdade (Jo 14.6)

Buda viveu
Jesus é a Vida (Jo 1.4)

Buda indicou o caminho
Jesus é o Caminho (Jo 14.6)

Buda cometeu erros
Jesus nunca pecou (1Pe 1.19)

Buda está morto
Jesus ressuscitou e é eterno (1Co 15.1-8; Hb 7.24)

O homem está só no universo
Deus chama os homens de filhos (Rm 8.15)

O destino final do homem deve ser o nada
O destino final do homem deve ser o céu (Jo 6.39)

Reencarnar para pagar pelos erros
Arrependimento e perdão para ser salvo (2Pe 3.9)

O corpo é um mal, um empecilho
Corpo como templo da glória de Deus (1Co 6.20)


Conclusão:

o budista deve tornar-se um cristão!

Alerta! Estamos diante de uma sabotagem

Como dito anteriormente, o nosso propósito aqui não é condenar as grandes produções cinematográficas. Antes, apontar o que Deus pensa de certos conceitos que os autores, conscientes ou inconscientemente, têm introduzido na cultura mundial. O próprio J. R. R. Tolkien, de O senhor dos anéis, confirma que “o autor não consegue evitar que a obra seja afetada por sua própria experiência”. Além disso, é preciso alertar que, na pós-modernidade, os veículos culturais (TV, Internet, cinema), de acordo com Israel Belo de Azevedo, configuram a própria cultura que precisa ser confrontada com a Bíblia (Tg 4.4; 1Jo 2.15; Rm 12.1-2).

Para J. R. Stott, “somos diferentes de tudo no mundo que não é cristão e esta contracultura cristã é a vida do reino de Deus”. H. R. Niebuhr defende que a Bíblia apresenta Cristo como o transformador da cultura. A questão aqui é o budismo, misturado ao gnosticismo, disseminado pela cultura cinematográfica. Entendemos biblicamente que toda a cultura de um povo é em parte boa e em parte má. É assim porque a “queda” manchou toda a humanidade (Rm 3.23). Por isso devemos sempre julgar todas as atitudes humanas e prová-las pelas Escrituras. Somente pela atuação poderosa do Espírito Santo o homem pode ser redimido e transformado para a glória de Deus.

Na verdade, a falta de absolutos da cultura pós-moderna transformou-a em solo fértil para a proliferação daninha, informatizada e virtualizada de correntes filosóficas orientais e culturais claramente heréticas, o que tem cooperado, e muito, para o avanço da apostasia, sobretudo por causa do pluralismo. A história fictícia de Frankenstein ilustra bem o pluralismo. Criado com pedaços de diferentes corpos, o pluralismo ensina que a verdade é composta por vários “corpos doutrinários”.

É bom lembrar, porém, que, na história de Frankenstein, a criatura se volta contra seu criador. Esta visão pluralista propaga que, além do cristianismo, o budismo, entre outras religiões, tem a verdade. Ou seja, são apenas caminhos diferentes que levam ao mesmo fim. Ora, quem caminhar para o sul jamais chegará ao norte. Se o céu fica em cima, o inferno está embaixo (Pv 15.24).
O caminho do céu é para cima. E somente Jesus pode nos conduzir até lá (Jo 3.13; 14.6).

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O significado dos termos e nomes usados em Matrix

Arquiteto: Quando Buda atingiu a iluminação e se libertou das ilusões do samsara, consta que ele teria exclamado: “Apanhei-te, Arquiteto. Nunca mais tornarás a construir”. De acordo com a filosofia budista, ele estava se referindo ao ego, criador da pseudo-realidade em que vivemos mergulhados. Os maçons, por outro lado, referem-se a Deus como o Grande Arquiteto do Universo. Quando você sobrepõe as duas referências, tem como resultado uma figura com atributos divinos que cria um mundo ilusório. Exatamente como demiurgo (Deus grego que cria o Universo, organizando a matéria preexistente) no gnosticismo ou o Arquiteto em The Matrix Reloaded.

Chaveiro: Na simbologia esotérica, as chaves representam a iniciação e, conseqüentemente, a habilidade que o iniciado possui para abrir e se deslocar por entre diferentes níveis da realidade. É por esse motivo que figuras como o São Pedro cristão ou o Janus da mitologia romana são representados como portadores da chave. É essencialmente esse o papel que o Chaveiro representa no filme, já que é graças às suas chaves que Neo ganha acesso ao coração da Matrix, onde encontra o Arquiteto. Curiosamente, entre os ciganos, acredita-se que sonhar com um molho de chaves, como o que o Chaveiro carrega, é sinal de que várias oportunidades surgirão para o sonhador, que deve escolher com cuidado, da mesma forma que Neo, a porta que conduz ao centro da Matrix e a presença do Arquiteto.

Gêmeos: Todas as mitologias possuem lendas a respeito dos gêmeos, que podem ser divinos ou demoníacos. Muitas vezes, um dos gêmeos é benévolo e o outro, maligno, ou um deles é mortal e o outro, imortal, como Castor e Pólux, na mitologia grega. A grande maioria dos povos indígenas, nas três américas, considera os gêmeos divinos como os criadores do mundo. Em Matrix Reloaded, eles são apresentados sob um aspecto claramente negativo, mas (por serem auxiliares de Merovíngio, cujo simbolismo é bem mais ambíguo), podem ocultar algumas surpresas.

Gnosis: Nas palavras de Frances Flannery Dailey, professora de história da religião do Hendrix College, nos Estados Unidos, o gnosticismo é “a corrente cristã que mais se assemelha à Matrix. Eles acreditavam que nós iríamos acordar do mundo material e perceber que esta não era a realidade verdadeira”. Apesar do que diz a profª Dailey, o gnosticismo não é propriamente uma corrente cristã, mas um grupo de seitas contemporâneas do cristianismo, muitas das quais não faziam qualquer referência a Cristo. O que essas seitas tinham em comum era a crença de que o mundo material era um sistema ilusório criado por um falso deus, o demiurgo, cujo papel era análogo ao do Arquiteto. De acordo com a profª Dailey, os irmãos Wachowski não tinham a intenção de fazer uma alusão direta ao gnosticismo. A semelhança teria surgido de modo não-intencional, quando os autores, como os gnósticos, sobrepuseram idéias cristãs, judaicas, pagãs e budistas. A existência de uma nave chamada Gnosis em The Matrix Reloaded prova que ela está equivocada — a referência ao gnosticismo é deliberada e plenamente consciente.

Haman, conselheiro: Apesar de o personagem ser apresentado sob uma luz simpática e benevolente — quase uma encarnação do Velho Sábio, cujo papel no primeiro filme cabia a Morpheus. Na Bíblia, Haman é o grande vilão do Livro de Ester. Grão-vizir do rei persa Xerxes, Haman odiava os judeus (Zion é uma referência a Sião) e tramava secretamente para exterminá-los. O plano foi descoberto por Ester, que o denunciou ao rei. Haman foi enforcado e o tio de Ester, Mordecai, nomeado grão-vizir em seu lugar. Trata-se, portanto, de um traidor.

Icarus: Um dos hovercrafts que, como o Nabucodonosor de Morpheus, percorre os túneis subterrâneos à procura de pontos de onde pudesse transmitir um sinal pirata para dentro da Matrix. Na mitologia grega, Ícaro era filho de Dédalo, o artesão que construiu o labirinto de Creta por ordem do rei Minos, a fim de encerrar o Minotauro, monstro com corpo de homem e cabeça de touro que devorava os prisioneiros do rei. O próprio Dédalo acabou aprisionado no labirinto com o filho. A única maneira de escapar do labirinto era pelo alto, uma vez que seria impossível encontrar a saída por entre tantos corredores. Assim, Dédalo confeccionou para si e para Ícaro asas coladas com cera de abelha, com as quais conseguiram fugir. Mas, embriagado pela sensação do vôo, Ícaro se elevou até perto do sol, que derreteu a cera das asas, fazendo que ele se despedaçasse de encontro ao solo. Para os gregos, Ícaro, assim como Níobe, eram símbolos do pior pecado que um ser humano poderia cometer — a hybris, a tentação de se igualar aos deuses.

Logos: Palavra grega que significa “espírito”, “razão” ou “linguagem”. Na Bíblia, o Logos aparece no evangelho de João, onde é traduzido como “Verbo”: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Os gnósticos interpretavam o Logos como uma denominação do verdadeiro Deus, que estaria por cima do demiurgo, isto é, como a verdadeira realidade que existiria além do falso mundo criado por este. Durante uma visão, o líder gnóstico Valentino viu o Logos sob a forma de um menino não muito diferente do órfão que fala a Neo sobre a colher em The Matrix.

Merovíngio: Uma das citações mais obscuras no filme, uma vez que só deve ser conhecida pelos fanáticos por teorias conspiratórias. De acordo com a teoria apresentada por Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln, quando a lenda diz que José de Arimatéia fugiu de Jerusalém com o Santo Graal ela está querendo afirmar que ele levou consigo um segredo que hoje seria capaz de mudar a história do mundo: que Jesus teria se casado com Maria Madalena, com a qual teve um filho, do qual descenderia a dinastia francesa dos merovíngios. Esse segredo teria sido transmitido aos cátaros, uma seita herética que existiu na França Medieval e que foi exterminada durante a Cruzada Albigense. Para Baigent e seus colegas, o motivo para o massacre dos cátaros teria sido o terrível segredo de que eles eram portadores. Mas, na verdade, os cátaros eram uma ordem gnóstica e foram perseguidos porque suas crenças contrariavam o dogma católico. De qualquer forma, encontramos aqui o eco de vários elementos do filme: o tema do Escolhido (no caso, o herdeiro merovíngio), o massacre de um grupo minoritário e a existência de um terrível segredo. Além disso, como todas as seitas de inspiração gnóstica, os cátaros acreditavam que o mundo material era falso, tinha sido criado por uma divindade demoníaca e a verdadeira realidade seria o mundo do espírito.

Mifune: O nome do capitão que recepciona Morpheus em sua volta a Zion é uma referência ao astro nipônico Toshiro Mifune (1920-1997), um dos atores preferidos de Akira Kurosawa. De sua extensa filmografia, a obra que parece justificar a citação dos irmãos Wachowski é Os sete samurais, de Kurosawa, sobre uma aldeia que, cansada de sofrer a opressão dos poderosos, contrata sete samurais para combatê-los.

Niobe: Como no caso do Conselheiro Haman, a discrepância entre o nome da personagem e o papel que ela desempenha no filme talvez esconda uma pista sobre o verdadeiro significado da história. Na mitologia grega, Níobe era casada com Anfião, filho de Zeus, com quem teve muitos filhos e filhas. Certo dia, num ato de orgulho impensado, proclamou-se superior à deusa Leto, que tivera apenas um casal. Acontece que esse casal era Apolo e Ártemis que, revoltados com a ofensa feita à mãe, mataram os filhos de Níobe a flechadas. Comovidos com o desespero da mãe, os deuses a transformaram em uma rocha, de onde brotava uma nascente formada por suas lágrimas. Níobe, assim como Ícaro, era uma das muitas personificações da hybris. É possível que os irmãos Wachowski pretendam uma releitura irônica desse conceito, fazendo da hybris não o pior pecado, mas a maior virtude do ser humano, que o torna superior aos deuses (= máquinas).

Osíris: O nome da nave cujo último vôo serviu para alertar os habitantes de Zion da iminente invasão das máquinas foi emprestado de uma das principais divindades do panteão egípcio. Marido de Ísis e pai de Hórus, foi Osíris quem ensinou as artes da civilização aos primeiros egípcios. Foi assassinado por seu perverso irmão Seth, que desmembrou seu corpo e espalhou os pedaços por toda a terra, obrigando Ísis a percorrer o mundo inteiro para reunir os membros de seu marido morto. Depois que seu corpo foi reconstituído, Osíris ressuscitou e passou a reinar sobre o Amenti, o paraíso egípcio situado no além-túmulo. A peregrinação de Ísis em busca de Osíris inspirou a criação dos Mistérios de Ísis, uma religião iniciática na qual as etapas da jornada da deusa simbolizavam as diferentes fases do processo de iniciação. Os Mistérios de Ísis foram um dos antecessores que influenciaram o gnosticismo. Os gnósticos reinterpretaram o mito de Osíris como um símbolo da queda da divindade primordial no mundo ilusório da matéria e de sua posterior libertação.

Persephone: Assim como os Mistérios de Ísis, os Mistérios de Elêusis, na Grécia antiga, também exerceu enorme influência no surgimento do gnosticismo. Dedicados à deusa grega Deméter, os rituais de Elêusis rememoravam a peregrinação dessa divindade pelo mundo em busca da filha Perséfone, seqüestrada por Hades, o Senhor dos Infernos, que a levou para o mundo subterrâneo e tomou-a por esposa. Foi da filha de Deméter que a mulher do Merovíngio emprestou seu nome, o que faz do próprio Merovíngio um equivalente do Hades grego. O mundo subterrâneo onde se localizava o Hades, por sua vez, remete ao mundo subterrâneo onde se localiza Zion, em Matrix.

Seraph: Embora o guardião do Oráculo tenha a aparência de um oriental, seu nome é hebraico e significa “ardente, flamejante”. É a raiz de serafim que, na teologia, é uma das ordens na hierarquia dos anjos. Na Bíblia, os serafins são descritos no livro de Isaías como criaturas dotadas de seis asas e que se postam diante do trono de Deus, igualmente como os guardiões.

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Revista Veja 14 de maio de 2003.

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Notas

[i] Conjunto de três obras ligadas entre si por um tema comum

[ii] Ambiente criado para gravação dos filmes

[iii] 2001 – A Space Odyssey, de Stanley Kubrick, 1968

[iv] Star Wars, de George Lucas, 1977

[v] Blade Runner, de Ridley Scott, 1982

[vi] Terminator 1, de James Cameron, 1984

[vii] Total Recall, de Paul Verhoeven, 1990

[viii] The Lord of the Rings, de J.R.R.Tolkien, 2001

[ix] Profissional altamente especializado em computação

[x] Capacidade de sistema de comunicação ou de computação de interagir com pessoas

[xi] Fenômeno surgido com a era digital, constituída por entidades e ações puramente virtuais, em que seres humanos, máquinas e programas computacionais interagem

[xii] Editora Martins Fontes,

[xiii] V. matéria “Jesus dos doze aos trinta anos”, Defesa da Fé, ed. 56, maio/2003

Por Edno Luiz de Melo

Fonte : Defesa da Fé


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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