CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS - CACP
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Meditação Transcendental
Por Natanael Rinaldi
A segunda vinda de Cristo é aguardada com
ansiedade pelos cristãos. Em seu sermão profético, em Mateus 24, Jesus fez
várias advertências para os últimos dias. Disse Ele: “Acautelai-vos, que
ninguém vos engane; porque muitos virão no meu nome, dizendo: Eu sou o
Cristo; e enganarão a muitos” (v. 4,5). Paralelamente à expectativa desse
acontecimento, que é chamado de a “bem-aventurada esperança” (Tt 2.13), o
cristão deve manter-se vigilante, para que não aceite um falso cristo no
lugar do verdadeiro Cristo, chamado na Bíblia de o “Príncipe da Paz”.
Em Apocalipse 19.11 em diante, lemos sobre a
majestade do Cristo verdadeiro em sua segunda vinda: “E vi o céu aberto, e
eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e
Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de
fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que
ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de
sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”. Em seguida, trava-se a batalha do Armagedom (v. 17-21), e Cristo sai vitorioso. Satanás é preso e lançado no poço do abismo (Ap 20.1-3) e, por fim, tem início o reino milenial de Jesus Cristo: “... e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.4).
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Seu plano é o seguinte:
construirá três mil “palácios da paz” em todo o mundo. Em cada palácio,
centenas de seus seguidores estarão empenhados, em tempo integral, em “vôos
iogues”, ou seja, versões avançadas de Meditação Transcendental. Os
meditadores saltarão em torno do salão, sentados em posição de lótus. Essa
prática, segundo Yogi, envia poderosas vibrações positivas que reduzem o
estresse, o crime e a violência. Com centenas de pessoas fazendo vôo iogue
em três mil lugares diferentes, a paz surgirá em todos os lugares. Em 2001, após os
ataques de 11 de setembro nos EUA, o maharishi informou que se algum
governo lhe desse US$ 1 bilhão ele acabaria com o terrorismo e criaria a paz
contratando 40 mil voadores iogues para começarem a saltar em tempo
integral. Nenhum governo quis pagar para ver, o que claramente o irritou. Embora irritado, ele
não desistiu: “Vou implantar esses grupos, que criarão coesão em todos os
países”. Por meio de títulos emitidos pelo País Global da Paz Mundial,
fundado por ele como uma nação virtual sem um território real, Yogi pôs à
venda títulos que pagarão juros de 6% a 7%. Um de seus seguidores, Sam
Katz, explicou o plano: “cada Palácio da Paz será rodeado por uma fazenda de
cultura orgânica para produzir alimentos que gerarão lucros que pagarão os
detentores dos títulos”.
Acredite se quiser, mas
o que é esse movimento conhecido como Meditação Transcendental? O
que é a meditação transcendental?
Meditação
Transcendental (MT) é uma seita de origem hinduísta. A palavra
transcendental significa “o que transcende ou ultrapassa as coisas sensíveis
para atingir o âmago do ser a fim de conseguir paz e felicidade interior”. A maior parte de suas práticas e ensinos deriva do hinduísmo. Procura despistar a opinião pública ocidental de que não se trata de uma seita, mas apenas uma técnica de exercício mental. Para isso, a MT mudou sua personalidade jurídica para Ciência da Inteligência Criativa (CIC). Essa providência não surtiu efeito, pois o Tribunal Federal de New Jersey, em 1977, ainda assim reconheceu a CIC/MT como uma seita hinduísta.
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Em 1958, Yogi levou sua
seita para a América e começou a ensinar em Los Angeles. Mais tarde, com
adesão do grupo musical conhecido como os Beatles, a seita de Yogi
experimentou grande crescimento.
O
ritual de iniciação
A pessoa é convencida a
encontrar-se a si mesma por meio do ritual de iniciação e isso se dá quando
ela recebe o seu mantra.1 Normalmente, a pessoa não entende uma palavra do
que vai repetir por várias vezes na língua sânscrita.
Na iniciação, a pessoa
se posta diante de um altar com a figura do guru Dev. Então, a cerimônia tem
início. O desenvolvimento consta de três fases. A saber: Recitação de nomes
São nomes de mestres
por meio dos quais o santo conhecimento dos mantras da MT tem passado. Todos
os nomes são considerados como deuses e dignos de adoração. Reverentemente,
são denominados de: “Redentor”, “Emancipador do mundo”, “Supremo mestre”, “O
puro” e “Adornado com imensurável glória”. Esses títulos constituem
verdadeira blasfêmia, pois pertencem exclusivamente ao Deus da Bíblia. O
iniciante, entretanto, desconhece essa situação. Oferendas São 17 itens ao todo.
Dentre eles, os mais oferecidos, freqüentemente: flores, frutas frescas e
lenço branco novo.
“Ao oferecer um lugar aos pés de loto de Shri
Guru Dev, me inclino”.
“Ao oferecer uma ablução aos pés de loto de
Shri Guru Dev, me inclino”.
“Ao oferecer uma flor aos pés de loto de Shri
Guru Dev, me inclino”.
“Ao oferecer luz aos pés de loto de Shri Guru
Dev, me inclino”.
“Ao oferecer água aos pés de loto de Shri Guru
Dev, me inclino”. Hinos de louvor e
adoração Os hinos são oferecidos
ao guru Dev, considerado como deus na mesma glória dos outros deuses hindus,
como, por exemplo, Brahma, Vishnu e Shiva. O iniciante é convidado a seguir
o exemplo do seu guru e inclinar-se perante ele.
“Guru que está na glória de Brahma, guru que está na glória de Vishnu, guru que está na glória do grande Senhor Shiva, guru que está na glória da plenitude transcendental personificada de Brahma, ante o Shri Guru Dev, adornado de glória, me inclino”.
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As
crenças religiosas
Sendo a MT de natureza
religiosa e ligada ao hinduísmo, sua teologia contrasta abertamente com o
cristianismo. Vejamos os pontos conflitantes: Deus
O ensino da MT diz que
Deus é impessoal e faz parte da própria natureza. Doutrina classificada como
panteísmo. Ou seja, Deus é tudo e tudo é Deus. Declara Yogi: “O divino
transcendental, onipresente, é, por virtude de sua onipresença, o Ser
essencial de todos nós. Forma a base de todas as vidas; não é outro senão o
nosso próprio ser ou Ser. Deus é impessoal e mora no coração de cada ser.
Tudo o que há na criação é manifestação do ser impessoal absoluto e não
manifesto. Cada pessoa é, em sua verdadeira natureza, o Deus impessoal”. O conceito de Deus e do
homem na MT é completamente diferente do conceito oferecido pela Bíblia em
relação a Deus e ao homem.
Deus é essencialmente
distinto do homem, pois Deus é o Criador (Gn 1.1,26), enquanto o homem é
apenas um ser criado. O salmista Davi exaltava a Deus por sua criação e
reconhecia sua fragilidade como ser humano: “Tu reduzes o homem à
destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens [...] Os dias da nossa
vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta
anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos
voando” (Sl 90.3,10).
Por outro lado, Isaías
fala da eternidade de Deus como um ser imutável: “Não sabes, não ouviste que
o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se
fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica
as forças ao que não têm nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão,
e os moços certamente cairão; mas os que esperam no SENHOR renovarão as
forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão;
caminharão, e não se fatigarão” (40.28-31). Reencarnação Após várias
encarnações, com o propósito de se tornar espírito puro e alcançar esse
estado, cessam os renascimentos. Com isso, a pessoa se liberta da lei do
carma e entra em fusão com a divindade Brahma. Para a frustração dos que
assim crêem, certo é que ninguém tem lembrança dos pecados cometidos em
existências anteriores e, daí, não poder se arrepender e corrigir-se dos
erros cometidos. A salvação no cristianismo foi trazida por Jesus (Jo
3.16-18,36;5.24). Para realizar a obra da redenção do homem, Jesus morreu
por nós (Rm 5.8), levando em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro
(1Pe 2.24) e, por fim, ressuscitou vitoriosamente e ascendeu aos céus,
assentando-se à destra de Deus (At 1.9-11)
Jesus Cristo Diz Maharishi Mahesh
Yogi: “Como não entendo a vida de Cristo nem compreendo sua mensagem, não
creio que realmente tivesse sofrido em alguma época de sua vida; nem mesmo
pudesse sofrer [...] É lamentável que se fale de Cristo em términos de
sofrimento [...] Aqueles que confiam na sua obra redentora por meio do
sofrimento na cruz possuem uma interpretação equivocada da vida de Cristo e
de sua mensagem”. Como homem natural, não regenerado, Yogi não pode mesmo entender a vida e a obra de Cristo como Salvador e Senhor (1Co 2.14). A Bíblia declara que o propósito principal de Jesus ter vindo ao mundo foi salvar o mundo por sua morte na cruz. “... o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28). “Porque o Filho do homem veio para buscar e salvar o que se havia perdido”( Lc 19.10). “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Tm 1.15).
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“O coração do justo
medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más” (Pv
15.28).
Como já expusemos, a MT
é uma seita hinduísta e está familiarizada com literaturas como Vedas2 e
Bhagavah-gita3 , mas interessada em fazer discípulos no mundo ocidental faz
citação do Sl 1.2 para dar apoio à meditação. Entretanto, o Salmo em pauta
indica outro tipo de meditação: “Bem-aventurado o homem
que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu
prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”. O objetivo da meditação
bíblica é a comunhão com Deus: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo,
buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de
Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl
3.1,2). O meio usado é a palavra de Deus: “Medita estas coisas, ocupa-te
nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos” (1Tm 4.15). E
de modo racional: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que
apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus,
que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). A
paz sem preço Os profetas bíblicos
vaticinaram sobre o futuro rei do universo que traria paz verdadeira à
humanidade, e gratuitamente: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos
deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome:
Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do
aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no
seu reino, para firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e
para sempre; o zelo do SENHOR dos exércitos fará isso” (Is 9.6,7). “Eis que vêm dias, diz
o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e
agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5). Quando Jesus nasceu
vieram os magos do Oriente a Jerusalém e foram à casa de Herodes perguntar
pelo rei que traria a paz, dizendo: “Onde está aquele que é nascido rei dos
judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. E,
entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o
adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e
mirra” (Mt 2.2,11). Mais tarde, diante de
Pilatos, Jesus não negou sua condição de rei: “Disse-lhe, pois, Pilatos:
Logo tu és rei? Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar
testemunho da verdade” (Jo 18.37). Mas Jesus explicou que o seu reino seria
ainda futuro. Quanto a esse assunto, vejamos o que diz Apocalipse: “Os
reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará
para todo o sempre” (11.15).
Bibliografia
MCDowell,
Josh – Estúdio de Las
Sectas, Editora Vida
Mather,
George A – Dicionário de
religiões, crenças e ocultismo, Editora Vida
Melo,
Fernando dos Reis –
Religião & religiões, Editora Santuário
Notas
1
Mantra: uma ou mais palavras que se repetem freqüentemente por meio do canto
ou não.
2
Vedas: grande conjunto de literatura sagrada hindu, compilado entre os anos
1500 e 1200 a.C. Esta coleção consiste de três Vedas (conhecimento) –
Rigveda, Samaveda e Yajurveda. Posteriormente, foi
acrescentada uma quarta, chamada Atharvaveda. Há três seções
principais de exposição literária nos vedas. São as Brahmanas,
Aranyakas e Upanixades. 3 A “Canção Sagrada”. Talvez seja a jóia mais preciosa da literatura hindu e indiana; contém os elementos mais importantes do pensamento hindu. O Bhagavad Gita, com certas ramificações, representa para o hinduísmo o que a bíblia é para o cristianismo. |
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