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Mediunidade: essa prática vem de Deus?

por Pr. Natanael Rinaldi - qua dez 28, 11:06 am

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Muitos séculos passados, o profeta Elias desafiou os mais de 400 profetas de Baal no Monte Carmelo. O povo de Israel pensava que podia servir a Deus e a Baal (I Reis 18.21).

Elias pôs ambos, o deus dos profetas e o seu Deus, à prova. Houve resposta do Deus do céu e não de Baal. Nos dias atuais, os profetas de Baal, que promovem astrologia, mediunidade (canalização) reencarnação e outras práticas ocultistas, devem ser desafiados pelo povo de Deus (Mateus 6.24). Alguns rejeitam os profetas de Deus e buscam os profetas de Baal.

Façamos algumas perguntas que serão respondidas à base da Bíblia:

 

Pergunta: A astrologia tem base bíblica ou científica?

Resposta: O salmista diz que as estrelas e suas constelações declaram a glória de Deus (Salmo 19.1-3). Que conhecimento e sabedoria são revelados através das constelações? (Gênesis 1.14).

Em outras partes da Bíblia lemos:

“Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos veem a sua glória” (Salmo 97.6).

“Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes” (Salmo 147.)4

“Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará” (Isaías 40.26).

“Procurai o que faz o Sete-estrelo e o Orion e torna a sombra da noite em manhã, e faz escurecer o dia como a noite, que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra; o SENHOR é o seu nome” (Amós 5.8).

Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Orion? Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos? Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra?” (Jó 38.31-33).

 

Proibições bíblicas: Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti. Eis que serão como a pragana, o fogo os queimará; não poderão salvar a sua vida do poder das chamas; não haverá brasas, para se aquentar, nem fogo para se assentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem trabalhaste, os teus negociantes desde a tua mocidade; cada qual irá vagueando pelo seu caminho; ninguém te salvará” (Isaías 47.13-15).

“Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus” (Deuteronômio 4.19).

Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o SENHOR teu Deus, se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do SENHOR teu Deus, transgredindo a sua aliança, que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei, e te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel. Então tirarás o homem ou a mulher que fez este malefício, às tuas portas, e apedrejarás o tal homem ou mulher, até que morra. Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá. As mãos das testemunhas serão primeiro contra ele, para matá-lo; e depois as mãos de todo o povo; assim tirarás o mal do meio de ti” (Deuteronômio 17.2-7).

Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deuteronômio 18.9-12).

 

Pergunta: A Astrologia tem base científica?

Resposta: A Astrologia apresenta pelo menos três problemas do ponto de vista da ciência:

  1. a) Sistemas Conflitantes: A autoridade da Astrologia é contestada graficamente quando se percebe que há muitos sistemas diametralmente opostos. Astrólogos do Ocidente não interpretam um horóscopo do mesmo modo que um chinês o faria. Mesmo no Ocidente, não há unanimidade de interpretação entre os astrólogos, pois enquanto alguns afirmam que os signos do zodíaco são 8, outros acham que são 12, 14 ou Estes sistemas diferentes usados pelos astrólogos fazem com que uma pessoa, caso consulte dois deles, receba duas orientações diferentes para o mesmo dia. Não é uma possibilidade, mas uma realidade, pois comparando-se as previsões astrológicas nos jornais diários encontramos contradições.
  2. b) A Terra é o Centro do Sistema: A Astrologia baseia-se na premissa de que os planetas giram em torno da Terra, teoria conhecida como “geocêntrica”, derrubada por astrônomos como Galileu, Kápler e Copérnico, que demonstraram que os planetas giram ao redor do Sol. Essa teoria ficou conhecida como “heliocêntrica”. Fundamentando-se numa teoria já considerada falsa, a ASTROLOGIA perdeu sua confiabilidade. Partindo de uma premissa errada, todas as conclusões, mesmo se exaustivamente reinterpretadas para os conhecimentos de hoje, são igualmente falsas.
  3. c) Os Planetas Perdidos: Um dos maiores equívocos no qual a Astrologia se baseia diz respeito ao número de planetas do sistema solar. A maioria dos mapas astrológicos parte da pressuposição de que há 7 planetas em nosso sistema; solar (incluindo o Sol e a Lua). Na antiquidade, Urano, Netuno e Plutão não eram observados a olho nu, e, por conseguinte, os astrólogos fundamentaram seu sistema em 7 planetas, que acreditava-se, giravam em torno da Terra. Mais tarde ficou provado que o Sol, e não a Terra, é o centro do sistema solar e que há 3 outros planetas em nosso sistema.

 

Pergunta: É bíblica a doutrina da reencarnação (karma) como os profetas da Nova Era apregoam?

Resposta: Consideremos as seguintes declarações dos espíritas:

  1. Carma: “O Evangelho é a história de um dos mais perfeitos seres encarnado sobre a terra (e) e que nos conta do seu sacrifício realizado na cruz… com o propósito de pagamento dos restantes dos débitos de seu próprio passado” (Ronald Davison, Astrology, New York, A. R. C. Books, 1963, p. 94).

Resposta bíblica: O escritor espírita fala de um Jesus que precisou encarnar para pagar seu próprio débito cármico. O que é débito cármico? É o ensino segundo o qual reencarnamos várias vezes para, através dos sofrimentos, redimir-nos a nós mesmos. No caso de Jesus ele sofreu na cruz para resgatar seus débitos cármicos de vidas passadas.

Jesus não precisava pagar débitos cármicos de vida anterior, porque Ele era Deus, e como tal não houvera pecado (João 1.1-3,14). O apóstolo João escreveu: Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade. Bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado” (1 João 3.4-5). Logo, a Bíblia diz:

  1. que Jesus pagou o preço dos nossos pecados na cruz (João 1.29; Efésios 2.24).
  2. que, como Deus, ele não tinha pecados.
  3. Reencarnação: A reencarnação é uma antiga crença. A primeira vez que ouvimos falar sobre ela é no Éden. Deus disse para não comerem do fruto da árvore, e que se o fizessem morreriam (Gênesis 2.16-17). A queda é descrita em Gênesis 3.1-4. Não morrerás. O casal não conhecia nem morte nem pecado.

Dizem os espíritas:

“Nascer, morrer e renascer ainda; esta é a lei” (Epitáfio de Allan Kardec em Paris).

“Genericamente falando, o povo desconhece que existem referências claras no Novo Testamento que inequivocamente sustentam a reencarnação” (Benjamin Creme, in Reincarnation and Karma in the Bible, Share Internacional, Special Information Issue, 1986, p. 19).

“A primeira referência (acerca da reencarnação) é encontrada em Mateus 11.13-14; 16.13. Jesus está indagando dos Seus discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou? (Mateus 16.13) e os discípulos respondem: “Uns João Batista, outros Elias e outros Jeremias ou um dos profetas. Como poderia Jesus ser um desses homens a não ser através da reencarnação?” (Ibidem).

Resposta bíblica: Os judeus criam na ressurreição dos mortos, daí pensarem que Jesus era João Batista ressuscitado, não reencarnado. Quem era realmente Jesus, diante da resposta dos apóstolos? “E Simão Pedro, respondendo disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. E Jesus , respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não te revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus” (Mateus 16.17-18).

“Jesus mesmo disse João Batista era no passado, porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar credito, é este o Elias que havia de vir” (Mateus 11.13-15). Assim, Elias, de acordo com Jesus mesmo, voltou à terra na personalidade de João Batista” (Ibidem).

Resposta bíblica: Primeiro, de acordo com a Palavra de Deus, Elias, o profeta foi levado para o céu sem provar a morte (2 Reis 2.11). João Batista veio no “espírito e poder de Elias”. Isto não significa que Elias havia reencarnado na pessoa de João Batista. O que significa a expressão de Lucas 1.17: “E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias”? Primeiro, se essa declaração implicasse em reencarnação, o texto diria assim: “O espírito de Elias estava em João”, e não que João Batista foi enviado “no espírito e poder de Elias”.

Segundo, nós frequentemente falamos no “espírito de patriotismo”; quando se aproxima o Natal dizemos “no espírito de Natal”. Obviamente, isto não significa que entremos em algum espírito no sentido literal.

Terceiro, o que a Bíblia está falando é: João Batista veio no “espírito e poder” de Elias. João veio fazer as coisas que Elias tinha feito, João veio na atitude de Elias. Ele veio com o mesmo poder ou a mesma autoridade dada por Deus como Elias.

Quarto, quando Deus prometeu mandar um profeta “semelhante a mim” disse Moisés (Deuteronômio 18.15-18) para ser o Messias, mas Jesus não era literalmente Moisés, mas que agiria como profeta na semelhança de Moisés. Da mesma forma, mandaria um profeta como Elias, que, porém, não era o próprio Elias.

Quinto, admitir essa colocação dos espíritas para provar a reencarnação, traz sérios problemas para os ensinos de Allan Kardec. Kardec ensina que quando alguém reencarna:

  1. perde a memória da primeira encarnação; e
  2. torna-se uma nova personalidade.

Assim, como reencarnou Elias? Não podia ser João Batista. Moisés estava lá também no Monte da Transfiguração (Mateus 17.1-5). Quem era ele?

“A terceira referência vem de uma questão relativa ao cego. Os discípulos de Jesus perguntaram: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?”(João 9.2). Como podia um homem ter pecado antes de nascer, a menos que esse pecado houvesse sido cometido em outra vida?” (Ibidem).

Resposta bíblica: Isso seria uma oportunidade de ouro para Jesus ensinar a reencarnação ou o carma. Se alguém nasce cego, só poderia ser resultado de pecados numa vida anterior. Se Jesus fosse reencarnacionista só teria uma única resposta: “A pergunta de vocês é correta, Ele e seus pais pecaram e agora este homem cego está sendo punido”. No entanto, a resposta de Jesus foi:

“Nem ele pecou nem seus pais, mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9.3).

Em seguida Jesus violou a lei do carma, denominada sagrada pelos reencanacionistas: “Jesus disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé. Ele pois, foi e lavou-se e voltou vendo” (João 9.7). Na verdade, a Bíblia é clara sobre o assunto da redenção:

  • Aceitando Jesus, enquanto temos vida, obtemos a purificação de todos os nossos pecados pelo sangue de Jesus (I João 1.7-9 e 2.12).
  • Morrer sem Cristo é ir para a perdição eterna (Mateus 25.41-46; Hebreus 9.27).

Morrendo com Cristo, estaremos conscientemente com Ele no céu, enquanto nosso corpo aguarda a ressurreição na sepultura (Atos 24.15; II Coríntios 5.6-8; Filipenses 1.21-23 e 3.20-21; I Tessalonicenses 4.16-17).


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

5 Comentários

Comentários 1 - 5 de 5Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Jesus nunca foi espírita e nunca ensinou comunicação com mortos, e nunca doutrinava espíritos, quando havia uma manifestação espiritual, ele expulsava os espíritos. Jesus ensinou sobre ressurreição, e nem no pior pesadelo “reencarnação”.

  2. Nos evangelhos NUNCA os espíritos foram listados com nomes pessoais como se tivessem contatando finados, sempre como “espíritos imundos” e ou demônios, em duas ocasiões especificas foram chamados nominalmente de Belzebu e Legião, e eram expulsos e enviados ao “abismo”.

  3. S.Paulo confrontou também confrontou espíritos, mas NUNCA ele afirmou tratar-se de almas de finados, e sim foi classificado como “espírito adivinhador” e nomeado como “Belial” e sempre eram expulsos e ordenado a evita-los “que concordância há Cristo e Belial ?” 2 cor 6:15

  4. Apenas p/ esclarecer:os espíritas ñ dizem que Jesus reencarnou p/ pagar débitos do passado,esta informação está equivocada e baseada no livro do senhor Ronald Davison,astrólogo,e se ñ me engano,não espírita,não serve de referência ao que diz a doutrina.

  5. E também os espíritas não afirmam que Jesus era espírita pois cremos que a religião de Jesus é o Amor,que por Ele foi divinamente exemplificado.

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