Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP
Por
João Flávio Martinez do CACP
MOHAMED
- UM BOM OU MAU EXEMPLO PARA OS TERRORISTAS?
"Realmente,
tendes no Profeta de Deus um excelente exemplo para aqueles que esperam
contemplar Deus". (Alcorão - Sura 33:21)
Uma
Análise na Hagiografia de Mohamed
"Alá me ordenou a lutar contra
os idólatras, até que prestem testemunho de que não
há outra divindade além do único Deus, e de que
Mohamed é o mensageiro de Alá; que realizem as orações
e paguem o *zacat. Se cumprirem isso, terão salvaguardado suas
vidas e seus bens de mim" - Hadis do Profeta
Mohamed (1).
Algo curioso que pode ser percebido claramente nos relatos da vida de
Mohamed, e que demonstra suas habilidades estratégicas em liderar,
é que, apesar da violência constante dos habitantes de
Meca contra ele e seus seguidores por um período de aproximadamente
13 anos, não vemos em sua hagiografia a descrição
de nenhuma ação contra os seus inimigos, a não
ser quando chegou a Medina, onde possuía mais seguidores dispostos
a seguí-lo na guerra (jihad).
Apesar de ouvirmos dos islâmicos a constante afirmativa de que
só agem em defesa própria, a história do profeta
demonstra que não foi bem assim. Mohamed revidou aos agressores
quando veio a possuir um número suficiente de soldados que atentassem
para a sua causa, saqueou e pilhou quanto pode, impetrando um completo
terror nas caravanas que percorriam a Arábia. Os analistas Árabes
interpretaram o fato apenas como uma guerra santa contra os inimigos
de Alá. Na realidade, essas expedições foram atos
de pilhagem, na tradição dos árabes pré-islâmicos.
Aos olhos dos árabes, tais práticas engrandeceram o prestígio
do profeta e da umma (comunidade), e obrigaram certas tribos a concluírem
um acordo com o profeta. Sobretudo permitiram sustentar contra Meca
a atividade dos fiéis proporcionando-lhes o produto do saque.
Além disso, Medina estava em posição geográfica
privilegiada, na rota das caravanas de Meca para Síria. Daí
as facilidades de ação e uma ameaça de terror cada
vez mais pesada sobre o comércio e dos comerciantes de Meca (2).
O profeta ensinou aos seus seguidores que judeus e cristãos deveriam
pagar a "jizya" - uma taxa imposta aos não-muçulmanos
para que pudessem viver sob a proteção do islã,
caso contrário sofreriam as conseqüências. Os não-muçulmanos
eram obrigados a pagarem essa quantia estipulada para que pudessem ter
seus direitos mantidos. O profeta ensinava seus súditos que,
como muçulmanos, eram superiores aos demais de outras religiões.
Aos que duvidavam dessa superioridade, a revelação alcorânica
fornecia uma resposta: "Não agradarás nem aos judeus
nem aos cristãos até que adotes seus credos" (Sura
2:120); "Ó fiéis, não tomeis por confidentes
os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém,
quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será
um deles; e Deus não encaminha os iníquos" (Sura
5:51). Obviamente que ao impor essas sansões o profeta arrumou
inimigos, e entre esses inimigos os piores eram os ricos comerciantes
judeus que não gostaram nada de ter que pagar a jizya. Então,
Mohamed multiplicou suas ações contra os judeus, e os
versículos da revelação começaram a emanar
de forma a mostrar que esses judeus se desviaram do caminho traçado
por Alá (Sura 5:82); os muçulmanos, do por outro lado,
receberam a verdade eterna. Por isso, não se podia tolerar que
esses judaizantes continuassem a difundir o erro. A tribo judaica dos
banu nadhir, comprometida com a tribo dos qorayshitas, foi à
vítima desta reação; teve de abandonar Medina e
mudar-se para Khaybar, deixando bens e armas que foram distribuídos
entre os emigrados daquela região. Ele também decidiu
eliminar a última tribo judaica de Medina que, segundo o parecer
de um árbitro, Sad ibn Moadh, foi condenado à exterminação
total: os homens foram decapitados, as mulheres e crianças reduzidas
à escravidão (2). Foi com táticas de terror parecidas
com estas que o profeta mostrou força e convicção
no início e expansão da sua recém criada religião.
É bem verdade que, para aqueles que aceitavam a "conversão",
havia vantagens ímpares e possibilidades reais de grande prosperidade
- A proposta era clara: fé no Islã e como resultado vida
abundante, ou morte, humilhação e terror aos infiéis.
Negar que Mohamed impôs o terror aos povos da Arábia é
negar os fatos correlatos da hagiografia do profeta.
Fonte Bibliográfica
01 - El Hayek,
Samir; "Ditos e Práticas de Mohammad - o Mensageiro de Deus";
Editado pelo Centro de Divulgação do Islã para
a América Latina.
02 - Mantran, R.; "Expansão Muçulmana"; Editora
Pioneira; São Paulo - SP; 1977;
*Zakat: Contribuição obrigatória.
*João
Flávio Martinez, é pastor evangélico;co-fundador, e atual presidente
do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas). Formado em Teologia
pela Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus, apologista,
pesquisador de seitas, graduando-se em história na Faculdade Dom Bosco,
leciona heresiologia na Facudalde de teologia das Assembléias de Deus
do Calvário (FATAC). É
também autor de diversos artigos em periódicos seculares e evangélicos
dentre os quais na revista Defesa da Fé onde atua como consultor teológico.
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