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Mormonismo: Uma seita pseudocristã

por Pr. Natanael Rinaldi - ter fev 26, 10:19 am

I – Origem e História do Mormonismo

  • Joseph Smith Jr.: Antecedentes

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja SUD) foi fundada por Joseph Smith Júnior, nascido em Sharon, estado de Vermont, nos Estados Unidos, em 23 de dezembro de 1805. Joseph Smith foi o quarto filho de Joseph e Lucy Mack Smith, pais de dez filhos, pobremente educados e geralmente dados a crença e práticas supersticiosas.

  • “Primeira Visão”

Joseph Smith declarou que Deus, o Pai, em forma humana, e Jesus Cristo, apareceram para ele em 1820 e que ele perguntou-lhes “qual de todas as seitas era a verdadeira, a fim de saber a qual unir-me”. Joseph Smith diz: “Foi-me respondido que não me unisse a nenhuma delas, porque todas estavam erradas, que todos os seus credos eram uma abominação à sua vista” (Pérola de Grande Valor, Joseph Smith, 2:14-20).

  • O Livro de Mórmon: Revelação e Tradução

Joseph Smith afirmou que em 1823 um anjo chamado Morôni o visitou em sua casa e o instruiu para que ele cavasse, num monte chamado Cumora, perto de Palmyra, Nova York, onde ele encontraria importantes registros relacionados com a Bíblia e com o evangelho de Jesus Cristo (veja Gl. 1:8-9). Alguns anos depois, fazendo a escavação, ele encontrou placas de ouro escritas em hieróglifos do “egípcio reformado” (um idioma inexistente). Desde que o rapaz não tinha condições de ler esse “egípcio”, as placas estavam acompanhadas do Urim e Tumin (veja Ex. 28:30), óculos “milagrosos” que ajudam Joseph Smith na tradução. Ele colocava a pedra dentro de seu chapéu, enterrava a cabeça no mesmo, e milagrosamente as letras egípcias se convertiam em inglês. Joseph Smith passava então a ditar o texto para um escrevente (Oliver Cowdery) que com ele trabalhava, e o resultado desse trabalho veio a ser o Livro de Mórmon, publicado pela primeira vez em 1830.

  • Organização da Igreja

O que Joseph Smith começou em Fayette, Nova York, Estados Unidos, em 6 de abril de 1830, ao organizar a Igreja SUD, veio a ser hoje algo tão grande que talvez não estivesse nem mesmo nos sonhos do profeta.

 

II – Obras Padrão do Mormonismo

A Igreja SUD tem quatro “obras padrão”, ou escrituras sagradas:

  • A Bíblia Sagrada

Os mórmons continuam mantendo a Bíblia como uma de suas obras padrão. Esta é a declaração deles sobre ela: “Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta a sua tradução” (Regra de Fé n° 8). Em outras palavras, quando a Bíblia concorda com o mormonismo, ela está corretamente traduzida. Quando ela não concorda, sua tradução não está correta (1Néfi 13:26; 2Néfi 29:6-10; Contradições LM 40).

  • O Livro de Mórmon

A Igreja Mórmon não somente coloca sua fé na confiabilidade de Joseph Smith como profeta, mas também no Livro de Mórmon, que afirma ser “Um outro Testamento de Jesus Cristo” (veja 2 Co.1:.4). O Livro de Mórmon é na verdade um livro estranho do ponto de vista da teologia bíblica, história e ciência, principalmente da ciência arqueológica. Apesar de ser considerado pelos mórmons como o mais correto dos livros, ela já passou por mais de quatro mil mudanças no texto em inglês.

O Livro narra a estória de dois grupos principais: Jareditas e Nefitas. Os Jareditas, refugiados da torre de Babel, migraram para a América Central, até serem varridos por conflitos internos. Um sobrevivente, o profeta Éter, escreveu a estória dos Jareditas em 24 placas metálicas.

Cerca de 600 AC, as duas famílias de Lehi e Ismael deixaram Jerusalém, atravessaram o Oceano Pacífico e desembarcaram na América do Sul. Dois filhos de Lehi, Lama e Néfí, iniciaram uma rixa e o povo se dividiu em dois batalhões de guerra – os lamanitas e os nefitas. Os lamanitas foram amaldiçoados por Deus por serem desobedientes. Parte da maldição incluía a pele escura, o que supostamente é a origem do índio americano (ameríndio).

Logo depois de sua morte na cruz, Jesus Cristo veio à América para transmitir seus ensinamentos. Tanto os nefitas como os lamanitas se converteram. Depois de uns 200 anos veio a apostasia. Mais tarde, os nefitas foram todos mortos, e os lamanitas ficaram no controle da terra. Colombo os encontrou quando ali chegou em 1492. O comandante dos nefitas era o profeta e sacerdote chamado Mórmon. Foi ele quem escreveu a maior parte da estória de seu povo em placas de ouro e Morôni as escondeu no monte Cumora. Cerca de 1400 anos mais tarde, Moroni apareceu a Joseph Smith na forma de um anjo e revelou-lhe o lugar em que elas estavam enterradas.

A experiência do “ardor no peito” (Moroni 10.4,5; D&C 9.8). Desde que o mormonismo não passa no teste de uma análise objetiva, os mórmons se valem de uma experiência subjetiva chamada de “ardor no peito” para provar a veracidade do Livro de Mórmon.

  • Doutrina e Convênios

Este é o segundo livro sagrado dos mórmons. É mais ou menos uma coleção das 138 revelações principais, dadas a Joseph Smith, sobre muitos aspectos das doutrinas e práticas da Igreja Mórmon. Contém também muitas aberrações teológicas que claramente mostram a grande diferença entre o mormonismo e o cristianismo ortodoxo. Tem também duas “Declarações Oficiais” sobre a suspensão da prática da poligamia (nesta vida) e o fim da restrição da concessão dos sacerdócios mórmons aos homens de descendência africana.

  • Pérola de Grande Valor

Este livro contém a terceira revelação extra bíblica acrescentada ao cânon das Escrituras Mórmons, sendo encadernado junto com Doutrinas e Convênios. Possui quatro elementos: Livro de Moisés, Livro de Abraão, Escritos de Joseph Smith e as Regras da Fé.

  • Declarações Oficiais

As declarações oficiais do profeta vivo e de outras Autoridades Gerais da Igreja SUD tem a mesma autoridade que as “obras padrão”.

 

III – DOUTRINAS DO MORMONISMO

  • Apostasia geral: a razão do mormonismo existir.

O mormonismo ensina que a igreja de Jesus Cristo apostatou da fé, na sua totalidade, e somente em 1830 é que ela foi restaurada pelo profeta Joseph Smith. Veja Mt.16:18, 18:20, 28:20; Ef.3:20-21; ITm.4:1; Hb.12:28, .

  • A doutrina de Deus

1) Negam a Trindade; creem em três deuses distintos.

2) Segundo os mórmons “Deus é um homem glorificado e perfeito, um personagem de carne e ossos” (Princípios do Evangelho, p.6).

3) A existência de muitos deuses (D&C 132.20; P.G.V., Abraão 4.27). Joseph Smith declarou: “O próprio Deus já foi como somos agora – ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes… digo que se vós pudésseis vislumbrá-lo hoje, vê-lo-íeis em forma de homem – como em toda pessoa, imagem e na própria forma de um homem… ele já foi um homem como nós; sim, que o próprio Deus, o Pai de Todos nós, habitou sobre uma terra, tal como o próprio Jesus Cristo o fez; e vou prová-lo pela Bíblia” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 336, 337).

Resposta Bíblica: Veja Jo. 4.24; Lc. 24.39; Is. 43.10; 44.6; 44.8; Os.11.9.

  • Jesus Cristo

O Jesus do mormonismo não é o Jesus da Bíblia (2Co 11.4);

1) Ele é o espírito irmão de Lúcifer;

2) Os mórmons dizem que Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo: “Quando a Virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o havia gerado à sua própria semelhança. Ele não foi gerado pelo Espírito Santo… Jesus, o nosso irmão mais velho, foi gerado na carne pelo mesmo personagem que estava no Jardim do Éden, e que é nosso Pai Celestial” (Brigham Young, Journal of Discourses, 1:50.51). Apesar de ser difícil de se crer, ele está aqui se referindo a Adão, que ele declara ser Deus, o Pai.

3) Jesus foi casado e polígamo (J. of D., Hyde, vol.4,p.259).

4) A expiação de Cristo: O mormonismo ensina que o sangue de Jesus não é suficiente para perdoar todos os pecados. Há certos tipos de pecados que só podem ser expiados pelo sangue do próprio pecador. Eis o que disse Brigham Young: “Não há um homem ou uma mulher que quebre a aliança feita com Deus, que não seja requerido a pagar o preço. O sangue de Cristo nunca limpará, o seu próprio sangue terá que expiar por ele” (J. of D., vol.3, p.247). “Eu poderia contar-lhes de muitos exemplos onde homens têm sido justamente mortos, a fim de expiar pelos seus pecados. Isto é amar o nosso próximo como a nós mesmos. Se ele precisa de ajuda, ajude-o, e se ele deseja salvação e é necessário derramar o seu sangue na terra para que ele seja salvo, derrame-o” (J. of D., vol.4,p.2119, 2120).

5) O relacionamento pessoal com Jesus é “importante e perigoso” (Bruce McConkie, Church News, 20/03/1982, p.5).

6) A doutrina do progresso eterno. No livro Regras da Fé, do apóstolo mórmon James E. Talmage, na p.389, está escrito: “Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser”. Com isso, ensinam a pré-existência do ser humano, usando como base Jr.1:5. Veja, porém, Is.43.10, Os. 11.9, ICo 15.46.

Ensinam três graus de “glória”: reino celestial (para os mórmons fiéis), reino terrestrial (para os bons que não foram mórmons) e reino telestial (para os ímpios do mundo) Usam para isto ICo.15.40,41.

 

IV – ORDENANÇAS DO “TEMPLO SAGRADO”

Batismo pelos mortos (com base em 1Co.15.29) “endowmwnt” ou investidura, lavagem e unção, “garment”, novo nome, juramento e convênios e casamento eterno.

 

V – MORMONISMO E RACISMO

Por muitos anos, a Igreja Mórmon proibiu os negros de fazerem parte do Sacerdócio Aarônico e do Sacerdócio de Melquisedeque, uma vez que, segundo os mórmons, os negros não lutaram valentemente ao lado de Deus na pré-existência.

O racismo mórmon no Brasil. A mudança ocorreu em 1978. Veja Ml. 3.6; Tg 1.17. Deus condena o racismo (At 10.34; Cl.3.11).

 

VI – O LIVRO DE MÓRMON E A CIÊNCIA

O livro de Mórmon continua desacreditado do ponto de vista da teologia, história, geografia e arqueologia. O Dr. Ross T. Christensen, antropólogo mórmon, declarou: “A afirmação de que o Livro de Mórmon já foi provado pela arqueologia é enganosa” (UAS Newletter; n. 64, Provo, Utah, 30/01/1960).

A declaração da Instituição Smithsonian sobre o Livro de Mórmon:

“O Instituto Smithsonian de Washington pronunciou-se acerca das alegações feitas no Livro de Mórmon, pois muitos SUDs afirmavam que o Instituto usava este livro como base histórica em suas pesquisas.

1) O Instituto Smithsonian nunca utilizou o Livro de Mórmon como fonte de orientação científica. Os arqueólogos deste instituto não veem nenhuma conexão entre a arqueologia do Novo Mundo e a matéria de que trata o livro.

2) O tipo físico do índio americano é bastante mongolóide, achando-se bastante relacionado com os povos do centro, leste e noroeste da Ásia. As evidências arqueológicas demonstram que os ancestrais dos índios de hoje chegaram ao Novo Mundo – passando provavelmente por uma faixa de terra, que havia no Estreito de Bering, durante a última Era Glacial – numa contínua série de pequenas migrações, que tiveram início por volta de vinte e cinco a trinta mil anos atrás.

3) As evidências existentes dão a entender que o primeiro povo a chegar a este continente pelo leste foram os noruegueses, que aportaram na região nordeste da América do Norte por volta do ano 1000 aC. Não existe nada que comprove que eles tenham chegado ao México ou à América Central.

4) Uma das principais linhas de evidência que embasa os achados científicos que conecta as civilizações [do novo mundo] com as do velho mundo, se é que elas realmente ocorreram, foi de pouquíssimo significado para o desenvolvimento das civilizações indígenas americanas, é o fato de nenhum alimento vegetal ou animal domesticado (exceto pelos cães) ocorreram no novo mundo nos tempos pré-Colombiano. Os índios americanos não tinham trigo, cevada, aveia, painço, arroz, bovinos, porcos, galinhas, cavalos, burros, camelos antes de 1493 (Os camelos e cavalos viveram nas Américas, com os bisões, mamutes e mastodontes, mas todos estes animais foram extintos por volta de 10.000 aC, na época em que os primeiros caçadores se espalharam pelas Américas.

5) Ferro, aço, vidro e seda não eram usados no novo mundo antes de 1492 (exceto por ocasionais usos de ferro não derretido de meteoritos). O cobre nativo era trabalhado em várias localidades na era pré-colombianas, mas a metalurgia verdadeira era limitada ao sudoeste do México e na região andina, onde sua ocorrência no final da era pré-histórica envolvia ouro, prata, cobre e seus similares, mas não ferro.

6) Há uma possibilidade que a expansão das características culturais do Pacífico para a Mesoamérica e a costa noroeste começou centenas de anos antes da era cristã. Porém, qualquer destes contatos entre os hemisférios parecem ter sido resultado de viagens acidentais que se originaram no leste e sul da Ásia. Não é certo que houve contatos com antigos egípcios, hebreus ou outros povos do Oriente Médio.

7) Nenhum egiptologista respeitável, nenhum especialista em arqueologia do Velho Mundo, e nenhum perito em pré-história do Velho Mundo, descobriu ou confirmou qualquer relação entre os restos arqueológicos do México e restos arqueológicos no Egito.

8) Houve vários relatos de textos do Egito antigo, dos hebreus e outros escritos do Velho Mundo na época pré-colombiana em jornais, revistas e livros sensacionalistas. Nenhuma destas alegações resistiu a um rigoroso exame por especialistas. Nunca se encontrou nenhuma inscrição usando formas de escrita do Velho Mundo em qualquer parte da América antes de 1492, com exceção de algumas pedras de runas vikings encontradas na Groenlândia”.

VII – EVANGELIZANDO OS MÓRMONS

A – Comece sempre com oração. Ore pela alma que você quer ganhar para Jesus.

B – Tenha uma atitude amistosa. Não perca a calma.

C – Defina os termos.

D – Não perca tempo com assuntos secundários. Concentre-se nos assuntos essenciais tais como a natureza de Deus. A pessoa e a obra de Jesus Cristo e a salvação eterna.

E – Compartilhe o seu testemunho, contando-lhes a sua experiência de salvação em Jesus.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

1 Comentário

Comentários 1 - 1 de 1Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. O Mormonismo é uma seita. Estive lá por mais de 25 anos. Frequentei o Templo e vi como funciona. Tem uma aparencia de Igreja mas a adoração aos profetas e líderes é feita de forma dissimulada.

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