CENTRO
APOLOGÉTICO
CRISTÃO
DE
PESQUISAS
-
CACP O
NATAL É CRISTÃO?
por Joaquim de Andrade*
Devem os cristãos celebrar o
Natal? Um bom número de seitas e novas igrejas que professam seguir a Cristo,
insistem que o Natal é uma festa pagã o qual todos os verdadeiros cristãos devem
afastar-se.
Provavelmente a mais notável destas religiões são as
Testemunhas de Jeová, que publicam ferroados ataques sobre a celebração do Natal
ano após ano. No entanto, estes grupos não estão sós na sua condenação destes
feriados religiosos mais populares.
Muitos cristãos evangélicos também acreditam que o
Natal é uma celebração pagã, vestindo “roupas cristãs”. Enquanto muitos
cristãos marcam o Natal como um dia especial para adorar a Cristo e dar graças
pela Sua entrada no mundo, eles rejeitam qualquer coisa que tenha a ver com
Papai Noel, árvores de Natal, troca de presentes e tal.
Existem bases bíblicas para rejeitar tudo ou parte do
Natal? Qual deve ser a atitude dos cristãos neste assunto? Essa pergunta que
está diante de nós.
A resposta dada aqui é de que, enquanto certos
elementos da tradição Natalina são essencialmente pagão, eles devem ser
rejeitados (especialmente as bebidas e imoralidades, na qual o mundo se acham
dona naquele período do ano), o Natal em si e muitas das tradições associadas
com ele, pode ser celebrado pelos cristãos que tem uma consciência clara.
Aqueles que se inclinam a rejeitar fora de mão, tal posição, podem estar
interessados em saber que, durante um tempo este escritor teria concordado com
eles. Um exame minucioso destes assuntos incluídos, no entanto, conduz a uma
conclusão diferente.
O argumento básico e comum
apresentado contra o Natal, é de que não se encontra na Bíblia. Muitos
cristãos, e também grupos como as Testemunhas de Jeová, sentem de que ao não
estar mencionado nas Escrituras, não é portanto para ser observado. De fato, as
Testemunhas argumentam que desde que as únicas pessoas na Bíblia que celebravam
o seu aniversário onde Faraó (Gn 40:20-22) e Herodes (Mt 14:6-10), Deus tem uma
visão obscura a respeito de celebrações de aniversário em geral.
Sendo assim, eles sentem, que Deus não aprovaria a
celebração do aniversário de Jesus.
Em resposta a estes argumentos, algumas coisas
precisam ser ditas. Primeiro de tudo, o fato é que a Bíblia nada diz
contra a prática de celebração de aniversários. O que foi mau nos casos de
Faraó e Herodes, não era o fato de celebrarem seus aniversários, mas, sim as
práticas más nos seus aniversários (Faraó matou o chefe dos padeiros, e Herodes
matou João Batista). Segundo, o que a Bíblia não proíbe, seja
explicitamente ou por implicação de alguns princípios morais, é permitido ao
cristão, enquanto for para edificação (Rm 13:10; 14:1-23; I Co 6:12; 10; 23;
Col 2:20-23; etc.). Portanto, desde que a Bíblia não proíbe aniversários, e
eles não violarem princípios bíblicos, não há base bíblica para rejeitar
aniversários. Pelo mesmo motivo, não há razões bíblicas para rejeitar
completamente a idéia de celebrar o aniversário de Jesus.
25 de Dezembro
Outra objeção comum ao Natal está
relacionado com a guarda de 25 de
dezembro como sendo o aniversário de Cristo. Freqüentemente instam que Cristo
não podia ter nascido no dia 25 de dezembro (geralmente porque os pastores não
teriam seus rebanhos nos campos de noite naquele mês), portanto, no dia 25 de
dezembro, não podia ter sido seu aniversário. Como se isso não bastasse é
também apontado de que 25 de dezembro era a data de um festival no Império
Romano no quarto século, quando o Natal era largamente celebrado nesse dia.
É verdade que parece não haver evidência como sendo o
aniversário de Cristo nessa data.
Por outro lado, tem sido demonstrado que tal data não
é impossível, como é suposto normalmente.
Contudo, pode ser admitido de que é altamente
improvável que Cristo realmente tenha nascido em dezembro 25.
Este fato invalida o Natal? Realmente, não. Não é
essencial para a celebração de aniversário de alguém, que seja comemorado na
mesma data do seu nascimento. Os americanos comemoram os aniversários de
Washington e Lincoln na terceira Segunda-feira de Fevereiro todos os anos, ainda
que o aniversário de Lincoln era no dia 14 de Fevereiro e o de Washington, 22 de
Fevereiro. Se tivesse certeza de que Cristo realmente nasceu digamos, em 30 de
abril, deveríamos então celebrar o Natal naquele dia? Enquanto que não haveria
nada de errado com tal mudança, não seria necessário. O propósito é o que
importa, não a atual data.
Mas, e com respeito ao fato de ser 25 de dezembro a
data de um festival pagão? Isto não prova que o Natal é pagão? Não, não o
prova. Em vez, prova que o Natal foi estabelecido como um rival da
celebração do festival pagão. Isto é, o que os cristãos fizeram era como dizer,
“Antes do que celebrar em imoralidade o nascimento de Ucithra, um falso deus que
nunca nasceu realmente, e que não pode lhe salvar, celebremos com alegre justiça
o nascimento de Jesus, o verdadeiro Deus encarnado que é o Salvador do mundo.”
Algumas vezes, se insta a que se tome um festival
pagão tentando “cristianizá-lo” é insensatez. No entanto, Deus mesmo fez
exatamente isso no Antigo Testamento. A evidência histórica nos mostra
conclusivamente, que algumas festas dadas a Israel por Deus através de Moisés
eram originalmente pagãs, os festivais agriculturais, os quais eram cheios de
práticas e imagens idólatras.
O que Deus fez com efeito, era estabelecer
festividades os quais tomariam o lugar dos festivais pagãos, sem adotar
nada da idolatria e imoralidade associado com ela.
Poderia dar a impressão, então, que em princípio nada
há de mal em fazê-lo, se tratando do Natal.
Santa Claus (Papai Noel)
Provavelmente
a coisa que mais incomoda aos
cristãos
sobre o Natal mais do que qualquer coisa, é a tradição do Papai Noel.
As objeções para esta tradição inclui o seguinte: [1] Papai Noel é uma
figura mística incluído com atributos divinos, incluindo onisciência e onipotência;
[2] quando as crianças aprendem que Papai Noel não é real, eles perdem
a fé nas palavras dos seus pais e em seres sobrenaturais; [3] Papai
Noel distrai a atenção de Cristo; [4] a história de Papai Noel
ensina as crianças a serem materialistas. Em face a tais objeções convincentes,
pode-se dizer algo de bom do Papai Noel.
Antes de examinar cada uma destas objeções, deve se
notar que, o Natal pode ser celebrado sem o Papai Noel. Retire Papai Noel do
Natal e o Natal permanece intacto. Retire Cristo do Natal, no entanto, e tudo
que sobre é uma festa pagã. Sejam quais forem nossas diferenças individuais de
como tratar o assunto de Papai Noel com as nossas crianças, como Cristãos nós
podemos concordar com este tanto.
1.)
Não existe dúvida alguma de que
Papai Noel na sua presente forma, é um mito, ou conto de fada. No entanto,
houve realmente um Papai Noel o nome “Santa Claus” é uma forma anglosaxona do
Holandês, Sinter Klaas, que por sua vez significava “São Nicolau”.
Nicolau foi um bispo cristão, no quarto centenário,
sobre quem
Pouco sabemos por certo. Ele aparentemente, assistia ao Concílio de Nicéia no
AD. 325, e uma forte tradição sugere que ele demonstrava uma singular bondade
para com as crianças. Enquanto que o velho vestido de vermelho puxando um trenó
conduzido por veado voador é um mito, a história de um velho amante de crianças
que lhes trouxe presentes, provavelmente não é - e em muitos países, é só isso
que “Santa Claus” é.
Deve-se admitir que contar às crianças que Papai Noel pode vê-los em
todo tempo, e de que ele sabe se eles foram bons ou maus, etc... está errado.
Também é verdade que os pais não deviam contar a seus filhos a história de Papai
Noel como se fosse uma verdade literal. Contudo, as crianças com menos de sete
ou oito anos, podem brincar de “fazer de conta” e tirar disso divertimento como
se elas pensa-se que é real. De fato, a essa idade elas estão aprendendo a
diferença entre o faz de conta e a realidade. Crianças mais jovens ficarão
fascinadas pelos presentes que são descobertos na manhã de Natal, debaixo de uma
árvore a qual lhes foi dito que são do “Papai Noel”, porém, eles não tirarão
conclusões sobre a realidade de Papai Noel por meio destas descobertas.
2.) Quando as crianças aprenderem que Papai Noel não é real,
poderá perturbá-los um pouco, somente se os pais lhes disseram que ele realmente
existe e que ele faz tudo que se pretendia dele. É por isso que deve-se dizer
às crianças que Papai Noel é faz de conta, tão logo elas tenham idade suficiente
para fazer perguntas a respeito da realidade.
Antes de ser uma pedra de tropeço para acreditar no sobrenatural,
ele pode ser um trampolim. Diga às crianças que enquanto Papai Noel é uma faz
de conta, Deus e Jesus não são. Diga-lhes que, enquanto Papai Noel só pode
trazer coisas que os pais podem comprar ou fazer, Jesus pode lhes dar coisas que
ninguém pode – um amigo que sempre está com eles, perdão para as coisas más que
eles fazem, vida num lugar maravilhoso com Deus para sempre, etc.
3.)
Siga as sugestões acima e não
mais será Papai Noel um motivo para distraí-los de Cristo. Diga a seus filhos
porque Papai Noel dá presentes, e porque Deus nos deu o presente mais
maravilhoso, Cristo.
4.) Pelo contrário, a história de Papai Noel é melhor contada quando é
usada para encorajar as crianças a ser abnegadas e generosas.
Árvores de Natal
Um dos poucos elementos sobre a
celebração tradicional do Natal, dos que se opõe a isso, afirmam o que diz na
Escritura sobre árvores de Natal. Especificamente pensa-se que em Jeremias
10:2-4 Deus explicitamente condenava árvores de Natal: “Assim diz o Senhor: Não
aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais dos céus, embora
com eles se atemorizem as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade;
cortam do bosque um madeiro, e um artífice o lavra com o cinzel.”
Certamente há uma semelhança entre
a coisa descrita em Jeremias 10, e a árvore de Natal. Semelhança, no entanto,
não é igual a identidade. O que Jeremias descreveu era um ídolo – uma
representação de um falso deus – como o verso seguinte mostra: “Como o
espantalho num pepinal, não podem falar; necessitam de que os levem, pois não
podem andar. Não tenhais receio deles; não podem fazer o mal, nem podem fazer o
bem.” (v.5)
A passagem paralela em Isaías
40:18-20 esclarece que o tipo de coisa que Jeremias 10 tem em mente, é na
verdade um objeto de adoração: “Também consumirá a glória da sua floresta, e do
seu campo fértil desde a alma até o corpo; será como quando desmaia o doente. O
resto das árvores da sua floresta será tão pouco que um menino as poderá contar.
Naquele dia os restantes de Israel, e os que tiverem escapado da casa de Jacó,
nunca mais se estribarão sobre aquele que os feriu, mas se estribarão lealmente
sobre o Senhor, o Santo de Israel.” (Is 10:18-20)
Assim, a semelhança é meramente
superficial. A árvore de Natal não se origina de adoração pagã
de árvores (o qual foi praticada), porém, de dois símbolos explicitamente
cristãos, do Ocidente da Alemanha Medieval.
A Enciclopédia Britânica explica o
seguinte:
A moderna árvore de Natal, em
hora, se originou na Alemanha Ocidental. O principal esteio de uma peça
medieval sobre Adão e Eva, era uma árvore de pinheiro pendurada com maças
(Árvore do Paraíso) representando o jardim do Éden. Os alemães montaram uma
“árvore do Paraíso” nos seus lares no dia 24 de dezembro, a festa religiosa de
Adão e Eva. Eles penduravam bolinhos delgados (simbolizando a hóstia, o sinal
cristão de redenção); as hóstias eventualmente se transformaram em biscoitos de
vários formatos. Velas, também, eram com freqüência acrescentadas como símbolo
de Cristo. No mesmo quarto, durante as festividades de Natal, estava a pirâmide
Natalina, uma construção piramidal feito de madeira com prateleiras para colocar
figuras de Natal, decorados com sempre-verdes, velas e uma estrela. Lá pelo 16º
século a pirâmide de Natal e a árvore do Paraíso tinham desaparecido, se
transformando em árvore de Natal.
Mais uma vez, não há nada
essencial sobre a árvore de Natal para celebrar o Natal. Como o mito moderno de
Papai Noel, é uma tradição relativamente recente; as pessoas celebravam o Natal
durante séculos sem a árvore e sem o semi-divino residente do Polo Norte.
O que é essencial ao Natal é
Cristo. No entanto, isso não quer dizer que devemos jogar Papai Noel e a árvore
fora de vez. Neste assunto temos liberdade cristã para adotar estas tradições e
usá-los para ensinar os nossos filhos sobre Cristo, ou para celebrar o
nascimento de Cristo, sem elas.
Nesse caso, não há nenhuma
obrigação para celebrar seu aniversário também, desde que não é ordenado para
nós na Escritura.
Todavia, seria estranho de fato,
se alguém que foi salvo pelo filho de Deus, não se regozijar-se em pensar no dia
que Sua encarnação manifestou-se pela primeira vez ao mundo naquela noite santa
Pastor
da Igreja Batista Ágape, em Vila Mariana, vice-presidente da AGIR
(Agência de Informações Religiosas), Conferencista e pesquisador há mais
de quinze anos. Já
lecionou as disciplinas de Seitas, Apologética, Teologia Contemporânea, História
da Igreja e Religiões Mundiais na Missão Kairós, Seminário do Betel Brasileiro,
ESTE (Escola Superior de Teologia Evangélica) Seminário Jovens da Verdade,
Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, Missão Antioquia, Missão Getsêmani.
Autor dos
capítulos Saiba os Fatos Sobre os Anjos no Brasil e Saiba os Fatos
Sobre os Movimentos da Fé no Brasil e Saiba os Fatos Sobre os Mórmons no Brasil
no livros da série: Os Fatos da Editora Chamada da Meia Noite.
Contribui
regularmente para vários periódicos evangélicos. É casado com Sônia Ribeiro de
Andrade e tem três filhos, Sheila, Israel, Larissa e Giovanna.
Endereço
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Rua
Domingos de Morais, 1458 Caixa
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Mariana – São Paulo, SP CEP:
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Joaquim de Andrade
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