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Netanyahu não descarta ‘ataque preventivo’ contra o Irã

por Artigo compilado - ter out 15, 6:48 pm

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se referiu novamente nesta terça-feira à possibilidade de realizar ataques preventivos contra o Irã, no dia de abertura de uma nova série de negociações sobre o controverso programa nuclear iraniano.

Em um discurso no Knesset (Parlamento) por ocasião de uma cerimônia pela guerra árabe-israelense de 1973, o primeiro-ministro advertiu que uma das lições deste conflito, no início do qual Israel foi surpreendido, é “levar a sério seus inimigos e nunca descuidar dos sinais de perigo”.

“Não é proibido renunciar a um ataque preventivo”, advertiu.

No dia 1 de outubro ante a Assembleia Geral da ONU, Netanyahu havia afirmado que Israel agiria apenas se fosse necessário.

“Tais ataques não devem ser feitos automaticamente (…) mas há situações nas quais as reações internacionais a tal iniciativa não valem o preço de sangue que pagaremos sofrendo um ataque estratégico ao qual nos veremos forçados a reagir, e talvez muito tarde”, argumentou.

“Uma guerra preventiva é uma das decisões mais difíceis que um governo deve tomar, já que nunca se poderá provar o que teria acontecido se não tivéssemos agido”, acrescentou.

Líderes israelenses ameaçam regularmente com ataques contra as instalações nucleares iranianas para impedir o Irã de se dotar de armas atômicas, embora Teerã desminta que exista qualquer aspecto militar em seu programa nuclear civil.

Antes, Netanyahu havia considerado que agora é “o momento oportuno para chegar a uma solução diplomática verdadeira que coloque fim ao programa nuclear do Irã”.

Israel também já havia reiterado nesta terça-feira seu apelo para que as grandes potências evitem qualquer acordo parcial com o Irã.

O gabinete de segurança de Israel, composto pelos sete principais ministros do governo, advertiu após uma reunião na noite de segunda-feira contra “qualquer acordo parcial, que conduziria a um colapso do regime de sanções (contra o Irã) sem obter um desmantelamento total do programa nuclear militar iraniano”.

Extraído da Folha em 15/10/2013


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