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No princípio SURGE o Universo

por Artigo compilado - seg jun 23, 2:09 am

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A ciência sem a religião é aleijada; a religião sem a ciência é cega. ALBERT EINSTEIN

 

FATOS “IRRITANTES”

O ano era 1916, e Albert Einstein não estava gostando do rumo que seus cálculos estavam tomando. Se a sua teoria da relatividade geral estava correta, isso significava que o Universo não é eterno, mas que teve um início. Os cálculos de Einstein realmente estavam revelando um início definido de todo o tempo, de toda a matéria, de todo o espaço. Isso atacava frontalmente sua crença de que o Universo era estático e eterno.

Einstein disse mais tarde que sua descoberta foi “irritante”. Queria que o Universo fosse auto-existente — que não estivesse baseado em nenhuma causa externa -, mas o Universo parecia ser um gigantesco efeito. Na verdade, Einstein desaprovou tanto as implicações da teoria da relatividade geral — uma teoria que hoje se prova precisa até a quinta casa decimal — que resolveu introduzir uma constante cosmológica (que alguns chamam, desde então, de “fator disfarce”) em suas equações, visando com isso mostrar que o Universo é estático e evitar a idéia de um início absoluto.

Mas o fator disfarce de Einstein não ficou disfarçado por muito tempo. Em 1919, o cosmólogo britânico Arthur Eddington conduziu um experimento durante um eclipse solar que confirmou que a teoria da relatividade era realmente verdadeira — o Universo não é estático, mas teve um começo. Tal como Einstein, Eddington não estava feliz com aquelas implicações. Mais tarde, ele escreveu: “Filosoficamente, a noção de um início da ordem presente da natureza me é repugnante [ … ] eu preferiria ter encontrado um genuíno buraco”. [1]

Em 1922, o matemático russo Alexander Friedmann expusera oficialmente que o fator disfarce de Einstein era um erro algébrico (por incrível que pareça, em sua tentativa de evitar a idéia do início do Universo, o grande Einstein fez uma divisão por zero, o que qualquer criança em idade escolar sabe que é proibido!). Enquanto isso, o astrônomo holandês Willem de Sitter descobriu que a teoria da relatividade exigia que o Universo estivesse em expansão. Em 1927, a expansão do Universo foi observada pelo astrônomo Edwin Hubble (que deu nome ao famoso telescópio orbital).

Olhando para o céu no telescópio de 100 polegadas do Observatório de monte Wilson, na Califórnia, Hubble descobriu um “desvio para o vermelho” na luz de todas as galáxias observáveis, o que significava que aquelas galáxias estavam afastando-se de nós. Em outras palavras, a teoria da relatividade confirmava-se mais uma vez: o Universo parecia estar em expansão de um único ponto no passado distante.[2]

Em 1929, Einstein foi até o monte Wilson para observar pessoalmente por aquele telescópio. O que viu foi irrefutável. A evidência baseada na observação mostrou que o Universo estava realmente em expansão, como havia predito a teoria da relatividade. Com sua constante cosmológica agora completamente esmagada pelo peso das evidências contra ela, Einstein não tinha mais como apoiar seu desejo de ver um Universo eterno. Mais tarde, descreveu a constante cosmológica como “o pior erro da minha vida” e redirecionou seus esforços para encontrar a tampa da caixa do quebra-cabeça da vida. Einstein disse que queria “saber como Deus havia criado o mundo. Não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Quero conhecer os pensamentos de Deus; o resto são detalhes”. [3]

Apesar de Einstein ter dito que acreditava num Deus panteísta (um Deus que está no Universo), seus comentários admitindo a criação e o pensamento divino estavam mais para a descrição de um Deus teísta. E por mais “irritante” que possa ser, sua teoria da relatividade levanta-se hoje como uma das mais fortes linhas de comprovação de um Deus teísta. O fato é que a teoria da relatividade apóia um dos mais antigos e formais argumentos para a existência de um Deus teísta: o argumento cosmológico.

 

O ARGUMENTO COSMOLÓGICO: O COMEÇO DO FIM DO ATEÍSMO

Não se impressione com o imponente nome técnico: “cosmológico” vem da palavra grega cosmos e significa “mundo” ou “Universo”. Ou seja, o argumento cosmológico é o argumento do início do Universo. Se o Universo teve um início, então teve uma causa. Na forma lógica, o argumento apresenta-se da seguinte maneira:

1.Tudo o que teve um começo teve uma causa.

2.O Universo teve um começo.

3.Portanto, o Universo teve uma causa.

Como mostramos no capítulo anterior, para que um argumento seja verdadeiro, ele precisa ser logicamente válido, e suas premissas precisam ser verdadeiras. Esse argumento é válido, mas será que as suas premissas são válidas? Vamos dar uma olhada nas premissas.

A premissa 1 — tudo o que teve um começo teve uma causa — é a lei da causalidade, que é o princípio fundamental da ciência. Sem a lei da causalidade, é impossível haver ciência. De fato, Francis Bacon (o pai da ciência moderna) disse: “O verdadeiro conhecimento só é conhecimento pela causa”.[4] Em outras palavras, a ciência era uma busca pelas causas. É isto que os cientistas fazem: tentam descobrir o que causou o quê.

Se existe alguma coisa que temos observado em relação ao Universo é que as coisas não acontecem sem uma causa. Quando um homem está dirigindo pela rua, outro veículo nunca aparece na frente de seu carro do nada, sem um motorista ou sem causa. Sabemos que muitos guardas de trânsito ouvem essa história, mas isso não é verdade. Sempre existe um motorista ou alguma outra causa por trás do aparecimento daquele carro. Nem mesmo o grande cético David Hume poderia negar a lei da causalidade. Ele escreveu: “Nunca fiz a tão absurda proposição de que alguma coisa possa surgir sem uma causa”.[5]

De fato, negar a lei da causalidade é negar a racional idade. O próprio processo de pensamento racional exige que reunamos nossos pensamentos (as causas) para que cheguemos às conclusões (os efeitos). Assim, se alguém lhe disser que não acredita na lei da causalidade, simplesmente faça a seguinte pergunta a essa pessoa: “O que a fez chegar a essa conclusão?”.

Uma vez que a lei da causalidade está bem estabelecida e é inegável, a premissa 1 é verdadeira. E quanto à premissa 2? O Universo teve um começo? Se não teve, então não havia necessidade de haver uma causa. Se teve, então o Universo deve ter tido uma causa.

Até a época de Einstein, os ateus podiam confortar-se com a crença de que o Universo era eterno e, portanto, não precisava de uma causa. Mas, desde então, cinco linhas de evidências científicas foram descobertas, as quais provam, sem sombra de dúvida, que o Universo realmente teve um início. Aquele início foi algo que os cientistas chamam hoje de Big Bang (ou “grande explosão”). A evidência desse Big Bang pode ser facilmente lembrada pelo acrônimo SURGE.

 

NO PRINCÍPIO SURGE O UNIVERSO

De tempos em tempos, as principais revistas semanais — como as norte americanas Time, Newsweek [à semelhança das nacionais Veja, Isto É e Época] publicam uma reportagem de capa sobre a origem e o destino do Universo. “Quando começou o Universo?” e “Quando ele acabará?” são duas das perguntas examinadas nesses artigos. O fato de o Universo ter tido começo e que terá fim não é nem mesmo levantado no debate dessas reportagens. Por quê? Porque os cientistas modernos sabem que começo e fim são exigências de uma das mais comprovadas leis de toda a natureza: a segunda lei da termodinâmica.

 

S — A segunda lei da termodinâmica

A segunda lei da termodinâmica é o “s” do nosso acrônimo SURGE. A termodinâmica é o estudo da matéria e da energia, e, entre outras coisas, sua segunda lei afirma que o Universo está ficando sem energia utilizável. A cada momento que passa, a quantidade de energia utilizável está ficando menor, levando os cientistas à óbvia conclusão de que, um dia, toda a energia terá se esgotado e o Universo morrerá. Tal como um carro em movimento, um dia o Universo vai ficar sem combustível.

Então você pode dizer: “E daí? De que maneira isso prova que o Universo teve um começo .. Bem, vamos enxergar as coisas a seguinte maneira: a primeira lei da termodinâmica afirma que a quantidade e energia no universo é constante. [6] Em outras palavras, o Universo possui apenas uma quantidade finita de energia (algo muito semelhante ao fato de o seu carro ter uma quantidade finita de combustível). Se o seu carro tem uma quantidade finita de combustível (a primeira lei) e ele está consumindo combustível durante todo o tempo em que está se movimentando (a segunda lei), seu carro estaria andando agora se você tivesse ligado a ignição há um tempo infinitamente distante? Não, é claro que não. Ele estaria sem combustível agora. Da mesma maneira, o Universo estaria sem energia agora se estivesse funcionando desde toda a eternidade pas­sada. Mas aqui estamos nós: as luzes ainda estão acesas, o que significa dizer que o Universo deve ter começado em algum tempo no passado finito, ou seja, o Universo não é eterno – teve um começo.

Podemos comparar o Universo com uma lanterna. Se você deixar uma lanter­na acesa durante toda a noite, qual será a intensidade da luz pela manhã? Será fraca, porque as baterias foram utilizadas até quase extinguir sua energia. Bem, o Universo é como uma lanterna quase descarregada. Possui só um pouco de ener­gia a ser consumida. Mas, uma vez que o Universo ainda tem alguma carga na bateria (a energia ainda não acabou), ele não pode ser eterno – teve obrigatoria­mente um início – pois, se fosse eterno, a bateria já teria acabado a essa altura.

A segunda lei da termo dinâmica também é conhecida como lei da entropia, que nada mais é senão uma maneira simpática de dizer que a natureza tem a tendência de fazer as coisas se desordenarem. Em outras palavras, com o tempo, as coisas naturalmente se desfazem. Seu carro se acaba; sua casa se acaba; seu corpo se acaba. Mas se o Universo está ficando cada vez menos ordenado, então de onde veio a ordem original? O astrônomo Robert Jastrow compara o Univer­so a um relógio movido a corda.[7] Se um relógio movido a corda está começando a atrasar, então alguém precisa dar-lhe corda.

Esse aspecto da segunda lei também nos diz que o Universo teve um começo.

Uma vez que ainda temos alguma ordem – assim como ainda temos alguma energia utilizável -, o Universo não pode ser eterno, porque, se fosse, teríamos alcançado a completa desordem (entropia) neste momento.

Alguns anos atrás, um estudante que participava de um ministério cristão entre universitários convidou-me [Norm] para falar em sua universidade sobre um tema relacionado à segunda lei. Durante a palestra, eu disse basicamente aos alunos aquilo que escrevemos aqui, mas de uma maneira mais detalhada. Depois da exposição, o aluno que havia me convidado pediu que eu almoçasse com ele e seu professor de física.

Assim que nos sentamos para comer, o professor deixou claro que era cético em relação ao meu argumento de que a segunda lei da termodinâmica exige a existência de um começo para o Universo. Ele me disse até mesmo ser materia­lista e acreditar que apenas as coisas materiais existiam e que existiram por toda a eternidade.

– Se a matéria é eterna, então o que você faz com a segunda lei? – pergun­tei a ele. Ele respondeu:

— Toda lei tem sua exceção. Essa é a minha exceção.

Eu poderia ter contra-atacado, perguntando-lhe se pressupor que toda lei tem uma exceção era fazer uma boa ciência. Isso não me parece muito científico e pode ser uma afirmação falsa em si mesma quando você pergunta: ”A lei que diz que ‘toda lei tem uma exceção’ tem uma exceção?”. Se tiver, talvez a segunda lei seja uma exceção à lei de que toda lei deve ter uma exceção.

A coisa não se encaminhou assim porque eu achei que ele iria protestar. Em vez disso, recuei um pouco com relação à segunda lei e decidi questioná-Io sobre o materialismo.

— Se tudo é material – perguntei -, então o que é a teoria científica?

Além do mais, toda teoria sobre qualquer coisa material não é material; não é feita de moléculas.

Sem hesitar por um momento, ele disse com certo gracejo: — A teoria é mágica.

— Mágica? – repeti, realmente não acreditando naquilo que estava ouvindo. – Qual é a base para você dizer isso?

— Fé – respondeu ele rapidamente.

“Fé na mágica?”, pensei comigo mesmo. “Não posso acreditar no que estou ouvindo! Se a fé na mágica é a melhor coisa que os materialistas têm a oferecer, então eu não tenho fé suficiente para ser materialista!”.

Pensando novamente naquele episódio, parece-me que aquele professor teve um momento de sinceridade. Ele sabia que não poderia responder à fortíssima comprovação que apóia a segunda lei e, então, admitiu que sua posição não tinha base na comprovação ou na razão. Ao fazer isso, deu outro exemplo da falta de disposição em acreditar naquilo que a mente sabe que é verdadeiro e de como a visão dos ateus é baseada apenas na fé.

O professor estava certo com relação a uma coisa: ter fé. Ele de fato precisava de um salto de fé para deliberadamente ignorar a mais estabelecida lei de toda a natureza. Foi assim que Arthur Eddington caracterizou a segunda lei há mais de 80 anos:

A lei que afirma que a entropia cresce — a segunda lei da termodinâmica tem, segundo o meu pensamento, a posição suprema entre as leis da natureza. Se alguém insistir que a sua teoria preferida do Universo está em desacordo com as equações de Maxwell — então tanto melhor para as equações de Maxwell. Se elas contradisserem a observação — bem, essas experiências às vezes dão errado. Mas se a sua teoria está em oposição à segunda lei da termodinâmica, então não posso lhe dar esperança alguma: não há nada a esperar dela, senão cair na maior humilhação.[8]

 

Uma vez que percebi que o professor não estava realmente interessado em aceitar a verdade, não lhe fiz nenhuma outra pergunta potencialmente humilhante. Mas, uma vez que nenhum de nós podia ignorar o poder da segunda lei em nossos próprio corpo, pedimos a sobremesa. Nenhum de nós estava disposto a negar que precisávamos repor a energia que havíamos acabado de usar!

 

U — O Universo está em expansão

As boas teorias científicas são aquelas capazes de predizer fenômenos que ainda não foram observados. Como vimos, a teoria da relatividade predisse um Universo em expansão. Mas foi somente uma década depois de o legendário astrônomo Edwin Hubble ter olhado em seu telescópio que os cientistas finalmente confirmaram que o Universo está em expansão e que se expande de um único ponto (o astrônomo Vesto Melvin Slipher estava muito próximo deste Universo em expansão já em 1913, mas foi Hubble quem reuniu todas as partes soltas da questão no final da década de 1920). Este Universo em expansão é a segunda linha de comprovação científica que afirma que o Universo teve um começo.

De que maneira podemos provar, por sua expansão, que o Universo teve um começo? Pense da seguinte maneira: se pudéssemos assistir a uma fita de vídeo da história do Universo ao contrário, veríamos toda matéria no Universo retomando para um único ponto. Esse ponto não teria o tamanho de uma bola de basquete, nem de uma bola de pingue-pongue, nem mesmo da cabeça de uma agulha, mas matemática e logicamente um ponto que é realmente nada (i.e., sem tempo, sem matéria). Em outras palavras, era uma vez um nada e, então, bang!, havia alguma coisa — o Universo passou a existir por meio de uma explosão! É por essa razão que conhecemos esse fenômeno como Big Bang ou “grande explosão”.

É importante compreender que o Universo não está se expandindo para um lugar vazio, mas o próprio espaço está em expansão — não havia espaço antes do Big Bang. Também é importante compreender que o Universo não surgiu de material existente, mas sim do nada — não havia matéria antes do Big Bang. De fato, cronologicamente, não havia “antes” no período anterior ao Big Bang, porque não existe “antes” sem tempo, e não havia tempo antes do Big Bang.[9]  Tempo, espaço e matéria passaram a existir no Big Bang.

Esses fatos dão muita dor de cabeça aos ateus, como aconteceu numa noite chuvosa no Estado norte-americano da Geórgia em abril de 1998. Naquela noite, eu [Frank] compareci a um debate na cidade de Atlanta sobre a questão “Deus existe?”. William Lane Craig assumiu a posição afirmativa, e Peter Atkins assumiu a posição negativa. O debate estava bastante espirituoso e, em alguns momentos, até engraçado, parcialmente devido ao moderador, William F. Buckley Jr. (Buckley não escondia seu favoritismo pela posição de Craig, favorável à existência de Deus. Depois de apresentar Craig e suas impressionantes credenciais, Buckley apresentou Atkins da seguinte maneira: “E do lado do Diabo, temos o dr. Peter Atkins!”).

Um dos cinco argumentos de Craig para a existência de Deus era o argumento cosmológico, apoiado pela evidência do Big Bang, que estamos discutindo aqui. Ele destacou que o Universo — todo o tempo, toda a matéria e todo o espaço — explodiu do nada, um fato que Atkins admitira em seu livro e que reafirmou mais tarde no debate daquela noite.

Uma vez que foi o primeiro a falar, Craig informou à platéia como Atkins tenta explicar o Universo de uma perspectiva ateísta: “Em seu livro The Creation Revisited [A Criação revisitada], o dr. Atkins luta ferozmente para explicar como o Universo poderia ter surgido, sem ter sido provocado por nada. Mas, no final, ele se vê preso, contradizendo a si mesmo. Ele escreve: ‘Agora voltemos no tempo, além do momento da Criação, quando não havia tempo e onde não havia espaço’. Nesse tempo antes do tempo, ele imagina um redemoinho de pontos matemáticos que se recombinavam repetidas vezes e que, finalmente, por meio de tentativa e erro, vieram a formar nosso Universo de tempo e espaço”. [10]

Craig continuou, destacando que a posição de Atkins não é uma teoria científica, mas, na verdade, uma metafísica popular que contradiz a si mesma. É metafísica popular porque é uma explicação inventada — não existe nenhuma comprovação científica que a apóie. É também contraditória porque trata de tempo e espaço antes de haver tempo e espaço.

Uma vez que Craig não teve oportunidade de dialogar diretamente com Atkins sobre esse ponto, Ravi Zacharias e eu ficamos na fila de perguntas, já no final do debate, para questionar Atkins sobre sua posição. Infelizmente, o tempo acabou antes que um de nós pudesse fazer uma pergunta, de modo que fomos falar com Atkins depois do debate, nos bastidores.

— Dr. Atkins — disse Ravi -, o senhor admite que o Universo explodiu do nada, mas a sua explicação para o começo não está clara com relação ao que seja “nada”. Os pontos matemáticos num redemoinho não são nada. Até eles são alguma coisa. Como o senhor justifica isso?

Em vez de abordar a questão, Atkins se rendeu verbalmente à segunda lei da termodinâmica. Ele disse:

— Olha, senhores, estou muito cansado. Não posso responder a mais nenhuma pergunta agora.

Em outras palavras, o seu decréscimo de energia provou que a segunda lei da termodinâmica estava funcionando. Atkins literalmente não tinha nada a dizer!

De acordo com a comprovação cosmológica moderna, o Universo literalmente não tinha nada de onde surgir. Contudo, quando foi a hora de dar uma explicação ateísta a isso, Atkins não começou realmente do nada, mas de pontos matemáticos e do tempo. Naturalmente, não se pode imaginar como meros pontos matemáticos e tempo pudessem verdadeiramente criar o Universo. Todavia, ele queria impor o fato de que ateus como ele próprio precisam explicar como o Universo começou de absolutamente nada.

O que é nada? Aristóteles tinha uma boa definição: ele disse que nada é aquilo com que as rochas sonham! O nada do qual o Universo surgiu não são “pontos matemáticos”, como sugeriu Atkins, nem “energia positiva e negativa’, como escreveu o ateu Isaac Asimov.[11] “Nada” é literalmente coisa alguma aquilo com que as rochas sonham.

O escritor inglês Anthony Kenny descreveu honestamente seu próprio apuro como ateu à luz da evidência do Big Bang. Ele escreveu: “De acordo com a teoria do big bang, toda a matéria do Universo começou a existir em um momento em particular no passado remoto. Um oponente de tal teoria deve acreditar, pelo menos se for ateu, que a matéria do Universo veio do nada e por meio de nada’. [12]

 

R — Radiação do big bang

A terceira linha de comprovação científica de que o Universo teve um início foi descoberta por acidente em 1965. Foi naquele ano que Arno Penzias e Robert Wilson detectaram uma estranha radiação na antena do Laboratório Bell, em Holmdel, Nova Jersey, Estados Unidos. Aquela misteriosa radiação permanecia, não importava para onde apontassem sua antena. Inicialmente acharam que poderia ser o resultado de dejetos de pombos depositados na antena, muito comuns na costa de Nova Jersey, de modo que limparam a antena, e retomaram os pombos. Mas, quando voltaram para dentro, descobriram que a radiação ainda estava lá, e que vinha de todas as direções.

Aquilo que Penzias e Wilson tinham detectado transformou-se numa das mais incríveis descobertas do século passado, uma que chegou a ganhar o Prêmio Nobel. Esses dois cientistas do Laboratório Bell tinham descoberto o brilho avermelhado da explosão da bola de fogo do big bang.

Tecnicamente conhecida como radiação cósmica de fundo, esse brilho é realmente luz e calor emanados da explosão inicial. A luz não é mais visível porque o seu comprimento de onda foi esticado pela expansão do Universo para um tamanho pouco menor do que aquele que é produzido por um forno de microondas. Mas o calor ainda pode ser detectado.

Voltando a 1948, três cientistas predisseram que, se o Big Bang realmente tivesse acontecido, essa radiação estaria em algum lugar. Mas, por alguma razão, ninguém havia tentado detectá-la antes de Penzias e Wilson terem tropeçado nela por acaso há cerca de 30 anos. Ao ser confirmada, essa descoberta lançou por terra qualquer sugestão de que o Universo esteja num estado eterno de passividade. O astrônomo agnóstico Robert Jastrow expõe a questão da seguinte maneira:

Não se encontrou nenhuma outra explicação para a radiação que não fosse o Big Bang. O argumento decisivo, capaz de convencer o mais cético dos cientistas, é que a radiação descoberta por Penzias e Wilson tem exatamente o padrão de comprimento de onda esperado para a luz e o calor produzidos numa grande explosão. Aqueles que apóiam a teoria de um estado estático tentaram desesperadamente encontrar uma explicação alternativa, mas fracassaram. Neste momento, a teoria do big bang não tem concorrentes. [13]

 

Com efeito, a descoberta da radiação da bola de fogo queimou qualquer esperança de existência do estado estático. Mas esse não foi o fim das descobertas. Mais evidências do Big Bang surgiriam. De fato, se a cosmologia fosse um jogo de futebol americano, aqueles que acreditam no Big Bang estariam sendo convidados a “pular em cima’ com esta próxima descoberta.

 

G — Sementes de grandes galáxias

Depois de descobrirem o anunciado Universo em expansão e o brilho posterior de sua radiação, os cientistas voltaram a atenção para outra previsão que confirmaria o Big Bang. Se o Big Bang realmente aconteceu, os cientistas acreditavam que deveríamos ver pequenas oscilações (ou ondulações) na temperatura da radiação cósmica de fundo que Penzias e Wilson tinham descoberto. Essas ondulações de temperatura permitiriam que a matéria se reunisse em galáxias por meio da atração gravitacional. Se isso fosse descoberto, eles aceitariam a quarta linha da comprovação científica de que o Universo teve um início.

Em 1989, foi intensificada a busca por essas ondulações quando a NASA lançou um satélite de 200 milhões de dólares chamado COBE [Cosmic Background Explorer ou “explorador do fundo cósmico”]. Levando equipamentos extremamente sensíveis, o COBE foi capaz de ver se essas oscilações realmente existiam na radiação de fundo e quão precisas elas eram.

Quando George Smoot, o líder do projeto, anunciou as descobertas do COBE em 1992, sua chocante comparação foi citada em jornais do mundo inteiro. Ele disse: “Se você é religioso, então é como estar olhando para Deus”. Michael Turner, astrofísico da Universidade de Chicago, não foi menos enfático, afirmando que “a evidência dessa descoberta não pode ser desprezada. Eles encontraram o Santo Graal da cosmologia”. Stephen Hawking também concordou, chamando as descobertas de “as mais importantes descobertas do século, senão de todos os tempos”.[14] O que fez o satélite COBE receber elogios tão grandiosos?

O satélite não apenas descobriu as ‘Oscilações, mas os cientistas ficaram maravilhados diante de sua precisão. As oscilações mostravam que a explosão e a expansão do Universo foram precisamente calculadas de modo não apenas a fazer a matéria se reunir em galáxias, mas também a ponto de não fazer o próprio Universo desmoronar sobre si mesmo. Qualquer pequena variação para um lado ou para o outro, e nenhum de nós estaria aqui para contar a história. O fato é que as oscilações são tão exatas (com uma precisão de um sobre 100 mil) que Smoot as chamou de “marcas mecânicas da criação do Universo” e “impressões digitais do Criador”.[15]

Mas essas oscilações de temperatura não são apenas pontos em um gráfico de um simples cientista. O COBE conseguiu tirar fotografias das oscilações com infravermelho. É preciso ter em mente que as observações espaciais são, na verdade, observações do passado, devido ao tempo que a luz leva para chegar até nós. Desse modo, os retratos desse satélite são retratos do passado, ou seja, as imagens em infravermelho tiradas pelo COBE apontam para a existência de matéria do início do Universo que viria a se juntar em galáxias e conjuntos de galáxias. Smoot chamou essa matéria de “sementes” das galáxias como elas existem hoje (essas imagens podem ser vistas pela Internet no site do COBE, no endereço http://lambda.gsfc.nasa.gov). Tais “sementes” são as maiores estruturas já detectadas, e a maior estende-se por cerca de um terço do Universo conhecido. Estamos falando de 10 bilhões de anos-luz ou de 95 bilhões de trilhões de quilômetros (95 seguido de 21 zeros).[16]

Agora você pode entender por que tantos cientistas são tão eloqüentes na descrição de sua descoberta. Uma coisa predita pelo Big Bang foi novamente descoberta, e isso foi tão grandioso e tão preciso que provocou um big bang entre os cientistas!

 

E — A teoria da relatividade de Einstein

O “E” do nosso acrônimo vem do nome de Einstein. Sua teoria da relatividade é a quinta linha de comprovação científica de que o Universo teve um início e sua descoberta foi o começo do fim da idéia de que o Universo é eterno. A teoria em si, que foi comprovada até cinco casas decimais, exige um início absoluto para tempo, espaço e matéria. Ela mostra que tempo, espaço e matéria estão correlacionados, ou seja, são interdependentes — você nunca pode ter um sem os outros.

Com base na teoria da relatividade, os cientistas predisseram — e depois descobriram — a expansão do Universo, a radiação posterior à explosão e as grandes sementes de galáxias que foram precisamente criadas para permitir que o Universo se formasse e que tivesse o estado atual. Adicione a essas descobertas a segunda lei da termodinâmica, e temos cinco linhas de decisiva comprovação científica de que o Universo teve um início — algo que SURGE de um início grandioso.

 

DEUS E OS ASTRÔNOMOS

Portanto, o Universo teve um início. O que isso significa para a pergunta relativa à existência de Deus? O homem que hoje se assenta na cadeira de Edwin Hubble no Observatório de monte Wilson tem poucas coisas a dizer sobre isso. Seu nome é Robert Jastrow, astrônomo já citado neste capítulo. Além de trabalhar como diretor do Observatório de monte Wilson, Jastrow é fundador do Instituto Goddard para Estudos Espaciais, da NASA. É óbvio que suas credenciais como cientista são impecáveis. É por isso que seu livro Deus e os astrônomos causou tanto impacto entre aqueles que investigam as implicações do Big Bang, a saber: aqueles que fazem a pergunta: “O Big Bang aponta para Deus?”.

Jastrow revela na primeira linha do capítulo 1 que não há nenhum interesse pessoal em suas observações. Ele escreve: “Quando um astrônomo escreve sobre Deus, seus colegas acham que ou ele está ficando velho ou maluco. No meu caso, deve-se entender desde o início que sou agnóstico em relação aos assuntos religiosos”. [17]

À luz do agnosticismo pessoal de Jastrow, suas citações teístas são ainda mais motivadoras. Depois de explicar algumas das comprovações do Big Bang que acabamos de revisar, Jastrow escreve:

Agora vemos como a evidência astronômica leva a uma visão bíblica da origem do mundo. Os detalhes divergem, mas os elementos essenciais presentes tanto nos relatos astronômicos quanto na narração do Gênesis são os mesmos: a cadeia de fatos que culminou com o homem começou repentinamente e num momento preciso no tempo, num flash de luz e energia.[18]

 

A comprovação de peso do Big Bang e sua compatibilidade com o relato bíblico do Gênesis levou Jastrow a fazer a seguinte observação numa entrevista:

 

Os astrônomos percebem agora que se colocaram numa encruzilhada, porque provaram, por seus próprios métodos, que o mundo começou abruptamente, num ato de criação ao qual se pode rastrear as sementes de toda estrela, todo planeta, toda coisa viva no cosmo e na terra. Eles descobriram que tudo isso aconteceu como um produto de forças que não esperavam encontrar [ … ] isso que eu e qualquer pessoa chamaria de força sobrenatural é, agora, penso eu, um fato cientificamente comprovado.[19]

 

Ao evocar o sobrenatural, Jastrow faz eco à conclusão de Arthur Eddington, contemporâneo de Einstein. Como já mencionamos, embora achasse “repugnante”, Eddington admitiu que “o início parece apresentar dificuldades insuperáveis, a não ser que concordemos em olhar para ele como algo francamente sobrenatural”.[20]

Por que Jastrow e Eddington admitiriam que existem forças “sobrenaturais” em ação? Por que as forças naturais não poderiam ter criado o inverso? Porque esses cientistas sabem, assim como qualquer outra pessoa, que as forças naturais — na verdade, a própria natureza — foram criadas no Big Bang. Em outras palavras, o Big Bang foi o início de todo o Universo físico. Tempo, espaço e matéria passaram a existir naquele momento. Não havia mundo natural ou leis naturais antes do Big Bang. Uma vez que uma causa não pode vir depois de seu efeito, as forças naturais não foram responsáveis pelo Big Bang. Portanto, deve haver alguma coisa acima da natureza para realizar o trabalho. É exatamente isso que significa a palavra sobrenatural.

Os descobridores da radiação pós-explosão, Robert Wilson e Amo Penzias, também não eram defensores da Bíblia. Ambos acreditavam inicialmente na teoria do estado estático. Mas, devido às fortes evidências, mudaram sua visão e reconheceram os fatos que são compatíveis com a Bíblia. Penzias admite: ”A teoria do estado estático mostrou-se tão fraca que foi abandonada. A maneira mais fácil de encaixar as observações com os parâmetros recentes é admitir que o Universo tenha sido criado do nada, num instante, e que continua a se expandir”. [21]

Wilson, que certa vez assistiu a uma aula de Fred Hoyle (o homem que popularizou a teoria do estado estático em 1948), disse: “Em termos filosóficos, eu gosto do estado estático. Mas ficou claro que eu precisava abandoná-lo”.[22] Quando o escritor e cientista Fred Heeren perguntou-lhe se a evidência do Big Bang é indicativa de um Criador, Wilson respondeu: “Certamente houve alguma coisa que fez tudo funcionar. Se você é religioso, é certo que não posso pensar numa teoria melhor da origem do Universo do que aquela relatada no Gênesis”.[23] George Smoot concordou com a avaliação de Wilson. Ele disse: “Não há dúvida de que existe um paralelo entre o Big Bang como um fato e a posição cristã da criação com base no nada”. [24]

 

O IMPÉRIO CONTRA-ATACA (MAS FRACASSA)

O que os ateus têm a dizer sobre isso? Já vimos as fraquezas das explicações de Atkins e Asimov — eles começam com alguma coisa, em vez de partirem literalmente do nada. Existe alguma outra explicação ateísta que possa ser plausível? Não encontramos nenhuma. Os ateus trazem outras teorias, mas todas têm falhas fatais.[25] Vamos analisar brevemente algumas delas.

A teoria do ricochete cósmico — Sugere que o Universo está em expansão e contração contínuas. Isso ajuda seus proponentes a evitar a idéia de um início definido. Mas os problemas com essa teoria são imensos, e por essa razão tem sido reprovada.

Em primeiro lugar, e de maneira mais óbvia, não há evidência para um número infinito de explosões (não existe a teoria do big bang, bang, bang, bang … !). O que se vê é que o Universo explodiu uma vez do nada, e não repetidas vezes da matéria existente.

Em segundo lugar, não existe matéria suficiente no Universo para colocar tudo junto de novo. O Universo parece equilibrado para continuar expandindo-se indefinidamente.[26] Isso foi confirmado em 2003 por Charles Bennett, do Centro de Controle de Vôos Espaciais Goddard, da NASA. Depois de olhar para as leituras da mais recente sonda espacial da NASA, ele disse: “O Universo vai se expandir para sempre. Ele não se voltará sobre si mesmo nem entrará em colapso numa espécie de grande desabamento”.[27] O fato é que os astrônomos estão descobrindo agora que a velocidade da expansão do Universo está acelerando, fazendo um colapso total ser ainda mais improvável. [28]

Em terceiro lugar, mesmo se existisse matéria suficiente para fazer o Universo se contrair e “explodir” novamente, a teoria do ricochete cósmico contradiz a segunda lei da termo dinâmica porque erroneamente pressupõe que nenhuma energia seria perdida em cada contração e explosão. Um Universo “explodindo” repetidamente terminaria desaparecendo do mesmo modo que uma bola que caiu no chão termina parando de pular. Assim, se o Universo está em expansão e contração contínua para sempre, ele já teria parado.

Por último, não há modo de imaginar que hoje estaríamos aqui se o Universo estivesse em expansão e contração contínuas. Um número infinito de grandes explosões é verdadeiramente impossível (vamos falar sobre isso algumas páginas à frente). E, se houve um número finito de explosões, a teoria não pode explicar o que causou a primeira. Não havia nada para “explodir” antes da primeira explosão!

Tempo imaginário — Outras tentativas ateístas de explicar como o Universo explodiu e passou a existir do nada são tão falhas quanto essa. Num esforço de evitar o início absoluto do Universo, Stephen Hawking, por exemplo, formulou uma teoria que utiliza o “tempo imaginário”. Seguindo essa linha, poderíamos chamá-la de “teoria imaginária”, pois o próprio S. Hawking admite que sua teoria é “apenas uma proposta [metafísica]” que não pode explicar o que aconteceu no tempo real. “No tempo real”, reconhece ele, “o Universo tem um início … “[29] O fato é que, de acordo com Hawking, “praticamente todo mundo acredita hoje que o Universo e o próprio tempo tiveram seu começo no Big Bani’.[30] Portanto, como ele mesmo admite, sua teoria imaginária fracassa quando aplicada ao mundo real. Tempo imaginário é simplesmente isto: puta imaginação.

Incerteza — Diante de tão decisiva comprovação do início do Universo, alguns ateus questionam a primeira premissa do argumento cosmológico: a lei da causalidade. Esse é um terreno perigoso para os ateus que tipicamente se orgulham de si mesmos por serem campeões da razão e da ciência. Como já destacamos, a lei da causalidade é o fundamento de toda a ciência. A ciência está à procura de causas. Se você destrói a lei da causalidade, então está destruindo a própria ciência.

Os ateus tentam lançar dúvidas acerca da lei da causalidade citando a física quântica, especialmente o principio da incerteza de Heisenberg. Esse princípio descreve a nossa incapacidade de simultaneamente predizer a posição e a velocidade de partículas subatômicas (i.e., elétrons). A contenda dos ateus é a seguinte: se a causalidade no reino subatômico não é necessária, então talvez a causalidade também não seja necessária no Universo.

Felizmente para a ciência, essa tentativa dos ateus fracassa. Por quê? Porque ela confunde causalidade com previsibilidade. O princípio de incerteza de Heisenberg não prova que o movimento dos elétrons não tem uma causa: apenas descreve a nossa incapacidade de predizer sua posição e velocidade em determinado momento. O simples fato de não podermos predizer alguma coisa não significa que ela não tenha uma causa. De fato, os teóricos quânticos reconhecem que é possível que não sejamos capazes de predizer simultaneamente a velocidade e a posição de elétrons porque as nossas próprias tentativas de observá-los são a causa de seu movimento imprevisível! Agindo de maneira semelhante a um apicultor que coloca sua cabeça na colméia, devemos atiçar as abelhas para poder observá-las. Conseqüentemente, a perturbação pode ser o fato de um cientista estar vendo seus próprios cílios no microscópio.

Por fim, nenhuma teoria ateísta refuta adequadamente a premissa do argumento cosmológico. O Universo teve início e, portanto, precisa de uma causa.

 

A RELIGIÃO DA CIÊNCIA

Então por que todos os cientistas simplesmente não aceitam essa conclusão, em vez de tentarem evitar os fatos e suas implicações por meio de explicações exageradas e implausíveis? Os comentários de Jastfow são úteis mais uma vez (lembre-se: Jastrow é agnóstico). Ele faz a seguinte observação:

Os teólogos geralmente ficam. alegres com a comprovação de que o Universo teve um começo, mas os astrônomos ficam curiosamente perturbados. Suas reações dão uma interessante demonstração da resposta da mente científica, supostamente algo bastante objetivo — quando as provas reveladas pela ciência levam a um conflito com os artigos da fé que professamos, Resulta que os cientistas comportam-se como o resto de nós quando nossas crenças estão em conflito com as provas. Ficamos irritados, fingimos que o conflito não existe ou o descrevemos por meio de frases sem sentido.[31]

 

As frases que vimos Atkins e Asimov usar para explicar o começo do Universo — “pontos matemáticos” e “energia positiva e negativa”, respectivamente certamente parecem sem sentido para nós. A verdade é que essas frases não explicam nada.

 

Com relação aos sentimentos “irritantes” de Einstein sobre a teoria da relatividade e a expansão do Universo, Jastfow escreve: “Essa é uma linguagem curiosamente emocional para uma discussão sobre algumas fórmulas matemáticas. Suponho que a idéia de um início do tempo perturbou Einstein por causa de suas implicações teológicas”. [32]

Todo mundo sabe que os teístas têm crenças teológicas. Mas o que normalmente se despreza é que os cientistas ateus e panteístas também têm crenças teológicas. Como notado anteriormente, Jastrow chama alguma dessas crenças de “artigos da fé que professamos” e afirma que algumas dessas crenças abrangem a “religião na ciência’. Ele escreve:

Existe um tipo de religião na ciência [00′] todo efeito deve ter sua causa; não existe uma Causa Primeira [00′] essa fé religiosa do cientista é violada pela descoberta de que o mundo teve um começo sob condições nas quais as leis conhecidas da física não são válidas e como um produto de forças e circunstâncias que não podemos descobrir. Quando isso acontece, o cientista perde o controle. Se realmente examinou as implicações, ele vai ficar traumatizado. Como normalmente acontece quando nos vemos diante de um trauma, a mente reage ignorando as implicações — na ciência isso é conhecido como “recusa à especulação” — ou trivializa a origem do mundo chamando-a de big bang, como se o Universo fosse um tipo de fogo de artifício.[33]

 

Traumatizados ou não, os cientistas precisam lidar com as implicações da evidência do Big Bang. Podem não gostar das evidências de suas implicações, mas isso não vai mudar os fatos. Uma vez que a evidência mostra que tempo, espaço e matéria foram criados no Big Bang, a mais provável conclusão científica é que o Universo foi causado por alguma coisa externa ao tempo, ao espaço e à matéria (i.e., a Causa Eterna). Quando cientistas deparam-se com essas conclusões e as descrevem como “frases sem sentido” ou “recusa à especulação”, parece que eles estão simplesmente se recusando a aceitar os fatos e as mais razoáveis conclusões que surgem deles. Isso é uma questão de vontade, e não de mente. A comprovação é objetiva; os cientistas descrentes é que não são.

 

E SE A TEORIA DO BIG BANG ESTIVER ERRADA?

Até aqui, demos sólidas comprovações científicas (o acrônimo SURGE) para o fato de que o Universo teve um início. Mas suponha que os cientistas acordem um dia e descubram que todos os seus cálculos estavam errados — que não houve um Big Bang. Dadas a grande abrangência das evidências e a capacidade da teoria de predizer adequadamente um fenômeno observável, um total abandono da teoria do big bang seria extremamente improvável.

Isso é admitido até mesmo pelos ateus. Victor Stenger, físico que lecionou na Universidade do Havaí, escreveu certa vez que “o Universo explodiu do nada’.[34] Stenger reconheceu recentemente que a teoria do big bang parece mais provável do que nunca. “Devemos deixar em aberto a possibilidade de que [o Big Bang] possa estar errado”, disse ele, “mas [00′] a cada ano que passa, tendo cada vez mais informações astronômicas, tudo fica cada vez mais e mais compatível com o quadro geral de um Big Bang”.[35]

O fato é que, em 2003, surgiram mais provas de que o Big Bang está correto. a satélite da NASA chamado WMAP [Wilkinson Microwave Anisotropy Probe — “sonda anisotrópica de microondas de Wilkinson] confirmou descobertas de seu antecessor, o CaBE, e trouxe fotos 35 vezes mais nítidas da radiação de fundo do que aquelas tiradas pelo satélite CaBE.[36] De fato, as observações espaciais estão se tornando apoios tão decisivos à visão mundial teísta que George Will fez a seguinte reflexão: “Em breve, a União Americana de Liberdade Civil ou a People for the American Way ou ainda alguma outra facção similar vão processar a NASA, acusando o telescópio espacial Hubble de inconstitucionalmente apoiar as pessoas com tendências religiosas”.[37]

Todavia, vamos fazer o papel do advogado do cético por um segundo. Vamos supor que, em algum ponto no futuro, se comprove que a teoria do big bang está totalmente errada. Isso significaria que o Universo é eterno? Não, por um grande número de razões.

Em primeiro lugar, a segunda lei da termodinâmica (o “s” do acrônimo) apóia o Big Bang, mas não depende dele o fato de o Universo estar ficando sem energia utilizável e caminhando para o caos é indiscutível. De acordo com as palavras de Eddington, a segunda lei tem “a posição suprema entre as leis da natureza’. Ela é verdadeira mesmo se o Big Bang não o for.

Em segundo lugar, o mesmo pode ser dito com relação à teoria da relatividade de Einstein (o E do acrônimo). Essa teoria, verificada pela observação, exige um início do espaço, da matéria e do tempo tendo começado ou não com uma grande explosão.

Em terceiro lugar, também existe comprovação científica da geologia de que o Universo teve um começo. Como muitos de nós aprendemos nas aulas de química, elementos radioativos deterioram-se e transformam-se em outros elementos com o passar do tempo. O urânio radioativo, por exemplo, acaba se transformando em chumbo. Isso significa que, se todos os átomos de urânio fossem infinitamente antigos, todos eles seriam chumbo hoje, mas não são. assim, a Terra não pode ser infinitamente antiga.

Por fim, existe uma linha filosófica de comprovação para o início do Universo.

Essa linha é tão racionalmente precisa que alguns a consideram como o maior argumento de todos. Ela é chamada argumento cosmológico kalam (palavra árabe que quer dizer “eterno”) e é mais ou menos assim:

1.Um número infinito de dias não tem fim.

2.Mas hoje é o dia final da história (a história como uma coleção de todos os dias).

3.Portanto, não houve um número infinito de dias antes de hoje (i.e., o tempo teve um início).

Para entender esse argumento, veja a linha de tempo a seguir, marcada em segmentos de dias (fig. 3.1). Quanto mais longe você vai, mais para trás na história caminha. Agora, pressuponha, por um momento, que essa linha estenda-se indefinidamente para a esquerda, de modo que você não possa ver onde ela começa, se é que ela começa. Ao olhar para a direita, porém, você pode ver o final da linha, porque o último segmento da linha representa o hoje. O amanhã não está aqui ainda, mas, quando ele chegar, vamos adicionar mais um segmento (i.e., um dia) à extremidade direita da linha .

 

HistóriadistanteDiasanterioresOntemHoje

Figura 3.1

 

Vejamos agora como isso prova que o tempo teve um início. Uma vez que a linha certamente acaba do lado direito, a linha do tempo não pode ser infinita, porque alguma coisa que é infinita não tem fim. Além do mais, não se pode adicionar qualquer coisa a algo que é infinito, mas amanhã nós vamos adicionar outro dia à nossa linha do tempo. Assim, é inegável que nossa linha do tempo é finita.

Vamos considerar esse argumento de um ângulo diferente. Se tivesse havido um número infinito de dias antes de hoje, então hoje nunca teria chegado. Mas estamos aqui! Portanto, deve ter havido apenas um número finito de dias antes de hoje. Em outras palavras, embora não sejamos capazes de ver onde começa a linha do tempo ao olhamos para o lado esquerdo, sabemos que ela teve um começo em algum ponto porque somente uma quantidade finita de tempo poderia se passar para que hoje chegasse. Você não pode atravessar um número infinito de dias. Esse tempo necessariamente teve um início.

Alguns podem dizer que, se existem números infinitos, então, por que não pode haver dias infinitos? Porque existe uma diferença entre uma série infinita abstrata e uma concreta. Uma é puramente teórica, e a outra é verdadeira. Matematicamente, podemos conceber um número infinito de dias, mas na realidade não podemos jamais contar ou viver um número infinito de dias. Você pode conceber um número infinito de pontos matemáticos entre as duas extremidades de uma prateleira de livros, mas não pode colocar um número infinito de livros entre essas duas extremidades. Essa é a diferença entre concreto e abstrato. Os números são abstratos; os dias são concretos (a propósito, isso amplia nossa resposta acima sobre o fato de não ser possível termos um número infinito de explosões na história cosmológica do Universo. É impossível existir um número infinito de eventos reais).

O que estamos dizendo aqui é que o Universo teve um início, quer tenha existido um Big Bang quer não, ou seja, o argumento cosmológico é verdadeiro porque ambas as suas premissas são verdadeiras: tudo o que passa a existir tem uma causa, e o Universo veio a existir. Portanto, o Universo teve um início, e ele deve ter tido um Iniciador.

 

QUEM CRIOU DEUS?

À luz de todas as comprovações para o início do Universo espaço-tempo, o Iniciador deve estar fora do Universo espaço-tempo. Quando se sugere que Deus é o Iniciador, os ateus rapidamente fazem a antiga pergunta: “Então quem criou Deus? Se tudo precisa de uma causa, então Deus também precisa de uma causa!”.

Como já vimos, a lei da causalidade é o fundamento da ciência. A ciência é a busca pelas causas, e essa busca é baseada em nossas observações coerentes e uniformes de que tudo o que tem um começo teve uma causa. O fato é que a pergunta “Quem criou Deus?” destaca com que seriedade levamos a lei da causalidade. Toma-se como certo que praticamente tudo precisa de uma causa.

Então por que Deus não precisa de uma causa? Porque a posição dos ateus não compreende a lei da causalidade. A lei da causalidade não diz que tudo precisa de uma causa. Ela diz que tudo o que venha a existir precisa de uma causa. Deus não veio a existir, ninguém fez Deus. Ele não é feito. Como ser eterno, Deus não tem um começo e, assim, ele não precisou de uma causa.

“Mas, espere um pouco”, vão protestar os ateus. “Se você pode ter um Deus eterno, então eu posso ter um Universo eterno! Além do mais, se o Universo é eterno, então ele não teve uma causa.” Sim, é logicamente possível que o Universo seja eterno e que, portanto, não tenha tido uma causa. De fato, só existem duas possibilidades: ou o Universo é eterno, ou alguma coisa fora do Universo é eterna (uma vez que algo inegável existe hoje, então alguma coisa deve ter existido sempre. Só temos duas opções: o Universo ou algo que tenha causado o Universo). O problema para o ateu é que, enquanto é logicamente possível que o Universo seja eterno, isso parece não ser realmente possível. Todas as evidências científicas e filosóficas (SURGE, diminuição da radioatividade e o argumento cosmológico kalam) nos dizem que o Universo não pode ser eterno. Assim, descartando uma das duas opções, ficamos apenas com a outra: alguma coisa fora do Universo é eterna.

Ao chegar a esse ponto, existem apenas duas possibilidades para qualquer coisa que exista: 1) ou essa coisa sempre existiu e, portanto, não possui uma causa, ou 2) ela teve um início e foi causada por alguma outra coisa (ela não pode ser sua própria causa, porque teria de ter existido antes para poder causar alguma coisa). De acordo com essa comprovação decisiva, o Universo teve um início, e, portanto, isso deve ter sido causado por alguma outra coisa — algo fora de si mesmo. Note que essa conclusão é compatível com as religiões teístas, mas não está baseada nessas religiões: está baseada em razão e provas.

Então, qual é a Causa Primeira? Alguém pode pensar que você precisa confiar numa Bíblia ou em algum outro tipo de assim chamada revelação religiosa para responder a essa pergunta, mas, outra vez, não precisamos de nenhum livro sagrado para descobrir isso. Albert Einstein estava certo quando disse: “A ciência sem a religião é aleijada; a religião sem a ciência é cega”.[38] A religião pode tanto ser informada quanto confirmada pela ciência, como acontece no caso do argumento cosmológico, ou seja, podemos descobrir algumas características da Causa Primeira simplesmente com base na evidência que discutimos neste capítulo. Dessa evidência, sabemos que a Causa Primeira deve ser:

  • ·Auto-existente, atemporal, não espacial e imaterial (uma vez que a Causa Primeira criou o tempo, o espaço e a matéria, a Causa Primeira deve obrigatoriamente estar fora do tempo, do espaço e da matéria). Em outras palavras, não tem limites ou é infinita.
  • ·Inimaginavelmente poderosa para criar todo o Universo do nada.
  • ·Supremamente inteligente para planejar o Universo com precisão tão incrível (veremos mais sobre isso no capítulo seguinte).
  • ·Pessoal, com o objetivo de optar por converter um estado de nulidade em um Universo tempo-espaço-matéria (uma força impessoal não tem capacidade de tomar decisões).

Essas características da Causa Primeira são exatamente as características teístas atribuídas a Deus. Mais uma vez, essas características não são baseadas na religião ou em experiências subjetivas de alguém. Foram tiradas da comprovação científica que acabamos de analisar e nos ajudam a ver uma seção importantíssima da tampa da caixa do quebra-cabeça que chamamos de vida.

 

CONCLUSÃO: SE DEUS NÃO EXISTE, ENTÃO POR QUE EXISTE ALGUMA COISA ALÉM DO NADA?

Alguns anos atrás, eu [Norm] debati com um ateu na Universidade de Miami sobre a pergunta “Deus existe?”. Depois de eu ter apresentado muitas das comprovações que vimos aqui, tive a oportunidade de fazer algumas perguntas ao meu oponente. Disse-lhe o seguinte:

— Senhor, tenho algumas perguntas a lhe fazer. Primeira: “Se Deus não existe, então por que existe alguma coisa além do nada?”.

Continuei fazendo outras perguntas, achando que ele iria responder na seqüência.

É preciso dizer que, normalmente ao debater com alguém, se tem como alvo persuadir a platéia. Você não fica esperando que o seu oponente admita que está errado. Ele investiu muito naquela posição, e a maioria dos debatedores tem um ego grande demais para admitir um erro. Mas foi diferente com aquele homem. Surpreendeu-me quando disse:

— Em relação à primeira pergunta, é realmente uma boa questão. Na verdade, é uma ótima questão.

Sem nenhum outro comentário, ele prosseguiu e respondeu à minha segunda pergunta.

Depois de ouvir a comprovação da existência de Deus, aquele debatedor foi levado a questionar suas próprias crenças. Ele chegou até mesmo a comparecer a uma reunião posterior e expressou que tinha dúvidas sobre o ateísmo. Sua fé no ateísmo estava desaparecendo. De verdade.

“Se não existe Deus, então por que existe algo diferente do nada?” é uma pergunta que todos nós temos de responder. À luz das evidências, somos deixados apenas com duas opções: ou ninguém criou uma coisa do nada ou alguém criou alguma coisa do nada. Que visão é mais plausível? Nada criou alguma coisa? Não. Até mesmo Julie Andrews sabia a resposta quando cantou “Nada vem do nada. Nada poderia ser assim!”. Se você não consegue acreditar que nada fez alguma coisa, então não tem fé suficiente para ser ateu!

A idéia mais plausível é Deus. Robert Jastrow sugeriu isso quando terminou seu livro Deus e os astrônomos com esta clássica afirmação:

Para o cientista que tem vivido pela fé no poder da razão, a história termina como um sonho ruim. Ele escalou as montanhas da ignorância; está prestes a conquistar o pico mais elevado e, quando se lança sobre a última rocha, é saudado por um grupo de teólogos que estão sentados ali há vários séculos.[39]

 

 



[1] Apud Hugh Ross, The CreatorandThe Cosmos. Colorado Springs: NavPress, I995, p. 57.

[2] Todas as galáxias estão afastando-se de nós, mas isso não significa que estamos no centro do universo. Para visualizar como isso acontece, imagine um balão com pontos negros pintados nele.  Quando você enche o balão, todos os pontos se separam uns dos outros, quer estejam próximos do centro que não. Os pontos nos lados opostos do balão (os mais distantes uns os outros) separam-se mais rapidamente do que aqueles que estão próximos. Na verdade, Hubble descobriu uma relação linear entre distancia e velocidade o que mostrou que uma galáxia duas vezes mais longe de nós se move no dobro da velocidade. Isso ficou conhecido como a lei de Hobble.

[3] Apud Fred HEEREN, Show Me Cod. Wheeling, Ill.: Daystar, 2000, p. 135.

[4] The New Organon (1620), reimpressão, Indianapolis: Bobbs Merrill, 1960, p. 121 [publicado em porruguês pela Editora Nova Atlântida, Novum organum, ou, verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza].

[5] In: J. Y. T. GREIG, ed. The Letters ofDavid Hume, 2 vol. New York: Garland, 1983, v. 1, p. 187.

[6] Você pode ter ouvido a definição da primeira lei da termodinâmica da seguinte maneira: “A energia não pode ser criada nem destruída”. Essa é uma asserção filosófica, não uma observação empírica. Como podemos saber que a energia não foi criada? Não havia observadores para verificar isso. Uma definição mais precisa da primeira lei, atestada pela observação, é que “a quantidade total de energia no Universo (i.e., energia utilizável e não utilizável) permanece constante”. Desse modo, conforme a energia utilizável é consumida, ela é transformada em energia não utilizável, mas a soma das duas permanece a mesma. O que muda é a proporção da utilizável em relação à não utilizável

[7] God and the Astronomers. New York: Nofton, 1978, p. 48.

[8] Apud Paul DAVIES, The Cosmic Blueprint. New York: Simon & Shuster, 1988, p. 20 (grifo do autor).

[9] Palavras como “precede” e “antes” normalmente Implicam tempo. Não as estamos usando nesse sentido, pois não havia tempo “antes” do Big Bang, pois não é possível existir tempo antes de o tempo ter começado. Então, o que poderia existir antes do tempo? De maneira bem simples, a resposta é: o Eterno! Ou seja, a Causa eterna que trouxe a existência o tempo, o espaço e a matéria.

[10] Todo o debate está disponível em vídeo no site www.rzirn.com.

[11] Beginning and End. New York: Doubleday, 1977, p. 148.

[12] The Five: St. Thomas Aquinas’ Proof of God’s Existence. New York: Schocken, 1969, p. 66.

[13] God and the Astronomers, p. 15-6.

[14] V HEEREN, Show Me God, p. 163-8 e Ross, The Creator and the Cosmos, p. 19.

[15] HEEREN, op. cit., p. 168.

[16] V Michael D. LEMONICK, “Echoes of the Big Bang”, Time, May 4, 1992, p. 62.

[17] God and the Astronomers, p. 11.

[18] Ibid., p. 14.

[19] ”A Scientist Caught Between Two Faiths: Interview with Robert Jastrow”, Christianity Today,

August 6, 1982 (grifo do autor).

[20] The Expanding Universe. New York: Macrnillan, 1933, p. 178.

[21] Apud HEEREN, Show Me God, p.156.

[22] Ibid., p. 157.

[23] Ibid.

[24] Ibid., 139.

[25] Você poderá encontrar uma explicação detalhada e uma refutação das explicações ateístas para o início do Universo no artigo de William Lane Craig intitulado ”The Ultimate Question of Origins:

God and the Beginning of the Universe”, disponível on-line em http://www.leaderu.com/offices/ billcraig/docs/ulrimatequestion.html; v. tb. Norman GEISLER, Enciclopédia de apologética. São Paulo: Vida, 2002.

[26] V. JASTROW, God and the Astronomers, p. 125.

[27] V. ” ‘Baby Pie’ Shows Cosmos 13 Billion Years Ago”, CNN.com, 11 de fevereiro de 2003, em http://www.cnn.com/2003/TECH/space/02//lcosmic.pomait/

[28] V. Kathy SAWYER, “Cosmic Driving Force? Scientists’ Work on “Dark Energy” Mystery Could Yield a New View of the Universe”. Washington Post, February 19, 2000, AI.

[29] A Brief History ofTime. New York: Bantam, 1988, p. 136-9 [publicado em português pela Editora A. Einstein, Breve história do tempo ilustrada]; v. tb. Norman GEISLER & Peter BOCCHINO, Fundamentos inabaláveis. São Paulo: Vida, 2003.

[30] Apud Norman GEISLER & Paul HOFFMAN, eds. Why Iam a Christian: Leading Thinkers Explain Why They Believe. Grand Rapids, Mich.: Baker, 2001, p. 66.

[31] God and the Astronomers, p. 16 (grifo do autor).

[32] Ibid., p. 28.

[33] Ibid., p. 113-4.

[34] v. J. STENGER, “The Face of Chaos”. Free Inquiry 13 (Winter 1992-1993): 13.

[35] v. Cliff W ALKER, ”An Inrerview with Parricle Physicist Victor J. Stenger”, em http://www. posirivearheism.com/crr/stengerl.hrm. Data da entrevista: 6 de novembro de 1999.

[36] v. ” ‘Baby Pic’ Shows Cosmos 13 Billion Years Ago”.

[37] “The Gospel from Science”, Newsweek, November 8, 1998.

[38] In: Science, Philosophy, and Religion: A Symposium. New York: The Conference on Science, Philosophy and Religion in Their Relarion ro rhe Democraric Way of Life, 1941. Disponível on-line em http://www.sacredtexts.com/aor/einstein/einsci.htm. Acesso em 15 de outubro de 2003.

[39] God and the Astronomers, p. 116.

Extraído do livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu” – Norman Geisler & Frank Turek

 


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