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O Adventismo nega o inferno bíblico

por Artigo compilado - sex jun 12, 2:45 pm

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O vocábulo original (AIÔN) traduzido por eterno em Mt. 25.46 pode significar ETERNIDADE, mas também “longa duração”. Os adventistas se servem disso para inculcar nos incautos que o diabo, os demônios e os homens perdidos não vão sofrer eternamente no lago de fogo. Mas este “argumento” não é respaldado pela Bíblia, pois se trata apenas duma postura tendenciosa. Por não crerem que os ímpios sofrerão eternamente, fazem AIÔN significar apenas longa duração. Mas por que não dizem eles que a vida dos justos não será eterna, porém, apenas de longa duração, já que o mesmo AIÔN que se usa para a vida dos salvos, se usa também para o tormento dos ímpios? Mas, verdade seja dita, se AIÔN tem mais de uma tradução, se faz necessário definirmos qual a sua tradução correta, quando se refere ao tormento dos perdidos. E Ap. 20.10 é mais que suficiente para dirimir as dúvidas de um inquiridor sincero, de que AIÔNAS AIONÔN não pode significar outra coisa além da eternidade propriamente dita.

A Bíblia mostra claramente que o Anticristo e o falso profeta serão lançados no lago de fogo antes do milênio e que depois dos mil anos, será a vez do diabo (Ap. 19.20). Diz então Ap. 20.10 que, quando o diabo cair lá, encontrará o Anticristo e o falso profeta, com os quais será atormentado para todo o sempre. Diz o texto: “E de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos”, ou como já transliteramos acima, AIÔNAS AIONÔN. Ora, se serão atormentados, é porque o tormento deles ainda não havia cessado; se não havia cessado, é porque ainda não haviam sido aniquilados; e se 1000 anos de tormento não foram suficientes para extingui-los, perguntamos: Quando serão extintos? Assim se pode ver que os adventistas estão achando a pena eterna dura demais; e, por este motivo, tentam amenizá-la. Mas o castigo terá a durabilidade que tiver, e não a que gostaríamos que tivesse.

Os adventistas estão certos, por dizerem que AIÔN é uma palavra elástica, mas equivocados por darem à mesma, a definição que bem querem, desconsiderando o contexto. Realmente esta palavra é elástica, e, portanto, tem mais de uma definição. Mas, por qual delas devemos optar? Pela definição que mais harmonia tiver com os nossos corações? Obviamente esta não seria uma boa opção, uma vez que “enganoso é o coração…” (Jr. 17.9). Então, o que fazermos? Estudemos a Bíblia com afinco, sob o influxo do Espírito Santo, e deixemos que ela fale mais alto que os nossos corações.

A crença adventista de que os ímpios serão ressuscitados e lançados no lago de fogo onde sofrerão até ser extintos, colide com Hb 9:27. Este versículo nos diz que ao homem está ordenado morrer uma só vez. É bem verdade que a Bíblia fala da segunda morte (Ap. 20:14); porém, esta morte não é física. Do contrário, a Bíblia seria contraditória. Trata-se, pois, de uma morte espiritual, que é a eterna definitiva banição da presença de Deus.

Crer ou não no sofrimento eterno dos perdidos, não interfere na salvação de ninguém, visto que, obviamente, ao crermos em Cristo, recebemos a anulação da pena reservada aos ímpios, sendo a mesma eterna ou não. Contudo, vale a pena sabermos a verdade acerca deste assunto, pois é tema bíblico; e na Bíblia tudo é muito importante. Por exemplo, quanto maior a perdição da qual Cristo nos salvou, maior é o livramento que Ele nos deu, como também amplia o valor do Seu sacrifício substitutivo. Se o Seu sacrifício nos livra de uma pena infinita, infinito é o valor do seu sangue remidor.

Extraído do livro “IASD: Que Seita É Essa?” – Pr. Joel Santana


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