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O Catolicismo e sua deterioração religiosa

por Artigo compilado - qua jul 14, 9:48 am

A Igreja Católica Romana men­ciona o ano 33 d.C., como a data da sua fundação. Isto é correto no sen­tido de que toda ramificação do cristianismo costuma ligar sua ori­gem à Igreja fundada por Jesus Cristo. Porém, quanto ao desenvolvimento de sua organização ecle­siástica e doutrinária, que a faz di­ferente da Igreja Cristã primitiva, é muito difícil fixar com exatidão a data da sua fundação.

PAGANIZAÇÃO DA IGREJA ROMANA

Começo da degeneração. Durante os primeiros três séculos da era cristã, a perseguição à Igreja ajudou a mantê-la pura, preservan­do-a de líderes maus e ambiciosos. Nessa época, ser cristão significava um grande desafio, e aqueles que fielmente seguiam a Cristo sabiam que tinham as suas cabeças a prê­mio, pois eram rejeitados e perse­guidos pelos poderosos. Só os real­mente salvos se dispunham a pagar esse preço.

Graças à tenacidade e coragem dos Pais da Igreja e dos apologistas cristãos, o combate da Igreja contra as heresias que surgiram nessa épo­ca, resultou numa expressão mais clara da teologia cristã. Quando os imperadores se esforçavam por ex­terminar a Igreja, só os que estavam decididos a renunciar o paganismo e a sofrer o martírio, depositavam a sua confiança em Deus.

Causas da decadência da Igreja. A decadência doutrinária, moral e espiritual da Igreja, come­çou quando milhares de pessoas fo­ram batizadas e recebidas como membros da mesma, sem terem ex­perimentado a real conversão bíbli­ca. Verdadeiros pagãos que eram, introduziram-se no seio da Igreja, trazendo consigo os seus deuses, que segundo eles eram o mesmo Deus que os cristãos adoravam.

Nesse tempo, homens ambicio­sos e sem temor de Deus, começa­ram a buscar cargos na Igreja como meio de obter influência social e política, ou para gozar dos privilé­gios e do sustento que o Estado im­perial conferia ao clero. Desta ma­neira, o formalismo e as crenças pagãs se iam infiltrando na Igreja até o nível de paganização total.

Raízes do Catolicismo. Desde o ano 395 d.C., com a estatização do cristianismo pelo Imperador Teodósio, inicia-se um processo de deterioração que fará nascer a Igreja Católica Apostólica Romana!

Imediatamente depois deste acontecimento, teve início a prática da adoração a Maria, como a Rai­nha do Céu e Mãe de Deus.

O cisma entre o Ocidente e o Oriente. O cisma religioso entre o Ocidente e o Oriente, logo se tomou evidente a partir de 869. O rompi­mento final aconteceu em 1054, com a Igreja Ocidental, ou Romana, se­diada em Roma, e a Igreja Oriental, ou Ortodoxa, sediada em Constantinopla, hoje Istambul. A Igreja Oriental manteve a primazia sobre os patriarcados de Jerusalém, Antioquia e Alexandria.

Desde aí, a Igreja nitidamente desviada dos princípios ensinados no Evangelho do Senhor Jesus Cris­to, esteve como um barco, à deriva, sem saber onde aportar, até que veio a Reforma Protestante, lidera­da por Martinho Lutero. Foi mais um cisma na já combalida Igreja Romana, que preferindo viver à margem do Evangelho, perseguiu esse monge alemão que denuncian­do o paganismo da Igreja, fez de Ro­manos 1.17 a sua bandeira.

PEDRO E O FUNDAMENTO DA IGREJA

O Catolicismo Romano conside­ra o apóstolo Pedro a pedra funda­mental sobre a qual Cristo edificou a sua Igreja. Para fundamentar esse falso ensino, erroneamente apelam para a passagem de Mateus 16.16- 19. Dessa passagem o romanismo deriva o seguinte raciocínio:

  • Pedro é a rocha sobre a qual a Igreja está edificada.
  • A Pedro foi dado o poder das chaves, portanto, só ele pode abrir a porta do reino dos céus.
  • Pedro tornou-se o primeiro bispo de Roma.
  • Toda autoridade foi conferida a Pedro, até nossos dias, atra­vés da linhagem de bispos e de papas, todos vigários de Cristo na terra

Uma interpretação absurda. O padre Miguel Maria Giambelli, no seu livro “A Igreja Católica e os Protestantes”, (pág. 68), põe Ma­teus 16.19 nos lábios de Jesus, com as seguintes palavras: “Nesta mi­nha Igreja, que é o reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude dos poderes executivos, legislativos e judiciários, de tal ma­neira que qualquer coisa que tu de­cretares, eu ratificarei lá no céu, porque tu agirás em meu nome e com a minha autoridade.”

Numa simples comparação en­tre a teologia romanista e a Bíblia, a respeito do apóstolo Pedro e sua atuação no seio da Igreja Primitiva, é possível descobrir quão absurda é a interpretação romanista a respeito desse apóstolo do Senhor. De fato, Pedro jamais assumiu no cristianis­mo nascente a posição e funções que a teologia romanista lhe atribui.

De acordo com Mateus 16.18; Daniel 2.34 e Efésios 2.20, Cristo e não Pedro é a pedra sobre a qual a Igreja está edificada. O próprio apóstolo Pedro diz: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edifica­dores, a qual foi posta por cabeça de esquina’’ (At 4.11, cf Mc 12.10,11). Se desejar, leia mais Romanos 2.20,9.33; 1 Coríntios 10.4; 1 Pe 2.4.

O testemunho dos Pais da Igreja. Dos oitenta e quatro Pais da Igreja Primitiva, apenas dezesseis criam que o Senhor se referia a Pe­dro quando disse: “esta pedra”. Dos outros Pais da Igreja, uns dizem que a expressão “esta pedra” se refere a Cristo mesmo, ou à confissão que Pedro acabara de fazer, ou, ainda, a todos os apóstolos.

Só a partir do IV Século é que se começou a falar a respeito da possi­bilidade de Pedro ser a pedra funda­mental da Igreja, e isto como uma interpretação intimamente relacio­nada à pretensão exclusivista do bispo de Roma.

O DOGMA DO PURGATÓ­RIO

A ideia do purgatório. A ideia do purgatório tem suas raízes no budismo e noutros sistemas reli­giosos da antiguidade. Até a época do papa Gregório I, porém, o purga­tório não tinha sido oficialmente re­conhecido como parte integrante da doutrina romanista.

Esse papa adicionou o conceito de fogo purificador à crença então corrente, de que havia um lugar en­tre o céu e o inferno, para onde eram enviadas as almas daqueles que não eram tão maus a ponto de merece­rem o inferno, mas que também não eram tão bons a ponto de merece­rem o céu. Assim surgiu a crença de que o fogo do purgatório tem poder de purificar a alma de todas as suas escórias, até fazê-la apta para se en­contrar com Deus.

Uma descrição do purgató­rio. De acordo com a teologia roma­nista, o purgatório além de ser um lugar de purificação é também um lugar onde a alma cumpre pena; pelo que o fogo do purgatório deve ser temido grandemente. O fogo do purgatório será mais terrível do que todo o sofrimento corporal reunido. Um único dia neste lugar de expiação, poderá ser comparado a milha­res de dias de sofrimentos terrenos.

Quem vai para o purgató­rio? Á pergunta: Que espécie de gente vai para o purgatório? respon­de o papa Pio IV: “1. Os que mor­rem culpados de pecados menores – que costumamos chamar veniais, e que muitos cristãos cometem – e que, ou por morte repentina ou por outra razão, são chamados desta vi­da, sem que se tenham arrependido destas faltas ordinárias. 2. As que, tendo sido formalmente culpadas de pecados maiores, não deram ple­na satisfação deles à justiça divi­na.” (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão de Fé).

Sufrágios pelos mortos do purgatório. Entre os sufrágios que assistem aos que se encontram no purgatório, há três que se destacam no ensino romanista. São eles:

Orações pelos mortos. É de se supor que a prática romanista de in­terceder pelos mortos tenha sido ge­rada da falsa interpretação de 1 Ti­móteo 2.1.

As missas são tidas como os principais recursos empre­gados em benefício das almas que estão no purgatório. Segundo o ensi­no romanista a missa beneficia não só a alma que sofre no purgatório, como também acumula méritos àqueles que as mandam dizer.

Dar esmolas com a intenção de aplicá-las nas necessi­dades da alma que pena no purgató­rio, “é jogar água nas chamas que a devoram”. Pretende a Igreja Roma­na que, “exatamente como a água apaga o fogo mais violento, assim a esmola lava o pecado”.

A salvação oferecida em Cristo é perfeita e total, pois ela é resultado da misericórdia de Deus e do sangue do seu Filho.

A MARIOLATRIA

A essência da adoração da Igreja Romana, é não a pessoa do Pai ou do Filho, mas da Virgem Maria. No decorrer dos séculos têm surgido as mais diferentes e absurdas crendi­ces em torno da humilde mãe do Salvador. O compêndio do Vaticano 11. página 103, registra: “os fiéis de­vem venerar também a memória primeiramente da gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Contrário ao que pontifica a teo­logia romanista, a Bíblia ensina que:

Maria não foi concebida sem pecado. A Bíblia registra que “to­dos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Eviden­temente Maria não é exceção. Só a respeito de Cristo pôde ser dito: ‘‘Porque nos convinha tal sumo sa­cerdote, santo, inocente, imacula­do, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” (Hb 7.26).

Maria teve outros filhos além de Jesus (Jo 2.12). Além da passagem de João 2.12, o Novo Tes­tamento se refere aos irmãos de Je­sus, ainda em Mateus 12.46; 13.55,56; Marcos 3.31; 6.3; Lucas 8.19; .João 7.3,5,10; Atos 1.14; 1 Coríntios 9.5 e Gálatas 1.19. Os ensinadores romanistas dizem que aqueles que o Novo Testamento aponta como irmãos de Jesus, na realidade são seus p Esta in­terpretação é errada mas de propó­sito, visando fortalecer o dogma da perpétua virgindade de Maria. Leia Lucas 1.36, e veja que irmãos e pri­mos no Novo Testamento são dis­tintos.

O fato de Maria ter sido virgem no ato da concepção de Jesus, é ponto pacífico nas Escrituras, po­rém, afirmar que ela continuou vir­gem após o parto, é antítese de Ma­teus 1.25, que diz: “E não a conhe­ceu até que deu à luz seu filho, o pri­mogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.” Note que Jesus foi o “primo­gênito” e não o “unigênito” filho de Maria.

Maria não exerce mediação a favor do pecador. Segundo a Bíblia, só Jesus Cristo é o Mediador entre Deus e o homem, e Advogado junto ao trono do Pai (1 Tm 2.5; 1 Jo 2.1). A ninguém mais é dado exercer esse papel em favor do homem.

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LIÇÕES BÍBLICAS – CPAD – 1986


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