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O crente e a contribuição financeira

por Artigo compilado - sex dez 27, 11:24 pm

O presente artigo toma por base o texto de 2 Coríntios 9.6-10, com a finalidade de ajudar aos queridos servos de Deus que, diante da atual crise económica, são às vezes levados por tal circunstância e, por falta de fé, têm deixado de contribuir com a parte devida ao Senhor, que é o dízimo, colocando-o num segundo plano. Agindo assim, não resolvem a sua situação financeira e ainda contribuem para aumentar a crise econô­mica na igreja.

À luz das Sagradas Escrituras ninguém é dono daquilo que possui. Com facilidade esquecemos tudo que temos recebido da parte de Deus, pois somos apenas despenseiros dos bens que nos tem confiado. Todavia, ao final, seremos considerados bons ou maus administradores, isto é, fiéis ou infiéis. O acerto de contas se aproxima. Porém, aquele que distribuiu os seus bens deseja que todos sejamos fiéis.

Eis o que nos diz o texto sagrado: “Além disso requer-se nos despen­seiros que cada um se ache fiel“, l Co 4.2. Aprendemos, neste versículo, que como servos de Deus somos responsáveis perante Ele pela nossa vida e pelos nossos bens, e isto inclui as nossas finanças. Tudo depende de nossa consagração pessoal a Deus.

Causas para contribuir

Na vida secular, as empresas, através do seu departamento de marketing, fazem campanhas de publicidade dos seus produtos para que eles te­nham aceitação. A vida material é sombra da espiritual! Quais as causas que nos levam a colocar nossa fé em ação a fim de contribuirmos para a obra do Senhor? Observemos algumas, ainda que sucintamente:

  • A consagração pessoal a Deus (2 Co 8.5). Em nossa introdução, vimos que o princípio para o crente ser fiel na sua contribuição para Deus é a completa consagração ao Senhor. Quando isso é real na vida do crente, seu bolso e sua carteira também “se convertem” e com facilidade ele passa a conjugar o verbo dar na primeira pessoa do singular e plural. Um outro detalhe importante que devemos lembrar é: um crente consa­grado não tem tempo para cuidar da vida dos outros, pois todos os seus momentos são dedicados ao Senhor em tudo.
  • A graça divina para dar (2 Co 8.6). Nossa contribuição para Deus é chamada aqui de graça, isto é, uma graça divina para isso. Que maravi­lha! Ter o desprendimento de contribuir com alegria, com abundância e perseverança para Deus, sem murmurar ou colocar-se numa posição de fiscal do obreiro e da igreja.
  • O exemplo de Jesus (2 Co 9). Se seguirmos o exemplo de Jesus, teremos razões de sobra para contribuirmos para a obra do Senhor. Con­templemos o Mestre do seu trono de glória com o Pai, como no-lo apre­sentam as Sagradas Escrituras (Jo 1.1-3 e Hb 1.1-4). Entretanto, ao vir a este mundo, contemplamo-lo chegando em uma humilde estribaria, pois os palácios e as boas residências estavam completamente ocupadas e não dispunham de pelo menos um condigno aposento para receber um ser humano. Continuemos completando sua vida após a pobre infância e juventude em Nazaré, auxiliando José, o seu pai adotivo, na carpintaria. Ao iniciar sua missão, ele se dirige ao rio Jordão e, logo após ser batizado por João Batista, é conduzido para o deserto e sofre as investidas do maligno, com a finalidade de tirá-lo do caminho que veio percorrer. Ou­tra ocasião, encontro-lo junto à fonte de Jacó, cansado e sedento, pedin­do humildemente a uma samaritana que lhe desse um pouco de água para saciar a sede, sendo Ele mesmo a fonte da água viva. Tempos depois é traído por Judas, preso pelos soldados romanos e julgado pelo Sinédrio. Condenado, embora inocente, suporta a vergonha da cruz, morrendo desam­parado. Ele se fez pobre por nós, pois abriu mão de tudo, e neste mundo nada possuiu. Eis o exemplo de Cristo! Meditemos Nele e sejamos moti­vados a contribuir para sua obra, que precisa da nossa cooperação.
  • A observação de Jesus. As Escrituras registram um fato que deve ser considerado para levar-nos à contribuição. Jesus observava “como a mul­tidão lançava o dinheiro na arca do tesouro“, Mc 12.41. Ele via os motivos interiores de cada um.

Prezado leitor, ainda hoje ele contempla do seu trono os motivos que nos levam a contribuir. Ele conhece as nossas intenções, sabe se estamos fazendo para sua glória ou para o nosso engrandecimento. Aconselho-te que medites nas seguintes passagens: Salmos 101.6; I Pedro 3-12 e Provér­bios 15.3.

  • A demonstração dos discípulos. No livro de Atos dos apóstolos capí­tulos 44-45 e 4.43, encontramos o registro que nos deve impulsionar a darmos a Deus do que Ele nos tem dado. As diversas igrejas que os discípulos fundaram, conforme o registro de Atos e nas epístolas, foram por eles ensinadas a contribuir sistematicamente. Não encontramos os discí­pulos ensinando que os crentes deveriam: passar livro de ouro para con­tribuições extras, fazer cantinas, promover sorteios ou coisas que o valha, a fim de obter recursos e atender às necessidades das igrejas e dos cren­tes. Nada disso! O ensino foi correto: tragam as contribuições que são os dízimos e as ofertas, a fim de que a igreja as administre segundo as prioridades. E muitos iam além disso, vendendo suas propriedades e depositando aos pés dos apóstolos todos os seus bens.

Hoje, infelizmente, em alguns lugares, há até a cobrança de ingressos para realização de “cultos” (com exibição de filmes “evangélicos”), que no mais das vezes são verdadeiro shows que nada têm de louvor a Deus. Tudo isso com o objetivo de se conseguir dinheiro, segundo alegam, para a obra de Deus! É uma tragédia! Oremos ao Senhor e peçamos que o Espírito Santo venha orientar os nossos líderes, para que as nossas igrejas marchem de acordo com o padrão bíblico, pois só assim estarão agradan­do ao Senhor Jesus, o seu legítimo dono.

Finalmente, duas coisas mínimas Deus exige do homem: um dia, en­tre os sete da semana, para o descanso e adoração ao Senhor na sua casa. Entre os judeus esse dia era o sábado, para nós cristãos, é o domingo, o Dia do Senhor, o dia em que Ele ressuscitou. A outra coisa mínima que o Senhor requer do homem, principalmente o que já foi esclarecido e agora é liberto, são os 10% de sua renda, ficando em seu poder os 90% restan­tes, para sua manutenção.

Quanta diferença existe entre o nosso Senhor e o seu Adversário a quem servíamos antes, pois nada nos deixava sobrar, exigia-nos tudo o que tínhamos, pois tudo que possuíamos gastávamos com vícios e tantas outras despesas, e tínhamos a nossa saúde arruinada. Mas agora somos livres, o Senhor só pede um mínimo de nossa renda e, lamentavelmente, esse mínimo lhe é negado.

Quanta ingratidão para quem nos trouxe tantos benefícios! Aproveita­mos estas linhas para lembrar aos ilustres leitores palavras do salmista: “Que darei ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?”, Sl 116.12.

Medita nesta pergunta, e, se não tens sido agradecido àquele que tudo fez por nós, toma agora mesmo uma decisão, e o divino ajudador, que é o Espírito Santo, estará ao teu lado, e irá ajudar-te a ser fiel. Lembra-te, Ele é fiel! Antes de terminar este artigo, desejo que tua atenção seja des­pertada para:

Os resultados da contribuição

No mundo dos negócios tudo se faz pensando em resultados. Novas estratégias são utilizadas a todo instante com a finalidade de obter-se fabulosos lucros. Vultosas somas de dinheiro são gastas em propagandas, tudo visando a obter compensadores resultados. Quais os resultados que teremos na vida espiritual com nossa contribuição para Deus? Vejamos apenas dois:

1) A bênção divina da abundância (2 Co 9-10-13 e M1 3-10). À luz destes versículos aprendemos que a nossa contribuição é uma forma de semeadura. Que bela lição aprendemos com a agricultura, que toda co­lheita é proporcional à sementeira feita. Qual a quantidade de semeadura que o prezado leitor tem feito? Estás em abundância ou tens falta de algu­ma coisa? O que está te acontecendo? Tens abundância de amor, de paz, de alegria, de dedicação, de disposição, de cooperação? E na vida mate­rial estás recebendo as abundantes bênçãos de Deus sobre ti e os teus? Como se encontram as portas para ti? Estão fechadas e estás em dificulda­des? Faz um exame introspectivo e verifica se tens feito alguma semeadu­ra na obra de Deus.

2) Serviço para Deus (2 Co 8.4). O apóstolo Paulo ensina-nos que o ato de contribuir é um serviço para Deus. Cada vez que o crente dá seus dízimos e ofertas está prestando um serviço para a nobre causa de Cristo. Meu irmão, tens servido a Deus de acordo com tuas possibilidades? O tempo passa depressa. Se ainda não estás servindo ao Senhor com tua renda, começa agora mesmo. Não demores! Começa a valorizar o que Deus te fez. Honra a Deus com os teus bens. Lembra-te, ninguém pode levar nada daqui. Veja o que diz a Bíblia: “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele”, lTm 6.7. To­dos, sem exceção, morrem de mãos vazias!

Que dia feliz está se aproximando quando Deus vai pagar o que aqui na terra foi-lhe emprestado (Pv 19.17). Jesus disse: “O que mais gastares, eu to pagarei quando voltar“, Lc 10.35.

À luz da eternidade se verá a recompensa de nosso serviço para Deus. Os milhares de milhares de salvos que trabalharam ouvirão dos lábios do nosso Senhor as palavras: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor”, Mt 25.21. Aleluia! Quanta alegria!

Nas palavras do poeta sacro iremos encerrar este artigo: “Oh dia ale­gre: da Vinda de Jesus! Jesus vem buscar-me para os Céus; Ele vem breve para os seus; Oh dia alegre! Da Vinda de Jesus”! (HC 240). Glória a Deus!

Será esse dia de alegria, de tristeza ou decepção para o irmão? É nosso desejo como também do Santo Espírito que está conosco que traga mui­tas e muitas alegrias, para todos os que lavaram as suas vestiduras no sangue do Cordeiro. Que assim seja! Amém!

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Fonte : Adilson Faria Soares Dezembro /1991 (Artigos Históricos – mensageiro da paz vol. 3)


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1 Comentário

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  1. Nos dias de hoje a oferta e votos são voluntários e o dízimo é pela fé. É claro que tem suas recompensas no SENHOR. Como diz. Melhor é dá doque receber. A satisfação não si compará quanto a isso. O SENHOR DEUS sempre prepara meios e formas sem precisar de pessoas indispostas.

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