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O inferno de fogo

por Artigo compilado - qui set 13, 9:36 pm

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Lugar dos mortos

É uma das traduções da palavra hebraica Sheol e da grega Hades Sl 16. 10; At 2. 27. A versão revista da Bíblia inglesa do Antigo Testamento, tanto no texto como a margem, usa a palavra Sheol; nos livros proféticos, emprega-se a palavra Cheol nas margens e a palavra inferno no texto, e em Dt 32. 22 Sl 55. 15; 86. 13 emprega Cheol nas margens e abismo no texto. Em o Novo Testamento usa a palavra Hades, no texto. Ambos os vocábulos também se traduzem por sepultura, Gn 37. 35; Is 38. 10, 18; Os 13. 14. A versão revista inglesa traduz Sheol por morte em 1 Co 15. 55. Não há certeza quanto à etimologia da palavra. Cheol tem o sentido de insaciável em Pv 27. 20 e 30. 15, 16. Hades pronunciado sem aspiração, significa invisível. Tanto como um como outro termo denotam lugar dos mortos. Não existe evidencia quanto ao verdadeiro sentido, pode afirmar-se, porém, que durante alguns séculos, os hebreus partilharam a idéia semítica a respeito de Sheol. Era uma concepção vaga e in¬definida, e, portanto, abria caminho para a imaginação, que inventava pormenores fantásticos pa¬ra descrever o Sheol. É preciso muito cuidado para não confundir os frutos da imaginação com a fé. Os antigos hebreus, semelhantes a outras raças semíticas, imaginavam o Sheol embaixo da terra, Nm 16. 30, 33; Ez 31. 17; Am 9. 2. Pintavam-no como tendo portas, Is 38. 10 região tenebrosa e melancólica, onde se passa uma existência consciente, porém triste e inativa, 2 Sm 22. 6; Si 6. 6; Ec 9. 10. Imaginavam o Cheol como sendo o lugar para onde Vão as almas de todos os homens, sem distinção alguma, Gn 37. 35; Si 31. 17; Is 38. 10, onde os ímpios sofriam e os justos gozavam. É importante notar que a doutrina autorizada os hebreus sobre Sheol, dizia que só Deus era conhecido, e que estava na sua presença, Pv 15. 11; Jó 26. 6; que Deus estava presente a ele, Sl 139. 8; e que os espíritos de seu povo e as suas condições naquela habitação, estavam sob a vigilância de seu olhar. Esta doutrina inclui a grande bênção de Deus para com o seu povo depois da morte, gozando da sua presença e de seu constante amor, e, ao mesmo tempo, a miséria dos ímpios. Dois lugares de habitação pa¬ra os mortos: um para os justos com Deus, e outro para os ímpios, banidos para sempre da sua presença. Esta doutrina subjaz à doutrina da ressurreição eventual do corpo para a vida eterna. A doutrina a respeito da glória futura e da ressurreição do corpo, já era confortadora aos crentes do Antigo Testamento, Já 19. 25-27; Sl 16. 8-10; 17. 15; 49. 14, 15; 73. 24; Dn 12. 2, 3.

Uma base para esta doutrina encontra-se no exemplo de Enoque e de Elias que foram arrebatados, e também na crença dos egípcios com que se relacionaram, durante séculos, os hebreus. Havia entre ambos os povos, idéias paralelas a respeito da vida futura e da relação de moralidade da vi¬da presente com o bem estar futuro, além da sepultura. Porém, só Jesus Cristo poderia derramar luz plena sobre a imortalidade revelando as bênçãos para as almas salvas, habitando na presença de Deus, depois da morte, livres de todos os males da presente vida, Lc 23. 43; Jo 14. 1-3; 2 Co 5-6-8; Fp 1. 23.

Lugar de tormentos e miséria.

Neste sentido é que se traduz a palavra grega Gehenna, em Mt 5. 22, 29, 30; 10. 28; 18. 9; 23. 15, 33; Mc 9. 47; Lc 12. 5; e Tg 3. 6. É a forma grega do hebraico Gehtnnorn, vale de Hinom, onde queimavam crianças vivas em honra de Moloque. Por causa destes horríveis pecados que se cometiam ali, por causa das suas imundícias, e talvez por servir de depósito ao lixo da cidade, veio a servir de emblema do pecado e da miséria, e o nome passou a designar o lugar do castigo eterno, Mt 18. 8, 9; Mc 9. 43. Das cenas que se observam ali, a imaginação tirou as cores para pintar a Geena dos perdido, Mt 5. 22; comp. 13. 42; Mc 9. 48. Na 2 Pe 2. 4, onde se lê: …. .precípitando-os no inferno”, é a tradução do verbo tar-taroô, significando — lançar no Tártaro.


O Tartarus

O Tartarus dos romanos, o Tartaros dos gregos, era o lugar por êles imaginado, para onde iam as almas, situado abaixo do Hades, quando o Hades estava abaixo do céu. Ainda que a etimo¬logia seja diferente, Geena e Tártaro incluem essencialmente a mesma idéia — lugar de punição para os perdidos.


(Dicionário Bíblico – Ed. 1989 – Juerp; pág. 286; 287)

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