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O Islã político – Lição 1

por Artigo compilado - seg jun 26, 11:20 am

Até agora, estudar o Islã sempre foi feito por estudiosos – estudiosos universitários e estudiosos islâmicos. Os estudiosos universitários são da área da história, língua árabe, religião e departamentos de estudos sobre o Oriente Médio. Cada uma dessas áreas tem sua própria visão estreita do Islã. No passado, eles nos disseram que o Islã é muito complicado e difícil de entender. Por quê? Um professor universitário quer ser visto como instruído e inteligente. Ele quer que você pense que ele é o mestre de um tema muito difícil e obscuro. A mesma coisa é verdade para um imã (um líder religioso do Islã).

Depois do atentado de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center e o Pentágono, o Islã começou a receber atenção de um novo tipo de erudição, que não se baseia no árabe, na história ou na religião. Esta nova visão acadêmica utiliza pensamento crítico e técnicas analíticas que são baseadas na ciência.

O método científico é um novo método para estudar o Islã. A análise crítica mostra que o Islã é tanto uma religião como um sistema político e que o sistema político é a maior parte da doutrina islâmica.

A TRILOGIA

A maioria das pessoas pensa que o Islã é baseado [apenas] no Alcorão. No entanto, não há informações suficientes no Alcorão para praticar a religião do Islã. O Alcorão diz em 91 versos para cada muçulmano imitar Maomé nos menores detalhes da vida. Há dois livros que nos mostram a vida de Muhammad – a Sira (sua biografia) e o Hadith (pequenas histórias e provérbios).

A Trilogia é composta de três livros:

  • O Alcorão é o que Maomé disse que o anjo Gabriel disse que Allah disse. Mas o Alcorão não contém orientação suficiente para que alguém seja muçulmano, a não ser dizendo repetidamente que todo o mundo deve imitar Muhammad em todos os sentidos. As palavras e ações de Muhammad são chamadas de Sunna. A Sunna é encontrada em dois textos diferentes – a Sira e o Hadith.
  • A primeira fonte da Sunna é a Sira, que é a biografia de Muhammad.
  • A outra fonte da Sunna é o Hadith, as Tradições de Muhammad. Existem várias versões do Hadith, mas a mais comumente usada é a coletada por Bukhari.

Assim, a Trilogia é o Corão, a Sira e o Hadith. O Corão é a menor parte da “bíblia” do Islã. Se contarmos as palavras em cada texto, descobrimos que o Islã é 16% Allah e 84% Muhammad.

O tamanho relativo dos textos na Trilogia

O Alcorão corresponde a 14%

A Sira corresponde a 26%

O Hadith corresponde a 60%

Todos os fundamentos da doutrina islâmica são encontradas nesta Trilogia. Uma vez que você conhece a Trilogia, você conhece todos os fundamentos do Islã.

Há uma notícia muito boa aqui. Se você entender a vida de Muhammad, você entende a maior parte do Islã. Qualquer pessoa pode entender a biografia de um homem. Muhammad nasceu, foi criado como órfão, tornou-se um homem de negócios, e depois um profeta. Em sua última fase da vida, ele se tornou um político e um guerreiro. Quando ele morreu, cada árabe em sua esfera era um Muçulmano e ele não tinha um inimigo sequer. Qualquer pessoa pode ler e entender sua vida e, portanto, entender o Islã.

KAFIR

A palavra Kafir é geralmente traduzida como “descrente”, mas esta tradução é errada. A palavra “descrente” é lógica e emocionalmente neutra, enquanto o Kafir é a palavra mais abusiva, preconceituosa e detestável em qualquer língua. O Alcorão diz que o Kafir pode ser enganado, conspirado contra, odiado, escravizado, zombado, torturado e pior.

Existem muitos nomes religiosos para Kafirs: politeístas, idólatras, Povo do Livro (Cristãos e Judeus), Budistas, ateus, agnósticos e pagãos. A palavra Kafir cobre todos eles, porque não importa o significado do nome religioso, todos podem ser tratados da mesma maneira. O que Muhammad disse e fez aos politeístas pode ser feito a qualquer outra categoria de Kafir.

O Islã dedica uma grande quantidade de espaço ao Kafir. A maioria (64%) do Alcorão é dedicado ao Kafir, e quase toda a Sira (81%) trata da luta de Maomé com eles. O Hadith (tradições) dedica 32% do texto aos Kafirs.[1] Em geral, a Trilogia dedica 60% do seu conteúdo ao Kafir.

Tamanho do texto dedicado ao Kafir:

No Hadith: 37%

Na Sira: 81%

No Alcorão: 64%

Total na Trilogia: 51%

Aqui estão algumas referências no Alcorão:

É permitido zombar de um Kafir —

83:34 Então, hoje, os que se crêem se riem dos renegadores da Fé, estando sobre os coxins, olhando as maravilhas do Paraíso. Os renegadores da Fé não serão retribuídos pelo que fizeram?

É permitido decapitar um Kafir —

47: 4 Então, quando deparardes, em combate, os que renegam a Fé, golpeai-lhes os pescoços, até quando os dizimardes, então, acorrentai-os firmemente. Depois, ou fazer-lhes mercê, ou aceitar-lhes resgate, até que a guerra deponha seus fardos. Essa é a determinação. E, se Allah quisesse, defender-se-ia deles, mas Ele vos ordenou a guerra, para pôr-vos à prova, uns com outros. E aos que são mortos, no caminho de Allah, Ele não lhes fará sumir as boas obras.

É permitido conspirar contra um Kafir —

86:15 Por certo, eles armam insídias, E Eu, também, armo insídias.

É permitido aterrorizar um Kafir —

8:12 De quando teu Senhor inspirou aos anjos: “Por certo, estou convosco: então, tornai firmes os que crêem. Lançarei o terror nos corações dos que renegam a fé. Então, batei-lhes, acima dos pescoços, e batei-lhes em todos os dedos.

Um Muçulmano não é amigo de um Kafir —

3:28 Que os crentes não tomem por aliados os renegadores da fé, ao invés dos crentes. E quem o fizer não terá relação com Allah, exceto se quereis guardar-vos de algo da parte deles. E Allah vos adverte dEle. E a Allah será o destino.

Um Kafir é mau —

23: 97 E dize: Senhor meu! Refugio-me em Ti, contra as incitações dos demônios [Kafirs]

Um Kafir é um desgraçado —

37:18 Dize, Muhammad: Sim, e sereis humilhados [Kafirs – na versão em inglês está: will be disgraced”]

Um Kafir é amaldiçoado —

33:61 (Kafirs são) Amaldiçoados. Onde quer que se acharem serão apanhados e mortos inexoravelmente. Assim, foi o procedimento de Allah com os que passaram, antes. E não encontrarás, no procedimento de Allah, mudança alguma.

KAFIRS E O POVO DO LIVRO

Os muçulmanos dizem aos cristãos e judeus que eles são especiais. Eles são o “Povo do Livro” e são irmãos na fé Abraâmica. Mas no Islã vocês são Cristãos, se e somente se, você acreditar que Cristo foi um homem que foi um profeta de Allah; que não existe a Trindade; que Jesus não foi crucificado nem ressuscitou e que Ele, Jesus, retornará para estabelecer a lei da Sharia. Para ser um verdadeiro Judeu você deve acreditar que Muhammad é o último na linha dos profetas judeus.

Este verso é positivo:

5:77 Dize: “Ó seguidores [Povo] do Livro! Não vos excedais, inveridicamente, em vossa religião, e não sigais as paixões de um povo que, com efeito, se descaminhou, antes, e descaminhou a muitos, e se tem descaminhado do caminho certo.”

A doutrina islâmica é dualista, portanto há uma visão oposta também. Aqui está o último versículo escrito sobre o Povo do Livro (Um versículo posterior abroga ou substitui um verso anterior. Consulte a página 26.). Esta é a palavra final. Ele pede aos Muçulmanos para fazerem guerra ao Povo do Livro que não crê na Religião da verdade, o Islã.

9:29 Dentre aqueles, aos quais fora concedido o Livro, combatei os que não crêem em Allah nem no derradeiro dia, e não proíbem o que Allah e seu Mensageiro proibiram, e não professam a verdadeira religião; combatei-os até que [eles se submetam e ] paguem a jizya, com as próprias mãos, enquanto humilhados.

A frase “Eles não proíbem …” significa que eles não aceitam a Lei da Sharia; “Até que eles se submetam” significa submeter-se à lei da Sharia. Os Cristãos e Judeus que não aceitam Muhammad como o último profeta são Kafirs.

Os muçulmanos rezam cinco vezes por dia e a oração de abertura sempre inclui:

Corão 1: 7 À senda dos que agraciaste; não à dos incursos em Tua ira [os Judeus] nem à dos descaminhados [os Cristãos].

LINGUAGEM

Uma vez que a palavra árabe original para os incrédulos era Kafir e essa é a Palavra real usada no Corão e na Lei da Sharia, essa é a palavra usada aqui primando por exatidão e precisão.

É muito simples: se você não crê que Maomé foi o profeta Allah, você é um Kafir.

O ISLÃ POLÍTICO

Qual é a diferença entre o Islã religioso e o Islã político? Você se lembra quando alguns artistas dinamarqueses desenharam algumas caricaturas de Muhammad? Houve semanas de tumultos, ameaças, ações judiciais, mortes, assassinatos e destruições perpetradas por muçulmanos. Se os muçulmanos querem respeito a Muhammad, que ele nunca seja criticado, que não haja piadas sobre ele e como eles consideram cada palavra que ele disse como um sagrado Exemplo – isso é religioso. Mas quando eles ameaçam, pressionam e machucam os Kafirs por não respeitar Muhammad, isso é político. Quando muçulmanos dizem que Muhammad é o profeta do único deus, isso é religioso, mas quando eles insistem que Kafirs nunca desrespeitem Muhammad, isso é político. Quando Os jornais e a TV concordaram em não publicar as caricaturas, esta foi uma resposta política, não uma resposta religiosa.

Vamos considerar a trilogia. A análise estatística detalhada mostra que sessenta por cento do Corão é de natureza política. Isto é, ele diz como se relacionar com os Kafirs, não como um muçulmano leva uma vida boa. Menos de quarenta por cento do Alcorão é realmente dedicado à religião do Islã. Este é um grande insigt, porque quando você estuda a vida de Muhammad, você também aprende que a maior parte era política, não religiosa.

O Islã político é a doutrina que se relaciona com o Kafir. A relação do Islã com o Kafir não pode ser religiosa uma vez que um muçulmano é estritamente proibido de ter alguma interação religiosa com eles. A religião do Islã é o que é exigido de um muçulmano para evitar o Inferno e entrar no Paraíso.

A Trilogia não só defende uma superioridade religiosa sobre o Kafir – os Kafirs vão para o Inferno enquanto os muçulmanos vão para o paraíso – mas também sua doutrina exige que os muçulmanos dominem os Kafirs em toda a política e cultura. Essa dominação é política, não religiosa.

O sucesso do Islã vem principalmente de sua política. Em 13 anos como líder espiritual, Muhammad converteu 150 pessoas a sua religião. Quando ele se tornou um líder político e um guerreiro, o Islã explodiu em crescimento, e Muhammad tornou-se o rei da Arábia em dez anos.

O força deste curso é que você será capaz de diferenciar o Islã religioso do Islã político. Como um sistema político, o Islã pode ser criticado tão facilmente como você pode criticar o Comunismo, o Nazismo, Democratas ou Republicanos. Todos eles são apenas sistemas políticos. É ainda socialmente aceitável rejeitar um sistema político.

AS TRÊS VISÕES SOBRE O ISLÃ

Há três pontos de vista relativos ao Islã. O ponto de vista depende de como você se sente sobre Muhammad. Se você acredita que Muhammad é o profeta de Allah, então você é um crente. Se você não crê, então você é um Kafir. O terceiro ponto de vista é o de um apologista, defensor do Islã. Defensores do Islã não acreditam que Muhammad foi um profeta, mas são tolerantes com o Islã sem qualquer conhecimento real do Islã.

Aqui está um exemplo dos três pontos de vista.

Em Medina, Muhammad passou o dia inteiro sentado ao lado de sua esposa de 12 anos de idade [Aysha] enquanto observavam como as cabeças de 800 judeus eram removidas pela espada.[2] Suas cabeças foram cortadas porque tinham dito que Muhammad não era o profeta de Allah. Os muçulmanos vêem essas mortes como necessárias porque negar o ministério profético de Muhammad foi, e permanece, uma ofensa contra Islamismo. Eles foram decapitados porque isso  é sancionado por Allah.

Os Kafirs vêem este evento como prova da violência jihadista do Islã e como um ato maligno.

Os apologistas ou defensores do Islã dizem que este foi um evento histórico; que todas as culturas têm violência em seu passado, e nenhum julgamento sobre o passado deve ser feito. Eles nunca leram realmente nenhum dos textos basilares do Islã, mas falam com autoridade sobre o Islã.

De acordo com os diferentes pontos de vista, matar os 800 judeus foi:

  • Um ato sagrado perfeito
  • Uma tragédia
  • Outro evento histórico – temos feito pior.

Não há uma visão “correta” do Islã, uma vez que os pontos de vista não podem ser reconciliados.

Este livro é escrito do ponto de vista de um Kafir. Tudo neste livro vê o Islã a partir da perspectiva de como o Islã afeta os Kafirs. Isto também significa que a religião é de pouca importância. Um muçulmano se preocupa com a religião do Islã, mas todos os Kafirs são afetados pelas visões políticas do Islã.

Este livro discute o Islã como um sistema político. Não discute os muçulmanos ou sua religião. Os muçulmanos são pessoas e variam de uns para os outros. A religião é o que se faz para ir ao paraíso e evitar o Inferno. Não é útil nem necessário discutir o Islã como uma religião.

Devemos falar sobre o Islã no campo político, porque é um poderoso e ambicioso sistema político.

Os Muçulmanos

Há uma questão que as pessoas têm quando ouvem falar do Islã. No Trabalho ou na escola eles conheceram muçulmanos e eles são pessoas agradáveis. Então quando você ouve algo sombrio sobre o Islã, você pode pensar, bem, Ahmed [apelido de Muhammad] não é assim. Se Ahmed é tão bom, como essas coisas terríveis podem ser verdadeiras?

Primeiro, todo este curso é sobre o Islã, não sobre os muçulmanos. Os muçulmanos são pessoas; O Islã é uma doutrina e uma ideologia. Antes que você possa entender como Ahmed pode ser tão bom, você deve primeiro entender a totalidade do Islã. O Islamismo é uma ideologia dualista; Ela sempre tem duas respostas. Isso ocorre porque existem dois Alcorões e dois Muhammads. Quando você entende a natureza dualista do Islã, você entenderá como algumas pessoas que se dizem muçulmanas podem ser muito simpáticas. Mas você também vai entender como eles têm algumas escolhas morais que não estão disponíveis para você.

Este é um estudo baseado em fatos. Você pode ler a própria doutrina por si mesmo e tirar suas próprias conclusões. Você também nunca terá que perguntar a um muçulmano qualquer coisa sobre o Islã. Você se tornará seu próprio especialista. O Islã é um objeto de estudo fascinante, particularmente o Islã Político.

NÚMEROS DE REFERÊNCIA

As informações contidas neste livro podem ser rastreadas até a fonte pelo uso dos seguintes números de referência:

Alcorão 12:45 é o capítulo do Alcorão (sura) 12, e o versículo 45.

SOLETRAÇÃO

Estudamos o Islã só um pouco para ver que não existe uma ortografia padronizada de substantivos árabes apropriados na língua inglesa. Exemplos: Mohammed / Muhammad, Muçulmano [Muslim] / Muçulmano [Moslem].

GLOSSÁRIO

Há um glossário de palavras islâmicas no final deste volume.

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Tradução Walson Sales

Por Bill Warner

[1] http://cspipublishing.com/statistical/TrilogyStats/AmtTxtDevotedKafir.html

[2] The Life of Muhammad, A. Guillaume, Oxford University Press, 1982, pg. 464.

 


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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