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O mortalismo adventista e a natureza de Cristo

A pior contradição da doutrina mortalista dos adventistas está na sua relação com a cristologia. Por exemplo, o credo ortodoxo afirma que em Cristo há uma só pessoa com duas naturezas diferentes (divina e humana), mas inseparáveis.

Se, como dizem os adventistas, Jesus desapareceu por três dias na morte, então a natureza divina desapareceu completamente e a Divindade deixou de ser Trindade [1] pela primeira vez em toda a eternidade. Mas, por outro lado, se só sobreviveu a natureza divina, então a união hipostática se desfez, caindo na heresia nestoriana [2] de separar as duas naturezas. Mas se insistirem que na morte, a parte divina (natureza divina) separou-se de fato de Cristo, eles terão de provar que uma natureza existe sem ter uma personalidade. Mas se é impossível uma natureza existir sem personalidade, então essa natureza deveria ser uma pessoa, mas em Cristo há uma só pessoa. A natureza não pode sobreviver sem ser por meio de uma pessoa. Para ser uma pessoa é necessário que estejam juntos os elementos da vontade, razão e emoção. Agora, se essas partes sobreviveram na natureza divina, então quem morreu foi apenas um corpo desprovido de personalidade e não o verdadeiro Cristo. Não há como fugir!

Ademais, Jesus disse em João 2.19 que na morte levantaria o seu próprio corpo, uma referência clara à sua ressurreição. Ora, segundo a doutrina adventista da alma, essa é uma tarefa impossível de se fazer se a pessoa não existir mais depois da morte. Será que Jesus, Aquele que afirmou ser a própria vida, deixaria de existir com a morte do seu corpo? Absurdo!

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