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O paradigma de EG White

por Enviado por email - dom out 22, 4:08 pm

  1. Definição do “Espírito de Profecia”:

“O espírito de profecia” é o que, segundo as Escrituras, a par com a guarda dos mandamentos de Deus, seria a característica da Igreja remanescente. Compare Apocalipse 12.17 e 19.10… Este dom consiste principalmente em dar ao povo de Deus mensagens diretas e específicas…dando-lhe orientações e instruções especiais. Esclarece o sentido das Escrituras e confirma a fé. Não substitui a Bíblia nem ensina nenhuma doutrina nova… Tudo quanto disse e escreveu foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato” (p.30, Subtilezas do Êrro [grafia original], 1965).

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  1. Status de EGW no Sistema ASD:

“O ministério e os escritos de Ellen White foram uma manifestação do dom de profecia. Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto desta inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia… Negamos que: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas” (Revista Adventista, fevereiro de 1984, p. 37);

“Não cremos que a qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferente dos das Escrituras” (Lição da Escola Sabatina,CPB, 2009., p. 58);

Se Deus enviar um profeta hoje, ou no futuro, ele deve concordar com os que vieram antes, isto é, com os profetas do Antigo Testamento, com os do Novo e com Ellen White. Se a sua mensagem for de oposição ao que eles ensinaram, então sabemos que não provém de Deus” (O Dia da Sua Vinda, Unaspress, 2008, p. 130).

A consequência lógica do status conferido a EGW dentro da IASD leva os ASD a uma outra situação “complementar” a estas declarações, admitindo a obrigatoriedade de se crer em seus testemunhos de forma obrigatória e não opcional:

“Não só os que abertamente rejeitam os testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la” (Testemunhos Seletos, p. 20, vol.2);

“Crê no espírito de profecia”?, “Que livros já leu?” (Questões nº 23, 24 – Formulário de informações sobre o candidato ao batismo da IASD – Associação Paulista Leste da Igreja Adventista do Sétimo Dia).

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  1. Sobre a Natureza de “seus escritos”:

“De mim mesma eu não poderia expor as verdades encontradas nestes livros, mas o Senhor me tem dado o auxílio de seu Espírito Santo. Estes livros dão as instruções que o Senhor tem dado a mim nos últimos sessenta anos, eles contêm a luz do céu, e suportarão o teste de investigação” (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 35);

“A senhora White tem falado e escrito centenas de cousas, tão confiáveis quanto belas e harmoniosas, as quais não podem ser encontradas nos escritos de outros, elas são novas para os ouvintes e leitores mais inteligentes. E se não são achados em publicações, e não vêm dos púlpitos, onde ela os encontrou? De qual fonte ela recebeu os novos e ricos pensamentos, os quais são encontrados em seus escritos e sermões?… Ela não poderia tê-los aprendido dos livros, pois eles não contêm tais pensamentos. E certamente ela não os aprendeu dos ministros [religiosos] que não os conheciam. A questão é clara. Evidentemente se requer cem vezes mais fé em acreditar que a Sra. White aprendeu esses assuntos de outros, e tem ocultado suas fontes, e os passado como sendo visões de Deus, do que realmente crer que o Espírito de Deus os revelou a ela” (Life Sketches of James White and Ellen G. White, p. 328,329 [1880]).

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  1. Os Escritos de EGW São Inerrantes?

“No começo da década, muitos adventistas aplicaram também seus conceitos de inerrância e verbalismo aos escritos de Ellen White… Ellen White não apenas rejeitou a inspiração verbal, mas também negou a inerrância. Ela ficou, portanto, mais do que feliz ao serem corrigidos os erros factuais em livros como O Grande Conflito, durante sua revisão em 1911” (Em Busca de Identidade, 2005, p. 137,138);

“Não consigo ver coerência em propor uma afirmação de inspiração verbal, quando mamãe não fez essa reivindicação e certamente creio que cometeremos grandes erros se… tentarmos resolver questões históricas utilizando os livros de mamãe como autoridade, quando ela mesma não deseja que eles sejam usados dessa forma” (Em Busca de Identidade, 2005, p. 138,139 [W.C. White]);

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  1. Negando Oficialmente a Natureza das Fontes:

“O comitê concordou que as evidências de Rea revelaram que Ellen White, em seus escritos, fez uso de várias fontes mais extensivamente do que nós tínhamos previamente crido… Os documentos pré-selecionados para a escrita do Desejado de Todas as Nações claramente demonstram que a própria Ellen White estava envolvida em um trabalho de cópias de fontes literárias… Obviamente, este projeto não foi designado para estabelecer o fato de que Ellen usou os escritos de outros para produzir o seu próprio trabalho. Este ponto não pode ser negado. Nós também sabemos em 1980 que fontes literárias forneceram mais que apenas eventuais questões de contexto histórico. Paralelos literais têm sido encontrados nos testemunhos de Ellen White. Temos ambos os exemplos, ou textos literais, ou paráfrases” (Veltman Report, pp. 14,15, 896 [1988]);

“Como o senhor harmoniza o uso de fontes por parte de Ellen White com a afirmação dela sugerindo o contrário? O senhor acha que a declaração introdutória do Grande Conflito se constitui numa admissão adequada de dependência literária?

Eu tenho que admitir, para começar, que no meu julgamento esse é o mais sério problema para enfrentar com referência à dependência literária de Ellen White. Isso atinge o coração da sua honestidade, sua integridade e, portanto, a sua honradez. Eu não tenho agora, nem mesmo para o meu conhecimento particular, nem ninguém mais tem, uma resposta satisfatória para esta    importante questão” (Ministry/Dezembro/1990, p. 14);

Nossa dificuldade repousa especialmente sobre dois pontos. Um é a infalibilidade e o outro é a inspiração verbal [dos escritos de Ellen White]. Acho que o irmão Thiago White previu as dificuldades lá atrás, no início. Ele sabia que a ajudou [Ellen White] a escrever os testemunhos, e que os tornou claros e gramaticalmente corretos… Ele [Thiago White] sabia que estava fazendo o que era certo… Ele sabia que as secretárias que eles [Thiago e Ellen] contrataram tomaram [os testemunhos] e os puseram em condições gramaticais, transpuseram sentenças, completaram sentenças, e usaram palavras que a própria irmã White não escreveu em sua cópia original. Ele ainda viu que alguns irmãos que não sabiam disso, e que tinham grande confiança nos testemunhos, creem e ensinam que estas palavras bem como os pensamentos foram dados à irmã White… Na Austrália, eu vi O Desejado de Todas as Nações sendo feito, e vi os capítulos sendo reescritos, e alguns deles sendo escritos várias e várias vezes. Quando vi, conversei com a irmã Davis [secretária] sobre aquilo, Eu digo a vocês que tive que organizar [minha mente] e começar a ajustar as coisas sobre o espírito de profecia [Ellen White]. Se essas falsas posições nunca tivessem sido defendidas, as coisas seriam mais claras do que são atualmente” (Spectrum,Vol.10, Nº1,p.50,51 [maio de 1979]);

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  1. Solução do Paradigma de EGW:

“Outro problema é Mateus 27.9,10, onde o evangelista faz uma referência a Jeremias em vez de a Zacarias (11.12) como fonte do Antigo Testamento para uma profecia messiânica. Isso pode ter sido um erro do copista. Mas se o erro foi do próprio Mateus, é um equívoco humano que qualquer professor ou pastor pode cometer, um equívoco que não causa problema para os defensores da inspiração de pensamento” (Mensageira do Senhor, p. 16, 2003);

“Em sua inescrutável sabedoria, o Senhor permitiu deslizes ocasionais de língua e da caneta do autor ou do copista tornando-se parte dos textos sagrados… Voltando-se aos escritos de Ellen White, nós também achamos alguns erros, mas isso não deveria nos surpreender, a menos que exijamos mais dela do que requeremos dos autores bíblicos” (A critique of the book Prophetes of Health,  p. 27);

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  1. A Minimização das Consequências do Paradigma de EGW e Suas Contradições:

“Nós não estamos negando as evidências do Rev. Rea… estou satisfeito em saber que ela teve algumas obras diante de si ao escrever… a Igreja crê que White (Ellen) possuía uma memória fotográfica e inconscientemente usou as palavras de outros escritores” (Chicago Tribune, 23 de novembro de 1980);

“A menos que estejamos falando de vícios sexuais, pelos padrões de hoje, exibições de Ellen White parecem estranhas e talvez até mesmo preocupantes. Mas talvez o que ela escreveu é menos ofensivo quando comparamos com o que outras pessoas estavam escrevendo em seu tempo, tanto quanto as pessoas estão dizendo no nosso” (www.spectrummagazine.org / Revisiting Ellen White on Masturbation – 08/07/2008);

Eu não afirmaria que Ellen White era infalível nas decisões que tomou [o uso de materiais de outros escritores mais versados como auxílio diante de sua limitada educação formal]. Há questões em seus escritos que discordam entre si. Eu apenas tenho a dizer que não possuo explicação para esse tipo de questão. Consequentemente, não quero provar tudo em história, por exemplo, por meio do que Ellen White escreveu. Seu principal propósito não foi apresentar fatos históricos, bíblicos ou de outra natureza… por exemplo, num lugar ela diz que a torre de Babel foi construída antes do dilúvio. Bem, no [livro] Patriarcas e Profetas, aquilo foi corrigido. Você encontrará nos escritos dela esse tipo de coisa – ocasionalmente ela discorda de si mesmaEu considero os recentes escritos [de Ellen White] mais precisos, mais acurados que alguns dos mais antigos. Eu não gosto de falar sobre erros em escritos inspirados. Há erros na Bíblia, mas em qualquer lugar que eu mencione esse assunto, me sinto desconfortável em tratar sobre o mesmo. Não gosto de falar sobre erros [nos escritos] de Ellen White, eu preferiria me concentrar sobre temas que edificam a fé. Mas em resposta à sua pergunta, há [de fato] algumas contradições lá” (Robert Olson – Ministry, dezembro de 1990, p. 17, grifos do autor).

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  1. Jogo Semântico com a Palavra Plágio (“Empréstimo Literário”):

“Pergunta: – Suponho que esta última pergunta é a mais difícil: E as negações de dependência literária [por parte] de Ellen White?

Resposta [Robert Olson]: – Esta é a única coisa que não gosto no relatório de Fred [Veltman]. Ele menciona estas negações, mas não dá exemplos… Há alguns problemas nos escritos de Ellen White – Isto é fato. E eu não tenho uma resposta satisfatória para todos eles, mas estou disposto a lhe dar o benefício da dúvida quando necessário. Eu reconheço Deus no ministério dela. Uma vida de íntima relação com a obra de Ellen White tem me convencido que ela era uma verdadeira profetisa no mais amplo sentido do termo. Uma profetisa tão autêntica como o foi Elias, Natã ou Ágabo. Portanto, se há alguma coisa que não posso explicar – bem eu terei que aguardar até o Senhor vir, e então terei as respostas” (Ministry / dezembro / 1990, p. 18, grifos do autor);

Há dez de tais negações ou não admissões, que precisam ser consideradas. Em minha opinião, a maioria não apresenta problemas quando vistas no contexto. Eu realmente concordo com o Dr. Veltman, por mais que em poucos casos nós não possamos dar respostas satisfatórias a todos” (Robert OlsonMinistry, fevereiro de 1991, p. 15, grifos do autor).

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  1. Faça o que digo, mas não faça o que faço (definição de plágio da IASD na época da composição do paradigma [EGW]):

Esta palavra [plágio] significa “furto literário”, ou apropriar-se das produções de outros e passá-las adiante como sendo sua. No “Crise do Mundo”, de 23 de agosto de 1864, nós encontramos a parte de um poema devidamente intitulado ‘a crise mundial’ e assinado por ‘Luthera B. Weaver’. Que surpresa foi para nós descobrirmos que era um hino nosso conhecido… este poema foi escrito por Annie R. Smith, e foi publicado pela primeira vez na Review, Vol. 2, n.º 8, dez., 1851 … O pior é que parte [do poema] foi tirado, e o segundo e mais importante trecho dos versos foi suprimido…Nós estamos perfeitamente dispostos a permitir que artigos da Review, ou de quaisquer outros livros nossos possam ser citados em qualquer extensão, e tudo o que pedimos é que simplesmente a justiça seja feita para nós, pelos devidos crédito dados” (Review, 6 de setembro de 1864, p. 8).

 

Autor: Pr. Paulo Sérgio Rodrigues Batista


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

8 Comentários

Comentários 1 - 8 de 8Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Finalmente um artigo sem acusações. Com citações de fontes primárias e tudo mais e com pouca manifestação da opinião pessoal do articulista. É isso daí, não precisa pegar leve com Ellen White, mas use-se da verdade, da corretude acadêmica e do bom senso.

    Parabéns.

  2. só de fazer um uso indevido do título “espirito de profecia” que é uma coisa restrita do livro de apocalipse, o adventismo incorre em anátema prescrito e advertido. Apocalipse 22:18-19

    1. Não seria o contrário, jcp? Só de não aceitarem mais o dom de profecia, conforme prometido no evangelho (Atos 2:16-18), não estariam os descrentes incorrendo em anátema? E não é estranho que tal dom de profecia não se manifeste nas igrejas, conforme previsto?

  3. 2Tm.3:16-17 , Se a bíblia é toda inspirada por DEUS para ensinar os seus servos , porque os adventistas precisam dos escritos da ellen white ?

  4. 2PE.1:20-21 A ESCRITURA é obra do ESPÍRITO SANTO,  a bíblia não fala da ellen white como profetisa e nem que seus escritos foram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO.
    DT.4:2 & AP.22:18-19 , OS escritos da ellen white foram acrescentados pela igreja adventistas !
    TÔ FORA DESSA FILOSOFIA, CL.2:8 !

  5. sr.vocesabequem seg out 23 at 12:27 pm “Só de não aceitarem mais o dom de profecia, conforme prometido ”

    achei hilário esse seu nick name, mostra que vc assisti muito harry potter kkkkk

    http://www.cacp.org.br/oracao-para-aceitar-a-profetisa-adventista/

    1. Trecho de vídeo fora do contexto, não é amigo jcp?

    2. “sr. quem” se não tem argumento, pegue seu banquinho e saia de fininho … seu mi mi mi é risivel.

      http://www.cacp.org.br/oracao-para-aceitar-a-profetisa-adventista/

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