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O Pr. Augustus Nicodemus criticou cristãos que usam palavrões

por Pr. Natanael Rinaldi - qui set 13, 9:51 pm

Em seu blog o pastor presbiteriano, reverendo Augustus Nicodemus Lopes, publicou um texto criticando os cristãos que publicam fotos “meio-eróticas” nas redes sociais e que fazem uso de palavrões para se comunicar na internet. Diz mais a notícia datada de 6 de fevereiro de 2012: “Um dos fatos que levou o pastor a tecer os comentários foi ver que, entre os seus 3 mil contatos do Facebook, muitas pessoas que postam declarações de fé e amor a Jesus também transmitem conteúdo com palavras “chulas e palavrões do pior tipo”. Lopes citou vários trechos bíblicos que condenam o uso de “palavras torpes”, e que mostram a importância da forma de falar para quem se diz cristão. Entre os textos citados destacamos 1ª Coríntios 15:33, que diz “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”; e Efésios 4:29 que exorta: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”.

PR. NATANAEL: O irmão acha acertada essa crítica desse líder evangélico estranhando e criticando pessoas que se dizem cristãs utilizarem de palavrões em suas comunicações, usando de um linguajar daqueles que não têm compromisso com Deus?

Preliminarmente, respondo que no Brasil, culturalmente, se usa falar muitos palavrões. Em todos os lugares, seja de forma descarada, velada, ou até mentalmente, os palavrões estão presentes. Quem nunca xingou alguém mentalmente? Ou pelas costas, quando a pessoa se retirou? Quem nunca soltou um palavrão diante de uma situação que deu errado? Todos nós presenciamos, diariamente, o uso dos palavrões ao nosso redor (no trabalho, em casa, no lazer, nos filmes, na rua, etc.). Como vimos, os palavrões fazem parte de nossa cultura e do nosso dia a dia. Mas os crentes agirem igualmente é impróprio. Mateus 5:13-16 – Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. 14 – Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; 15 – Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. “16 – Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”

Quer dizer então que os crentes que se utilizam de tais meios estão procedendo em desacordo com a Bíblia?

Sem dúvida. Os palavrões, normalmente, são palavras que exprimem coisas indecentes, indignas, impuras, maldosas, violentas. Sendo assim, Jesus explica que: “… a boca fala do que está cheio o coração.” (Mt 12. 34). O uso de palavrões demonstra que o coração da pessoa está sujo de pecado, de impureza, de indecência, que são algumas das substâncias do palavrão. A boca é apenas um “escape” daquilo que está dentro da pessoa. . Provérbios 4:24 – “Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios. Afaste da sua boca as palavras perversas; fique longe dos seus lábios a maldade.”

Quem usa palavrões mostra um desvio em seu caráter?

Sim. Diz a Bíblia: Tg 3.10-11“De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?” (Se esse tipo de comportamento é tido como normal na vida do crente, algo está errado. Palavrão é tudo: palavrão! As palavras do cristão devem construir (edificar), e os palavrões não constroem nada, apenas destroem. (Ef 4. 29) “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.”

Quer dizer que não existe algum palavrão do bem?

Não. Aquele palavrão usado [e aceito por muitos] para aliviar uma situação de raiva, de ira, de descontentamento, não é aceito como desculpa e nem sendo um palavrão “do bem” [não existe palavrão do bem!). O sábio, se não tem algo de bom para falar, fecha a sua boca e medita. Provérbios 15:28 – “O coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más.”

Quem usa palavrões é aceito por Deus?

Não. Efésios 5:1-4 – “SEDE, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; 2 – E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. 3 – Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; 4 – Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças.” Concluindo, podemos ver claramente que palavrões, em qualquer forma, não convêm ao cristão. É importante observar, porém, que muitos cristãos que iniciam a sua caminhada, ainda têm muito fortemente em suas vidas as marcas da vida antes de se entregarem a Cristo. Estes devem ser orientados amorosamente a lutarem contra o costume de usar palavrões. Gálatas 6:1-2 – IRMÃOS, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado. 2 – Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.


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2 Comentários

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  1. Concordo com essa mensagem. Ao usar um palavrão, o cristão, faz parecer que a mensagem que tenta transmitir, mesmo sendo correta, pareça errada. Por exemplo, defender que existe inferno e o aniquilacionismo é heresia usando palavrão só vai desqualificar o que deseja provar biblicamente.

  2. Sim, ao usar um palavrão, o cristão, faz parecer que a mensagem que tenta transmitir, mesmo sendo correta, pareça errada. Por exemplo, defender que existe inferno e mostrar que o aniquilacionismo é heresia usando palavrão só vai desqualificar o que deseja provar biblicamente.

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