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O programa da Nova Era

por Artigo compilado - sex mar 07, 12:00 am

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Existe o perigo de que o pensamento da Nova Era pode levar alguns cristãos a desenvolver uma paranóia com relação a qualquer coisa que pareça estar associada ao movimento, especial­mente no que se refere às teorias de conspiração. Mas como diz a velha piada: “Só porque você é paranóico não significa que eles não o estejam realmente perseguindo!”

O programa político da Nova Era é perigoso por ser baseado num conceito monístico e panteistico do mundo. Como tal, o pro­grama político da Nova Era é anti-teísta e anti-cristão.

Mark Satin, autor de Neiv Age Politks (Política da Nova Era), diz:

A consciência planetária reconhece nossa identificação com toda a humanidade e de fato, com toda a vida, em toda a parte, e com o planeta como um lodo. O destino da humanidade, após seu longo período pre­paratório de separação e diferenciação, é o de finalmente tornar-se um… Essa unidade está a ponto de ser expressa politicamente num governo mundial que unirá nações e regiões em transações que ultrapassam a sua capacida­de individual.

O profeta da Nova Era, David Spangler, escreve:

Certamente a política da sinergia reinterpretará o rela­cionamento da humanidade para com a natureza, para com o uso de recursos naturais, para com os seus rela­cionamentos com animais e plantas, e para com tudo que compõe o ambiente… Num grupo e num grupo de grupos onde a percepção da separação seja desfeita e substituída por uma percepção de identificação, de unidade, e de cooperação e boa vontade dinâmicas, todo o espectro da política internacional e nacional como as conhecemos deve desaparecer e ser transformado em algo bem irreconhecível pelos padrões de hoje.

O monismo e o panteísmo são a base metafísica sobre a qual repousa o movimento Nova Era. Toda transformação cultural importante repousa sobre uma mudança nos conceitos do mundo. Lewis Mumford observa a importância dessa nova ideologia. Ele diz que “toda transformação do homem, exceto talvez aquela que produziu a cultura neolítica, repousou sobre uma base metafísica e ideológica — ou antes, sobre despertamentos e intuições mais profundos, cuja expressão racionalizada assume a forma de um novo quadro do cosmos e da natureza do homem”.

 

Unidade das Religiões

A nova base ideológica do programa político da Nova Era ê a unidade de todas as religiões. Embora permitindo que várias religi­ões existam, ela entende que cada religião ensina a mesma verdade central: a humanidade é divina. O cristianismo é reinterpretado a essa luz (os adeptos da Nova Era o chamam de “cristianismo esotérico”). A unidade das religiões é absolutamente necessária quando se pretende que a “identificação da humanidade” se torne realidade.

Robert Muller, assistente do Secretário Geral das Nações Uni­das recentemente aposentado, comentou sobre a unidade de todas as religiões:

Pela primeira vez na história, descobrimos que este planeta em que vivemos é um só. Agora nos resta des­cobrir que somos também uma só família humana, e que temos de transcender todas as diferenças nacionais, lingüísticas, culturais, raciais e religiosas que têm for­mado a nossa história. Temos a oportunidade de escre­ver uma história completamente nova.

Relacionado a isso está o conceito de ecumenismo profundo de Matthew Fox. Escreve ele:

Ecumenismo profundo é o movimento que desencadea­rá a sabedoria de todas as religiões mundiais: hinduísmo e budismo, islamismo e judaísmo, taoísmo e xintoísmo, cristianismo em todas as suas formas, e as religiões nativas e religiões de deusas no mundo todo. Esse de­sencadear de sabedoria contém a última esperança para a sobrevivência do planeta que chamamos de lar.

Essa sabedoria de todas as religiões é vista como centralizada em torno de uma verdade essencial: a divindade do homem. Com relação a essa verdade essencial, David Spangler escreve:

O que está procurando emergir é um corpo de pessoas que são nutridoras e que são mui literalmente o que Jesus chamou de “sal da terra”, mas que são assim conscientemente, espiritualmente, aceitando sua divin­dade sem tornar-se envaidecidas por ela, e agindo den­tro da esfera de sua influência para externalizar essa mesma divindade nos outros… Elas são as que dão vida, e estão formando a base para o governo do futuro.

 

Unidade de Governo

O programa político da Nova Era é também perigoso por ser alicerçado numa falsa confiança no potencial humano e não na dependência da orientação divina. O Cristo Cósmico que tudo permeia enche cada homem de potencial.

Muitos adeptos da Nova Era crêem que o Cristo cósmico trabalhou em eras passadas na vida de grandes indivíduos a fim de efetuar mudança no mundo. O Cristo cósmico pode de igual maneira trabalhar através de todos os seres humanos hoje. Matthew Fox escreve:

O fato de Cristo ter-se encarnado em Jesus exclui o Cristo de encarnar-se em outros — Lautzu ou Buda ou Moisés ou Sara ou a Sojourner Truth (Verdade Peregrina) ou Gandi ou eu ou você? Exatamente o oposto é que ocorre. De fato, a carta de Paulo aos Gálatas fala em Cristo ter-se encarnado nele: “Já não vivo, mas Cristo vive em mim” (Gaiatas 2:20). Paulo desafia os destinatários de sua carta a deixarem “que Cristo seja formado em vós” (4:19) e a serem “filhos de Deus” (3:26).

O programa político da Nova Era é perigoso por não reconhecer valores morais absolutos baseados na Palavra de Deus. Todos os valores morais são determinados subjetivamente. Tudo é relativo. A relatividade de todos os valores morais é ensinada em escolas através de programas de “novos conceitos de valores”.

O programa da Nova Era que se refere a um governo mundial único é perigoso por ser baseado no desejo do homem em alcançar unidade com o homem agindo como a única autoridade. O pro­grama político não reconhece a autoridade de um Deus soberano e onipotente. Douglas Groothuis observa:

No programa da Nova Era, eles precisam colocar o tijolo de uma nova Babel, proclamando uma ordem cuja uni­dade e direção final se opõem ao Criador (ver Gênesis 11:1-9). Os antigos entusiastas da ordem mundial em Gênesis tentaram impor a “tese apóstata de identifica­ção e igualdade finais a toda a humanidade” a fim de construir uma “ordem mundial única e introduzir o paraíso independente de Deus” (Rushdoony 1979). É isso que a Nova Era está tentando fazer hoje, e sua tentativa é igualmente vã. Todas as torres de Babel são construídas em vão, independentes da pedra fundamen­tal de Jesus Cristo.

O governo globalizado que é uma parte do programa político da Nova Era defende uma forca policial planetária para a segurança. Apenas aqueles que aderem a um conceito monístico e panteístico do mundo teriam permissão para controlar essa força policial.

A organização Cidadãos Planetários está patrocinando atual­mente uma “Comissão Independente sobre Alternativas para a Segurança Mundial”, que arregimenta vários peritos em paz, desarmamento e sistemas para projetar um “sistema de segurança global operacional, crível e não ameaçador”.

A fonte dessa unidade é relativamente clara. Muitos envolvidos na política da Nova Era estão claramente baseando suas decisões e ações em revelações ocultistas. Por exemplo, muitos aderem ao que escreveu Alice Bailey. Ela fala com freqüência do “Plano” e dos “Mestres da Sabedoria”. Seriam estes os que supostamente atin­giram o mais alto nível de consciência, e se tornaram guias da evolução espiritual da humanidade. Esses mestres encontram-se supostamente ocupados em levar a cabo, na Terra, o “Plano”.

World Goodtvill (Boa Vontade Mundial) é um grupo para in­fluenciar os legisladores cujo objetivo é revelar o “Plano” confor­me detalhado nos muitos livros de Alice Bailey. Esse é um dos diversos grupos inspirados em Bailey patrocinados pelo Trust Lucis.

O globalismo que é parte do programa político da Nova Era eqüivale a uma forma de idolatria. Ele exalta o planeta bem como a humanidade como senhores soberanos. Groothuis comenta:

O internacionalismo idolatra deve ser rejeitado pelos cristãos. Cristo é Senhor; nem as nações nem o planeta são soberanos. O governo global, ou o que poderia ser cognominado de “estado cósmico”, deve ser rejeitado como idolatria, visto o humanismo cósmico entronizar o homem no lugar de Deus.

 

Perigos do Movimento Nova Era para a Igreja

Redefinindo o Problema: Pecado

O programa político da Nova Era é perigoso porque ignora completamente o maior problema do homem — o pecado — bem como a provisão de Deus para esse problema — a expiação subs­titutiva de Jesus Cristo. Douglas Groothuis escreve:

O cristão acredita que o realismo político deve começar com a percepção de que o homem é pecador; os adeptos da Nova Era depositam esperança no potencial huma­no, visto como bom e confiável. Os adeptos da Nova Era atribuíram o pecado à ignorância, crendo que podemos nos livrar dessa ignorância quando aceitamos a ilumi­nação do panteísmo.

O cristão vê essa iluminação como uma falsificação enganosa. A única maneira pela qual a consciência pessoal ou política pode ser despertada é primeiro vendo a realidade do pecado e a necessidade de redenção atra­vés de Jesus Cristo. Todos os desvios ao redor da cruz de Cristo se chocam nas rochas brutais da realidade. O cristão faminto e sedento de justiça política olha para Deus como Senhor, Legislador e Juiz, não para uma divindade íntima. Os cristãos servem ao Salvador, não a si mesmos. Eles consultam as Escrituras em busca de instrução política.

O pecado é redefinido no pensamento da Nova Era. O mal é relativo. David Spangler escreve:

O homem detém a responsabilidade final pela redenção do que viemos a chamar de “energias maléficas”, que são simplesmente energias usadas fora de tempo ou fora de lugar, ou não adequadas às necessidades da evolução. [A ética da Nova Era] não é baseada em… conceitos dualistas de “bem” e “mal”.

Mark Satin, adepto da Nova Era, nos diz que “num estado espiritual, a moralidade é impossível”.

 

A Obra de Cristo na Cruz

Benjamim Creme rejeita o cristianismo ortodoxo por apresen­tar “um quadro impossível para a maioria das pessoas pensantes de hoje aceitarem Cristo como o filho unigênito de Deus, sacrifi­cado por seu Pai amoroso para salvar a humanidade dos resultados de seus pecados; como um sacrifício de sangue tirado diretamente da velha e desgastada dispensação judaica”.

 

Salvação

A salvação na Nova Era é uma operação progressiva. As pessoas precisam trabalhar para se livrar de seu carma mau, reencarnando de vida em vida. Escreve Shirley MacLaine:

Se você for bom e fiel em sua luta nesta vida, a próxima será mais fácil.

David Spangler escreve que “o homem é seu próprio Satanás da mesma forma que é sua própria salvação”.

 

Desvios Sutis

Criador e Criação

Existe o perigo de o pensamento da Nova Era toldar a distinção entre o Criador e a criação — especialmente a dos seres humanos como criaturas — nas mentes dos crentes biblicamente iletrados. Esse perigo é baseado na natureza monística do pensamento da Nova Era, que trata tudo como parte de uma grande alma que é deus.

Mark Satin, autor de New Age Politics (Política da Nova Era diz:

A consciência planetária reconhece nossa identificação com toda a humanidade e na realidade com toda a vida, em toda a parte, e com o planeta como um todo.

O engano é sutil. Kenneth Copeland, embora condenando a seita Nova Era, pode estar defendendo uma idéia oculta da Nova Era. Ele pregou:

Deus é Deus. Ele é um Espírito… E ele lhe foi conferido quando você nasceu de novo. Pedro disse isso com muita clareza. Disse ele: “Somos participantes da natu­reza divina.” Essa natureza é viva, eterna em absoluta perfeição, e isso foi conferido, injetado em seu homem espiritual, e você tem isso conferido a você por Deus, da mesma forma que você conferiu a seu filho a natureza da humanidade.

Essa criança não nasceu como baleia. Nasceu como um ser humano… Ora, você não tem um ser humano, tem? Você é um ser humano. Você não tem um deus em si. Você é um deus.

Earl Paulk, outro pregador cristão, escreve a mesma coisa, declarando que somos pequenos deuses:

Da mesma forma que cães têm cãezinhos e gatos têm gatínhos, assim Deus tem pequenos deuses… Enquanto não compreendermos que somos pequenos deuses e começarmos a agir como pequenos deuses, não podemos manifestar o Reino de Deus.

M. Scott Peck, em seu livro The Road Less Traveled (A Estrada Menos Trilhada), nos diz que estamos crescendo na direção da divindade:

Pois não importa quanto possamos gostar de contornar o assunto, todos nós que postulamos um Deus amoroso e de fato pensamos sobre isso eventualmente chegamos a uma única e aterrorizante idéia: Deus quer que nos tornemos como ele (ou ela). Estamos crescendo rumo à divindade. Deus é o alvo da evolução. É Deus que é a fonte da força evolucionária, e Deus que é o destino…

 

Visualização e Imaginação Direcionada

Existe o perigo de alguns crentes serem desviados pelo ensina­mento de visualização, imaginação direcionada, da Nova Era. A visualização bíblica é a meditação sobre Cristo e submissão à sua orientação conforme revelada na Escritura. Mas o Pastor Cho, líder da maior igreja cristã do mundo, expressou algumas idéias próximas à meditação da Nova Era em seu livro The Fourth Dimension (A Quarta Dimensão):

Precisamos aprender… a visualizar e sonhar a resposta como estando completa quando nos dirigirmos ao Se­nhor em oração. Devemos sempre tentar visualizar o resultado final quando oramos. Dessa forma, com o poder do Espírito Santo, podemos incubar aquilo que desejamos que Deus faça para nós…

C. S. Lovett, enquanto advoga a meditação, confirma que a visualização a que se refere é a mesma usada pelas seitas:

Você ficaria chocado em saber que o poder curador de Deus está disponível através de sua própria mente e que você pode ativá-lo pela fé!… Se você tivesse ACESSO DIRETO à sua mente inconsciente, poderia comandar que QUALQUER ENFERMIDADE fosse curada num instante… PARECE CIÊNCIA MENTAL? Admito que sim. É verdade que as seitas descobriram algumas das leis curadoras de Deus e as usam para atrair as pessoas às suas teias… Mas deixe-me perguntar: deveria a cura ser negada a crentes nascidos de novo simplesmente porque certas seitas se aproveitam dessas leis?

Norman Vincent Peale chama a visualização (a meditação da Nova Era) de “pensamento positivo levado um passo adiante”.

Mas a imaginação direcionada pode nos expor a falsos cristos ou anjos de luz (2 Coríntios 11:14). Douglas Groothuis adverte:

Um exercício de visualização esmerado poderia induzir um estado alterado de percepção muito convidativo a rebeldes demoníacos. Shakti Gawain, por exemplo, diz que a “visualização criativa” pode facilmente apresen­tar-nos a “espíritos-guias”, daqueles que ficariam em­polgados em nos conhecer.

Precisamos também reconhecer que a imaginação do homem está atingida pela queda. Gênesis 6:5 diz: “Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente.” A visualização pode ser perigosa, mas como a Nova Era não crê na degradação do homem, ela se torna mais perigosa ainda.

 

Confissão Positiva e Pensamento Positivo

Existe o perigo de o pensamento da Nova Era desviar alguns cristãos através da confissão positiva ou pensamento positivo. O perigo vem na forma do ensinamento que diz ser o homem um “pequeno deus” e assim ter o poder de falar criativamente, trazen­do o bem ou o mal à existência mediante a sua palavra. A confissão positiva produz o “bem” e a confissão negativa cria o “mal”.

Gloria Copeland relatou sua metodologia para comprar a casa que desejava:

Comecei a ver que eu já tinha autoridade sobre aquela casa e autoridade sobre o dinheiro de que precisava para comprá-la. Falei: “Em nome de Jesus, assumo autorida­de sobre o dinheiro de que preciso. (Bradei a quantia específica.) Ordeno-lhe que venha a mim… em nome de Jesus. Espíritos ministradores, vão e façam com que ele venha…” (Por falar em anjos… quando você se torna a voz de Deus na terra ao colocar as palavras dele em sua boca, você põe os anjos para trabalhar! Eles são ajudan­tes altamente treinados e capazes; sabem como fazer para que o trabalho seja executado.)

O Dr. Robert Schuller, dirigindo-se a uma grande platéia de ministros da Unity em treinamento, falou:

Creio que a responsabilidade nesta época é a de “tornar positiva” a religião. Ora, isto provavelmente não atinge muito a vocês, pois sendo gente da Unity, vocês são positivos. Mas falo muito a grupos que não são positi­vos… mesmo aos que chamaríamos de fundamentalistas, que tratam constantemente de palavras como pecado, salvação, arrependimento, culpa, e esse tipo de coisa.

 

Sincretismo

Existe o perigo de que o pensamento da Nova Era possa levar alguns crentes a desenvolver tendências sincretistas com relação às outras religiões do mundo. Isso se deve ao fato de os adeptos da Nova Era ensinarem que todas as religiões contêm a mesma verdade central — o homem é divino. Matthew Fox, teólogo católico, foi claramente sincretista nas porções dos seus escritos sobre o “Ecumenismo Profundo”, das quais tirei citações anterior­mente neste capítulo.

 

A Deusa em Todos

Há o perigo de que o pensamento da Nova Era leve algumas pessoas a adquirirem um conceito feminino da divindade, a aban­donarem totalmente a imagem bíblica de Deus. A Bíblia apresenta Deus com características tanto femininas quanto masculinas, mas as imagens masculinas são muito mais fortes do que as femininas. Perder de vista essa verdade faria dele menos do que é, reduzindo seu poder e autoridade, e tornando-o sinônimo das deusas do sexo que o Antigo Testamento condenou.

O autor da Nova Era, Matthew Fox, escreve:

A religião e a cultura que reprimem e distorcem o maternal também reprimirão a antiga tradição de Deus como Mãe, e da deusa em cada pessoa. Jesus veio para restaurar essa responsabilidade à cultura patriarcal e militarista de seus dias…

A crucificação de Jesus foi o resultado lógico desse assalto frontal ao patriarcado.

 

Meditação Oriental

Há o perigo de que o pensamento da Nova Era leve alguns cristãos a transformar a meditação bíblica em formas orientais de meditação.

Um escritor cristão propõe a meditação numa forma que se aproxima dos padrões orientais. Escreve ele:

Em sua imaginação, permita que seu corpo espiritual, brilhante de luz, se eleve de seu corpo físico… subindo através das nuvens e até à estratosfera… cada vez aprofundando-se mais no espaço exterior, até que nada haja além da presença cálida do Criador eterno.

 

Abandono dos Alicerces Morais

Existe o perigo de o pensamento da Nova Era enfraquecer a estrutura moral da igreja, porque os valores absolutos morais são negados pelos adeptos da Nova Era. Tudo é relativo. Os “novos conceitos de valores”, técnica acerca da qual muitos pais cristãos nada sabem, permite às pessoas escolher sua própria base moral a partir da qual tomar decisões.

 

Cristianismo Esotérico

Devido à semelhança na terminologia, alguns cristãos podem ser desviados pelos ensinamentos do “cristianismo esotérico”‘, a sabedoria espiritual limitada a uma elite de poucos conhecedores. Essa é uma reinterpretação mística que a Nova Era faz do cristia­nismo ortodoxo (esotérico). Douglas Groothuis comenta como o movimento Nova Era vê o cristianismo esotérico:

O verdadeiro evangelho do Um é tido como a face esotérica do cristianismo. O cristianismo esotérico é o substituto ocidentalizado e é desprovido de autentici­dade espiritual, expressando o que Wilber chama de “mentalidade do modo médio”. O cristianismo esotérico está afinado com “a filosofia perene” do Um que se manifesta em todas as tradições religiosas. O Cristo da Nova Era se posiciona contra o cristianismo ortodoxo.

 

Desvios Doutrinários aos Quais Ficar Alerta

Uma das maiores ameaças à igreja é a confusão doutrinária causada pelo pensamento da Nova Era. Visto os adeptos da Nova Era usarem muitas palavras cristãs, a confusão parece provável porque muitos cristãos não estão cientes de que palavras boas foram radicalmente redefinidas com maus sentidos.

 

A Doutrina da Revelação

Os adeptos da Nova Era acreditam na revelação contínua de Deus. Eles crêem que “a Palavra de Deus [é] revelada em todas as eras e dispensações. Nos dias de Moisés, foi o Pentateuco; nos dias de Jesus, o Evangelho; nos dias de Maomé, o mensageiro de Deus, o Corão; nos dias de hoje, o Bayan.”

Benjamim Creme descreve a maneira pela qual recebe suas revelações da Nova Era;

Ela desce sobre mim e chega até ao plexo solar e um tipo de cone é formado, assim, de luz. Existe também um transbordamento emocional. E a sobreposição mental que produz a conexão para que eu possa ouvir, intima­mente, as palavras.

 

A Natureza de Deus

Deus é transformado numa soma impessoal de toda a existên­cia. Benjamim Creme escreve:

Deus é a soma total de tudo que existe no total do universo não manifesto e manifesto.

Spangler propaga a idéia, escrevendo:

Deus é uma consciência universal, uma vida universal, até onde nossa finidade possa expressá-lo.

 

A Singularidade de Jesus Cristo

Creme coloca Cristo em pé de igualdade conosco, declarando que Cristo é divino “exatamente no sentido em que somos divi­nos”. Mas o mesmo espírito de Cristo habita em “Hércules, Hermes, Rama, Mitra… Krishna, Buda e no Cristo”. Todos esses eram “homens perfeitos em seu tempo, todos filhos de homens que se tornaram Filhos de Deus por terem revelado sua divindade inata”.

Shirley MacLaine nos diz que Cristo foi bom, mas não neces­sariamente divino:

Cristo foi o ser humano mais adiantado que jamais andou neste planeta.

 

A Diferença Entre Deus e o Homem

Deus é feito a alma todo-abrangente do universo, e o homem é feito um deus porque contém parte de deus. Benjamim Creme escreve:

Um dos principais ensinamentos do Cristo [é] o fato do Deus imanente, imanente em toda a criação, na huma­nidade e em toda a criação, de forma que nada mais hã além de Deus. E todos nós somos parte de um grande Ser. O homem é um deus emergente, e assim requer a for­mação de modos de amar que permitirão a esse Deus florescer.

 

Pecado e Salvação

A necessidade de sacrifício e expiação, uma universalidade cultural, é vista pela Nova Era como um remanescente antiquado do pensamento judaico. Benjamim Creme rejeita o cristianismo ortodoxo por apresentar “um quadro impossível para a maioria das pessoas pensantes de hoje aceitarem Cristo como o filho unigènito de Deus, sacrificado por seu Pai amoroso para salvar a humanidade dos resultados de seus pecados; como um sacrifício de sangue tirado diretamente da velha e desgastada dispensação judaica”.

David Spangler escreve que “o homem é o seu próprio Satanás, assim como o homem é a sua própria salvação”.

 

A Doutrina da Ressurreição

A ressurreição que aguardamos é substituída pelo ciclo contínuo de reencarnação na Nova Era. James Sire escreve:

A reencarnação é a incorporação sucessiva da alma numa série de diferentes corpos mortais; a ressurreição é a transformação do corpo mortal da própria pessoa num corpo imortal.

Groothuis contrasta os dois:

A reencarnação é considerada como um processo contí­nuo, ao passo que a ressurreição é um evento único e final. Ademais, o Senhor soberano controla o tempo e tipo de ressurreição; ao passo que uma lei impessoal de carma ou a própria alma desencarnada é o agente ativo no caso da reencarnação.

Extraído do livro “Como Entender a Nova Era” de Walter Martin


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