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O que é o Hajj?

por Pr. João Flávio Martinez - seg set 03, 9:05 am

Hajj ou Hadj é o nome dado à peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos. É considerada como o último dos “Cinco Pilares do Islã” (arkan), sendo obrigatória pelo menos uma vez na vida para todo o muçulmano adulto, desde que este disponha dos meios económicos e goze de saúde. Cerca de dois milhões de pessoas de todos os pontos do planeta realizam anualmente o Hajj.

O Hajj só pode ser efetuada uma vez por ano, entre o oitavo e o décimo dia do mês de Dhu al-Hijja, o último mês do calendário islâmico.

Se a peregrinação a Meca ocorrer noutra altura do ano será chamada de Umra; é considerada uma boa ação, mas não substitui o Hajj. A Umra é também conhecida como a “peregrinação menor”. Difere em relação ao Hajj ao nível dos ritos: a Umra inclui apenas os ritos realizados na Grande Mesquita de Meca.

A partir do momento em que o peregrino se encontra a certa distância da cidade de Meca, deve proceder à entrada no estado de ihram (“sacralização”, estado sagrado), que consiste em vestir a roupa (iharam) que usará durante a celebração dos rituais: duas peças de tecido brancas não cosidas e sandálias igualmente não cosidas. Enquanto permanecer no estado ihram o peregrino não deve cortar o cabelo, cortar as unhas, usar perfumes, matar animais, envolver-se em discussões ou lutas, manter relações sexuais ou contrair matrimônio. O peregrino volta outra vez a proclamar a sua intenção em efetuar o Hajj.

Depois de entrar na Grande Mesquita de Meca o peregrino efetuar o tawaf, que consiste em realizar sete voltas à Kaaba no sentido contrário aos ponteiros do relógio (cada volta é chamada de shawt, sete ashwat constituem o tawaf). Durante as sete voltas o muçulmano efetuar orações. As primeiras três voltas devem ser efectuadas a um passo mais acelerado.

De seguida, o peregrino procede à prática do sa´ee (ou sa´y, “deambulação”) percorrendo um corredor entre os montículos de Safá (Safa) e Meruá (Marwa), ainda dentro da mesquita, de novo sete vezes. Segundo o islamismo, este acto recorda o desespero de Agar, mulher de Abraão, quando procurava água para o seu filho Ismael entre aqueles dois pontos. Os peregrinos podem também beber um pouco da água do poço de Zamzam, que se encontra na mesquita e que salvou Agar e o seu filho.

O peregrino recita depois o talbiya, uma oração na qual declara que faz o Hajj unicamente em honra de Deus.

Depois do pôr-do-sol os peregrinos dirigem-se para Mina, um local perto de Meca, onde acampam e passam a noite. Devem aqui realizar as suas orações. Termina aqui o primeiro dia do Hajj.

No dia seguinte (dia 9 do mês de Dhu al-Hijja), os peregrinos deixam Mina em direcção a Arafat, um local habitualmente referido como um monte, mas que na realidade é uma planície a cerca de 20 km de Meca. Uma vez em Arafat o dia é consagrado à oração, à leitura do Alcorão e ao pedido de perdão a Deus pelos pecados cometidos. O peregrino chegou ao ponto alto do Hajj.

Após o pôr-do-sol os peregrinos dispersam, abandonando Arafat em direcção a Muzdalifah. Em Muzdalifah fazem a oração da noite e lá deverão passar a noite em tendas. Durante a noite recolhem-se pequenas pedras que serão usadas num ritual do dia seguinte. Antes do nascer do sol parte-se para Mina.

Em Mina os peregrinos atiram sete pedras contra três abascantos (pedras que eram adoradas como divindades nos tempos pré-islâmicos). A maior delas, Jamarat al-Kubra, representa hoje Satanás. O ato tem como simbologia o desejo de se renunciar ao mal e exaltar o Deus único. Cada peregrino deve depois sacrificar um animal (um carneiro ou um bode). Os ritos terminam com o início de um festival de três dias que celebra o fim do Hajj, o Eid al-Adha (“Festa do Sacrifício”). Uma vez que é impossível consumir toda a carne que resultou de cada um dos sacrifícios, as autoridades locais desenvolveram complexos de tratamento das carnes para serem mais tarde distribuídas pelos mais necessitados. Em Mina os peregrinos podem retirar os trajes que usaram durante os rituais.

Por último, o peregrino deve efetuar um tawaf e um sa´ee finais antes de se despedir de Meca. Todo o homem ou mulher que realizou o Hajj é chamado de hajji ou hajja respectivamente, alcançado um estatuto de respeito na comunidade e na família.

Alguns peregrinos aproveitam a ocasião para se deslocarem à cidade de Medina, onde se encontra o túmulo do profeta Maomé.

El hajj ou el hadj pode ser colocado na frente de nomes de pessoas que já fizeram a peregrinação.

Práticas Pré-Islâmicas

Algumas crenças e comportamentos islâmicos são semelhantes a práticas pré-islâmicas nativas da Península Arábica e cheias de misticismos – em particular o hajj e três de suas práticas associadas: circundar a Kaaba, beijar a Pedra Negra (conhecida também como Hajar el Aswad), e o apedrejamento do Diabo nas proximidades de Meca.


A Bíblia corrobora com a prática do Hajj?

Não, pois ensina que:

• Que não há salvação pelas obras e muito menos por causa de um ato de peregrinação – Rm.3.28; Ef.2.8,9.

• b) Que um ato de procissão é idolatria diante de Deus: Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar. (Is 45.20)

• c) Que os adoradores verdadeiros adoram em espírito e em verdade, independente do local ou lugar – Jo 4.21-24

Por isso, o ato do Hajj é uma prática anticristã.

Bibliografia:

www.ibng.com.br/31EBD/Islamismo.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hajj


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

3 Comentários

Comentários 1 - 3 de 3Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. E com muita pena que alguem diga que o Hajj é pratica anticristã. Em Fátima, Portugal o que tem se feito?
    Em Namaacha, Moçambique o se tem feito chamam se o que? Meus caros, deixem os muçulmanos curtirem o seu Hajj de acordo o seu livro sagrado.

    1. deixem os muçulmanos curtirem o seu Hajj de acordo o seu livro sagrado ???

      no Brasil tem liberdade de expressão religiosa, mas o mesmo não se pode dizer de todos os países islâmicos onde perseguem cristão, e isso sr. ‘mustafá’ o sr. não fala né ?!

    2. no Brasil o direito de culto é garantido pela constituição BR … porém, também pela mesma Constituição Br permite-se polemizar. Estude mais.

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