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O Sábado e o Dia do Senhor

por Artigo compilado - dom maio 31, 5:55 pm

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Afirmamos repetidas vezes que o Novo Testamento não manda guardar dia algum. Porém, sabemos que alguém poderá objetar, alegando que Ap. 1.10 menciona “O dia do Senhor”. “Que dia era esse? Precisamos saber”, dirá alguém, “pois está claro que o Senhor ainda tem um dia”. A resposta a esta alegação é que como já vimos, a Bíblia mostra que os cristãos do século I tinham predileção pelo primeiro dia da semana (At. 20.6,7, I Co. 16.2); e a História Eclesiástica deixa claro que nos séculos II e III os cristãos tinham como dia de guarda o domingo, ou seja, o primeiro dia da semana. É oportuno relembrarmos que eles o faziam impulsionados pelo Espírito Santo, e não em obediência a uma lei escrita. Sim, o Novo Testamento não registra este mandamento.

Pois bem, Ap. 1.10 se explica assim: De tanto os cristãos primitivos se reunirem no primeiro dia da semana, se convencionou entre eles identificar este dia com uma nomenclatura especial. E o nome dado foi “Dia do Senhor”. João chamou este dia de “Dia do Senhor” apenas porque este era o nome pelo qual este dia era conhecido.

Etimologicamente, o significado do vocábulo “domingo”, é “dia do Senhor”. E nós, embora sabedores disso, chamamos o primeiro dia da semana de domingo, apenas para identificá-lo, pois como já está claro, o consideramos como um dia qualquer. E, certamente, João o fez pela mesma razão.

O Sábado na Eternidade

Is 66.23 diz “que, de uma festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR” ( Almeida Atualizada, grifo nosso).

Geralmente os adventistas se servem deste versículo para “provarem” que o sábado será observado até mesmo na Nova Terra, ou seja, na eternidade, o que, segundo eles, é evidência de que o sábado é um mandamento eterno. Mas, o que este texto está dizendo é que na eternidade a adoração será ininterrupta, e nada mais. Doutro modo teríamos que observar a Lua Nova também, visto que o texto em questão afirma de igual modo que os adoradores adorarão de “uma Festa da Lua Nova à outra”.A Bíblia diz, por exemplo, que os perdidos serão atormentados de dia e de noite (Ap 20. 10). Entretanto, disso não podemos inferir que vá existir dia e noite no inferno. Todos entendemos que, neste caso, o trecho bíblico em pauta está apenas dizendo que o tormento será contínuo.

Extraído do livro “IASD: Que Seita É Essa?” – Pr. Joel Santana


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