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O Teosofismo

por Artigo compilado - seg jul 12, 12:42 pm

A palavra teosofia vem de duas outras gregas, Theus = Deus, e sofia = sabedoria; isto é, sabedoria de Deus. Essa falsa religião ensina que a aquisição da sabedoria divina não é dada através da revelação de Deus – a Bíblia, nem por inspiração, estu­do, ou revelação concedida pelo Espírito Santo.

RESUMO HISTÓRICO DO TEOSOFISMO

Helena Petrovna Blavatsky. A origem do Teosofismo como o co­nhecemos hoje, é atribuída à senho­ra Helena Petrovna Blavatsky, na­tural da Rússia, a cuja nobreza per­tencia. Era médium espírita, e por dez anos esteve sob o domínio dum espírito demoníaco que, para enganá-la, dizia chamar-se João King. Com o propósito de disseminação da sua nova religião, Helena viajou por vários países. A princípio esteve no Cairo, capital do Egito, onde tentou fundar uma sociedade espíri­ta, mas não conseguiu. Daí foi para Nova Iorque, onde aliou-se a um grupo de médiuns. Como nessa épo­ca já se começava a pesquisar as fraudes do Espiritismo, chocada com isto, coadjuvada por outras médiuns, a senhora Blavatsky fun­dou em Nova Iorque em 17 de no­vembro de 1875 a Sociedade Teosófica.

Expansão do Teosofismo. Acompanhada do Coronel Olcott, veterano da Guerra Civil America­na e adepto do Teosofismo, deixan­do os Estados Unidos em 1882, He­lena parte em direção à índia a fim de penetrar no conhecimento das crenças hindus e budistas. Na ín­dia, escolheu como sede do Teoso­fismo, a cidade de Madras.

Desse modo, o Teosofismo que fora gerado do Espiritismo, cresceu de braços dados com o paganismo oriental, hindu e budista. Os princí­pios falsamente chamados “filosófi­cos” adotados pelo Teosofismo, fo­ram tomados emprestados das obras dos filósofos alemães João Eckhart e Jacó Boheme.

PRINCÍPIOS E ENSINOS DO TEOSOFISMO

A respeito de Deus. Ensina que Deus é impessoal e que a Trin­dade de Deus é de nomes apenas. É constituída de Força, Sabedoria e Atividade. Ensina também que Deus tem ainda uma quarta pessoa sendo esta feminina. Trata-se da matéria, a qual ele utiliza para poder manifestar-se. Citam Lucas 1.38 e por meio de explicações sutis ligam o fato da encarnação do Filho de Deus por meio da virgem Maria, a esse falso ensino da quarta pessoa da Divindade. A segunda pessoa da Trindade – Sabedoria, tem duas na­turezas, uma espiritual: a Razão, e outra material: o Amor. Em suma, este falso ensino é o seguinte: Deus no sentido espiritual tem três pes­soas: Força, Sabedoria, e Atividade. Já no sentido material, é manifestado na Matéria.

A respeito do homem. Ensina o Teosofismo que o homem tem dois corpos, um natural e outro espiri­tual. O espiritual é constituído das mesmas pessoas da Trindade: For­ça, Sabedoria, Atividade. O corpo natural é mais complicado; tem quatro partes, a saber:

  1. O corpo físico, duplamente constituído. Não detalha essa du­plicidade. Ensina apenas que há aqui duas partes.
  2. O corpo astral, ao qual estão afetos as emoções e os desejos.
  3. O corpo mental, que se ocupa do Pensamento.

A respeito da reencarnação. “Reencarnação” na linguagem teosófica é chamada “Carma”. É pala­vra hindu e brâmane para exprimir a Lei de Causa e Efeito. A lei do “Carma” ensina o seguinte: as ações e intenções atuais do homem são efeito daquelas que o precede­ram e causa das que se seguirão Firmado nessa crença, o homem pode operar sua salvação com uma certeza matemática mediante o aperfeiçoamento crescente de cada vida que passar aqui. Em busca de apoio nas Escrituras à lei do Carma, o Teosofismo, erroneamente lança mão de passagens como Gálatas 6.7 e João 9.2.

A respeito da raça humana. O Teosofismo ensina que o homem é um “fragmento divino”, e seu desti­no final é voltar para Deus de modo permanente. Isso é chamado “Nirvane”, ou seja, o fim das reencarnações. Na linguagem teosófica são “os homens divinos feitos perfei­tos”. São chamados “Mahatmas”, que significa Mestres, Sábios. Os Mahatmas podem viver sempre no céu, mas podem também habitar nos “montes sagrados” do Tibete. Isso fazem para auxiliarem na evo­lução da humanidade. Um Mahatma pode também encarnar-se num teosofista proeminente. Toda sabe­doria oculta do Teosofismo derive desses Mahatmas. Há um chefe aci­ma de todos os Mahatmas chamado “Supremo Mestre”. Quando este se encarna, temos um Cristo. Assim sendo, de acordo com o ensino teosófico, todo homem é um Cristo em potencial.

Firmado na lei do Carma, o Teo­sofismo dá à humanidade uma ori­gem remotíssima e pontilhada de detalhes portentosos para impres­sionar o povo crédulo e sem fé na Palavra de Deus.

REFUTAÇÃO BÍBLICA

Grande parte da refutação bíbli­ca apresentada na lição 7, sobre o Espiritismo, estudada no último dia 16 de fevereiro, aplica-se de igual modo aqui. Mas aqui estão mais algumas, apropriadas para refutar o ensino teosófico.

  • O teosofismo tem os seus fun­damentos em princípios oriun­dos das religiões e filosofias pagãs do Oriente, e não nas Escrituras Sagradas (Cf Is 2.6).
  • A entrada no reino dos Céus não é pela reencarnação ou lei do Carma (Mt 7.21; Jo

1.12,13), mas pelo novo nasci­mento (Jo 3.3).

  • Mahatmas e Cristos habitan­do no Tibete, não passa de descabida invenção de ímpios alienados de Deus (Mt 24.24- 26).
  • É Deus quem liberta o homem dos seus pecados e não a lei do Carma (Is 1.18; 1 Jo 1.9).

Está bem claro que o Teosofismo tem por base doutrinas de demô­nios, de acordo com o que escreveu Paulo em 1 Timóteo 4.1. Este texto bíblico registra que nos últimos tempos surgirão essas “filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8). “filosofias” disseminadas por homens ignorantes do fato de que em Cristo “habita corporal­mente toda a plenitude da divinda­de” (Cl 2.9).

Agradeçamos a Deus pelo fato de por sua graça, revelada em Jesus Cristo e através da sua Palavra, guardar-nos do embuste do Teosofismo, e fazer-nos perfeitos no seu Filho, Ele “que é a cabeça de todo o principado e potestade” (Cl 2.10).

LIÇÕES BÍBLICAS – CPAD – 1986


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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