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O Vampirismo

Mito? Folclore? Fantasia? Ou história real?  [1]

“… porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias” (Ap 18.23).

O vampirismo invade o novo século recrutando adeptos e divulgando sua ideologia. Antes de qualquer conclusão sobre a suposta existência de vampiros, faz-se necessário explicar o significado do termo.

Vampiro: palavra que veio do húngaro e do alemão vampir, e do francês vampire, que quer dizer: “entidade lendária que, segundo superstição popular, sai das sepulturas à noite para sugar o sangue dos vivos”.[i] Observamos que o dicionário Aurélio trabalha com as palavras “lendária” e “superstição”.

No Brasil, ainda segundo Aurélio, o termo representa um tipo específico de morcego da família dos desmodontídeos, que transmite raiva aos bovinos. O mesmo animal ocasionalmente ataca o homem e tira-lhe pequena quantidade de sangue. Essas ocorrências são registradas principalmente nos campos.

Outra definição acrescenta outro significado, qual seja: “espectro, espírito ou ‘alma do outro mundo’ que, segundo a crendice popular, vai durante a noite sugar o sangue dos vivos até lhes causar, pouco a pouco, a morte por inanição”.[ii]

Nas diversas culturas, as definições parecem voltar para uma única dedução. Possivelmente, a origem da palavra seja eslava, uma vez que os eslavos e os balcânicos foram os primeiros povos a manifestar a crendice e a ideologia vampiresca. Os turcos não ficam de fora, e apontam semelhante ideologia por meio do vocábulo uber, que significa feiticeiro, sendo, por isso justificado o fato de alguns etimologistas concluírem que é esta a origem fiel da palavra.

Por tudo isso, estamos mostrando que, em se tratando da origem dos vampiros ou de seu termo, não podemos deixar de considerar que essa crença tem sido atribuída à ignorância por parte das massas populares. A divulgação em massa por meio do cinema,[iii] televisão,[iv] jornais e revistas é a causa principal para tal cultura flácida em que se envolve a atual sociedade. Para se ter uma idéia, em todo o mundo existem mais de dez mil sites de organizações vampirescas.

A origem dos vampiros ganhou bastante popularidade nos últimos cem anos, principalmente por causa do sucesso do livro Drácula, romance escrito na ultima década do século xix pelo irlandês Abraham Bram Stoker.

A história de Drácula mistura-se à realidade vivida no ano de 1431. Rico morador de um castelo e homem poderoso na região da Valáquia, Vlad viveu como o príncipe Vlad Tepes, e também era chamado de Vlad Drácula. Sua existência foi marcada pela extrema crueldade que dispensou na guerra contra os turcos. Como o povo da Transilvânia[v] dedicava grande crença à existência de vampiros, logo foi criada uma fantasia macabra para justificar a maldade de Vlad. Daí, então, nasceu o Conde Drácula.

De toda essa avalanche demoníaca que a mídia tem propagado sobre a possível existência dos vampiros, não se pode negar que muitas pessoas estão sendo influenciadas por tais ensinos. Devemos nos lembrar que o ato de beber sangue vem dos rituais das sociedades satânicas. Em algumas tribos africanas, por exemplo, o ato de beber sangue de recém-nascidos é muito comum como forma de rejuvenescimento físico e espiritual dos adultos. Um engano, ou seja, cegueira espiritual.

Por meio do vampirismo e sua doutrina, a intenção de Satanás é misturar fantasia com realidade, mistério, magia e sobrenatural. Pessoas de diversas classes sociais que buscam conhecer o lado vampírico da coisa acabam se envolvendo numa grande esfera espiritual, movida por decadência, rituais macabros, sexo anormal, entre outras coisas. Tudo por causa do vampirismo, febre que vem atravessando séculos e recrutando adeptos. Há quem se julga ter nascido vampiro e busca “desenvolver” seu ato por meio de rituais. Entre os grupos que se autoconsideram vampiros estão os góticos, movimento que surgiu nas barras da era punk dos anos 70, e os darks, movimento semelhante.

Dos grupos mencionados, as faixas etárias dominantes constituem-se de jovens e adolescentes que se envolvem com bruxaria, ocultismo e coisas sobrenaturais. É o caminho do vampirismo.

As prateleiras das livrarias estão repletas de literaturas sobre o assunto. As locadoras também lideram na propagação de seus vídeos de horror. Aqueles que parecem apenas admirar tais obras são involuntariamente vítimas desse sutil engano diabólico.


O sangue que liberta

Como se percebe, o sangue é um elemento essencial para o vampirismo, pois, segundo a crença, é desse líquido que os vampiros se alimentam.

Incomparavelmente, para o cristianismo, o sangue possui extremo valor, pois a Bíblia declara que “não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fomos resgatados de nossa vã maneira de viver, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1Pe 1.19). É por meio do sangue de Cristo que temos a remissão dos nossos pecados (Cl 1.14). Portanto, trata-se de um sangue que nos purifica, nos liberta das obras do diabo!

Essa é a poderosa mensagem que o evangelho deixou para igreja: “para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8). Tudo que busca levar o homem ao sacrifício macabro, à magia, às ilusões satânicas, é contrário aos princípios da Palavra de Deus. O homem busca destruir a si próprio com os efeitos da ação dos demônios, os quais podemos considerar os “verdadeiros vampiros” do mundo espiritual. Estejamos sempre alerta!


Você sabia…

… que o nome Drácula tem sua origem na Ordem do Dragão. Seu pai se chamou Vlad Dracul (dragão ou demônio, no dialeto local de Valáquia, na Romênia — 1431). Podemos observar que na Bíblia o dragão representa Satanás (Ap 20.2).

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Notas:

[i]Dicionário brasileiro Aurélio Buarque de Holanda, Editora Nova Fronteira.

[ii]Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. 34, Editorial Enciclopédia.

[iii]Shadow of the Vampire, Christianni Fonte, 2000. Interview with the vampire, Christianni Fonte,1994.

[iv]Novelas Vamp e O beijo do vampiro, Antônio Calmon.

[v]Região montanhosa no norte da Romênia, onde nasceu, no século xv, o personagem histórico conhecido como Vlad, o Empalador.

Fonte: Revista DF

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