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O vídeo desmonta a vigarice de Barroso

por Artigo compilado - ter dez 22, 11:09 pm

O vídeo desmonta a vigarice protagonizada por Barroso para barrar o impeachment

Sempre caprichando na pose de quem recitava de fraldas artigos e incisos da Constituição, o ministro Luís Roberto Barroso resolveu mostrar, na sessão em que o Supremo Tribunal Federal embaralhou o processo de impeachment, que usa as horas livres do recesso para decorar normas que regulamentam as atividades dos demais Poderes. Conseguiu apenas confirmar que, para impedir o desmoronamento da argumentação mambembe, é capaz de sonegar informações essenciais e mentir publicamente.

─ Alguém poderia imaginar que o Regimento Interno da Câmara pudesse prever alguma hipótese de votação secreta legítima ─ concede o doutor em tudo na abertura do vídeo de 1min57. ─ Eu vou ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados e quando vejo os dispositivos que tratam da formação de comissões, permanentes ou temporárias, nenhum deles menciona a possibilidade de votação secreta.

─ Vossa Excelência me permite? ─ ouve-se o cerimonioso aparte de Teori Zavascki.

─ Pois não ─ autoriza o professor de impeachment.

─ Salvo engano meu, há um dispositivo, sim, do Regimento Interno, artigo 188, inciso III ─ prossegue Teori. ─ Diz que a votação por escrutínio secreto far-se-á para eleição do presidente e demais membros da Mesa Diretora, do presidente e vice-presidente de comissões permanentes e temporárias, dos membros da Câmara que irão compor a comissão representativa…

Teori faz uma pausa para virar a página. Barroso, que acompanha a leitura que está terminando, tenta interrompê-la:

─ Sim, mas olha aqui…

─ … e dos cidadãos que irão integrar o Conselho… ─ continua Teori.

As sobrancelhas simetricamente arqueadas e o balanço dos cílios enfileirados avisam que Barroso está sobressaltado com a aproximação do perigo. Então, confisca a palavra e recomeça a leitura do inciso III, cuja reprodução no vídeo do Portal Vox escancara a pilantragem togada: para esconder a fraude, o juiz esperto amputa as quatro palavras que completam o texto: E NAS DEMAIS ELEIÇÕES.

Animado com a rendição sem luta do confuso Teori, Barroso declama outra falãcia:

─ Considero portanto que o voto secreto foi instituído por uma deliberação unipessoal e discricionária do presidente da Câmara no meio do jogo.

Conversa fiada. O Brasil decente é que considera uma infâmia o que Barroso fez. Foi uma deliberação pessoal e discricionária de um servidor público pago pelo povo para defender a lei. Foi coisa de vigarista.

Augusto Nunes da Veja

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/


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2 Comentários

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  1. há muito tempo o judiciário já devia estar sendo repensado.Para o bem deste país

  2. de quem vc fala pastor joão flávio? da boca de cunha que mente mais que o pinóquio?
    deve ser né?

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