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Obesidade é pecado?

por Artigo compilado - qua jan 04, 12:24 am

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Na revista Veja, edição 1973, de 13 de setembro de 2006, foram divulgadas polêmicas dietas para emagrecimento, ensinadas por grupos religiosos nos Estados Unidos, inclusive evangélicos. As tais dietas estão levantando questionamentos lá e aqui, não exatamente pela sua eficiência, mas justamente porque muitos desses grupos religiosos que as adotam baseiam seus discursos na pregação de que obesidade é pecado. Alguns exemplos de programas alimentares cristãos desse tipo na América do Norte são a Dieta da Contenção, com um milhão de adeptos, e a Jesus me Chama, a do Criador, a da Aleluia e a da Magreza Interior.

A Dieta do Criador e a Dieta de Jesus baseiam-se nos alimentos consumidos crus por Jesus, como peixes de escamas, lentilhas, vinho, pães e vegetais. A carne de porco era proibida. Outras pregam que se pode comer de tudo, porém com moderação. A Dieta da Aleluia consiste em 85% de hortaliças cruas e 15% de vegetais cozidos e frutas, e é baseada em Gênesis 1.29. O que dizer dessas polêmicas dietas? Ou antes disso: Obesidade é pecado?

Antes de afirmarmos algo, precisamos entender a obesidade.

A obesidade é uma doença. As causas dessa enfermidade ainda hoje são pouco conhecidas, mas as mais comuns são genéticas, ambientais (como nas sociedades ocidentais), doenças do hipotálamo (parte do cérebro que controla o apetite), doenças da hipófise (glândula que controla todo o funcionamento hormonal do organismo), doenças da tireóide, ovário policístico e ansiedade.

O tratamento é através de dieta balanceada e, em casos graves (obesidade mórbida), cirurgia (redução do estômago). Portanto, obesidade é coisa séria, que deve ser tratada mesmo. Porém, não é pecado.

A obesidade não é pecado, mas doença. É uma doença física, causada por distúrbios orgânicos e que leva a moléstias graves, portanto, não tem qualquer sentido pecaminoso. Pecado é a transgressão às leis divinas por meio do nosso comportamento. Se obesidade fosse pecado, assim deveria ser no caso de todas as demais enfermidades. Elas também deveriam ser entendidas como pecado. As doenças atingem o homem em consequência do pecado, todavia, em si mesmas, não caracterizam pecado. Deus não leva em conta o aspecto físico do ser humano, mas a performance espiritual.

A Dieta do Jesus me Chama e suas similares nada têm a ver com a Salvação. As dietas adotadas por grupos religiosos norte-americanos são benéficas apenas no campo material, mas não têm qualquer sentido sagrado. Na igreja de Colossos, já havia esse tipo de heresia (Colossenses 2.16,21).

Na Dispensação da Graça não há proibição a alimentos como peixes com peles e carne de porco. Os alimentos que devemos nos abster é o sangue e a carne de animais sufocados, em respeito à decisão de Atos 15.20.

Fiquemos firmes na Palavra de Deus, tendo cuidado para que ninguém nos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Colossenses 2.8).

Pr. Jairo Cortez

Médico e Evangelista


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

6 Comentários

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  1. do artigo ” …Na Dispensação da Graça não há proibição a alimentos como peixes com peles e carne de porco. Os alimentos que devemos nos abster é o sangue e a carne de animais sufocados, em respeito à decisão de Atos 15.20 … “

    1. no verso 28 “…pareceu bem ao Espírito Santo” —> “parecer” não é mandamento ! significa “conselho”, “arbítrio”, “comentário” pois comer ou não chouriço de sangue não envolve comportamento moral ou quebra de decoro neo-testamental.

    2. na Igreja primitiva tinha muito de Judaísmo, S.Paulo posteriormente deu permissão para comprar e comer de tudo que se vende no mercado sem perguntar nada. 1 Coríntios 10:25 Logicamente, no decorrer do magistério de S.Paulo foi confirmado imoralidade e idolatria como pecado.

    3. e S.Paulo não fez restrição nenhuma a alimentos gentílicos exceto e se “alguém disser : foi sacrificado a ídolos”

    4. o judeu ortodoxo cristão da igreja primitiva tinha nojo de gentio-cristão, tanto que as viúvas gentias foram até esquecidas na refeição diária em preferencia das viúvas judias, e comiam em separadas.
      Atos 6:1-6 Isso demorou para entenderem até S.Paulo regularizar tudo (galatas).

    5. concluo –> não concordo com o autor do artigo Pr Jairo Cortez no que diz respeito “sangue/carne sufocada” pois isso não é representativo moral no Novo Testamento pós magistério de S.Paulo.

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