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Ocultismo: um sinal dos tempos

por Artigo compilado - qua ago 29, 12:11 am

“E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces” (Ap. 9.21).

A feitiçaria faz parte da apostasia religiosa prevista por Jesus e seus apóstolos. Ciências ocultas, feitiçaria, esoterismo e ocultismo fazem parte de um mesmo sistema religioso.

Ocultismo é a crença nas forças ocultas e práticas adivinhatórias da magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia, necromancia, numerologia e outras ciências ocultas. Foi Eliphas Lévi, na França, em 1856, que usou pela primeira vez a palavra ocultismo, e seus derivados, com o sentido de esoterismo. Hoje muitos esotéricos questionam a equivalência ocultismo-esoterismo, mas na prática não dá para separar essas duas coisas.

Qualquer que seja o nome dado a essas práticas, o certo é que elas são abomináveis aos olhos de Deus e, portanto, condenadas pela Bíblia. São uma afronta ao Senhor. A Palavra diz que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus, estão alienados de Deus (Gl. 5.19-21). Apesar dessas advertências, o ocultismo está hoje ganhando influência em todos os níveis sociais, na política, nos meios de comunicação, na indústria, no comércio, no esporte, na arte, na literatura e até na educação. Em todas as panes da Terra, políticos, cientistas, empresários, financistas, artistas, religiosos estão sendo influenciados pelo ocultismo.

O avanço das práticas ocultistas em todo o mundo é mais uma prova de que a Bíblia se cumpre. A palavra grega feitiçaria, no texto sagrado em foco, é pharmakeia, que significa magia, além de feitiçaria. O pharmakos ou pharmakeus era o manipulador de drogas, daí vem a palavra farmácia. Essas drogas eram usadas na medicina, mas os mágicos ou bruxos manipulavam os efeitos alucinógenos delas para rituais de magia. Essa palavra é também aplicada aos magos e encantadores do Egito, na Septuaginta. Hoje envolve toda a forma de ocultismo.

Uma avalanche de propagandas esotéricas está invadindo os lares brasileiros através da TV. Magos, cartomantes, adivinhos e toda a sorte de bruxos apresentam e oferecem seus serviços. Há uma profusão deles, que não dá para enumerar. Na educação, é comum professores indicarem a leitura de obras esotéricas aos seus alunos.

O Movimento da Nova Era, que congrega em seu bojo toda a sorte de práticas ocultistas, vem declarando há décadas que o Cristianismo desaparecerá do planeta. Qualquer teólogo cristão reconhece que tal declaração é uma tentativa de fugir do juízo de Deus. Em vez de se arrepender para alcançar a misericórdia e o perdão do Senhor, arvora sua bandeira contra o Cristianismo bíblico, pregando sua extinção para escapar do juízo de Deus. É o que está previsto no texto sagrado em foco (Ap. 9.21).No Brasil, o Congresso Nacional aprovou, em 1999, uma lei especial e específica concedendo uma aposentadoria para um conhecido médium do interior do Estado de Minas Gerais. Será que ele prestou relevantes serviços à nação para merecer tamanha honra? Não. Isso aconteceu simplesmente porque o tal médium era guru de muitos parlamentares.

Um outro livro que propaga ideias ocultistas é O Mundo de Sofia, do filósofo norueguês Jostein Gaarder. Publicada em vários idiomas, a obra em apenas sete anos alcançou mais de 20 milhões de exemplares vendidos. Trata-se da história do pensamento humano. É a história da filosofia de forma romanceada, em um estilo agradável e atraente, principalmente para o público juvenil. No entanto, a obra começa com filosofia e termina com esoterismo.

René Guénon, mestre esotérico francês do início deste século, repetia o ditado latino: “O povo quer ser enganado”. E acrescentava: “Pois então, que seja”. Mas hoje isso não se aplica apenas ao povo, é extensivo também às autoridades. É o drama dos séculos! Levamos a vida inteira ensinando às crianças que Papai Noel não existe. Agora temos de persuadir cientistas de que não existem gnomos e nem duendes e a filósofos de que Branca de Neve não tem existência real.

Será influência dos meios de comunicação? Claro que a imprensa tem um papel significativo em tudo isso. Mas existe uma explicação mais profunda para esse fenômeno ocultista que simplesmente o empenho da mídia. É que “a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (Jo. 3.19). Por isso a feitiçaria hoje virou moda na sociedade. A plataforma está pronta para que o cenário do Apocalipse possa se desenrolar:

“Porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias” (Ap. 18.23).

Pr. Esequias Soares


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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