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Os ciumentos e invejosos

por Pr. Natanael Rinaldi - sex mar 14, 12:01 am

invejosos

O JORNAL DA ORLA, traz um artigo sobre comportamento, assinada por Mirian Ribeiro, com o título “OS CIUMENTOS E INVEJOSOS NO AMBIENTE DE TRABALHO”, fazendo o seguinte comentário: “Quando se fala em ciúme geralmente se associa o sentimento aos relacionamentos amorosos, mas ele também se revela – e, não raro, escancarado -, no ambiente de trabalho. Um elogio, uma promoção, o destaque em um trabalho, uma sugestão acatada e até a aparência física, tudo é motivo para despertar o ciúme e fomentar um festival de flechas envenenadas. No trabalho, o excesso de ciúme tende a bloquear oportunidades valiosas para as pessoas e para empresa. Os funcionários demasiadamente ciumentos sonham em deter o monopólio das atenções do chefe. E, para tanto, desenvolvem comportamentos mesquinhos: escondem dados dos colegas, decidem por conta própria filtrar as demandas que chegam ao chefe, fornecem informações parciais, comportam-se com intolerância.”

PR. NATANAEL: O que a Bíblia menciona acerca desses sentimentos humanos conhecidos como ciúme e inveja?

Quando usamos a palavra inveja, estamos nos referindo a ter inveja de alguém por ter algo que não temos. Esso tipo de inveja é um pecado e não é uma característica de um Cristão – isso só mostra que ainda estamos sendo controlados pelos nossos próprios desejos carnais. I Corintios 3:3 – “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? Em Gálatas 5:26 diz: “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”. Lemos ainda em Tiago 3:15: “Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica”.

2. Qual a diferença entre inveja e ciúme?

Embora o ciúme simplesmente cobice a riqueza e a honra dos outros, a inveja é algo que se faz acompanhar de rancor. A inveja não é necessariamente querer para nós mesmos, mas simplesmente querer que seja tirado do outro. A inveja é o sentimento de infelicidade produzido por presenciarmos a vantagem ou a prosperidade do outro. Os invejosos se incomodam com os sucessos dos amigos. Salomão reconheceu a vaidade (inutilidade) desse pecado quando disse: “Então vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo” (Eclesiastes 4:4).

3. Existe na Bíblia a indicação de pessoas que manifestaram esses sentimentos conjuntos de ciúme e inveja?

Sim. Na família de Adão e Eva, logo no início do mundo, já se manifestou esse sentimento de inveja de Caim contra seu irmão Abel como lemos Gênesis 4:1-5 – E CONHECEU Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem. 2 – E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. 3 – E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. 4 – E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. 5 – Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.” 4:8 – “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.”

4. Como reagir a esses sentimentos negativos da nossa natureza humana?

Reconheçamos que nós seres humanos sobre maus por natureza. Isso foi dito por Jesus cerca ocasião ao ensinar a orar a Deus. Disse ele Mateus 7:11 – “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” Se é uma realidade que somos maus e cada um de nós tem consciência de seus fracassos nesse campo dos sentimentos, por que não recorrer a Deus que nos promete um novo coração como lemos em Ezequiel 36:25-27 – “Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. 26 – E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. 27 – E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.” Essa mudança radical é conhecida através das palavras de Jesus em João 3:3 – Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” Nascer de novo significa ser regenerado, transformado e viver uma vida dirigida pelo Espírito Santo. É o que escreve o apóstolo Paulo: Gálatas 5:22 “… o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Aí está como um cristão deve se portar produzindo o fruto do Espírito Santo na sua vida.

5. Mas existem cristãos que se deixam dominar pelas obras da carne por não dominarem os ímpetos da nossa carne ou não?

Sim, isso pode ocorrer. Nessas ocasiões devemos seguir o exemplo de Paulo quando afirmou: I Corintios 9:27 – “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” E ele conclui: I Corintios 13:4-7 – O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. “5 – Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; 6 – Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; 7 – Tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”


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