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Os desassociados da Sociedade Torre de Vigia

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As Testemunhas de Jeová usam 1Co. 5.11-13; 1Tm. 5.20 e 2Jo. 9-11 para proibir seus adeptos de falar com qualquer um que tenha abandonado sua organização, e os chama de apóstatas.

“Trate os entes queridos desassociados como mortos por Jeová, e não os lamente” (revista A Sentinela, 15/11/2014, no artigo intitulado “Devemos ser santos em toda nossa conduta”).

A Sociedade Torre de Vigia continua a exigir de seus membros que rejeitem seus amigos e parentes desassociados, e os tratem como pessoas rejeitadas por Deus. Os que são desassociados ou se dissociam da Organização Torre de Vigia são encarados como “mortos” pelos seus anteriores irmãos. Mesmo pais, filhos, avós, irmãos e amigos de infância se afastam dos entes queridos desassociados (expulsos) ou dissociado (que saíram voluntariamente), evitando mesmo dirigir-lhes um simples cumprimento. No artigo mencionado, o Corpo Governante vai muito além e insta os seus fiéis agora a encarar parentes queridos, que não fazem mais parte de sua religião, como tendo sido “mortos por Jeová” e ainda afirmam que não devem ser lamentados!

O que a Bíblia diz acerca de desassociação e/ou dissociação:

1) A Bíblia diz que um apóstata:

  1. a) É alguém que tenha abandonado a doutrina de Cristo (2Jo. 9-11);
  2. b) São os falsos cristãos que ensinam a secreta e invisível presença de Jesus (Mt. 24.23-27);
  3. c) São alguns que virão em nome de Cristo, dizendo ser o Cristo (Mt. 24.5,24);
  4. d) São alguns ensinam que o Dia de Jeová e a segunda vinda de Cristo já passaram (2Ts. 2.1-2);
  5. e) São aqueles que ensinam que a ressurreição já ocorreu (2Tm. 2.16-18).

2) A Bíblia diz que a exclusão não deve ser apenas por pecado cometido. O problema em questão, quando se examina o que a Bíblia diz acerca da exclusão, é saber qual seria o propósito da medida tomada. E o propósito claro é remover do contato e da comunhão com os fieis aquelas pessoas que não apenas estão em pecado, mas que também são ativas para recrutar elementos para o seu ponto de vista de pecado. Em outras palavras, a exclusão visa por à distância dos verdadeiros crentes as pessoas corrompidas.

A forma como o pecado é geralmente reconhecido se refere à negação da humanidade e deidade de Jesus Cristo. É possível que tais pessoas não tenham sido efetivamente crentes em tempo algum (veja 2Jo. 7-11). Em contraste com a posição da Sociedade Torre de Vigia sobre o assunto, a Bíblia ensina que a desassociação não foi projetada para lidar com os pecadores. Os pecadores devem ser tratados da forma claramente definida nas seguintes passagens:

  1. a) Aceitar aqueles que são fracos (Rm. 14.1-4);
  2. b) Restaurar com cuidado os que têm caído (Gl. 6.1-5);
  3. c) Cuidado com aqueles que são conduzidos perante concílios (Mt. 10.17);
  4. d) Conduzir passo a passo aqueles que têm deixado de seguir a doutrina de Cristo (Mt. 18.15-20);
  5. e) A Bíblia recomenda não deixar entrar em casa qualquer que negue a doutrina de Cristo (deixar a Sociedade Torre de Vigia não está dentro das qualificações para exclusão) 2Jo. 9-11.

Uma pessoa que tenha se tornado rebelde, impenitente com relação ao pecado, e que não atende à disciplina da igreja, deve ser tratada como descrente e não como apóstata. Um incrédulo precisa do Evangelho e de nossas orações.

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