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Os dogmas da “Santa Madre”

por Mary Schultz - sex ago 31, 9:15 am

No dia 08/12/2004, o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria do Catolicismo Romano, criado pelo papa Pio IX, em 1854, estará completando 150 anos e JP2, o papa mais mariólatra da história, estará impingindo ao mundo inteiro a renovação deste dogma fraudulento, o qual tanto tem amaldiçoado as nações com o aumento da mariolatria.

Tendo dedicado o mundo inteiro a Maria, na chegada do Terceiro Milênio, o papa JP2 deu um passo decisivo no estabelecimento de uma Igreja Mundial, na qual vai pontificar o seu confrade – o Anticristo – chamado por Paulo “o homem do pecado” e “o filho da perdição” (2 Tessalonicenses 2:3).

O dogma da Imaculada Conceição, que vai celebrar o seu sesquicentenário, foi declarado por Pio IX, 15 anos antes do dogma da Infalibilidade Papal, ambos com o fito de fortalecer a Igreja de Roma contra a democracia entregue ao Ocidente pelos Estados Unidos da América e como resultado da Revolução Francesa, que se espalhou por toda a Europa.

Engraçado é que a maioria dos católicos desconhece completamente a significação desse dogma, achando que ele se refere ao nascimento virginal do Senhor Jesus Cristo, quando, de fato, ele obriga todos os membros do Catolicismo Romano a crer (sob pena de excomunhão) que Maria nasceu imaculada, contrariando o verso bíblico (Romanos 3:23) que declara: “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Vamos mostrar algumas das declarações do Catecismo da Igreja Católica, Editora Vozes, Edições Loyola, 1993, sobre o assunto:

#491 – Ao longo dos séculos a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus (Lc 1:28), foi redimida desde a concepção. É isto que confessa o Dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX.

A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha do pecado original.

#493 – Os padres da tradição oriental chamam a Mãe de Deus, “a toda santa” (Panhaghia), celebram-na como “imune de toda mancha de pecado, como que plasmada pelo Espírito Santo, e formada uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria permanece pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.

#508 – Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe de seu Filho. “Cheia de Graça”, ela é o “fruto mais excelente da Redenção”. Desde o primeiro instante de sua concepção, foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.
# 510 – Maria permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo do seu seio, Virgem sempre. Com todo o seu ser ela é a “serva do Senhor” (Lc 1:38).

#2677 – “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…” Como Isabel também nós nos admiramos: “Donde me vem que a Mãe do meu Senhor me visite?” (Lc 1:43) Porque nos dá Jesus seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe. Podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos. Ela reza por nós como rezou por si mesma: ”Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1:38). Confiando-nos à sua oração, abandonado-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a tua vontade”.

“Rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”. Pedindo a Maria que reze por nós, reconhecemo-nos como pobres pecadores e nos dirigimos à ”Mãe de misericórdia”, à “Toda Santa”. Entreguemo-nos a ela, “agora”, no hoje de nossa vida. E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos “a hora da nossa morte”. Que ela esteja então presente como na morte na cruz de seu Filho e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe, para nos conduzir a seu Filho Jesus no Paraíso.

São apenas algumas das muitas garantias de que Maria nasceu imaculada, permaneceu imaculada por toda a sua vida e é co-redentora, com o poder de colaborar com o Filho no perdão de todos os pecados e de nos conduzir à glória eterna, na hora de nossa morte. Esse dogma nega a declaração de Jesus em João 12:48 que diz: “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”. Então, a Palavra encarnada, que é a verdade e veio ao mundo para redimir todos os pecadores é quem nos julgará no último dia, e Maria vai ficar quietinha, no seu canto, aguardando a ressurreição, sem direito algum de interceder pelos pecadores, pois quem intercede por nós (hoje) e quem vai nos julgar (futuramente) é o Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, conforme Hebreus 1:3; 7:25 e 2 Coríntios 5:10: que dizem: “sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder… pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles… Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.

Infalibilidade Papal

No dia 8 de dezembro de 1869, o Papa Pio IX abriu o Concílio Vaticano I, o qual tinha como meta principal a proclamação do dogma da infalibilidade papal. A maioria dos católicos e muitos bispos eram totalmente contra a proclamação desse dogma, por ser ele absolutamente contrário às Sagradas Escrituras.

Instalado o Concílio, com a maciça presença dos bispos de todas as partes do mundo, começaram os trabalhos no sentido de se elaborar a proclamação definitiva do tal dogma (Quanta Cura). Os bispos que eram contrários tiveram o seu direito de falar completamente cassado e seus passaportes foram retidos pelas autoridades conciliares. Alguns conseguiram fugir, enojados com a corrupção reinante lá dentro do recinto do Concílio. Muito dinheiro correu no sentido de se conseguirem votos a favor. Os que não se venderam e conseguiram fugir de regresso aos seus países, tiveram de se calar, temendo a divisão da Igreja que tanto amavam, a perda de seus cargos, e até a morte. O historiador e erudito suíço, August Bernhard Hasler, que se atreveu a contar a história suja desse Concílio, através do seu livro “Como o Papa se Tornou Infalível”, teve morte súbita e misteriosa. E o famoso teólogo católico contemporâneo, Hans Kung, que lecionava na conceituada Universidade de Tübingen, Alemanha, “foi destituído do seu cargo e de todos os privilégios eclesiásticos” por ter cometido o “crime” de prefaciar uma edição moderna do livro de Hasler.

Os bispos que compareceram ao Vaticano I eram literalmente prisioneiros do Concílio e um deles, Placido Cassangian, Abade Prior dos abades armênios, conseguiu fugir e mandou um bilhete de desculpas ao papa e seus aliados, temendo represálias futuras. Nesse bilhete, o Abade dizia que “sob ameaça constante de prisão, e vitimado por séria doença, ele temera por sua vida e sua única saída fora a fuga de Roma”. Durante as sessões do Concílio, nenhuma discussão contrária era permitida, os discursos não podiam ser impressos e os apartes eram todos tratados como insubordinação, podendo até dar excomunhão.

Com tudo controlado, Pio IX conseguiu o seu intento e o dogma foi proclamado. A ICR não ia lá muito bem das pernas e essa foi a única maneira encontrada pelo monarca político-religioso para tentar se aprumar em seu desempenho autocrático de Rei de Roma.

Entretanto, as revoluções francesa e americana aconteceram e se tornaram o estopim que acenderia a chama da liberdade humana e esta idéia logo se alastrou pela Europa e América do Norte. Abraão Lincoln, que seria o homem mais odiado pelo papa e seus asseclas – os jesuítas – e que seria sacrificado pelo seu amor aos direitos humanos básicos, já havia se pronunciado a favor de todo tipo de liberdade: social, política e religiosa.

O sentimento crescente em favor da democracia era a maior de todas as ameaças para o governo autocrático do papa e seus Estados. Pio IX elaborou e divulgou uma encíclica (Syllabus), tentando conter a liberdade, porém a revolução veio através do voto, quando o povo romano, em estrondosa votação de 133.681 votos contra apenas 1.507, exigiu que o papa deixasse o trono da Cidade Eterna e ficasse confinado ao Vaticano. Pio IX, que foi o Hitler do século 19, revidou de maneira cruel e sanguinária contra os romanos, taxando-os de hereges, executando centenas deles e confinando cerca de 8.000 nos calabouços do Palácio da Inquisição. Ali os infelizes “hereges” eram acorrentados às paredes frias, completamente nus, e não podiam ficar em liberdade para fazer exercícios e nem mesmo para fazer suas necessidades fisiológicas. Milhares morreram comidos pelos vermes, que se arrastavam sobre os seus corpos nus, transformados em esqueletos vivos, pela fome e o desespero, enquanto Pio IX, seria considerado um verdadeiro “santo infalível” pela sua Igreja, o que ainda hoje é crido pelos católicos mal informados. Seu nome é um dos mais venerados na lista de 262 nomes dos papas romanos, que, segundo a Tradição Católica, são os sucessores legítimos de Pedro.

O Palácio dos Inquisidores, que mais tarde ficaria aberto à visitação pública, foi tachado pelo Embaixador Inglês do seu tempo de “o opróbrio da Europa”. O mais incrível é que esse lugar de desgraça foi transformado cinicamente na “Congregação para a Doutrina da Fé”, (onde hoje pontifica o cardeal alemão Joseph Ratzinger) e onde os “santos” bispos romanos se pavoneiam da sua fé, bondade e amor ao próximo! Nos dias 12/11/71 e 02/05/79, bem depois do Concílio Vaticano II, no qual a “santa madre” teria mudado o seu modo de agir, aconteceu o seguinte: O Cardeal Agnelo Rossi, então prefeito da Inquisição em Roma, enviou ao Cardeal Evaristo Arns (SP) duas cartas sugerindo o assassinato do ex-padre Dr. Aníbal Pereira Reis, então pastor batista e autor de muitos livros sobre a Igreja de Roma, cartas essas que aparecem nas últimas páginas de alguns livros do ex-padre Aníbal, que já está na glória. Isso mostra que Roma é sempre a mesma. E não se iludam os amigos do Ecumenismo, pois quando tiver a oportunidade de se tornar novamente a religião dominante, a ICR agirá muito pior contra todos os que não rezam pelo seu Catecismo!


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