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Defesa da Fé – O irmão fez menção sobre um conflito interior. O que lhe
trazia mais reflexão, enquanto estava como sacerdote católico?
Figueiredo – O batismo de crianças sempre me trouxe conflito, pois
já era evidente para mim que crianças não deveriam ser batizadas, devido
a algumas razões. Primeiro, porque devemos observar o mandamento do Senhor
sobre o batismo. As Escrituras nos dizem que antes do batismo deve haver
ensino: Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do
Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. (Mt 28.19)
Também nos dizem as Escrituras que a fé é um requisito para o batismo:
Quem crer e for batizado será salvo. (Mc 16.16). Um bebê jamais poderia
ser previamente ensinado e esclarecido da importância do batismo e sua
relação com a fé cristã.
Por outro lado, o apóstolo Paulo nos esclarece que a criança é santa devido
a presença de um adulto crente: Porque o marido incrédulo é santificado
no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio
do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém,
agora, são santos. (1 Co 7.14)
Outro aspecto da comunidade sacerdotal é a ausência de vida cristã. Tínhamos
ensinamentos filosóficos e éticos, que quando confrontados com os ensinamentos
da Bíblia, notava-se que não estavam de acordo com os requisitos das Escrituras.
Este foi um fator decisivo e então busquei a Deus e Ele preparou o tempo
oportuno para que eu deixasse a batina.
Defesa
da Fé – Como
tem sido sua vida hoje como cristão?
Figueiredo
– Tenho usado meu tempo para estudar a Palavra de Deus e conhecer as doutrinas
verdadeiramente cristãs. Assim, tenho usufruído esta liberdade de ler
a Bíblia e crescer espiritualmente. Também tenho dedicado tempo à minha
família, esposa e filho e sou membro da Igreja Assembléia de Deus, liderada
pelo pastor Jairo Bartolomeu. Nas oportunidades que tenho recebido para
pregar e testemunhar, procuro ajudar aqueles que estão com dificuldades
em deixar a idolatria.
Defesa
da Fé – Quais
recomendações faria para o leitor que tem problemas com membros da família
que estão profundamente envolvidos com a idolatria e/ou sacerdócio?
Figueiredo
– Devemos ter zelo de Deus, mas segundo o conhecimento! A amizade daquele
pastor que me pediu o tapete emprestado, e seus convites para visitar
sua Igreja, foram a abertura para que eu recebesse o Evangelho. Infelizmente
ainda encontramos crentes que, em sua ânsia de alcançar os perdidos, acabam
por afugentar as almas cansadas. Falta-lhes a tolerância, não significando
isto que vamos transigir com o pecado. De forma alguma! Devemos usar as
oportunidades para demonstrar o fruto do Espírito (Gl 5.22-23).
Tenho em mente as palavras do Senhor Jesus: Eu, porém, vos digo: não resistais
ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também
a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe
também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.
Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.
(Mt 5.39-42)
Talvez alguém pudesse condenar um pastor evangélico por este pedir a um
padre para lhe emprestar um tapete. “Usar um objeto de um movimento idólatra?
Isto é tolice!” Mas foi assim que o Senhor abriu meu coração para a verdade
que liberta. Além disso, a loucura de Deus é mais sábia do que os homens;
e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. (1 Co 1.25)
Demonstremos a verdade aos nossos familiares que são descrentes, ou idólatras,
ou membros de seitas. Não com palavras duras e condenatórias, mas com
mansidão, amor e paciência, demonstrando assim o fruto do Espírito. Fiz-me
tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.
(1 Co 9.22)
Defesa
da Fé – A
Igreja Católica, nesse Ano do Jubileu está mobilizada no mundo todo, numa
campanha pelas Indulgências, o que o senhor pensa sobre isso?
Figueiredo
– Com isso fica claro que a Igreja não mudou, e mais, o propósito disso
é reagrupar os fiéis afastados com o atrativo do perdão. Mas como o perdão
é algo subjetivo, só a fé no sacrifício vicário de Cristo, e um real arrependimento
pode, na verdade, trazer libertação.
“...
e grande parte dos sacerdotes obedeciam à fé” (Atos 6.7)
(Extraído
da Revista Defesa da Fé - www.icp.com.br
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